A banda larga e as eleições australianas

Por foo

No Brasil, o Plano Nacional de Banda Larga é extremamente criticado pela Miriam Leitão e os "especialistas" da mídia. Na Austrália, o plano de oferecer banda larga determinou o resultado das eleições.

Fibra óptica e banda larga decidem as eleições na Austrália

O plano da Austrália para executar cabo de fibra óptica a 93 por cento dos lares do país e fornecer velocidades mínimo 100 Mbps (o resto do país vai ter 12Mbps, emitido pelo wireless e por satélite de última geração) sempre foi ambicioso, mas mesmo os seus apoiantes nunca mais entusiastas não esperavam que o plano nacional de banda larga poderia determinar próximo Primeiro Ministro do país. Mas foi exatamente isso que aconteceu.

A Austrália quebrou um impasse de duas semanas e meia resultantes da suas eleições nacionais. Nenhum partido obteve uma maioria absoluta, e a formação de um governo de coalizão mostrou-se complicada. Inúmeras questões estavam sobre a mesa, mas um dos principais diferenciais entre as partes era o futuro da empresa NBN apoiada pelo governo, a entidade que supervisiona a construção e operação da rede nacional de banda larga.

O Partido Trabalhista e os Verdes ambos viram fibra óptica de banda larga, especialmente em banda larga, como a chave para o futuro do país, e ambos se comprometeram a apoiar o projeto de AU$ 43 bilhões e uma década. O Partido Liberal de centro-direita queria acabar com todo o projeto, oferecendo algum dinheiro para fazer DSL disponível para mais pessoas. Com o parlamento pendurado resultantes da eleição da Austrália, ficou claro que a coligação vencedora iria determinar o futuro da rede de banda larga do país.

O impasse foi finalmente quebrado por três independentes. Um partiu para os liberais. Outra exercer o seu voto com o trabalho. O terceiro, Tony Windsor, é um MP rural que acredita que banda larga é a questão-chave na eleição.

Artigo original em inglês:

http://arstechnica.com/tech-policy/news/2010/09/fiber-lives-on-how-broadband-decided-australias-election.ars

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9 comentários
imagem de Anônimo

 

“O Plano Nacional de Banda Larga foi formatado quando a candidata petista ainda estava na chefia da Casa Civil”.

OPPORTUNITY FUND: jornalista é condenado depois de denunciar conflitos na CVM (08 de setembro de 2010)

…Posteriormente, TELETIME apontou em reportagens que CANTIDIANO havia sido advogado da empresa FORPART, investigada pela CVM por garimpagem de ações do SISTEMA TELEBRÁS, e em fevereiro de 2003 revelou documentos que comprovavam a atuação de CANTIDIANO como advogado do próprio OPPORTUNITY FUND junto à CVM em 1996, justamente no processo de registro e legalização do fundo.

http://www.teletime.com.br/08/09/2010/opportunity-fund-jornalista-e-condenado-depois-de-denunciar-conflitos-na-cvm/tt/198321/news.aspx

TELEBRÁS e o PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA

Orçamento de 2011 prevê R$ 1,4 bilhão para Comunicações

Presidente da Telebrás cobra Serra sobre banda larga

23 de julho de 2010

Banda larga já chega a 72% das escolas públicas do país, diz Anatel

29/08/2010

Dilma quer levar banda larga a 40 milhões de brasileiros

09 de Setembro de 2010

Democratização do acesso à internet

http://www.mundosindical.com.br/sindicalismo/noticias/noticia.asp?id=4200

Internet em banda larga conquista mais de 67 mi de usuários

Brasil precisa investir pesado para garantir estabilidade dos sistemas no Mundial e Jogos Olímpicos

FRASE DO ANO: “a internet é usada para a propagação da mentira” (José Serra)

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/exclusivo-serra-vai-a-direita-em-encontro-com-militares-no-clube-da-aeronautica

 

 
 
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Com todo o povo brasileiro na rede... acaba de vez o Apartheid Social.

 

Poder para o povo pobre!

 
 
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Alex Gonçalves

Caramba! O resto do país vai ter 'apenas' 12Mbps! O GVt de 10M de meu amigo é um concorde! E 93% com 100!

 
 
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José_Nilton

Também continuo acompanhando esse assunto. E, assim como a eleição do Chile, não se deve transplantar as conclusões para cá sem analisar os contextos locais.

A Austrália já tem uma penetração de banda larga muito boa (mais de 80% da população), com média de velocidades de país rico, superior por exemplo à da Itália, mesmo tendo seus cerca de 20 milhões de habitantes distribuídos por uma densidade populacional de 2,6 hab./km2 (no Brasil é 20 vezes mais).

A proposta do senador Stephen Conroy, ao batalhar pela empresa estatal de banda larga em uma briga quase pessoal com uma companhia telefônica local, era melhorar o que já estava bom: substituir a boa banda larga DSL pela excelente banda larga de fibra ótica. E levar, por meio de satélites, banda larga para regiões mais afastadas, para universalizar a banda larga no país, incluindo até os aborígenes.

A oposição acha um exagero, porque vai se gastar muito para apenas melhorar o que já existe, e inevitavelmente encarecendo o preço do serviço. (Mesmo no Japão seria preciosismo gastar tanto para levar banda larga a 100% da população.) Os defensores do plano da banda larga estatal refizeram os cálculos e passaram então a apresentar uma proposta que inclui diminuição do preço da banda larga. 

O problema para a telefônica local -- Telstra -- é que a margem de lucro de sua rede de DSL é bastante alta, e a proposta é um tiro nos seus lucros. Como lá também se repete o fenômeno mundial da redução da telefonica fixa, a banda larga é uma de suas últimas vacas leiteiras. Restaria à Telstra o mercado de banda larga sem fio. Parece que ela vai ter de se conformar com isso.

Para chegar ao que a Austrália é hoje, precisaria haver aqui uma Telstra que já tivesse levado banda larga para quase 90% da população, superando condições muito piores de distâncias, mesmo que por lá haja bem mais renda por pessoa.

E que a proposta do governo seja de levar banda larga de excelente qualidade, e não apenas levar banda larga suficiente. Ou seja, os serviços prestados pela telefônica de lá são muito superiores ao que se oferece aqui, assim como a ambição e a visão de futuro do governo lá são bem melhores do que o do nosso governo. Mas tanto lá quanto cá como em qualquer lugar se o governo não entrar vai ficar como está.

 
 
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Julio Silveira

 

Caro Nassif, é que aqui as questões se revestem de ingredientes mais exdruxulos que o simples interesse do cidadão.  As vozes que ganham espaço nos grandes grupos financeiros de midia, estão lá de acordo com o nivel de comprometimento que apresentam. Com os interesses desses grupos.

Aqui, diferente até do principal país capitalista do mundo, Business vem antes do cidadão, os cidadãos na visão de nossos capitalistas devem se adaptar ao business, deles.

Em nosso País não são as necessidades dos cidadãos que pautam os negócios, são os interesses dos donos dos negócios.  Aqui acreditou-se que o marketing resolve tudo, é o que direcionaria os interesses coletivos. Acredita-se religiosamente nisso.  Um bom exemplo é a propria eleição, criaram uma farsa politica que vem sendo maquiada a tempos, e vingando no principal estado da federação, até agora.

Por isso,  a fé inabalavel nessas premissas.

 

  

 
 
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Roberto Costa

Concordando com Henry, além de a ideia se perder, presta-se um desserviço à língua, num país de pouca leitura.

 
 
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Marcus Vinicius S. Coelho

Críticas e opiniões de Mirian Leitão? Por favor!! Será que ainda há alguém, além da própria, que dá algum valor a elas?

Qual é a formação, ou mesmo a informação, que ela tem para opinar sobre esses assuntos, especialmente os mais técnicos?

Será que ela sabe que banda larga não é um grupo de 4 gordos tocando guitarra, teclado, baixo e bateria (como usado numa propaganda argentina)?

Acho que já não cabe mais perder tempo e recursos rebatendo "argumentos" desse tipo de articulista. Aliás, cabe destacar o brilhante artigo escrito por Regina Alvarez, como interina, nessa mesma coluna, em 08/09/2010. Aquela sim foi uma análise macroeconômica embasada, ponderada e isenta. Por isso mesmo regina não é titular!

 
 
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henry H

Essas traduções “made by Google” ficam horriveis. As idéias centrais do texto (inclusive mal escrito no original inglês também, diga-se de passagem) são: 

1. Numerous issues were on the table, but one of the key differentiators between the parties was the future of the government-backed NBN Company—the entity that oversees construction and operation of the national broadband network. 

(Numerosas questões estavam em jogo, mas a diferença central entre os partidos era o futuro da companhia governamental (estatal) NBN – a instituição que controla a construção e a operação da rede nacional de banda larga.) 

2. The center-right Liberal Party wanted to gut the entire project, cutting NBN and instead offering some cash to make DSL available to more people. 

(O Partido Liberal, de centro-direita, queria acabar com todo o projeto, extinguir a NBN e oferecer inclusive financiamento para que a exploração da DSL ficasse disponível para mais gente (mais companhias privadas por suposto).

 

Do jeito que o GoogRob (robot do Google) traduz, a idéia se perde, fica tudo uma amálgama disforme.

 
 
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Filipe Rodrigues

É minha gente, os privatistas são iguais em qualquer parte do mundo, mais uma prova que o Lula estava certo em reativar a Telebrás.

 
 

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