Cidade de São Paulo tem déficit habitacional de 130 mil moradias

Do Info Money

SÃO PAULO – O déficit habitacional real para famílias que saem de áreas de risco na cidade de São Paulo é hoje de 130 mil moradias, segundo publicado pela Câmara Municipal de São Paulo.

Para 2024, estima-se um déficit de 610 mil novas moradias para as famílias que surgirão até este período, cuja renda deverá ser inferior a três salários mínimos.

PMH

Na tentativa de amenizar as consequências do crescimento populacional, o PMH (Plano Municipal de Habitação) social da Cidade de São Paulo, que pretende zerar o déficit de moradias na capital paulista até 2024, foi aprovado na última quarta-feira (16) pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa da Câmara Municipal de São Paulo.

De acordo com o texto do projeto de lei, o plano “terá como princípios fundamentais a moradia digna, a justiça social, a sustentabilidade ambiental, a gestão democrática e a gestão eficiente”.

Segundo estudo que deu origem ao plano, realizado em parceira com a organização Aliança de Cidades, atualmente, 809.419 famílias vivem em situação inadequada em São Paulo, porém, a maior parte depende apenas de obras de infraestrutura e do processo de regularização fundiária para se integrar à cidade formal.

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8 comentários
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CARVALHO ITAPLAN SP

Éste deficit nem de longe deve refletir a realidade da necessidade de moradias na cidade de São Paulo, mesmo porque estes dados são da camara municipal de São Paulo e sabemos que eles não conhecem como deveriam conhecer as necessidades do povo da cidade.

Ja passou do tempo de a gente ter um estudo serio sobre este assunto, a verticalização por enquanto e  a solução encontrada devido aos altos preços dos terrenos. O valor do m² na cidade tambem reflete mais a gana dos construtores que vão subindo os preços confiando nos financiamentos disponiveis as pessoas que estão ascendendo de classe social e que realmente estão precisando de moradia.

 
 
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Sergio Diass

A pesquisa também deveria averiguar quantos imóveis há vazios e desocupados na cidade? Quem são os maiores proprietários de imóveis? Quantos imóveis fechados pertencem à estes grandes proprietários? Enfim quem se beneficia ilegitimamente, mas legalmente, da especulação financeira. Ai teríamos um retrato fiel da situação e através da atuação política abriríamos caminho para a solução. Na verdade, não há deficit habitacional, mas sim, pouca gente com terra demais e muita gente sem terra nenhuma. É bom deixar claro que isto ocorre em todas as cidades brasileiras. E é resultado de uma má divisão da terra também na cidade. Reforma urbana, já!

 

Sergio Dias

 
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Andre Araujo

Esse numero é muito discutivel. Como foi levantado? Se somarmos as pessoas que vivem em favelas, cortiças, beiras de corregos, o numero seguramente não será atendido com 130 mil moradias para uma cidade de 10 milhões de habitantes.

 
 
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Daniel Campos

Tenho certeza de que existe esse número de imóveis  - ou até mais - em São Paulo disponíveis para comprar ou alugar. Mas com preços de compra ou aluguel tão altos que vão literalmente apodrecer antes que apareça algum tolo o bastante para pagar o preço ou aluguel pedidos.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Os novos "Barões da Construção Civil" acabararam de inviabilizar a solução desse problema com ahipervalorização, forçada, dos terrenos estocados pelo próprio segmento. Como é público e notório, a partir do Programa Minha Casa Minha Vida, totalmente deturpado pelos Barões, a partir da injeção pela CEF de quase R$ 50 Bilhões para o Programa, no país, só em São paulo os imóveis tiveram um aumento de 84% nos preços de 2008 para cá. Dados fornecidos pelo próprio setor.Repito, aqui, a frase cínica do Barão da Tecnisa, Joseph Meyer Nigri: da Tecnisa), soltava cinicamente esta "pérola": "Quem era da Mooca, não saía de lá, assim como do Tatuapé. Hoje em dia, não existe mais essa fidelização. Quando um bairro fica caro, o mutuário migra para outro mais barato."

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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DanielQuireza

Mas qual a alternativa voce sugeriria ?

 

@DanielQuireza

 
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Fuhgeddaboudit™

Caro Daniel: a minha posição você já conhece: A CEF, que empresta dinheiro ao segmento da Construção Civil para as edificações, é a mesma que faz as avaliações. Não foi o custo do material de construção nem da mão de obra que gerou o aumento, pois, se assim fosse, a inflação "oficial" seria MENTIROSA por não incluí-los. Um imóvel novo (um apartamento de 30 m2) não pode custar R$ 120.000,00 em 2010, quando um semelhante, construído em 2007, em frente  a ele, custou R$ 70.000,00. No caso, obviamente, o aumento do preço do apartamento foi gerado pela atribuição de um valor muito acima do que valia, ao terreno incorporado. Restava a CEF (que avalia, por ser um risco que ela vai assumir), para evitar a verdadeira tragédia que o problema se transformou, simplesmente avaliar o empreendimento pelo correto valor de mercado, à época, e não em função dos ganhos astronômicos dos novos BARÕES, que para poderem consumá-los, ainda usaram os recursos oriundos da Poupança e FGTS, em especial. Tragédia, porque o ágio e/ou o over price aceitos de forma incompreensível pela seculara avaliadora CEF, contaminou o mercado de imóveis antigos com uma valorização que só tiveram dois ganhadores: O setor da Construção Civil e a Receita Federal. Esta, porque vai se fartar com os impostos sobre "Ganhos de capirtal" em cima de todos os imóveis antigos, não protegidos pelos "instituto do único imóvel" e pelos "antigos limites de isenção", hoje totalmente desatualizados. Um contigente gigantesco de milhões de brasileiros foram totalmente alijados da lista de candidatos a compra do imóvel próprio, em função do lucro indecente de uma dúzia de Barões

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Vinicius Carioca

Perefeita sua crítica...acho um absurdo a especulação que acontece não apenas na cidade de São Paulo, mas também em cidades do interior e no Rio de Janeiro. Acho que o governo deveria intervir, mas parece que a caixa aumenta seus lucros com essa especulação, então restaria uma política em que a caixa revisse suas prioridades e não visar apenas o lucro...acho que o BB poderia ser incluso.

Também acredito que seria importante ter outras redes bancárias financiando o nosso sistema de habitação, mas é aquela com essa enorme taxa da selic quem vai obrigar os bancos a se arriscarem no mercado...mais um absurdo brasileiro!

 
 

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