Apolinário e os gays

Da Folha

A ditadura gay

CARLOS APOLINARIO

Eu não concordei com a Prefeitura de SP quando ela proibiu as manifestações na avenida Paulista, mas lá manteve a Parada Gay

De alguns anos para cá, muito se tem falado sobre gays e lésbicas. Em todas as Casas Legislativas, e também no Executivo, têm sido aprovadas leis a esse respeito -e ainda existem muitos projetos em tramitação.

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a lei nº 10.948/ 2001, que determina: se alguém for acusado de discriminar um gay em uma empresa, além da multa e do processo penal, o estabelecimento poderá ter cassada a licença de funcionamento. Ou seja, se a empresa tiver 200 funcionários e sua licença for cassada, todos serão punidos com a perda do emprego.
O movimento gay faz um intenso lobby para que o Congresso Nacional altere a lei nº 7.716, que define os crimes de racismo.

O objetivo das lideranças gays é que a legislação passe a punir também aqueles que têm uma opinião divergente das suas.

Se alguém falar contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ou disser que não concorda com a adoção de crianças por homossexuais, poderá ser processado.

E mais: caso essa lei seja alterada, não poderei falar da Parada Gay, nem mesmo fazer o discurso contra a instalação da Central de Informação Turística GLS pela Prefeitura de São Paulo, como fiz na Câmara Municipal. E não poderia nem escrever este artigo.

A Constituição Federal assegura o direito à liberdade de expressão.

Podemos criticar divórcio entre héteros, sindicatos, empresários, políticos, católicos, evangélicos, padres e pastores, mas, se falarmos contra o pensamento dos gays, somos considerados homofóbicos e nos ameaçam, até com processos.

Punir alguém por manifestar opinião divergente é próprio das ditaduras. Eu tenho a convicção de que já estamos vivendo numa ditadura gay, pois, na democracia, qualquer pessoa pode discordar.

Eu não concordei com a Prefeitura de São Paulo quando ela proibiu as manifestações na avenida Paulista, mas lá manteve a Parada Gay. A Paulista é uma via de acesso aos principais hospitais da cidade.

Por esse motivo, foi proibida a realização de eventos, entre eles a comemoração do Dia do Trabalho promovida pela CUT e a Marcha para Jesus. Não faz sentido manter a Parada Gay na Paulista.

Por defender essa posição, sou acusado de ser homofóbico.

Também sou acusado de homofobia por me manifestar contrariamente à participação da prefeitura na criação da Central de Informação Turística GLS no Casarão Brasil, sede de uma ONG gay.

Não é correto usar o dinheiro público para dar privilégio a um grupo. O ideal é criar um serviço que atenda a todos os segmentos sociais, já que a Constituição diz que todos somos iguais perante a lei.

Respeito o gay e a lésbica, pois, como cristão, aprendi o significado e o valor do livre-arbítrio, mas discordo da exclusividade que o poder público dá à comunidade gay.

Essas medidas tornam os homossexuais uma categoria especial de pessoas. Do jeito que as coisas vão, daqui a pouco alguém apresentará um projeto transformando São Paulo na capital gay do país.

CARLOS APOLINARIO, vereador em São Paulo pelo DEM, é líder do partido na Câmara Municipal. Foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e deputado federal.

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55 comentários
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E ele quer que alguém acredite que não se trata de homofobia? Por favor... Até parece que se a Parada fosse em outro lugar ele não encontraria outros motivos para continuar criticando.








 


 

 
 
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Lucas Jerzy Portela

Nem precisa de projeto: Sampa City é a capital gay do Brasil desde que eu a conheço e me lembro dela.

 

Aliás, talvez do mundo...

 
 
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Carlini do Linux

Onde eu assino?

 

--- Carlini do Linux

 
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Concordo que já vivemos em uma ditadura gay. O que deveria ser uma opção, pela força que o movimento gay tem nas diversas esfera de governo e na mídia, tornou essa minoria hegemônica sobre a sociedade brasileira. Não consigo entender. Se é opção, que a pessoa que escolheu para sí, viva sua opção. Quem discordar, tem todo o direito de dizer que discorda. Porém, o que se vê é a tentaviva de obrigar toda a sociedade e "optar", por força de lei. Inacreditável, em pleno século XXI!!.

 
 
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"Concordo que já vivemos em uma ditadura gay"

 Comentario inteligentissimo.  Tem certeza que quer permanecer anonimo?

 

•••••••  (option 8 no Mac)

 

Antes que eu me esqueca!

 

Ja nao sei quem postou "Lola" outro dia com a letra.  Massa. So que eu conheco essa musica ha 30 anos e nunca soube que era gay, tampouco conheco ninguem que ja mencionou que a letra era gay!

(E eh mesmo sem duvida alguma, so que eu nao vi ninguem mencionando o em 30 anos.)

Repensando bem a historia e o porque de eu nunca ter sabido isso... nao me convenci de maneira alguma.  Pink Floyd ja tinha mencionado o assunto ( http://en.wikipedia.org/wiki/Arnold_Layne e prontamente banida do radio aa epoca) em seus primeiros trabalhos, e pouco depois haveria Lou Reed em "Walk on the Wild Side".

Era um crescendo mercadologico da Inglaterra, sinto ter que dizer lo.  Nada a ver com gayness exceto como instrumento de alcance de mercado.

Se bem que Turing ja mencionava "bisexuais razoavelmente normais" da Inglaterra decadas antes disso tudo...

 
 
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Eu tambem, sou fumante quer me ajudar a lutar pelos meus direitos?

 
 
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Gunter Zibell - SP

Mas é uma coisa impressionante como políticos gostam de recorrer a sofismas para agradar ao seu ninho eleitoral. Vamos pegar os pontos desse artigo. 


“A ditadura gay”


Começa por aí. Como poderia existir uma “ditadura” composta por apenas 3% das pessoas, que sofrem discriminações variadas em ambientes escolares e de trabalho e que sequer tem direitos civis básicos plenamente reconhecidos? 


“De alguns anos para cá, muito se tem falado sobre gays e lésbicas. Em todas as Casas Legislativas, e também no Executivo, têm sido aprovadas leis a esse respeito - e ainda existem muitos projetos em tramitação.” 


Sem dúvida, trata-se de projetos necessários, em geral emperrados há anos pela bancada evangélica (com o apoio dos católicos conservadores.) 


“A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a lei nº 10.948/ 2001, que determina: se alguém for acusado de discriminar um gay em uma empresa, além da multa e do processo penal, o estabelecimento poderá ter cassada a licença de funcionamento. Ou seja, se a empresa tiver 200 funcionários e sua licença for cassada, todos serão punidos com a perda do emprego.” 


Se alguém discriminar um afrodescendente, oriundo de outra região do país, de minoria religiosa ou do gênero feminino, é a mesma coisa. Somente é contrário às leis antidiscriminatórias aquele/a que tiver interesse em discriminar. 


“O movimento gay faz um intenso lobby para que o Congresso Nacional altere a lei nº 7.716, que define os crimes de racismo.” 


O PL 122/2006 complementa a lei 7716. Mas o que o vereador não diz é que essa lei não se refere especificamente a racismo, mas a discriminações em geral. Inclusive, a lei 7716 protege minorias religiosas, porque ele não comenta isso? 


“O objetivo das lideranças gays é que a legislação passe a punir também aqueles que têm uma opinião divergente das suas. Alguém falar contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ou disser que não concorda com a adoção de crianças por homossexuais, poderá ser processado.” 


Não existe isso, é tentativa de criar factóides. 


“E mais: caso essa lei seja alterada, não poderei falar da Parada Gay, nem mesmo fazer o discurso contra a instalação da Central de Informação Turística GLS pela Prefeitura de São Paulo, como fiz na Câmara Municipal. E não poderia nem escrever este artigo.” 


Idem. É factóide. Não é proibido, por exemplo, alguém falar que é contrário à realização da Marcha Para Jesus. Apolinário poderá escrever o que quiser desde que não conclame o ódio. Seria recomendável que evitasse desinformação proposital. 


“A Constituição Federal assegura o direito à liberdade de expressão. Podemos criticar divórcio entre héteros, sindicatos, empresários, políticos, católicos, evangélicos, padres e pastores, mas, se falarmos contra o pensamento dos gays, somos considerados homofóbicos e nos ameaçam, até com processos.”


Mania de perseguição ou tentativa de parecer ser vítima. E, afinal, qual a utilidade de se falar contra o pensamento dos gays? A mesma utilidade que se falar contra o divórcio. Entra por um ouvido da sociedade e sai por outro. Os líderes evangélicos deveriam se preocupar em como os integrantes de suas congregações lidam com seus próprios parentes gays e lésbicas. 


“Punir alguém por manifestar opinião divergente é próprio das ditaduras. Eu tenho a convicção de que já estamos vivendo numa ditadura gay, pois, na democracia, qualquer pessoa pode discordar.” 


Exatamente por vivermos uma democracia é que é possível se publicar o que ele publicou. 


“Eu não concordei com a Prefeitura de São Paulo quando ela proibiu as manifestações na avenida Paulista, mas lá manteve a Parada Gay. A Paulista é uma via de acesso aos principais hospitais da cidade. Por esse motivo, foi proibida a realização de eventos, entre eles a comemoração do Dia do Trabalho promovida pela CUT e a Marcha para Jesus. Não faz sentido manter a Parada Gay na Paulista.” 


A queixa em geral de evangélicos quanto à Parada é porque a “Marcha para Jesus” não pode ser feita na Av. Paulista. Mas eles sabem o porquê : o público da Marcha para Jesus é o dobro, o evento começa às 09:00 da manhã e vai até a noite com shows, a concentração começava na região dos hospitais da Aclimação/Paraíso. A “Parada Gay” começa ao meio-dia e termina às 18:00, o trecho tomado da Av. paulista é bem mais curto, não afeta a segurança dos hospitais. 


Enfim, a reclamação é para o próprio público, pois bem sabem que não seria factível retornar a Marcha Para Jesus nos moldes em que era feita. Questionar a Parada Gay é apenas posar de vítima. 


“Por defender essa posição, sou acusado de ser homofóbico. Também sou acusado de homofobia por me manifestar contrariamente à participação da prefeitura na criação da Central de Informação Turística GLS no Casarão Brasil, sede de uma ONG gay.” 


É claro que é acusado com razão. Porque alguém precisa ser contrário a um serviço turístico ou cultural? 


“Não é correto usar o dinheiro público para dar privilégio a um grupo. O ideal é criar um serviço que atenda a todos os segmentos sociais, já que a Constituição diz que todos somos iguais perante a lei.” 


Então, porque exatamente as igrejas não pagam IPTU e porque têm isenção fiscal para suas gráficas? 


“Respeito o gay e a lésbica, pois, como cristão, aprendi o significado e o valor do livre-arbítrio, mas discordo da exclusividade que o poder público dá à comunidade gay. Essas medidas tornam os homossexuais uma categoria especial de pessoas. Do jeito que as coisas vão, daqui a pouco alguém apresentará um projeto transformando São Paulo na capital gay do país.” 


Novamente apenas apelo ao público interno. Atualmente o poder está nas mãos dos congressistas conservadores, que são em maior número que os progressistas. Trata-se apenas de sofisma, pois quando os gays e lésbicas querem ter os mesmos direitos que os demais cidadãos (o que é justíssimo, pois pagamos os mesmos impostos e cumprimos os mesmos deveres), ele argumenta que se trataria de privilégio. 

 

"Eu abri uma frestinha na porta do armário. Dei uma escapadinha para fora. Eu entro no armário de novo e tranco a porta. Boto cadeado. Juro." http://www.facebook.com/FelixBichaMa

 
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(Daniel Quireza)

Neste ponto, concordo inteiramente com o Apolinário.

 
 
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paternost

Puxa! Quanta ignorância! Na verdade não sei se é ignorância ou um discurso muito sofismado.

Queria saber desse senhor em que lugar da lei contra a discriminação se fala em proibir as pessoas de expressar opnião. Seria bom deixar claro que há uma diferença bem nítida entre ter uma opnião contrária a um tema e ser agressivo e preconceituoso contra uma pessoa ou grupo de pessoas.

Como exemplo temos várias pessoas que expressam opnião contrária a lei das cotas raciais na universidades e nem por isso as opniões são tratadas como uma transgressão a lei contra o preconceito.

Cada uma que temos que aguentar!!!

 
 
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Gostei.

 
 
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Como sempre é bom se colocar no lugar dos outros, sugiro ao Vereador o seguinte exercício.


Imagine um país onde todos podem casar, menos os evangélicos.


Neste país, qualquer casal pode adotar uma criança, menos os formados por evangélicos.


Quando um católico morre, sua esposa não fica completamente desassistida, já que tem direito a receber pensão. Os evangélicos não.


As pessoas sentem tanto ódio dos evangélicos que palavras como crente, batista e cristão são consideradas graves ofensas. 


Se dois evangélicos demonstram sua crença na rua, são reprimidos pela maioria, que se sente profundamente desrespeitada.


Existem psicólogos que se oferecem para curar evangélicos.


Quando os pais percebem que uma criança é evangélica, ficam profundamente decepcionados.


Alguns evangélicos se sentem tão desconfortáveis com a situação, que constituem famílias católicas, vão a missa, comungam e rezam para Virgem Maria. Em segredo, continuam mantendo sua fé, que é a única que os torna felizes.


Algumas pessoas acham que os evangélicos já nascem tocados pela palavra de deus, outros acham que isso se aprende durante a vida. A maioria acha que é pura falta de vergonha na cara.


Este país existe. E pode ser várias coisas, mas não é uma ditadura de evangélicos.

 
 
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Bom... Pessoal! Ai vem a estoria de discriminar para tornar igual a minoria que, infelizmente, se tornou desigual por intolerancia, racismo, etc.. ao longo dos anos.


A Parada Gay tem que ser sim na Paulista.. pq só assim todos irão comentar e ela terá a visibilidade que tanto merece para discutirmos o tema e aprofundarmos as politicas de igualdade e tolerancia..


Para aqueles que estao nos hospitais ao redor é simples.. existem muitos outros hospitais na cidade de são paulo (e os hospitais que tratem de mudar a logistica e se agendarem conforme calendario municipal como empresas e outras instituições fazem com os feriados).

 
 
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x

 
 
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Eu também concordo parcialmente.

 

Fechar uma empresa por causa de um caso de discrimiminação é um excesso. E além disso criar um entidade com verba pública para turismo gay também é errado, turismo é feito por todos e as verbas não deveriam ter esse tipo de foco. Também concordo com o vereador quando ele condena a parada na av. paulista, ora, se proibiram outras manifestações , por que não a parada ? É incoerente.

 

Assim como não se deve "manifestar opinião divergente" a negros, apenas por serem negros, também não se deve fazê-lo com relação aos gays. Nisso eu discordo dele.

 
 
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     Acho que todos merecem respeito, muitas vezes pessoas são criticadas por dar sua opinião ou mesmo por uma brincadeira que é mal interpretada, mas se quiser ver preconceito mesmo é só assistir uma discussão acalorada entre dois gays.

 
 
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Spin in Progress1

Apolinário: a Constituição Federal assegura o direito à liberdade de expressão.

IV Avatar do Rio Meia Ponte: sim, mas não defende a liberdade de expressão que venham a prejudicar outrem, tipo incentivo à violência através de discursos homofóbicos ou racistas., há sim um limite no conceito de liberdade de expressão, senão qualquer um que não sabe nem fazer um O sentado na areia vai sair por aí  incitando a violência, muitas vezes para aumentar a arrecadação do dízimo, o que seria impossível sem a existência de "pecadores" no mundo. Engraçada esta história de que as religões para sobreviverem tem que ter inimigos, ora os gays, ora as religiões afro, ora católicos que adoram Nossa Senhora Aparecida,,e por aí vai. Não seria melhor o respeito à diversidade, afinal de contas todos pagam impostos, são obriados(as) ao cumprimento de deveres perante a sociedade e, como contrapartida, têm direitos, como por exemplo de existirem, de não serem agredidas nem víitimas de chacotas. O próprio ministro Marco Aurélio Melo fez referência neste sentido, ou seja, de que os homafetivos sejam respeitados. Isto é muito ou nada mais do que obrigação do Estado não teocrático? Para a aprovação da Lei do Divórcio foi o mesmo escarcéu e, fosse pela vontade das Igrejas...O nosso Estado é laico, ou seja, há a separação entre Estado e Igreja.

Que os gays tenham sim, garantias legais para que exerçam sua cidadania. Estas coisas tipo cor, sexo, dentes brancos ou não, são apenas acessórios, o que vale mesmo é a individualidade, a personalidade de cada um, isto que é belo. Por ocasião do assassinato de um homossexaul na Praça da República em SP por ser identificado como homossexual por um grupo de carecas, disse Leonardo Boff "quando virmos passar dois homens de maõs dadas, vamos parar para admirar e não para massacrar'

Carlos Apolinário: podemos criticar divórcio entre héteros, sindicatos, empresários, políticos, católicos, evangélicos, padres e pastores, mas, se falarmos contra o pensamento dos gays, somos considerados homofóbicos e nos ameaçam, até com processos.

IV Avatar do Rio Meia Ponte: amigo, dentro da civilidade, claro que você continuará podendo se ndo contra os os homessexuais e até ser homofóbico. O que não poderás é, através do seu discurso,  incitar o ódio e a violência contra os homossexuais ou fazer chacotas ou humilhar.

No vídeo abaixo, o casamento de 2 homens na Argentina, sob proteção da Leia e do Estado. Não consigo ver nenhuma aberração nisso. Por sinal eles fizeram até os exames pré-nupciais e nenhuma coluna de fogo se abateu sobre Buenos Aires.  Nem o Eduardo teve sua vida prejudicada por causa do  amor entre Pedro e Roberto.

Segue a ficha youtube:

gaycombr 4 de março de 2010Damián Bernath e Jorge Salazar são o segundo casal gay que conseguiram contrair matrimônio na Argentina.

Casaram, eles estão muito felizes, disse Maria Rachid, presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (FALGBT). Ela acrescentou que agora temos que ir até o Congresso para alterar a lei.

O casal tinha um mandato a favor deles desde 22 de fevereiro, quando a juíza Elena Amada Liberatori de Aramburu, deu a autorização para o casamento. Ela ordenou que fosse dada absoluta prioridade nos exames pré-nupciais obrigatórios para que eles pudessem fazer o registro civil.

O prefeito Maurício Macri decidiu não recorrer contra a decisão da juíza e recebeu críticas por parte da igreja e dos setores conservadores.

Este é o primeiro casamento portenho, o segundo na América Latina. O primeiro casamento que foi entre Alex Freyre e José Maria Di Bello foi frustrado em Buenos Aires e acabou acontecendo em Ushuaia.


E enquanto isto no Brasil, as homopessoas estão num aguardo sem fim do veredicto do Superior Tribunal da Justiça sobre a ADIN 4.277, já que pelo caminho das leis, o deputado e padre José Linhares apresentou modificações no artigo n° 226, § 3º, da Constituição Federal, fazendo que o Estado só poderá reconhecer como união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar.

 
 
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DANÇA DAS QUADRILHAS

Olá Gunter,


Só entrei agora e já estou vendo um monte de obtusos fazendo críticas sem olhar pelo ângulo que sempre defendo:


A "Parada Gay" na Paulista já se tornou uma referência para a cidade; uma tradição.  É como se fosse o desfile do "Cordão do Bola Preta", que há décadas, no Sábado de Carnaval, pela manhã, FECHA O CENTRO DO RIO; é um sucesso que aumenta a cada ano. Se o Cordão do Bola Preta tiver que ir para o Sambódromo, "se apaga", perde o charme. Ademais, é um "Cartão Postal" que trás turistas e chama a atenção para a cidade e para o Brasil, como habitado por um povo civilizado, evoluido intelectualmente, porque sem preconceitos (como os holandeses). E, ainda, divertido, como são considerados os cariocas.


Lutem para não jogarem o "show" para o Anhambi. Lá a Parada não decola.Eu só acho que os organizadores deveriam era mudar a data para uma época mais quente. Neste frio, com aquelas fantasias deve ser difícil para a turma. Também, não sei se há algum motivo, específico, para ser nesta época.


Mas, já dizia o grande Ibrahim Sued: "Os cães ladram e a caravana passa" & "SORRY PERIFERIA"!


Segue minha marca: um recado para os "malas" e "pobres de espírito".

Re: Apolinário e os gays
 

Hey You !

 
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Quanta má-fé!

O vereador Apolinário e todas as outras pessoas vão continuar tendo o direito de emitir opiniões "contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ou [... contra à] adoção de crianças por homossexuais", isso é apenas opinião divergente, não é homofobia.

Agora, distorcer as coisas da maneira que esse cara fez nesse artigo é pura má-fé ou mentira, vá lá!

 
 
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Gunter Zibell - SP

Alguém acredita nessa estória do fechamento da empresa? Ninguém lembra que o Carrefour mal foi autuado por um caso grave e comprovado de agressão racista?


Usar essa absoluta quimera como motivo para barrar o PLC 122/2006 é tão bobagem quanto o spam sobre o final do 13º salário que circula até hoje na rede.

 

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Marise

Gunter eu ia fazer um comentário, mas li tanta imbecilidade que desisti.

Isso aqui está tão cheio de anônimos, me parece fazendo um congresso evangélico

 

Marise

 
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DANÇA DAS QUADRILHAS

Antes de mais nada, informo ao ANÔNIMO, que fez o gracejo, com outra finalidade, que a fruta que eu gosto, me deu lindos filhos.


Vê-se que é uma pessoa que "não teve infância" (foi criado/a "debaixo das saias da mamãe" ou de alguma tia). Não foi moleque e não brigou na rua (é salurar, viu!). E quando foi ao mundo, apanhou muito da vida.


ANÔNIMO: A discussão de dois gays não é diferente da de um casal "da alta sociedade": ela "rodando a baiana como uma prostituta brigando pelo ponto" e ele,  para não apanhar, correndo "dos saltos dos sapatos", ou do "rolo de masa de pastel" (no dia seguinte sai de cabeça baixa com vergonha dos vizinhos, que certamente aprenderam novos palavrões e baixarias).


Também não é diferente de dois "altos executivos" fofocando sobre o novo "Mauricinho concorrente".


Bem, para ti, Donnie Brasco tem uma recomendação, ao final. Assista ao Vídeo.

 

Hey You !

 
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Pois é,...  Sampa agora é um cidade saltitante, silvestre e primaveril....

 
 
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Gunter Zibell - SP

Ainda bem que o presidente é o Lula, e não o Apolinário.


Notícia do portal Terra.


http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4477524-EI306,00-Lula+assina+criacao+do+Dia+Nacional+de+Combate+a+Homofobia.html


Lula assina criação do Dia Nacional de Combate à Homofobia
07 de junho de 2010 17h49 atualizado às 17h52



Lula da Silva instituiu o dia 17 de maio como Dia Nacional de Combate à Homofobia, segundo decreto publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira. A publicação ocorre um dia depois da realização da Parada do Orgulho Gay de São Paulo, que levou milhões de pessoas às ruas da capital paulista para protestar contra a homofobia e reivindicar direitos para os homossexuais.




Segundo os organizadores, 3,2 milhões de pessoas desfilaram atrás dos 18 carros de som nas quais entidades oficiais, ONGs e empresas privadas se manifestaram a favor da liberdade de gênero, nesse domingo. Nesta 14ª edição, a organização trocou a tradicional bandeira arco íris, símbolo da diversidade, pelo preto e branco usado em propagandas e mensagens institucionais contra a homofobia.


No início da parada os participantes se manifestaram contra os políticos desfavoráveis às políticas em favor da comunidade gay. Com o lema "Vote contra a homofobia, defenda a cidadania", no ano eleitoral, a parada voltou a ter mais uma vez como principal tema o combate contra os delitos cometidos contra homossexuais. A caminhada começou ao meio-dia na avenida Paulista e terminou com uma concentração na Praça da República.

 

"Eu abri uma frestinha na porta do armário. Dei uma escapadinha para fora. Eu entro no armário de novo e tranco a porta. Boto cadeado. Juro." http://www.facebook.com/FelixBichaMa

 
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Também acho que esse tipo de evento em São paulo deveria ser no Sambódromo.

Agora se o objetivo é para chmar o máximo de atenção sugiro que o próximo seja realizado na pista do Aeroporto de Congonhas, as nove da manhã de segunda-feira. Aí o trafego aéreo do Brasil para e os gays chamam toda a atenção que tanto merecem.

 
 
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"O objetivo das lideranças gays é que a legislação passe a punir também aqueles que têm uma opinião divergente das suas".


Não, meu caro. O objetivo é coibir os abusos que existem por parte de padres e pastores de divulgar um discurso contra os homossexuais que incite ações violentas, crimes de ódio, homofobia.


"A Constituição Federal assegura o direito à liberdade de expressão.
Podemos criticar divórcio entre héteros, sindicatos, empresários, políticos, católicos, evangélicos, padres e pastores, mas, se falarmos contra o pensamento dos gays, somos considerados homofóbicos e nos ameaçam, até com processos".


Sim, garantem e não garantem apenas para uns ou outros, mas para todos. O PLC 122/2006 irá corrigir exatamente a falta de direitos que estes cidadãos tem apenas por terem uma opção sexual diferente.


"Punir alguém por manifestar opinião divergente é próprio das ditaduras. Eu tenho a convicção de que já estamos vivendo numa ditadura gay, pois, na democracia, qualquer pessoa pode discordar".


Concordo. Tanto concrodo que eu defendo que os homossexuais possam ir em público ou mesmo no púlpito para se defenderem toda vez que forem difamados, caluniados e injuriados pela pregação homofóbica, tendenciosa e distorcida que muitos padres e pastores fazem.

 
 
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Gunter Zibell - SP

Sempre que Silas Malafaia ou Apolinário referem-se a lei 122/2006, que atualizará a 7716/1989 eles convenientemente omitem a necessidade das pessoas conhecerem o texto. O importante é que a lei já protege as minorias religiosas, e o que ele apenas não querem é que gays possam ter proteção equivalente. O exemplo que ele dá sobre emprego poderia ser reescrito assim:


"se alguém for acusado de discriminar um evangélico em uma empresa, além da multa e do processo penal, o estabelecimento poderá ter cassada a licença de funcionamento. Ou seja, se a empresa tiver 200 funcionários e sua licença for cassada, todos serão punidos com a perda do emprego."


Bom, a lei 7716 é de 1989. Alguém já ouviu falar de caso de empresa fechada por discriminação? Por machismo, por exemplo? O que pode ocorrer é indenização por danos morais.


Para que o desconhecimento e a desinformação não predominem, transcrevo o projeto de lei alvo das objeções da bancada evangélica no Congresso:


Projeto de Lei da Câmara nº 122, de 2006 (Substitutivo)


Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para punir a discriminação ou preconceito de origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, e dá outras providências.


Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:


“Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)


Art. 2º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com as seguintes alterações:


“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)


“Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes abertos ao público.


Pena: reclusão de um a três anos.


Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1º desta Lei, sendo estas
expressões e manifestações permitidas às demais pessoas.” (NR)


“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.


Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (NR)


Art. 3º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:


“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
..............................................................................” (NR)


Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


 

 

"Eu abri uma frestinha na porta do armário. Dei uma escapadinha para fora. Eu entro no armário de novo e tranco a porta. Boto cadeado. Juro." http://www.facebook.com/FelixBichaMa

 
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"O objetivo das lideranças gays é que a legislação passe a punir também aqueles que têm uma opinião divergente das suas".

Não, meu caro. O objetivo é coibir os abusos que existem por parte de padres e pastores de divulgar um discurso contra os homossexuais que incite ações violentas, crimes de ódio, homofobia.

"A Constituição Federal assegura o direito à liberdade de expressão.
Podemos criticar divórcio entre héteros, sindicatos, empresários, políticos, católicos, evangélicos, padres e pastores, mas, se falarmos contra o pensamento dos gays, somos considerados homofóbicos e nos ameaçam, até com processos".

Sim, garantem e não garantem apenas para uns ou outros, mas para todos. O PLC 122/2006 irá corrigir exatamente a falta de direitos que estes cidadãos tem apenas por terem uma opção sexual diferente.

"Punir alguém por manifestar opinião divergente é próprio das ditaduras. Eu tenho a convicção de que já estamos vivendo numa ditadura gay, pois, na democracia, qualquer pessoa pode discordar".

Concordo. Tanto concrodo que eu defendo que os homossexuais possam ir em público ou mesmo no púlpito para se defenderem toda vez que forem difamados, caluniados e injuriados pela pregação homofóbica, tendenciosa e distorcida que muitos padres e pastores fazem.

 
 
imagem de Anônimo

Não há ditadura, não de gays. Existe ainda a ditadura de valores tradicionais que discriminam os homossexuais.


Quando essa gente diz q quer odireito de opinião o que na verdade querem é o direito de ter razão, são confrontados com argumentos e diante deles perdem o debate. Afinal que direito alguem tem de se metem na vida dos outros? Os gays não estão querendo mudançãs que alterem o modo de vida ou cotidiano dos demais, o que pedimos somente diz respeito a nós mesmos. O que é pleiteado:


* União civil entre pessoas do mesmo sexo. É tão somente reconhecer que dois homens ou duas mulhes q vivem juntos e tem uma união estável e afetiva tenham o mesmo tratamento (os direitos) que uma casal que vive em concubinato tem. Não é o direito de casar de "véu e crinalda" numa cerimônia religiosa, aliás isso existe mesmo porque nenhuma seita ou religião sofre regulação pela lei. Quanto a isso podem discutir a vontade mas não é o tema em questão.


* Adoção- não existe motivo algum pra negar a direto de adoção, deve-se exigir pra um homossexual o mesmo q se exige pra demais pessoas. Negar a um homem ou mulher o direto de adoção por causa de ser gay é admitir que se está considerando que estas pessoas valem menos, é uma flagrante violação do princípio de igualdade.


* Lei contra homofobia, como se pode ser contra que se puna quem agrida, mata e tortura derterminado grupo social motivado justamnte por ódio a este grupo? Tem-se que adimitir que aprova a violência contra essas pessoas a isso não há outro nome senão nazismo. Somente no nazismo um grupo da sociedade pleiteia o direto de arrebantar a cabeça de uma pessoa.  


O que realmente incomoda essa gente é que a progressiva concessão de diretos aos gays, lésbicas, transssexuais etc poem em cheque o conjunto de valores tradicionais onde há uma pirâmide social onde há os homens de bem e os "desclassificados", "impuros" e os "débeis". Primeiro foi o fim da escravidão que igualou o branco ao negro, depois foi a mulher passou a existir independente de um marido e agora são os que não seguem o padrão de comportamento serem reconhecidos como "normais". O homossexual socialmente reconhecido é uam figura amaeçadora por si só pois atesta que aquelas regras de comportamento não são tão importantes na vida de alguem. O indivíduo é algo muito complexo.


 

 
 
imagem de Anônimo

Horroroso. Não há outra palavra para definir este artigo.

 
 

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