Standard&Poor's corta rating francês

Por Gilberto Spcap (@Gil17)

Do Site Dinheiro Vivo (Portugal)

Standard&Poor's. É o fim do 'AAA' em França e Áustria

S&P
S&P corta ratings
D.R.

A agência de ratings Standard & Poor's baixou o rating soberano de França.

"A França perdeu o seu triplo A", afirma fonte do governo francês à France Press.

Depois de várias de ameaças França perde a notação máxima, tal como Áustria, passando ambas para AA.

Ainda não foi, contudo, emitido qualquer comunicado por parte da agência de ratings americana.

....A Reuters já tinha anunciado que a S&P estava a avançar com o corte dos ratings soberanos dos países da zona euro e dos dezassete apenas dois escapam.

Alemanha, Holanda e Luxemburgo foram poupados segundo a agência francesa.

"Mantenham-se alerta esta noite, quando o mercado americano fechar", afirmava esta tarde fonte da S&P.

Em Dezembro de 2011 a S&P colocou 15 países sob um outlook negativo (França e Alemanha estavam incluídos), e defendeu que o stress sistémico estava a aumentar à medida que as condições de crédito se tornavam mais difíceis entre os 17 da zona euro. Desde esse momento o Banco Central Europeu tentou conferir alguma liquidez à banca através de compra da compra de títulos a três anos.

Nessa altura a agência de rating afirmou que iria inclusivamente, descer o ratings do Fundo de Estabilidade económica e financeira (FEEF).

Portugal está entre os 15 países colocados sob perspectiva negativa pela S&P. Foi considerado lixo pela Moody’s em Julho e pela Fitch no passado em Novembro. Até agora apenas a S&P mantém o rating de Portugal na escala BBB-

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16 comentários
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krishna

 

Incrivel como governos ainda toleram a existência dessas agências, as mesmas que na véspera do debacle de 2008 classificavam como triple A  bancos e instituições financeiras falidas.

Incrivel como o que comanda e dá notícia do chamado "mercado financeiro", são os interesses de um bando de especuladores da pior e mais perigosa espécie, cujos projetos economicamente cancerosos à sociedade humana, são alavancados por classificações de agências de risco, máfias provedoras de metástases nas economias nacionais, ainda encontra guarida, influencia e repercussão nas bolsas, meios políticos e de comunicação, vendidos.

Incrivel como esse sistema podre sobrevive sem que não sejam tomadas medidas enérgicas nem altas taxações contra esses sanguessugas da miséria alheia,  capazes de levar nações e povos à miséria, tendo como único objetivo tornar ainda mais bilionários alguns poucos milhares de vampiros.

 
 
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Roberto Locatelli

Quando a Standar & Poors NÃO reduz a nota de um país da Europa, ela está cometendo um erro.

 
 
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renato arthur

Também acredito em astrologia, numerologia e tarot, e creio que Austria e França não estão coincindindo com eixo magnético prussiano e que a dois anos atrás as Agências não previram  nada do que ocorreria porque a nebulosa de Orion impedia uma visão mais apurada, agora esta tudo mais claro.

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Má notícia para o comitê eleitoral de Sarkozi. Parece que a estratégia eleitoral de propor uma CPMF européia não surtiu os efeitos esperados.

 
 
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Gilberto .

Não sei se vocês repararam, mas a notícia foi publicada aqui às 14:55 hs.

Na grande (?) imprensa brasileira depois das 16:00 hs. 

Além de parcial, a nossa mídia tradicional é lerda.

 

Gilberto .

 
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Eduardo Gonçalves

Acabo de assistir o filme "Trabalho Interno" e uma das cenas mais chocantes, para mim, é quando um representante dessas agências de rating, depondo em uma comissão parlamentar de não me lembro qual casa (após a crise e a quebra do Lehman Brothers e outros - que até a véspera tinham excelentes avaliações, segundo as agências), diz que as classificações deles são só opiniões ("just opinions, that nobody should rely upon")...  


E isso com todo o espaço na mídia (e credibilidade) que elas dispõem!

 
 
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Ora, ninguem é ingenuo a ponto de desacreditar essas agencias. 

Se fosse algo tao desimportante, ninguem daria a minima.

Recursos financeiros sao finitos, se imprimir sem lastro a economia vai para o brejo.

É tao simples assim.

A natureza multinacional do $ euro, é seu maior veneno.  Enquanto não se equacionar a voracidade dos governos o euro estará fadado ao fracasso. E o tempo para a correção tem um limite. Depois disto é a quebra.

 
 
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Maria Luisa

Bye bye Sarkozy. Ou melhor: au revoir ! So espero que ganhe o PS de Hollande e não o Front National de Le Pen.

 
 
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Pedroncio Deslogado

PS ou UMP, qual a diferença?

 
 
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Assis Ribeiro

Irrelevante ou óbvio o fato é que o mundo quebrou e todos entrarão no samba, uns primeiro que outros, óbvio.

O mundo com tantas informações, com alternativas, com experiências passadas parece não querer ou não poder resolver esta crise.

Os governos estão completamente inertes, presos ao que querem as corporações. A crise atinge a toda a população e, seletivamente alguns setores da economia. Parece que a concentração de renda aumenta ainda mais. Toda reação dos governos seja da chamada direita ou esquerda tem sido o mesmo, ou seja, cortes de empregos, de salários e de benefícios sociais. Tudo como querem as corporações e os problemas não se resolvem. Macaqueiam  soluções e a cascata continua. Jogam a culpa nos benefícios que a população adiquiriu durante décadas de lutas principalmente a partir da Revolução Francesa.

Em um mundo capitalista que precisa do consumo para gerar riqueza as medidas tomadas vão de encontro a esta máxima. Exemplo como o do Brasil que tem fugido, fugido é o termo certo, via inserção de parte da população no mundo do consumo parece não servir de exemplo.

Buscam o aumento da riqueza com juros e não com o consumo? Os governos estão sem dinheiro, a população está sem dinheiro, então que pagará os juros?

Um mundo que sabe te tudo em tempo relâmpago, que tem todas as informações via os meios normais e via a espionagem, não conseguir respostas para solucionar estes problemas é muito estranho.

 
 
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Elder

quem confia nos atestados dessas agencias de risco também deve acreditar em gnomos, fadas, duendes... a economia francesa está estagnada, a divida publica consome todo o pib. sem gerar recursos é óbvio que logo a frança não conseguirá mais pagar as contas. isso não pesa na avaliação das agencias, o fato de um pais estar á beira da falencia (se é que já não faliu)?

 
 
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Eduardo Petrucci Gigante

Lembrem-se que, segundo o próprio CEO da S&P, eles apenas emitem opiniões.


Em tempo: qual será a opinião, modesta e desinteressado, deste CEO a respeito da própria S&P, depois do monte de opiniões desacertadas?

 
 
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KURK

Fico imaginando no futuro, quando historiadores se debruçarem sobre nossa época, imagina o absurdo, ao constatarem que um escritório que dá nota a torto e a direita, pode se sobrepor a um país. Esta agência  foi maior que a França e sua história? hão de se perguntar e dizer: absurdo, entre tantos daquela época (nossa).

 
 
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Francisco Ernesto Guerra

Kurk,

As agências existem para corroborarem as políticas dos banqueiros. O resto é balela.

Certamente os historiadores do futuro se debruçarão sobre como a humanidade ficou refém de um segmento econômico. Como puderam ser levados à bancarrota por um punhado de sujeitos que detinham as rédeas da econômia global.

 
 
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Ivan Moraes

Eu nao pensei em dizer antes mas devia ter dito, agora eh tarde:  eh a respeito do tal "CPMF" que Sarkozy "prometeu" por pura razao politica.  Esse foi o fim da historia do Grandioso Imposto Frances Aos Ricos.  Dzi end...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

 
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Celio Mendes

Alguem ainda dá alguma pelota para o que falam essas agencias de risco após a debacle de 2008? Quando não falam o óbvio falam o irrelevante e quando não falam o irrelevante falam o óbvio, sem falar que em 2008 tinham em alta conta empresas que quebraram, episódio que merecia uma profunda investigação mas que todos fizeram de conta que não aconteceu e ficou por isso mesmo.

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

 

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