Recursos do SUS para ajuste fiscal

Por Flavio

Matéria do Leandro Fortes na CartaCapital.

Auditoria aponta que governos de SP, DF, MG e RS usaram recursos do SUS para fazer ajuste fiscal .

De CartaCapital

Remédios por juros

Auditoria aponta que governos de SP, DF, MG e RS usaram recursos do SUS para fazer ajuste fiscal

Sem alarde e com um grupo reduzido de técnicos, coube a um pequeno e organizado órgão de terceiro escalão do Ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Auditorias do Sistema Único de Saúde (Denasus), descobrir um recorrente crime cometido contra a saúde pública no Brasil. Em três dos mais desenvolvidos e ricos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS têm sido aplicados, ao longo dos últimos quatro anos, no mercado financeiro.

A manobra serviu aparentemente para incrementar programas estaduais- de choques de gestão, como manda a cartilha liberal, e políticas de déficit zero, em detrimento do atendimento a uma população estimada em 74,8 milhões de habitantes. O Denasus listou ainda uma série de exemplos de desrespeito à Constituição Federal, a normas do Ministério da Saúde e de utilização ilegal de verbas do SUS em outras áreas de governo. Ao todo, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passa de 6,5 bilhões de reais, sem falar nas consequências para seus usuários, justamente os brasileiros mais pobres.

As auditorias, realizadas nos 26 estados e no DF, foram iniciadas no fim de março de 2009 e entregues ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em 10 de janeiro deste ano. Ao todo, cinco equipes do Denasus percorreram o País para cruzar dados contábeis e fiscais com indicadores de saúde. A intenção era saber quanto cada estado recebeu do SUS e, principalmente, o que fez com os recursos federais. Na maioria das unidades visitadas, foi constatado o não cumprimento da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, que obriga a aplicação em saúde de 12% da receita líquida de todos os impostos estaduais. Essa legislação ainda precisa ser regulamentada.

Ao analisar as contas, os técnicos ficaram surpresos com o volume de recursos federais do SUS aplicados no mercado financeiro, de forma cumulativa, ou seja, em longos períodos. Legalmente, o gestor dos recursos é, inclusive, estimulado a fazer esse tipo de aplicação, desde que antes dos prazos de utilização da verba, coisa de, no máximo, 90 dias. Em Alagoas, governado pelo também tucano Teotônio Vilela Filho, o Denasus constatou operações semelhantes, mas sem nenhum prejuízo aos usuários do SUS. Nos casos mais graves, foram detectadas, porém, transferências antigas de recursos manipulados, irregularmente, em contas únicas ligadas a secretarias da Fazenda. Pela legislação em vigor, cada área do SUS deve ter uma conta específica, fiscalizada pelos Conselhos Estaduais de Saúde, sob gestão da Secretaria da Saúde do estado.

O primeiro caso a ser descoberto foi o do Distrito Federal, em março de 2009, graças a uma análise preliminar nas contas do setor de farmácia básica, foco original das auditorias. No DF, havia acúmulo de recursos repassados pelo Ministério da Saúde desde 2006, ainda nas gestões dos governadores Joaquim Roriz, então do PMDB, e Maria de Lourdes Abadia, do PSDB. No governo do DEM, em vez de investir o dinheiro do SUS no sistema de atendimento, o ex-secretário da Saúde local Augusto Carvalho aplicou tudo em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Em março do ano passado, essa aplicação somava 238,4 milhões de reais. Parte desse dinheiro, segundo investiga o Ministério Público Federal, pode ter sido usada no megaesquema de corrupção que resultou no afastamento e na prisão do governador José Roberto Arruda.

Essa constatação deixou em alerta o Ministério da Saúde. As demais equipes do Denasus, até então orientadas a analisar somente as contas dos anos 2006 e 2007, passaram a vasculhar os repasses federais do SUS feitos até 2009. Nem sempre com sucesso. De acordo com os relatórios, em alguns estados como São Paulo e Minas os dados de aplicação de recursos do SUS entre 2008 e 2009 não foram disponibilizados aos auditores, embora se tenha constatado o uso do expediente nos dois primeiros anos auditados (2006-2007). Na auditoria feita nas contas mineiras, o Denasus detectou, em valores de dezembro de 2007, mais de 130 milhões de reais do SUS em aplicações financeiras.

O Rio Grande do Sul foi o último estado a ser auditado, após um adiamento de dois meses solicitado pelo secretário da Saúde da governadora tucana Yeda Crusius, Osmar Terra, do PMDB, mesmo partido do ministro Temporão. Terra alegou dificuldades para enviar os dados porque o estado enfrentava a epidemia de gripe suína. Em agosto, quando a equipe do Denasus finalmente desembarcou em Porto Alegre, o secretário negou-se, de acordo com os auditores, a fornecer as informações. Não permitiu sequer o protocolo na Secretaria da Saúde do ofício de apresentação da equipe. A direção do órgão precisou recorrer ao Ministério Público Federal para descobrir que o governo estadual havia retido 164,7 milhões de recursos do SUS em aplicações financeiras até junho de 2009.

O dinheiro, represado nas contas do governo estadual, serviu para incrementar o programa de déficit zero da governadora, praticamente único argumento usado por ela para se contrapor à série de escândalos de corrupção que tem enfrentado nos últimos dois anos. No início de fevereiro, o Conselho Estadual de Saúde gaúcho decidiu acionar o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas do Estado e a Assembleia Legislativa para apurar o destino tomado pelo dinheiro do SUS desde 2006.

Ainda segundo o relatório, em 2007 o governo do Rio Grande do Sul, estado afetado atualmente por um surto de dengue, destinou apenas 0,29% dos recursos para a vigilância sanitária. Na outra ponta, incrivelmente, a vigilância epidemiológica recebeu, ao longo do mesmo ano, exatos 400 reais do Tesouro estadual. No caso da assistência farmacêutica, a situação ainda é pior: o setor não recebeu um único centavo entre 2006 e 2007, conforme apuraram os auditores do Denasus.

Com exceção do DF, onde a maioria das aplicações com dinheiro do SUS foi feita com recursos de assistência farmacêutica, a maior parte dos recursos retidos em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul diz respeito às áreas de vigilância epidemiológica e sanitária, aí incluído o programa de combate à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mas também há dinheiro do SUS no mercado financeiro desses três estados que deveria ter sido utilizado em programas de gestão de saúde e capacitação de profissionais do setor.

Informado sobre o teor das auditorias do Denasus, em 15 de fevereiro, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, colocou o assunto em pauta, em Brasília, na terça-feira 23. Antes, pediu à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, à qual o Denasus é subordinado, para repassar o teor das auditorias, em arquivo eletrônico, para todos os 48 conselheiros nacionais. Júnior quer que o Ministério da Saúde puna os gestores que investiram dinheiro do SUS no mercado financeiro de forma irregular. "Tem muita coisa errada mesmo."

No caso de São Paulo, a descoberta dos auditores desmonta um discurso muito caro ao governador José Serra, virtual candidato do PSDB à Presidência da República, que costuma vender a imagem de ter sido o mais pródigo dos ministros da Saúde do País, cargo ocupa-do por ele entre 1998 e 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo dados da auditoria do Denasus, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados a programas de assistência farmacêutica, 12,2 milhões a programas de gestão, 15,7 milhões à vigilância epidemiológica e 7,7 milhões ao combate a DST/Aids, entre outros programas.

Ainda em São Paulo, o Denasus constatou que os recursos federais do SUS, tanto os repassados pelo governo federal como os que tratam da Emenda nº 29, são movimentados na Conta Única do Estado, controlada pela Secretaria da Fazenda. Os valores são transferidos imediatamente para a conta, depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED). "O problema da saúde pública (em São Paulo) não é falta de recursos financeiros, e, sim, de bons gerentes", registraram os auditores.

Pelos cálculos do Ministério da Saúde, o governo paulista deixou de aplicar na saúde, apenas nos dois exercícios analisados, um total de 2,1 bilhões de reais. Destes, 1 bilhão, em 2006, e 1,1 bilhão, em 2007. Apesar de tudo, Alckmin e Serra tiveram as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. O mesmo fenômeno repetiu-se nas demais unidades onde se constatou o uso de dinheiro do SUS no mercado financeiro. No mesmo período, Minas Gerais deixou de aplicar 2,2 bilhões de reais, segundo o Denasus. No Rio Grande do Sul, o prejuízo foi estimado em 2 bilhões de reais.

CartaCapital solicitou esclarecimentos às secretarias da Saúde do Distrito Federal, de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Em Brasília, em meio a uma epidemia de dengue com mais de 1,5 mil casos confirmados no fim de fevereiro, o secretário da Saúde do DF, Joaquim Carlos Barros Neto, decidiu botar a mão no caixa. Oriundo dos quadros técnicos da secretaria, ele foi indicado em dezembro de 2009, ainda por Arruda, para assumir um cargo que ninguém mais queria na capital federal. Há 15 dias, criou uma comissão técnica para, segundo ele, garantir a destinação correta do dinheiro do SUS para as áreas originalmente definidas. "Vamos gastar esse dinheiro todo e da forma correta", afirma Barros Neto. "Não sei por que esses recursos foram colocados no mercado financeiro."

O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirma jamais ter negado atendimento ou acesso à documentação solicitada pelo Denasus. Segundo Terra, foram os técnicos do Ministério da Saúde que se recusaram a esperar o fim do combate à gripe suí-na no estado e se apressaram na auditoria. Mesmo assim, garante, a equipe de auditores foi recebida na Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com ele, o valor aplicado no mercado financeiro encontrado pelos auditores, em 2009, é um "retrato do momento" e nada tem a ver com o fluxo de caixa da secretaria. Terra acusa o diretor do Denasus, Luís Bolzan, de ser militante político do PT e, por isso, usar as auditorias para fazer oposição ao governo. "Neste ano de eleição, vai ser daí para baixo", avalia.

Em nota enviada à redação, a Secretaria da Saúde de Minas Gerais afirma estar regularmente em dia com os instrumentos de planejamento do SUS. De acordo com o texto, todos os recursos investidos no setor são acompanhados e fiscalizados por controle social. A aplicação de recursos do SUS no mercado financeiro, diz a nota, é um expediente "de ordem legal e do necessário bom gerenciamento do recurso público". Lembra que os recursos de portarias e convênios federais têm a obrigatoriedade legal da aplicação no mercado financeiro dos recursos momentaneamente disponíveis.

Também por meio de uma nota, a Secretaria da Saúde de São Paulo refuta todas as afirmações constantes do relatório do Denasus. Segundo o texto, ao contrário do que dizem os auditores, o Conselho Estadual da Saúde fiscaliza e acompanha a execução orçamentária e financeira da saúde no estado por meio da Comissão de Orçamento e Finanças. Também afirma ser a secretaria a gestora dos recursos da Saúde. Quanto ao investimento dos recursos financeiros, a secretaria alega cumprir a lei, além das recomendações do Tribunal de Contas do Estado. "As aplicações são referentes a recursos não utilizados de imediato e que ficariam parados em conta corrente bancária." A secretaria também garante ter dado acesso ao Denasus a todos os documentos disponíveis no momento da auditoria.

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57 comentários
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Paulo Cezar

Pra mim isso tudo vai muito além de ajuste fiscal. Sempre que há uma singela melhora no atendimento gratuito de saúde é uma choradeira só dos planos de saúde e hospitais particulares nos governos. Isso ai tem muito de lobby também, hoje o mercado de planos de saúde é enorme e ramificado até entre as clasees C e D , e esses interesses, em muito é que determinam acções como estas de governos que não tem comprometimento com a população carente !

 
 
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Robinson Dias

O Sr. Aleandro Chavez que me desculpe, mas ou é mais um dos capangas do retrocesso politico brasileiro,ou, filho oculto do FHC.

O que você lê senhor?

Esta atitude começa a demonstrar o desepero da oposição, que não estão acreditando que apesar do poder do PIG, outros veiculos informativos de verdade como este aqui, manifestam a verdade de acordo que a inteligencia e o bom senso da populção trabalhadora do pais esperava.....

BY BY SERRA.

 
 
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Raí

Será que se estes governadores fossem do PT,você,a imprensa e a oposição estariam pedindo calma e o fim da apuração das denuncias,antes de fazer-se um "juízo final"? Acho que temos que temos que ter sim,o mesmo pêso e a mesma medida,para qualquer indício de irregularidade administrativa.

 
 
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Aleandro Chavez

O que só confirma o que estou dizendo: só há informações sobre Estados governados pelo PSDB e pelo DEM.

 
 
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ricardo silveira

Fico impressionado com o “xoque de jestão” do PSDB. Como é que um ex-ministro da saúde, que a turma dele diz ser competente, o Serra, não usa o dinheiro do SUS para a saúde? No entanto, essa gente é a primeira a criticar as péssimas condições de saúde do país. Esses demo-tucanos são iguaizinhos ao profissional liberal que na hora de receber por serviços prestados, ao ser perguntado pelo preço devolve a pergunta: com nota ou sem nota?

 
 
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Paulo Guedes

O q talvez te tenha passado desapercebido é q as aplicações são superiores a 90 (noventa) dias, praz estipulado para aplicação e prestação de contas. Cita-se inclusive SE - governado pelo PSDB - onde tb aplicam-se os recursos no mercado financeiro mas dentro do prazo estipulado. Aquilo q salta aos olhos é a mesmice gestora: a forma e o conteúdo são iguais, em qq setor ou sistema demo-tucano q se analise. Ou seja, há uma tendência de privação de recursos às camadas mais necessitadas socialmente. Depois ficam estupefactos pq Lula e seu governo tem 80% de aprovação popular: popular de povo, q se crê presente em todos os extratos sociais. Qto à CC, embora discorde de algumas posturas de Mino Carta, é a unica com coragem para assumir seu lado político, sem no entanto perder o senso crítico.

 
 
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toninho leite

Quando leio que o psdb em spaulo com o serra tem mais de 30 por cento fico me perguntando., esse pessoal deve ter plano de saude escola particular para seus filhos nunca andou de metro ou trem etc. O cara que falou da revista carta capital deve ler muito mesmo. , o problema e que ele nao entende nada do que le.

 
 
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Mello

Touché!!!

 
 
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Dulce

Concordo. "Aquí NÃO, violão!

 
 
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Eduardo B P Melo

O amigo esqueceu de Alagoas. O Governador de lá é do PSDB e aplicou no sistema financeiro dentro da lei. Os outros não.

 
 
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Danilo

Vc le todas as midias e só fica com o pé atras com a Carta Capital??? Que selitividade a sua, não???

 
 
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André

Olha o nível, use argumentos....

 
 
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Murilo Costa

Caro Nassif,

Continuo sem entender porque a análise do tão propalado choque de gestão mineiro não aborda o endividamento daquele Estado. Na gestão Aécio Neves, a dívida pública quase dobrou, num comportamento completamente distinto das outras unidades da Federação, cuja tendência foi de redução.

Abraços.

 
 
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Aleandro Chavez

Senhores,

Eu li e reli a reportagem, e não é possível responder a uma pergunta básica: apenas estes Estados aplicam recursos do SUS no mercado financeiro ou todos os Estados o fazem?

Outro ponto relevante é que as respostas das secretarias de saúde de MG e SP estão corretas. A aplicação de recursos transferidos pela União no mercado financeiro é uma determinação legal. Isso, por si só, não constitui uma irregularidade. Ao contrário, deixar o valor depreciando enquanto não é gasto, isso sim é prejuízo aos cofres públicos.

Nenhum recurso transferido é imediatamente aplicado.

Não está claro como os auditores chegaram ao valor desse citado prejuízo, quais foram as premissas para isso. Uma frase do relatório me chamou a atenção: “O problema da saúde pública (em São Paulo) não é falta de recursos financeiros, e, sim, de bons gerentes".

Essa frase não é técnica, é política.

Por fim, se o fato ocorre em todos os Estados, e a Carta Capital escolheu falar apenas sobre os Estados governados pelo PSDB e pelo DEM, então não é jornalismo. É publicidade eleitoral.

 
 
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flavio

Antes de fazer qualquer juízo, é necessário conhecer toda a auditoria, pois já estamos acostumados a ver matérias inteiras serem desmentidas..... Nã podemos ter dois pesos e duas medidas....

 
 
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priscila maria presotto

Rubens, O Sr Chaves ,repete o que Diogo Mainardi sempre alardeou sobre a CC. Dá para repetir o que Mainardi diz? É comprometedor. Por estes motivos é que a óia é campeão em processos.

Abração

 
 
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priscila maria presotto

Ótima!kkkkk

 
 
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francisco.latorre

estão matando.

cadê o psicanalista folhudo aquele... o daudt?... pra dizer que estão matando?...

tão matando.

vergonha. crime.

...

 
 
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Mello

Ô coitchado!!!!

Regina Duarte com nome de homem!!!!

Carta Capital é um antro!!!!

Deveria ser "empastelada"!!!

Viva a liberdade e a democracia!! Viva a veja!!!! Viva a Folha!!!

 
 
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Giovanni Oliveira - RJ

Olha a ofensa!!! Pode ser até um comentário sutilmente maldoso, mas não é essa postura que esperamos encontrar nesse espaço.

 
 
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Túlio Amaral

Fiquei curioso em saber quais são as outras revistas que você lê mas não fica com o pé atrás.

 
 
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Brenno Ferrari Gontijo

Lei 8429/1992 - Art. 10. CONSTITUI ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente: VI - REALIZAR OPERAÇÃO FINANCEIRA SEM OBSERVÂNCIA DAS NORMAS LEGAIS e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;

 
 
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ZUIS

Por que a veja não faz a capa da semana e pede a punição aos responsáveis?

 
 
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Raí

"Isto é uma vergonha !" Repetindo a frase-símbolo do Bóris Casoy,o que foi constatado pelo DENASUS,a respeito da adm.financeira dos recursos da área de saúde,nos governos PSDBistas Alckimin e Serra,é estarrecedor,para não dizer criminoso. Nestas duas gestões,R$ 77,8 milhões de reais que foram destinados para a área de saúde do Estado de São Paulo,provenientes do orçamento paulista,e dos recursos enviados pela União,que deveriam ter sido investidos na Assistencia farmaceutica (R$ 39,1 milhões); Programas de Gestão(R$ 12.2 milhões); Vigilancia Epidemiológica(R$ 15.7 milhões); Tratamento de DST/Aids(R$ 7.7 milhões) foram parar no mercado financeiro,de onde ainda não sairam,ou sairam sim,porem para "fechar as contas"do governo,porem foram listados como sobras do orçamento,para mostrar ao Tribunal de Contas do Estado,que a administração do Estado,estaria sendo zeloza e austera. É um administrador deste,que a população brasileira quer para presidir seus destinos ?

 
 
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pedro

O SUS não presta temos que prevatizarar a saúde essa é a principal finalidade entre outras inconfessáveis do PSDB. Para tanto, e contando com a mídia paulista e outras não há limites para o desgoverno nesses Estados que o PSDB tomou posse.

 
 
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Manoel,

Vamos então orar:

SENHOR, fazei de mim o instrumento do golpe na Constituição para garantir mais uma reeleição... onde houver mutreta...que eu mostre a maleta;   onde houver gorjeta...que seja minha teta... que eu tenha dor na munheca de tanto encher a cueca; em cada licitação...que alguém molhe a minha mão e que no meu endereço... vença o meu preço;   onde houver crachá... que não falte o jabá...   onde houver ócio...que eu feche o negócio;   onde houver propina, que reservem o da vila campesina mas sem esquecer do MST, das ONGs e do PT...   onde houver colarinho branco... que dobre o lucro do banco;   onde houver esquema...cuidado com o telefonema; e quando tocar o sino...chamem o Genoíno; se mexerem no meu...que venha o Zé Dirceu e, se a proposta for chula, lembrai do custo do Lula.   Ó Mestre, que eu tenha poder para corromper e ser corrompido.. .   porque é sonegando que se é promovido e mentindo que se vai subindo...   pois enquanto o povo sofre com imposto e inflação, o índio passa o facão,   o sem terra faz a invasão, a base aliada entra na negociação e a gente mete a mão...   E que a pizza seja feita pela vossa vontade enquanto a grana da publicidade levar o povo a aceitar nossa desonestidade como se fosse genialidade. .. AMÉM

Em seguida o padre fala para os politicos:

QUE A CORRUPTANCIA ESTEJA SEMPRE CONVOSCO.

E NOSSOS POLITICOS INCLUSIVE OS DO GOVENRO DE BRASILIA RESPONDEM

ELA ESTÁ NO MEIO DE NÓS

 
 
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David Rodrigues da Silva

Aqui em MINAS, esse absurdo de usar verbas públicas Federais no Mercado Financeiro, já foi denunciado inúmeras vezes, inclusive o www.novojornal.net sempre denunciou os desmandos do Tucano Aécio e teve como prêmio uma perseguição do Aécio e até do MP Estadual, chegou a ficar 3 meses fora do ar. O PIG Mineiro impresso, TV, e Rádio,especialmente a Rádio Itatiáia....na prática são porta-vozes do Aécio, um ESCÂNDALO. O Aécio Gasta Milhões de reais dos cofres Públicos pra sustentar o PIG e perseguição pra quem denunciar. Espero que o Ministério Público Federal, tome as medidas Cabíveis a esses maus Gerentes do dinheiro Público. Enquanto o Governo LULA, libera o dinheiro pra o SUS, esses bandidos não o repassa para os Hospitais e assistimos a população ser mal atendida em Postos de Saúde e até morrerem como tem acontecido aqui em Belo Horizonte, onde a Polícia tem que intervir a favor do POVO, simplesmente porque esses Gerentes do dinheiro Público, no caso de MINAS, o Tucano Aécio, investindo o que é do POVO no MERCADO FINANCEIRO, isso demonstra o descaso do PSDB e PFLDEM têm para com o POVO. Em OUTUBRO, espero que o POVO diga um NÃO a esses Vigaristas Políticos. de Belo Horizonte.

 
 
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Jaime Silva

Caro Aleandro,

seu comentário é pura neurolinguística. O que na verdade a CartaCapital faz é o que nenhuma outra revista, jornal, rádio ou TV fazem: publicar denúncias que envolvem o protegidíssimo PSDB. Ou será que vc, que garante ler tudo na vida, já viu denúncias de improbidade contra os tucanos na Globo, na Veja, na Folha, no Estadão etc..? É óbvio que não. Além do mais Aleanro, a CC tem uma postura que nenhum outro meio de comunicação tem: ela não esconde de seus leitores que apóia o governo Lula, mesmo o criticando em vários pontos (política econômica, por exemplo), e que apoiará Dilma nessas eleições. Agora me diga caro Aleandro: vc que lê tudo e desconfia apenas da CartaCapital em que veículo de comunicação vc já leu, ouviu ou assistiu que o mesmo apóia abertamente um candidato? A CartaCapital tem lado, como todos os outros meios de comunicação têm, mas não esconde seus princípios.

 
 
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Jose de Almeida Bispo

O SUS é a maior fonte de desvios do dinheiro público atualmente, especialmente nas prefeituras. Ganha de longe das festas, publicidades e eventos difíceis de precificar (dadas as peculiaridades de sazonalidade ou nível dos prestadores de serviços), e das obras, onde já existe uma espécie de cartilha com preços mínimos e máximos ligada aos TCEs, e que dificulta grandes lances. O SUS, pela capilaridade com uma enorme gama de recursos supostamente carimbados facilita o "escoamento". Aquelas histórias de antigamente do antigo INAMPS pagando testes de gravidez para homens é pinto pro que ora ocorre. Não adianta mandar o dinheiro; tem que fiscalizar. Até mesmo porque em fiscalizando anima-se ao povo a denunciar e cobrar. Entre 1728 e 1755 nada menos que três vezes foi concedida isenção das "fintas" (um dos nomes com que eram chamados os impostos) pela Corte portuguesa para que os "officiais da camara" construísse casa de câmara e cadeia. Gente foi presa depois por isso. E o Rei recebeu tudo com juros. Na construção da matriz, o Rei mandou o dinheiro, o construtor e o fiscal atrás sem periodicidade definida pelos dois anos em durou a sua construção. Não moro em São Paulo, capital, mas se procurar direitinho nos documentos antigos verão que lá também aconteu coisa semelhante o tempo inteiro, bem como no Rio, Salvador, et., etc. América Latina, males de origem, já disse alguém.

 
 
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Raí

Seria apenas coincidencia,todos os governadores de Estados que cometeram estas improbidades administrativas(uso dos recursos da saúde pública,para "fechar as contas")serem do PSDB/DEM,ou esta é a constatação maior do "jeito moderno de administrar"deste partido ?

 
 

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