Data de exibição: 
26/09/2011

O programa Brasilianas.org discute a infraestrutura aeroportuária brasileira. Entre 2003 e 2010, o número de passageiros saltou de 71 milhões para 154 milhões, que se deu pela melhora econômica e da concorrência acirrada entre as companhias aéreas, baixando o preço das passagens em 48%, no período. A consultoria McKinsey & Company estima que, nos próximos anos, serão necessários investimentos de até R$ 34 bilhões para que os 20 principais aeroportos do país comportem o crescimento demanda que deverá seguir na faixa de 5% a 7% ao ano.
Isso, sem falar na Copa do Mundo de 2014, que deverá aumentar em mais de três milhões o número de embarques e desembarques no país. Segundo o IPEA, somente 3 dos 20 principais aeroportos brasileiros estão em situação adequada, sendo que 14 deles, incluindo os maiores do país, Congonhas, Guarulhos (de São Paulo) e Brasília, estão em situação crítica, trabalhando acima de suas capacidades de operação.
Para resolver os gargalhos, o PAC prevê investimentos de R$ 5,5 bilhões, até 2014. Ainda segundo o IPEA, o problema não é financeiro, mas sim burocrático: toda obra de infraestrutura de grande porte no Brasil deve cumprir uma série de etapas, que levam, em média, mais de sete anos para serem atendidas.
No intuito de melhorar a gestão e o planejamento da infraestrutura aeroportuária, o governo federal instituiu, em março deste ano, a Secretaria de Aviação Civil (SAC), responsável, agora, por formular, coordenar e supervisionar projetos para o setor. Além disso, o governo iniciou o processo de concessão de alguns aeroportos do país, como Guarulhos, Brasília e Viracopos (Campinas), que devem começar a ser geridos por operadores privados a partir de março de 2012.
O Brasilianas.org irá debater as estruturas da gestão atual do setor, os desafios para atender o crescimento da demanda e também os modelos de participação da iniciativa privada e as inovações para aumentar a eficiência aeroportuária.

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