O papel do Brasil em concretizar investimentos chineses na América Latina

A logística integrada do continente é interessante para a China, mas o Brasil precisa liderar projetos, com André Araújo

Por Luiz de Queiroz e Pedro Garbellini

O governo chinês tem demonstrado bastante interesse na logística integrada da América Latina. Para eles, projetos como o da ferrovia bioceânica, que aqui são tratados como megalomaníacos, são estratégicos e viáveis.

No entanto, o Brasil precisa assumir o seu papel como líder regional e tomar a frente dessas negociações. Até o momento, o Peru tem assumido um protagonismo muito maior do que o nosso.

O assunto foi abordado por André Araújo, consultor da Companhia de Construções Ferroviárias da China para a América Latina, no 64º Fórum de Debates Brasilianas.org.

Ele falou sobre a importância de se resolver essas questões “a nível de governo”, e lembrou que em projetos de infraestrutura de longo prazo o investidor privado precisa de certas garantias.

Também defendeu que certos projetos são viáveis mesmo durante o período de ajuste fiscal, já que os empréstimos seriam feitos por bancos multilaterais e não sairiam do orçamento da União. Leia mais »

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A falta de legado da infraestrutura nacional

A sociedade precisa se apropriar de um projeto de longo prazo, para que os problemas de sempre sejam superados

Por Luiz de Queiroz e Pedro Garbellini

Os problemas de infraestrutura no Brasil não são novos. A fragilidade de ter um sistema totalmente dependente do modal rodoviário é um assunto que sempre vem à tona. Basta um movimento qualquer de alta do preço do petróleo para que o frete fique mais caro e pressione as margens dos produtores.

A solução acaba sendo óbvia. Investir em outros modais, principalmente o ferroviário. O problema é que os investimentos são altos e de longo prazo. Assim, o retorno é questionável. A mídia diz que o modelo escolhido pelo governo gera exposição fiscal. Especialistas do setor dizem que o que gera exposição fiscal é o próprio negócio.

De todo modo, a iniciativa privada não aceita assumir sozinha os riscos. O governo precisa participar com investimentos ou encontrar maneiras de compensar o investidor. E no momento de ajuste fiscal essa possibilidade fica mais distante. Leia mais »

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A necessidade de diversificação na matriz de transportes

A predominância do modal rodoviário, por insuficiência e ou deficiência dos demais modais, encarece muito a produção

Por Luiz de Queiroz e Pedro Garbellini

O custo logístico no Brasil impacta diretamente na competitividade do produto nacional. A predominância do modal rodoviário, por insuficiência e ou deficiência dos demais modais, encarece muito a produção.

Além disso, o país sofre com a assimetria de produzir em determinados centros e consumir ou exportar a partir de outros. Especialmente quando se fala de commodities agrícolas.

O Brasil é um país continental, mas demograficamente ainda possui uma dinâmica costeira. Os estados costeiros representam 84% da população e 85% do PIB.

A região norte e a centro-oeste representam 15% do PIB, 16% da população. E 64% da área do país.

A produção nacional precisa percorrer longas distâncias. E os modais mais interessantes para essa função - a cabotagem na costa e o intermodal fluvial ferroviário no interior – foram historicamente preteridos. Leia mais »

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A crise econômica e os investimentos em infraestrutura

O déficit brasileiro de infraestrutura é enorme. Mas o momento de crise econômica tira do país o horizonte de investimentos

Por Luiz de Queiroz e Pedro Garbellini

Para alguns, essa é a hora de focar no desenvolvimento de projetos. Dessa forma, quando a crise passar o país estará pronto para executar.

Essa é a opinião de Roberto Ravagnani, superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, que esteve presente no 64º Fórum de Debates Brasilianas.org.

Isso não significa parar totalmente os investimentos. Os custos de manutenção são inadiáveis e algumas obras são estratégicas. Mas é necessário eleger prioridades.

As prioridades na crise

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Avanços e desafios da infraestrutura logística

Com todas as dificuldades, PAC e PIL representaram avanços importantes para a continuidade do desenvolvimento nacional

Por Luiz de Queiroz e Pedro Garbellini

Apesar de muito criticado, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ofereceu ganhos de capacidade ao país. Isso porque conseguiu definir ações conjuntas para todas as áreas de infraestrutura.

A participação da iniciativa privada em algumas áreas, no entanto, ficou aquém do esperado e o número de projetos a efetivamente sair do papel foi baixo. O insucesso mais flagrante foi no modal ferroviário, onde o governo não conseguiu realizar nenhuma licitação.

Ainda assim, o Programa pelo menos conseguiu definir os projetos. E, com tempo para trabalhar, a iniciativa privada está começando a demonstrar interesse.

Ao PAC, se seguiu o PIL, o Programa de Investimento em Logística, mais focado na questão dos transportes e com um olhar específico para cada um dos modais. Leia mais »

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O déficit de infraestrutura e o desafio logístico do agronegócio

O escoamento da produção brasileira sofre desde o deslocamento rodoviário e ferroviário até o embarque nos portos

Por Luiz de Queiroz

A infraestrutura e a logística para o escoamento da lavoura são alguns dos principais desafios do agronegócio nacional. Os aumentos de produção nas regiões norte, nordeste e centro-oeste são positivos, mas evidenciam ainda mais os gargalos de transportes, seja no sobrecarregado modal rodoviário, seja na insuficiente malha ferroviária.

Quando as cargas chegam aos portos, então, a situação é ainda mais grave. Não importa se soja ou milho, as exportações do centro-oeste, norte e nordeste são feitas majoritariamente a partir de portos no sul e sudeste. Isso causa uma série de problemas, a começar pelo esgotamento da capacidade dos portos, que vai dar até na paralisação de lavouras para não produzir prejuízo.

O assunto foi tema de discussão no 63º Fórum de Debates Brasilianas.org.

O escoamento do agronegócio de norte a sul Leia mais »

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Brasilianas.org discute o Brasil e a China na geopolítica mundial

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Programa aborda hoje o papel do país asiático como agente indutor de desenvolvimento na América Latina

O Brasil recebeu neste mês a visita do premiê chinês, Li Keqiang que andará pela América Latina até o mês que vem. A vinda da comitiva chinesa aquece os debates em torno da importância do gigante asiático no desenvolvimento da região latino-americana. Leia mais »

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Programa discute hoje avanços do Custo Brasil

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Segundo estudo divulgado recentemente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o chamado Custo Brasil encarece as mercadorias produzidas pelo setor manufatureiro do país em 33,7%. Em outras palavras, se transferíssemos uma empresa da Alemanha, França, Argentina ou Chile, por exemplo, com todos os seus funcionários, equipamentos e grau de produtividade para o Brasil, o custo final de produção dela seria cerca de 33,7% maior.

Custo Brasil é um termo criado para descrever o conjunto de entraves estruturais, econômicos e legais que encarecem a produção da indústria local, a exemplo da elevada carga tributária, estradas precárias e câmbio valorizado. O mesmo estudo da Fiesp aponta o câmbio como um dos principais vilões para a expansão da indústria e da economia que, sozinho, responde por quase 10% índice que compõe o Custo Brasil. Leia mais »

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Qual será o legado social da Copa do Mundo 2014 para o Brasil?

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Nesta segunda-feira (24), a partir das 20h, na TV Brasil, o Brasilianas.org discutirá o andamento das obras preparadas para receber o mundial de futebol. Em 2007 a Fifa confirmou o Brasil como sede da Copa do Mundo 2014. Mas hoje, a poucos meses do evento, menos de 60% das obras estão concluídas, segundo avaliação da própria Fifa. O Ministério dos Esportes promete a entrega dos Estádios e de toda a infraestrutura necessária esperada até maio.  Leia mais »

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Os erros e acertos do novo modelo de concessões públicas

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Nesta segunda-feira (30), às 20h, na TV Brasil, o Brasilianas.org fará uma avaliação do modelo de concessões criado pelo governo federal. Quer encaminhar sua dúvida que poderá ser lida ao vivo? Então, clique aqui

O primeiro leilão de investimento em logística (PIL) de rodovias, realizado no dia 13 de setembro, atraiu concorrentes em apenas uma de duas concessões oferecidas, no trecho que liga Minas Gerais e Goiás (BR-050).

Dentre as críticas feitas ao processo de concessão do trecho BR-262/MG-ES estão a baixa Taxa Interna de Retorno (TIR), e outras variáveis financeiras, ligadas ao project finance e taxas de juros. Leia mais »

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Os obstáculos à regulação eficiente da economia

Luis Nassif

Coluna Econômica

Professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, com especialização na Universidade de Munique, Thiago Marrara identificou vários problemas conceituais no modelo de agências e de concessões públicas no país, conforme explanou no Seminário "Financiamento da Infraestrutura", do projeto Brasilianas.

***

O primeiro problema é o do insulamento setorial de agência, com uma multiplicidade de agências setorizadas espalhadas pela União e pelos estados e não dialogando entre si.

Segundo ele, há pouca preocupação do legislador brasileiro em criar mecanismo de interação. Por exemplo, no Estatuto da Cidade não existe nenhum dispositivo que obrigue um município a tratar com outro questões como saneamento, segurança etc.

Sem o empurrão das leis, avança-se muito pouco em normas de cooperação.

Na Alemanha, explica ele, a própria Lei do Planejamento Administrativo prevê normas muito claras de cooperação, inclusive internacional. Leia mais »

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A lenta adaptação do país aos novos marcos

Por Luis Nassif

Coluna Econômica

Ex-presidente da Petrobras, Secretário do Planejamento do governo da Bahia, José Sérgio Gabrielli tem uma explicação razoável para os problemas enfrentados pelo país na área de infraestrutura e na implantação de novos modelos de concessão. A explanação foi feita durante o seminário “Investimentos em Infraestrutura” do projeto Brasilianas.

De um lado, o fato das regiões mais distantes (com menos infraestrutura) crescerem mais do que o centro (com mais infra). Esse fenômeno explicitou de forma mais contundente as vulnerabilidades da infraestrutura brasileira.

***

No caso dos municípios, especialmente os menores, o principal problema não é a gestão, falta de projetos, mas a relação custeio x investimento – que tem feito muitos deles recusar investimentos federais relevantes.

Esse paradoxo decorre do melhoria da renda das famílias, com as diversas redes de proteção social, e do gradativo enfraquecimento financeiro dos municípios. Leia mais »

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A EPL e as concessões públicas

Por Luis Nassif
Coluna Econômica

A EPL (Empresa de Planejamento e Logística) do governo federal, foi criada com o objetivo de desenvolver o ambiente de concessões e projetos da área pública. Seu primeiro presidente, Bernardo Figueiredo tornou-se o principal interlocutor do setor privado para a próxima rodada de concessões anunciada pelo governo Dilma Rousseff.

Palestrante do Seminário "Financiamento da Infraestrutura", do Fórum Brasilianas.org, Figueiredo apresentou um balanço da situação:

1. Programa de rodovias: na parte afeita ao governo, o modelo de concessão está concluído. Passa, agora, por análise do Tribunal de Contas da União. Já foram anunciados dois leilões com os respectivos editais publicados. Até novembro está sendo programada a conclusão de 9  lotes de concessão, de maneira que os leilões ainda possam acontecer este ano. Serão 10 mil km de rodovias e duplicação e concessão de outros 7.500 km.

2. Ferrovias: já está em fase de audiência pública o projeto Açailandia-Vila do Conde. Optou-se por um modelo diferente da primeira fase de privatização das ferrovias - da qual Bernardo foi figura central. Leia mais »

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Fórum avaliou impactos da exploração do pré-sal em Santos

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Setor de P&G movimentará no Brasil R$ 354 bi até 2015

A Petrobras é a principal investidora de gás natural e petróleo no país, mas não é a única no setor. Existem mais 38 empresas nacionais e outras 38 estrangeiras atuando na cadeia de exploração e distribuição de P&G no Brasil.

O BNDES prevê que R$ 354 bilhões serão movimentados pelo setor entre 2012 e 2015. Goret Pereira Paulo, diretora do Núcleo de Energia da FGV, avalia que o país corre o risco de não aproveitar todos esses recursos no crescimento de outros setores industriais, tendo em vista as complexas relações de diálogo entre estados e municípios e as leis que envolvem a exploração e distribuição no Brasil. Ela participou do 38º Fórum de Debates Brasilianas.org, realizado na última terça-feira (30), em Santos (SP). Leia mais »

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Pré-sal atrairá US$ 78 bi para o litoral paulista até 2025

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Estudo prevê efeitos de R$ 420 mi a cada R$ 1 bi investidos na indústria de P&G

Segundo avaliação encomendada pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, o litoral paulista deverá receber US$ 78 bilhões em investimentos na área de petróleo e gás natural, até 2025, para atender a demanda de exploração do pré-sal.

O Subsecretário de Petróleo e Gás, da Secretaria de Energia do Estado, Ubiraja Sampaio de Campos, afirma que a maior parte desses investimentos será realizada pela iniciativa privada. Ele participou da abertura do 38º Fórum de Debates Brasilianas.org, realizado em Santos, na última terça-feira (30). O Plano de Negócios da Petrobras prevê, no horizonte 2013-2017, investimentos da ordem de US$ 9,5 bilhões em exploração e pesquisa em São Paulo, apenas.

Segundo Ubirajara, R$ 1 bilhão na cadeia de petróleo e gás resultará em um efeito de R$ 420 milhões sobre os demais setores produtivos de São Paulo e 9 mil novos postos de trabalho. Leia mais »

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