O Brasil e a mentira do primeiro de abril

     O Brasil acaba de ser incluído no rol dos países de primeiro mundo. A educação pública tornou-se de primeira qualidade onde professores têm salários de fazer inveja aos tempos de salários indignos. As escolas públicas dispõem de ar condicionado, gelando, em todas as suas dependências. Os hospitais públicos tornaram-se padrão linha D'or. Não há mais filas para emergências e consultas. Tudo funciona com invejável rapidez de atendimento. A polícia alcançou 95% na taxa de elucidação dos crimes e armas e drogas deixaram de penetrar pelo 'queijo suíço' de nossas fronteiras. Policial tem salário, em início de carreira, de R$ 8 mil e o salário mínimo do país é de R$ 6 mil. Não se houve mais falar em falcatruas entre empresas estatais e empreiteiros. Pela nova e rígida lei penal, dependendo do montante surrupiado, a pena pode chegar a 30 anos de prisão em regime fechado. Detalhe: foram extintas as progressões de regime carcerário e as reduções de pena na lei brasileira. Leia mais »

Complexidade e Rede: Desafios da Liderança no Século XXI


A Complexidade e o Líder

Atualmente, pensar implica cada vez mais em distinguir, identificar as diversas partes que estão em jogo, as multiplicidades que compõem cada questão. Cada circunstância está relacionada, afeta e é afetada por cada parte que a compõe. Nenhum fenômeno é isolado, tudo é complexo. Aquele que cuida do aparente, do imediato, não é capaz de entender as relações de força que definem uma determinada situação. Leia mais »

Governar é inaugurar obras?

Autor: 

O título deste artigo reproduz uma indagação da renomada urbanista da Universidade de São Paulo, Raquel Rolnik, sobre a administração das cidades brasileiras.

Segundo essa autora, os gestores municipais, na sua maioria, concentram seus esforços na construção de obras novas, colocando em segundo plano a manutenção dos equipamentos existentes que ficam muitas vezes relegados ao verdadeiro abandono.

A constatação da urbanista corrobora com uma opinião comum de uma parcela da população que avalia a qualidade “executiva” dos prefeitos pela quantidade de pontes, viadutos e prédios construídos. A cada eleição o marketing eleitoral realimenta essa imagem associando a competência dos candidatos às obras inauguradas.

Essa lógica também é predominante na cabeça dos políticos pela crença de que a conservação e o reparo da infraestrutura instalada não resultam em tantos dividendos políticos e visibilidade pública quanto os alcançados com a inauguração de uma obra nova. Leia mais »

Eleição: servidores defendem políticas sociais

Autor: 

Servidores federais protocolaram carta pedindo aos candidatos à Presidência da República para assumirem compromissos relacionados às políticas sociais e defendem que avanços nos atuais programas continuem sendo prioridade. 

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Excelentíssima Candidata Dilma Rousseff, Excelentíssimo Candidato Aécio Neves, Leia mais »

PARADOXOS "MADE IN PARÁ"

  

Andiroba, murumuru, buriti, cupuaçu, babaçu, ucuuba, pracaxi, patauá, castanha, açaí, cacau são alguns dos chamados produtos da sociobiodiversidade*. Formam junto com outras espécies os pés que mantém a floresta em pé.

Tem alta demanda de mercado, principalmente pelas industrias cosméticas para produção de sabonetes, cremes, shampoos e perfumes. E não são exclusividade dos grandes, já que fazem parte dos itens produzidos também pelos povos tradicionais e agricultores familiares da Amazônia, muitos deles organizados em cooperativas comunitárias.

Diante de todo esse potencial da economia da floresta, temos apoiado as comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (oeste do Pará) através do Programa FLORESTA ATIVA, que prevê diversas ações (Saf’s, reposição florestal, etc), entre elas a montagem de unidades de beneficiamento para agregar valor a produção (óleos vegetais e essenciais, polpas e derivados), sempre melhor do que a venda “in natura”. O desafio é promover a inclusão social a partir da produção sustentável, um passo seguinte e que vai além de programas como o Bolsa-Família.

Para isso, começamos a fazer alguns levantamentos preliminares, e nos deparamos com a seguinte situação no Pará: em função  das diferentes alíquotas do ICMS (imposto de competência estadual sobre a circulação de mercadorias), em alguns casos  SAI MAIS EM CONTA ENCAMINHAR PRODUTOS DA NOSSA SOCIOBIODIVERSIDADE PARA PROCESSAMENTO EM SÃO PAULO DO QUE ENVIÁ-LOS PARA AS INDÚSTRIAS PARAENSES. Leia mais »

Aos Garis de Niterói, 5 Lições da Vitória dos Colegas no RJ

1) Fez cair a ficha da sociedade do quanto são importantes. Fazem o que ninguém quer fazer, e vão além fazendo o que o "cidadão" deixa de fazer. Justo que sejam bem remunerados e valorizados (em alguns países, são chamados de agentes ambientais). #VitoriadosGaris

2) Que pelego não tem mais vez. Sindicatos que não atuarem no cumprimento da missão pela qual foram criados serão engolidos nesses novos tempos. #Vergonha

3) Que nem tudo que vemos na mídia é. Fere nossa inteligência o destaque de que a tal greve era de uma minoria de 300, tendo uma cidade inteira emporcalhada e que até então era cuidada por 15 mil garis. #SeLiga

4) Que greve é greve. Quando a classe está unida, sabe o que quer, é um instrumento poderoso  mesmo com muitos "poderosos" contra. #FicaDica para as categorias de trabalhadores ainda pouco organizadas.

5) Que Era da Comunicação = diálogo. Alguém eleito pelo povo é empregado dele (não o patrão). #FicaDica pro Prefeito Eduardo Paes e outras categorias de políticos.

#ObrigadoGaris! Leia mais »

Por que tanto medo dos protestos contra a copa?

Há um processo agressivo de desqualificação dos protestos em curso, e não falo aqui de jornalistas reacionários (ao menos eu não os via assim até pouco tempo atrás). Dois colunistas fizeram com que me acendesse esse sinal de alerta: Marcelo Rubens Paiva, do Estado, e Nirlando Beirão, do R7. O primeiro diz temer "pela integridade física e mental desses moleques mascarados", dispostos, segundo ele, a atacar torcedores adversários em nome de frustrar um ídolo tupiniquim, a tal copa do mundo, "instituição mundial que amamos a cada quatro anos". O segundo anunciou o fracasso do protesto de sábado por ter aparecido somente "os habituais gatos pingados" (entre mil e três mil pessoas), enquanto um bloco de carnaval sozinho atraía vinte mil pessoas, para não falar nos demais quarenta que se espalhavam pela cidade; e conclui, depois de vários qualificativos que rebaixam o debate: "o que aconteceu em junho de 2013 foi importante. Mas não tem nada a ver com os surtos da atual moléstia infantil do protestismo".   Leia mais »

O palhaço do inferno

 

Avenida Rangel Pestana, no bairro do Brás, duas e meia da tarde. Tentando se proteger do sol ardido sob uma sombra intermitente, sufocado por um calor seco de trinta e seis graus, um homem vestido de palhaço vende cachorrinhos feitos de balão. Sua roupa é comprida, cheia de bolinhas, sendo branca e amarela as cores predominantes. O chapéu é mais colorido, cada uma das suas pontas (sete, se contei direito) de uma cor diferente; o rosto, pintado de branco, o nariz postiço, vermelho - o básico que se espera de um palhaço. Toda sua figura adquire um tom pastel no contexto de calor tórrido. Anuncia: olha o cachorrinho de balão pro bebê, leva junto a espadinha. Sem sucesso tento descobrir o que é a tal espadinha. Sua voz é anasalada e desvitalizada. Não parece cansado: parece o próprio cansaço conformado. Ao fim de seu dia de labuta, deve voltar para casa com alguns minguados trocados, com o que sobrevive. Em sua roupa de palhaço, ele me parece ser a versão sem fantasias da grande maioria dos trabalhadores - do Brás ou dos bancos. Ele me parece a imagem do inferno que é a vida da maioria neste nosso sistema.   Leia mais »

Sinal da TIM - Um Grito Parado No Ar.

Tenho me deparado nos ultimos meses com dificuldade para falar ao celular com pessoas que também possuem o plano liberty da operadora TIM. Afora as sátiras de facebook, importantes sim, mas sózinhas não reproduzem nenhum efeito prático, principalmente quando se trata de direitos do consumidor. A desfaçatez com que a ANATEL leva os casos de reclamações é de uma brutal inoperância, que só faz contribuir ainda mais para que as operadoras, continuem tratando todos nós usuários como consumidores de terceira classe, e me pego pensando se de fato não somos mesmo, consumidores de terceira classe. Nos demais países, principalmente na Europa onde esta sediada a TIM, o sinal é bom, a velocidade de trafego é adequada, e o preço é justo. Porque aqui os valores são invertidos? O sinal é ruim, a velocidade é lenta, e o preço é exorbitante. A tal modernidade - equando o ar foi vendido - pelo Sérgio Mota, lugar tenente do FHC, os compradores ofereceram mundos e fundos. Leia mais »

Imagens: 
Sinal da TIM -  Um Grito Parado No Ar.

Uma revolução em curso na gestão de lixo de São Paulo

São Paulo começa a caminhada rumo ao lixo zero. Com a ousadia do tamanho do seu desafio dois meses e 40 reuniões depois, mais de 800 delegados, inclusive de aldeias indígena, eleitos por milhares de paulistanos decidiram nesse começo de setembro como implementar as duas mais importantes diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a não geração e reciclagem dos resíduos secos e orgânicos.

Investimento em educação ambiental e comunicação social, extensa compostagem in situ,  coleta seletiva de resíduos secos e de orgânicos universalizada, compostagem e biodigestão anaeróbia descentralizadas, logística reversa dos resíduos secos pelo setor empresarial, contratação formal de catadores de materiais recicláveis organizados, triagem mecanizada de recicláveis secos descentralizada são alguns dos programas, projetos e ações que irão integrar o Plano de Gestão de Resíduos do Município.

A maior cidade da América do sul e a sexta mais populosa do mundo dá o exemplo de como fazer planejamento participativo e cuidar dos resíduos conforme estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.  O primeiro passo foi dado.

Dan Moche Schneider é lixólogo há mais de vinte anos e tem profunda alegria de participar dessa construção Leia mais »

Uma revolução em curso na gestão de lixo de São Paulo

São Paulo começa a caminhada rumo ao lixo zero. Com a ousadia do tamanho do seu desafio dois meses e 40 reuniões depois, mais de 800 delegados, inclusive de aldeias indígena, eleitos por milhares de paulistanos decidiram nesse começo de setembro como implementar as duas mais importantes diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a não geração e reciclagem dos resíduos secos e orgânicos.

Investimento em educação ambiental e comunicação social, extensa compostagem in situ,  coleta seletiva de resíduos secos e de orgânicos universalizada, compostagem e biodigestão anaeróbia descentralizadas, logística reversa dos resíduos secos pelo setor empresarial, contratação formal de catadores de materiais recicláveis organizados, triagem mecanizada de recicláveis secos descentralizada são alguns dos programas, projetos e ações que irão integrar o Plano de Gestão de Resíduos do Município. Leia mais »

Os problemas de manutenção no Metrô paulistano

Sugerido por GilbertoK

Da Rede Brasil Atual

Em crise de manutenção, Metrô de São Paulo põe trens com falhas para circular

Registros mostram que empresa releva problemas de segurança em composições da mesma frota cujo trem descarrilou no início de agosto, colocando em risco vida de trabalhadores e usuários

São Paulo – A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) ignorou falhas apontadas por funcionários e colocou em circulação, na noite da última sexta-feira (23), pelo menos um trem com defeito para atender os usuários da Linha 3-Vermelha, que liga a capital paulista de leste a oeste. A “solução” teria sido adotada para contornar um desfalque de sete composições no trecho, todas afastadas por problemas técnicos. Registros no diário de condutores e telas de monitoramento do sistema revelam ainda que, na semana passada, dois trens da chamada frota K foram retirados e colocados em circulação pelo menos seis vezes em cinco dias – também devido a falhas.

A frota K possui 25 composições, que estão sendo paulatinamente reformadas desde 2010 pelo consórcio MTTrens, formado pelas empresas MPE, Temoinsa e TTrens – esta última envolvida nas denúncias de formação de cartel em conluio com governos tucanos em São Paulo. Pertence a essa frota a composição que descarrilou na manhã do dia 5 de agosto, nas proximidades da estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3 Vermelha. Havia passageiros, mas, felizmente, ninguém se feriu. Segundo o Sindicato dos Metroviários, o acidente foi provocado pela ruptura de uma peça chamada “truque” ou “truck”, termo técnico que designa o sistema composto por rodas, tração, frenagem e rolamentos do trem. Leia mais »