'O Globo' faz mea culpa sobre apoio ao golpe de 64

Do Jornal GGN

Por Mário Bentes

Jornal GGN - Quase 50 anos após o golpe de 1º de abril de 1964, quando os militares derrubaram o governo democraticamente eleito de João Goulart e deram início a 21 anos de ditadura, o jornal O Globo reconheceu que dar apoio ao golpe foi um erro. Na apresentação do texto redigido para o site “Memória”, que conta a história da publicação carioca, O Globo admite ser verdade o teor do coro usado como bordão nas manifestações de junho: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”.

O jornal afirma que a decisão de fazer uma “avaliação interna”, contudo, veio antes das manifestações populares. Mas “as ruas”, afirma O Globo, “nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário”. O matutino carioca diz ainda que “Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas” e diz que a publicação do texto com o reconhecimento do erro reafirma “nosso incondicional e perene apego aos valores democráticos”. Leia mais »

Mandela deixa o hospital

Do Jornal GGN

Mandela deixa o hospital após quase 3 meses internado

Depois de passar quase três meses internado em um hospital de Pretória, onde deu entrada no dia 8 de junho, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela finalmente recebeu alta neste domingo (1). Aos 95 anos, o líder e símbolo máximo contra a segregação racial no país foi tratado de uma infecção pulmonar. As informações estão em comunicado oficial da Presidência da África do Sul.

Apesar de ser liberado, os médicos reconhecem que o estado de Mandela continua crítico e em alguns momentos apresenta quadros de instabilidade. Contudo, a equipe concordou que a terapia intensiva que o ex-presidente ainda precisa vai continuar a ser recebida em sua própria casa, em Houghton, Johanesburgo. Leia mais »

Há 69 anos, os Aliados reconquistavam a cidade de Paris

Sugerido por Andre Araujo

A RECONQUISTA DE PARIS - Em 25 de agosto de 1944, 69 anos de hoje, o Comandante alemão de Paris rendeu-se na Estação Ferroviaria de Montparnasse, ele, seu Estado Maior e 17.000 soldados da guarnição de Paris. O General Dietrich vol Choltitz foi no ato feito preisioneiro, mandado para Londre e depois para os EUA, foi libertado em 1947 e considerado "salvador de Paris".

Quando a partir da invasão da Normandia as tropas aliadas chegavam perto de Paris, Hitler deu a ordem para deixar Paris arrasada por explosões de dinamite nas pontes e grandes edificos e bombas incendiarias nos bairros centrais. O General Choltitz, um amante das artes não executou as ordens, colocando a vida em risco mas salvando Paris.

No campo politico é que travou-se a grande batalha. A Resistencia, então dominada pelos comunistas, pretendia antes das tropas aliadas, tomar a cidade, sem se importar com perdas. Paris vale 200.000 vidas, dizia o comando comunista da Resistencia em Paris. Para não dar esse trofeu aos comunistas, De Gaulle exigiu dos anglo-americanos que a Divisão da França Livre comandada pelo General Phelippe Leclerc chegasse em primeiro lugar a Paris, antes das tropas americanas, para marcar que a cidade foi libertada por De Gaulle, o que consolidaria seu poder politico. E assim foi feito. Leia mais »

O radicalismo da imprensa às vésperas da morte de Getúlio

Sugerido por Gilson AS

Do Uol

História – Da direita à esquerda, imprensa pediu cabeça de Getulio em 1954

Mário Magalhães

Existe um livro chamado “Em agosto, Getulio ficou só”. Nunca o li, mas sempre apreciei o título bem bolado.

Neste sábado, 24 de agosto, o suicídio do presidente Getulio Dornelles Vargas completa 59 anos. A visita à imprensa da época evidencia que, se dependesse do radicalizado ambiente jornalístico, o gaudério de São Borja não teria mesmo como escapar. Ele foi deposto de madrugada, na forma de uma “licença”. Ao se matar, de manhãzinha, impediu os militares de assumirem diretamente o governo. Com o sacrifício, atrasou o golpe de Estado em dez anos.

Com muitas publicações levando para a internet suas coleções, e a Biblioteca Nacional botando no ar parte de sua hemeroteca, ficou mais fácil consultar os velhos jornais. Eles confirmam que o presidente sufragado pelo voto popular em 1950 estava acossado pela direita, principalmente, mas também pela esquerda.

Além da “Última Hora”, financiada pelo Palácio do Catete, então sede da Presidência, o “Jornal do Brasil” se opôs à iminente virada de mesa institucional. Não deveriam estar sozinhos, como um levantamento mais vasto demonstrará, mas quase. Leia mais »

O acervo do "Plano Condor" está disponível na internet

Por Adir Tavares

Do site Avante.pt

Parte da documentação relativa ao macabro «Plano Condor», executado pelas ditaduras sul-americanas em conluio com a CIA, e do qual fizeram parte o assassinato em massa, nos anos 70, de militantes progressistas, está agora disponível online. 

O acervo do denominado «Plano Condor», a operação secreta levada a cabo pela CIA em conluio com as ditaduras sul-americanas, encontra-se, finalmente, disponível para quem o quiser consultar. A existência deste processo de assassinato em massa de pessoas que professavam ideologias de esquerda, democráticas e progressistas – bem como de muitos dos seus familiares e amigos -, «apenas» porque se opunham, nos diversos países da América do Sul, aos regimes ditatoriais aliados dos EUA, foi ao longo de décadas desmentido pelas sucessivas administrações norte-americanas, quer Democratas quer Republicanas. Agora, os assassinatos em massa não só estão suficientemente documentados, como essa documentação passou a ficar disponível para consulta na Internet através do endereço electrónico www.ippdh.mercosur.int/archivocondor.

O trabalho de recolha e tratamento dos dados é da responsabilidade do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH), cuja sede é em Buenos Aires, capital da Argentina. O guia permite a consulta documental de 71 instituições da Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, e a sua divulgação teve o propósito de apoiar o «Grupo Técnico» na obtenção de dados, informação e arquivos referentes às actuações repressivas do chamado Cone Azul, particularmente da operação «Condor», revela a agência noticiosa argentina Telem, citada pela Prensa Latina.

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Acordo entre URSS e a Alemanha nazista completa 74 anos

Por Andre Araujo

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+IM-PRES...

O ACORDO MOLOTOV RIBBENTROP - Hoje 23 de Agosto faz 74 anos que a União Sovietica e a Alemanha nazista assinaram o fatidico acordo que precedeu em uma semana a invasão da Polonia e o inicio da Segunda Guerra.

O pacto, chamado de "Tratado de Não Agressão" deu ao Reich segurança da neutralidade russa na fronteira leste e mais que isso, um protocolo secreto acertava a divisão da Polonia entre os dois signatarios do pacto.

O Acordo foi recebido com choque e indignação no Ocidente e deixou os Partidos Comunistas desorientados. Até a vespera atacavam dia e noite o nazi-fascismo, agora passaram a ser parceiros dos nazistas, a URSS grande fornecedora de materias primas essenciais ao esforço bélico nazista.

Evidentemente que o Pacto era um expediente de curto prazo, nenhum dos regimes realmente pensaria em ser sócio do outro ideologicamente, eram antípodos em tudo. Leia mais »

Os naufrágios de seis navios brasileiros em agosto de 42

Andre Araujo

http://www.naufragiosdobrasil.com.br/2guerrabrasil.htm

A DRAMATICA SEMANA DE AGOSTO DE 1942 - O AFUNDAMENTO DE NAVIOS BRASILEIROS -  Nas costas de Sergipe,  o submarino alemão U-507, sob o comando do Capitão Harro Schacht, afundou 6 navios brasileiros das companhias Costeira e Loide Brasileiro, com a morte de 600 pessoas, sem aviso e no meio da noite de 15 de agosto de 1942, naufragios tão rapidos que não houve tempo de baixar os botes salva vidas, no Baependi a orquestra tocava quando o navio começou a afundar.

Não havia estradas de rodagem ou ferrovias ligando o Norte Nordeste com o Rio de Janeiro e Sul do Brasil, todo trafego era por via maritima, de passageiros e cargas, do Norte vinha juta, borracha, castanha, açucar, sisal, madeira, sal e do Sul ia especialmente charque, café, farinha, arroz, manufaturas, tecidos, maquinas agricolas, chá mate, banha, latarias. Leia mais »

os invasores tudo, aos verdadeiros donos nada!

O Povo Tupinambá de Olivença é um Povo Guerreiro e irá lutar o quanto for preciso por seus Direitos.

Recentemente mais uma vez fomos apunhalados por uma decisão truculenta do Judiciário Federal de Ilhéus. Foi dado reintegração de posse aos invasores de nosso Território e com isso várias famílias serão desabrigadas, incluindo inclusive uma Escola e um Posto de Saúde que está sob ameaça de ser demolido.

Estamos falando de mais de 150 estudantes que ficarão sem aula, uma Comunidade inteira sem atendimento à saude e várias famílias sem suas casas.

Tudo isso está acontecendo na Comunidade do Acuipe. Esta mesma Comunidade em fevereiro do ano passado teve várias casas demolidas em uma ação feita com o apoio da Polícia Federal. Eu estive no local na época e fizemos uma matéria a respeito (vejam => http://www.indiosonline.net/mais-uma-acao-violenta-no-povo-tupinamba-de-...).
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A história do Cotonifício Rodolfo Crespi, na Mooca

Andre Araujo

FABRICAS HISTORICAS DE SÃO PAULO - O COTONIFICIO RODOLFO CRESPI - Essa fabrica confunde-se com o proprio bairro onde se instalou e de cuja historia é um dos primeiros personagens, a Mooca.

O cotonificio foi fundado em 1897 pelo imigrante italiano Rodolfo Crespi e tornou-se uma das maiores fabricas de São Paulo nos anos anteriores à Primeira Guerra, com uma area industrial de 50.000 m2 e

3000 cavalos de força movidos à eletricidade, a fabrica foi um dos primeiros e maiores clientes da São Paulo Tramway, Light and Power Co.

O cotonificio tornou-se o maior empregador da Mooca, seus operarios fundaram em 1924 o Juventus Esporte Clube, até hoje o maior do bairro. No mesmo ano a fabrica foi pesadamente bombardeada por aviação militar do governo federal por causa da rebelião dos tenentes na chamada de "revolução de 1924", quando tropas federais sitiaram São Paulo, ocupada pelos tenentes.

Rodolfo Crespi virou Conde em titulo conferido pelo Rei da Italia, casado com a Condessa Marina, grande benemerita do bairro. Sua filha Renata casou-se com Fabio da Silva Prado, da mais alta elite paulistana, mais tarde Prefeito de São Paulo. A palacial residencia deles na Av.Faria Lima é hoje o Museu da Casa Brasileira e foi um simbolo da mescla da elite antiga com a imigração recente. Leia mais »