O trabalho dos médicos estrangeiros pelo mundo

Sugerido por Affon

Comentário ao post "O suicídio de imagem da medicina brasileira"

O link para o programa "Sem Fronteiras" sobre os médicos estrangeiros. Médicos do mundo todo desmascaram o corporativismo rastaqüera de alguns brasileiros.

Da Globonews

Conheça o trabalho de médicos estrangeiros no Brasil e no mundo

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O curta-metragem Severinas

EMILIAMMM

Severinas, o curta-metragem de Eliza Capai

As mulheres de vida 'severina' e suas filhas: da resignação à resistência!

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Redes sociais desmontam denúncia da Folha sobre o + Médicos

Do Jornal GGN

Redes sociais desmontam denúncia da Folha sobre o + Médicos

Lourdes Nassif

A análise dos jornais diários é sempre uma caixinha de surpresas quando se tem tanta informação rolando nas redes sociais. A Folha de hoje estampa denúncia de que os prefeitos de 11 cidades demitirão médicos locais para que cheguem os profissionais do Programa Mais Médicos. A denúncia é grave.

Uma leitura apurada da matéria leva por entendimentos diversos. Título de capa aponta para a certeza de que haverá demissões “de médicos locais para receber os de Dilma”, o subtítulo coloca que 11 cidades “decidem trocar profissionais para ficar com os do programa Mais Médicos, pagos pela União”. Pois bem. A denúncia chama a atenção. O texto da chamada afirma que prefeituras do Norte e Nordeste começaram a trocar médicos contratados pelo Mais Médicos. Ponto. E que prefeitos e secretários de saúde “dizem que a mudança é vantajosa”, pois os profissionais são custeados pelo governo federal enquanto os médicos locais são pagos pelas prefeituras, com salários que chegam a R$ 35 mil. Outro atrativo é a certeza de que o novo profissional irá trabalhar por três anos, pelo menos.

A personagem que dá corpo à denúncia, a médica Junice Moreira, diz que foi comunicada da demissão, afirmando que “disseram que eu tinha que dar lugar a um cubano”. O prefeito em questão, da cidade de Sapeaçu (BA), Jonival Lucas (PTB), afirmou que ela está saindo por não cumprir a carga horária e não por conta da adesão ao programa.

Na reportagem que abre o caderno Cotidiano, a Folha afirma que identificou 11 cidades de quatro estados diferentes que pretendem fazer demissões para receber os profissionais do Mais Médicos. Prefeitos reclamam da alta rotatividade e de altos salários que precisam pagar para conseguir segurar profissionais. Além disso, aponta para a falta de infraestrutura como um fator que desanima os médicos locais. O impacto dos salários em pequenas prefeituras fica evidenciado na matéria.

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Sobre médicos humanistas e a xenofobia

Sugerido por Josias Pires

Do Vermelho

No Ceará a xenofobia veste branco

"O que aconteceu no Ceará neste triste episódio ficará registrado nos anais da nossa história como o Dia da Vergonha, o dia em que o fascismo triunfou sobre a solidariedade e a universalidade que tem marcado, por definição cultural, o espírito do povo cearense e brasileiro".

Este texto é dedicado ao Dr. Luiz Teixeira Neto e à memória do Dr. Caetano Ximenes de Aragão, dois médicos-poetas e humanistas, que muito me ensinaram da vida e da solidariedade.

Por Rosemberg Cariry

Um choque profundo, uma sensação de mal-estar, uma vontade de vomitar... Algo me atingiu em cheio, acho que não no corpo, mas no espírito. Não posso precisar o que senti naquele momento, em que vi, pela TV, o constrangimento que alguns médicos cearenses infligiram aos aqui aportados médicos estrangeiros, em franca ação de hostilidade. Esses senhores, vestidos de branco, em nome dos seus interesses corporativos e econômicos, fizeram um espécie de “corredor polonês”, por onde os médicos estrangeiros, que vieram para trabalhar pela saúde da população, nos mais distantes e miseráveis rincões do país, foram obrigados a passar, entre vaias e xingamentos. Talvez o melhor termo para traduzir o que senti seja a palavra VERGONHA. Acreditem, fui acometido de uma profunda vergonha, ao ver um ato de tamanha hostilização e incivilidade acontecer na minha terra, sob a tutela do Sindicato dos Médicos do Ceará. Pensei comigo: chegamos ao fundo do poço! Leia mais »

A visão de um médico sobre o serviço público

Por Fábio LM

Comentário ao post "O suicídio de imagem da medicina brasileira"

Venho há algum tempo acompanhando quase diariamente as discussões a respeito desta "guerra" que surgiu após os anúncios dos programas do governo e principalmente após a chegado dos médicos cubanos ao país, e resolvi escrever minhas opiniões, mesmo correndo o risco de ser mal interpratado pelos frequentadores e comentaristas do blog (se algum tiver paciência suficiente para ler o texto).

Sou cardiologista, com 34 anos e menos de 10 de profissão. Antes que alguém pense: "lá vem mais um playboyzinho reclamar...", posso dizer que, felizmente, não me incluo neste grupo: passei minha infância na roça, fui alfabetizado em escola rural (aposto que a maioria dos que vem aqui nem imaginem como é uma escolinha destas), sempre estudei em escolas públicas e só me formei pq passei numa Universidade Federal, e com muito esforço de meus pais, que durante 6 anos simplesmente abdicaram de tudo para que eu e meu irmão pudessemos ter a oportunidade que eles não tiveram na juventude.

Realmente, a classe médica é composta em sua maior parte de pessoas de vida mais abastada, e consequentemente, mais reacionárias (por medo de perder seu "padrão de vida"), sendo que pessoas com uma história de vida como a minha são a exceção. Isto é um dos grandes motivos, na minha visão, da maneira que a situação está sendo discutida, pois a reação é aquela de quem tem medo de perder o seu lugar, como se só a presença de "concorrência" fosse suficiente para isto.  Leia mais »

O atendimento médico no interior da Bahia

Sugerido por Adamastor

A saúde não chega aqui

Veja como é o atendimento médico em uma comunidade distante no interior da Bahia

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Ação civil pública pede expulsão dos PMs da UPP da Rocinha

Sugerido por alfeu

Da Agência Brasil

Ministério Público envia representação contra PMs da UPP da Rocinha com pedido de expulsão

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro vai analisar uma proposta de ação civil pública, com pedido de expulsão dos quadros da Polícia Militar do major Edson Raimundo dos Santos e dos policiais militares Rodrigo de Macedo Avelar da Silva, Douglas Roberto Vital Machado, Rafael Adriano Silva de Carvalho e Vitor Luiz Evangelista, por improbidade administrativa. Todos são lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio, para onde o pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos, foi levado no dia 14 de julho último e nunca mais foi visto.

A representação da 15ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos encaminhada à Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania pede também a expulsão dos militares, a suspensão do porte e o recolhimento das armas acauteladas em seus nomes e os distintivos. Leia mais »

Sobre o índice de homicídios no Brasil

Jorge Nogueira ...

Do Vermelhos não

Se brasileiro fosse profissão 

A revista Forbes relacionou as dez ocupações profissionais mais perigosa nos EUA, em 2012, considerando o índice de mortes por 100.000 trabalhadores. A atividade mais perigosa é a de lenhador, 62 óbitos e 127,8/100.000. Seguem pescadores, aeronautas, reparadores de telhados, montadores de estruturas metálicas, lixeiros, eletricistas de alta tensão, caminhoneiros, agricultores e trabalhadores da construção civil.

Comparando a mortalidade destes grupos ao desempenharem suas funções e o índice de homicídios no Brasil existe uma dado aterrador: é mais provável morrer assassinado no Brasil do que trabalhar em algumas delas lá. Se brasileiro fosse uma categoria profissional americana ocuparia o 7º lugar em letalidade. Brasileiro jovem, de 15 a 29 anos, ficaria em 4º na taxa de mortalidade.

Segundo o Mapa da Violência 2012 foram assassinados no Brasil 26,2 pessoas a cada 100.000. Em 2012 nos EUA a mortalidade entre os trabalhadores de instalação e manutenção de linhas de transmissão elétrica de alta tensão foi de 23/100.000. Na média é mais perigoso apenas sobreviver no nosso país que subir numa torre de energia para fazer reparos nos Estados Unidos. Leia mais »

A opinião de uma brasileira que estuda medicina em Cuba

Sugerido por romério romulo

negra, mulher, pobre, do Capão Redondo, estuda medicina em Cuba e explica tudo.


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O suicídio de imagem da medicina brasileira

Autor: 

Coluna Econômica

Prefeito de Vargem Grande do Sul, tio de minha mãe, o médico Bié Mesquita tinha um consultório com duas salas. Numa, os clientes que podiam pagar pela consulta; na outra, os que não podiam. Revezava o dia inteiro atendendo a ambos. Em frente o consultório, montou uma farmácia, mas ninguém sabia que era dele. Os pacientes necessitados saíam do consultório com a receita e a recomendação para aviar na farmácia em frente. Lá, eram informados de que não precisariam pagar nada.

Em Poços de Caldas, o pediatra Martinho de Freitas Mourão atendia de manhã os necessitados, de tarde os que podiam pagar.

Não havia equipamentos sofisticados. Eram tempos longínquos, no interior, com acesso a no máximo uma máquina de raio X. Tinham o estetoscópio, a paleta para colocar sob a língua do paciente e o conhecimento acumulado pelo curso e pela prática. Salvavam vidas.

***

Não são exemplos isolados. Na medicina nacional, grandes nomes, médicos bem sucedidos, cirurgiões consagrados passaram a dedicar parte de sua atividade à saúde pública ou atendimento em hospitais públicos. É assim com Adib Jatene, Miguel Srougi e tantos outros. A medicina brasileira forneceu alguns dos maiores homens púbicos do país, sanitaristas como José Gomes Temporão, David Capistrano, José Veccina Neto. Ajudou na criação de um modelo federativo através da obra monumental do SUS (Sistema Único de Saúde).

***

Mesmo os Conselhos de Medicina têm um histórico digno. Não fossem os médicos voluntários do Conselho Regional de Medicina atenderem a um pedido e se deslocarem para o Instituto Médico Legal (IML), em maio de 2006, o número de assassinatos da Polícia Militar teria dobrado.

*** Leia mais »

Os 20 anos da Chacina de Vigário Geral

Sugerido por Wanderley Kuruzu Rossi Jr.

Da Agência Brasil

Vigília lembra os 20 anos da Chacina de Vigário Geral

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – Os 20 anos da Chacina de Vigário Geral estão sendo lembrados hoje (29) com uma vigília, a partir das 19h, na própria comunidade. Na praia do Leme, zona sul do Rio, em mais uma iniciativa do movimento Rio de Paz, um “cemitério simbólico” foi montado na areia, com 21 cruzes simbolizando cada uma das vítimas da chacina, além de um caixão.

Mensagens afixadas nas cruzes mencionam a profissão de cada uma das vítimas e chamam a atenção para a continuidade da violência policial no Rio, com a frase “A cidade continua partida. Cadê o Amarildo?”. A pergunta é uma referência ao caso do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho, na comunidade da Rocinha, após ter sido levado por policiais à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade.

A chacina foi na madrugada de 29 de agosto de 1993, quando cerca de 50 homens encapuzados, armados com metralhadoras, escopetas, pistolas e granadas invadiram a favela de Vigário Geral, na zona norte do Rio, arrombaram casas e atiraram de forma indiscriminada nos moradores. Vinte e uma pessoas foram executadas – todas com endereço fixo, profissão definida e sem antecedentes criminais. Leia mais »

O equívoco na matéria da Folha sobre importação de médicos

Do Ministério da Saúde

O título da matéria “Convênio para importar cubanos foi firmado antes do Mais Médicos”, publicado no jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira, 29 de agosto, está equivocado. Diferentemente do que sugere a manchete, o 80º termo de cooperação técnica assinado entre o Ministério da Saúde e a Opas em 26 de abril de 2013 tinha como objetivo “fortalecer a atenção básica” e não especificava como seria a operacionalização desta ação. Os planos de trabalho foram definidos de lá para cá por meio de três termos de ajustamento. A vinda de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil só foi prevista no terceiro termo de ajustamento, assinado em 21 de agosto de 2013, que teve como objeto “promover a cooperação técnica internacional entre países/cooperação Sul-Sul”.

O primeiro termo de ajustamento foi assinado em 16 de julho de 2013, publicado no Diário Oficial da União em 19 de julho, e estabeleceu que o Ministério da Saúde arcaria com todas as reclamações que pudessem vir a ser feitas por terceiro contra a Opas. Leia mais »

A Revolta da Vacina e a reação aos médicos cubanos

René Amaral

O preconceito é filho legítimo da burrice e da ignorância, como provaram estudos recentes. O preconceituoso não nasce assim, aprende, à duras penas, a ser intolerante e reacionário. Fatores como educação, nível sócio/econômico/cultural e localização geográfica influem determinantemente na forma como o indivíduo encarará fatos novos em sua vida. O novo é o alvo principal do preconceito por que o indivíduo estará mais ou menos preparado para a aceitação de fatos novos na razão direta que for educado para isso. Quanto mais reacionária sua criação, mais preconceituoso ele será. Se for inteligente, ao longo da vida corrigirá os erros de sua educação, caso contrário cangalha e arreios se fazem necessários.

A reação tacanha e canhestra à chegada dos médicos cubanos ao Brasil mostra isso claramente.

Quando se anunciou a chegada dos médicos cubanos ao Brasil, começou a campanha de imbecilização da população. Ao contrário do que se poderia esperar, a campanha não foi dirigida aos estratos mais pobres e mais manipuláveis da sociedade. Seria difícil convencer os beneficiados diretos de que a iniciativa era ruim. A campanha foi dirigida justamente àqueles mais ligados à causa do problema, os médicos que acham que medicina é instrumento de enriquecimento material, mais do que uma vocação de ajudar e servir ao próximo. Leia mais »

Um desagravo aos médicos estrangeiros

Por Edmar Melo

DESAGRAVO AOS MÉDICOS ESTRANGEIROS

Senti vergonha alheia

Ao vê médicos cearenses

Hostilizando colegas

Que vem salvar nossa gente

Fico até imaginando

Esse pessoal cuidando

De seus próprios pacientes.

 

Em versos de desagravo

A esses médicos estrangeiros

Eu digo que o cearense

É um povo hospitaleiro

E que essa minoria

Ligada à xenofobia

Não é coisa de brasileiro. Leia mais »