PARADOXOS "MADE IN PARÁ"

  

Andiroba, murumuru, buriti, cupuaçu, babaçu, ucuuba, pracaxi, patauá, castanha, açaí, cacau são alguns dos chamados produtos da sociobiodiversidade*. Formam junto com outras espécies os pés que mantém a floresta em pé.

Tem alta demanda de mercado, principalmente pelas industrias cosméticas para produção de sabonetes, cremes, shampoos e perfumes. E não são exclusividade dos grandes, já que fazem parte dos itens produzidos também pelos povos tradicionais e agricultores familiares da Amazônia, muitos deles organizados em cooperativas comunitárias.

Diante de todo esse potencial da economia da floresta, temos apoiado as comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (oeste do Pará) através do Programa FLORESTA ATIVA, que prevê diversas ações (Saf’s, reposição florestal, etc), entre elas a montagem de unidades de beneficiamento para agregar valor a produção (óleos vegetais e essenciais, polpas e derivados), sempre melhor do que a venda “in natura”. O desafio é promover a inclusão social a partir da produção sustentável, um passo seguinte e que vai além de programas como o Bolsa-Família.

Para isso, começamos a fazer alguns levantamentos preliminares, e nos deparamos com a seguinte situação no Pará: em função  das diferentes alíquotas do ICMS (imposto de competência estadual sobre a circulação de mercadorias), em alguns casos  SAI MAIS EM CONTA ENCAMINHAR PRODUTOS DA NOSSA SOCIOBIODIVERSIDADE PARA PROCESSAMENTO EM SÃO PAULO DO QUE ENVIÁ-LOS PARA AS INDÚSTRIAS PARAENSES. Leia mais »

As semelhanças genéticas entre porcos e humanos

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Brasil 247

O porco: O verdadeiro melhor amigo do homem

Quando, em 1945, George Orwell escreveu o seu romance Animal Farm (A Revolução dos Bichos, no Brasil) onde afirma que o homem e o porco são quase idênticos, talvez não soubesse que estava muito perto da verdade 

Por: Equipe Oásis

Estudos muito recentes sobre a estrutura genética dos suínos mostram similaridades extraordinárias entre nossa espécie e a dos porcos. Para começar, sofremos das mesmas doenças, entre elas a obesidade, Parkinson, Alzheimer, enfarto, derrames, etc. Assim, o prosseguimento dos estudos sobre a genética dos suínos deverá revelar novos tratamentos para o combate a essas e outras doenças devastadoras também na nossa espécie.

Como diz o geneticista britânico Martien Groenen, um dos principais investigadores mundiais na área, "identificamos muitas outras variantes genéticas implicadas em patologias humanas, e isso endossa a ideia de que o porco é realmente um valioso modelo biomédico".

Completado o genoma do porco

Homens e porcos. Trata-se da história de uma convivência e domesticação que dura há pelo menos dez mil anos. Recentemente, após duas décadas de árduos estudos, completou-se o mapeamento do DNA desse animal. Surpresa geral: o sequenciamento revela novas e inesperadas semelhanças genéticas com o gênero humano. Conduzido pelo Consórcio Internacional para o Sequenciamento do Genoma do Porco, coordenado pela Universidade de Illinois (EUA), de Wageningen (Países Baixos) e de Edimburgo (GB), o estudo revela o genoma completo de uma fêmea de porco doméstico da raça Duroc (espécie Sus scrofa). Para reconstruir a evolução desses animais, esse mapa do DNA foi depois confrontado com o de javalis europeus e asiáticos, os primos silvestres muito similares aos antepassados do porco doméstico. Leia mais »

Professor da UFMG critica Programa de Pesquisador Mineiro

Sugerido por Alessandro Moure

Nassif, reproduzo o texto que saiu no Jornal da Ciência de ontem, 4 de setembro. O link direto é http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=89114

Mais uma vez volta à tona a questão da ausência de transparência no fomento à C&T&I brasileira.

Segue o texto. Ler a carta aberta é também muito interessante.

Do Jornal da Ciência

JC e-mail 4805, de 04 de Setembro de 2013

15. Carta aberta à Fapemig

Pesquisador questiona julgamento do Programa de Pesquisador Mineiro

O professor Armando G. M. Neves do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) assina a carta aberta encaminhada à presidência da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais). No documento, ele critica os critérios de julgamento do último edital do Programa de Pesquisador Mineiro (PPM) e faz recomendações de ajustes à Fapemig, responsável pelo PPM, e afirma que as sugestões são válidas também para CNPq, Capes, outras fundações estaduais de apoio à pesquisa e agências de fomento. Leia mais »

Cientistas conseguem reverter Alzheimer pela primeira vez

Sugerido por Gunter Zibell - SP

Do Sapo.pt

Doença de Alzheimer revertida pela primeira vez

Graças a esta técnica inovadora, Andrés Lozano foi convidado a participar, na semana passada, na entrega dos IX Premios de la Fundacion Hospital de Madrid, onde fez uma atualização do estudo

Um grupo de investigadores conseguiu reverter pela primeira vez a doença de Alzheimer. A equipa de cientistas canadianos usou uma técnica de estimulação cerebral profunda que pôs um travão à doença.

Doze meses depois não houve quaisquer sinais de permanência ou até mesmo regresso da doença de Alzheimer nos seis pacientes que constituíram a amostra do estudo, inicialmente apresentado em Novembro de 2011 numa conferência da Society for Neuroscience.

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só deixou de encolher, voltando ainda a crescer e a aumentar de tamanho. Nos restantes quatro pacientes, o processo de deterioração desta região do cérebro parou por completo. Leia mais »

"A História de Stephen Hawking", filme da BBC

Sugerido por ANTONIO ATEU

Do site Filmow

A História de Stephen Hawking

Produção para TV que conta a história do físico britânico Stephen Hawking, desde o momento em que é diagnosticado com a Doença de Lou Gehrig, também chamada Esclerose Lateral Amiotrófica - que gera a gradativa perda do controle da musculatura. Também narra seu relacionamento com sua primeira esposa e a ajuda que recebeu do professor de Cambridge, Roger Penrose, com quem demonstrou a validez da Teoria Geral da Relatividade proposta por Einstein. Leia mais »

Vídeos: 
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Nicolelis mais perto de permitir que paraplégico possa andar

Sugerido por pacoandrade

Do Viomundo

Nicolelis mais perto de levar garoto paraplégico a dar o chute inaugural da Copa de 2014

publicado em 3 de setembro de 2013 às 0:31

por Conceição Lemes 

O projeto Andar de Novo, liderado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, está cada vez mais próximo de atingir seu objetivo: permitir que um paraplégico possa se movimentar, usando exoesqueleto robótico (prótese que envolve os órgãos paralisados) conectado ao cérebro do paciente.

O seu grupo acabar de publicar na Proceedings of National Academy of Sciences  — PNAS, a revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA, um estudo que demonstra que os neurônios das áreas do cérebro ligadas ao tato e ao controle de movimentos também podem responder a estímulos visuais.

PNAS dedica dez páginas ao trabalho coordenado por Nicolelis, pesquisador e professor da Duke University (EUA) e coordenador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (Brasil). O estudo foi feito em macacos Rhesus, o modelo experimental mais próximo do homem.

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A psicologia forense e as origens do mal

Sugerido por antonio francisco

Da Folha

A psicologia forense, a origem do mal e a culpa dos outros

Contardo Calligaris

Desde o começo dos anos 90, nos EUA, há uma proliferação de romances cujos heróis são psicólogos ou psiquiatras forenses. Os leitores de histórias policiais conhecem os protagonistas clássicos: o detetive que leva e dá pauladas até que as coisas se esclareçam (estilo Mickey Spillane), o advogado de defesa à Perry Mason e o investigador que pensa e computa (uma tradição que vai dos contos de Edgar Poe até Nero Wolfe, passando por Sherlock Holmes). A eles acrescenta-se, hoje, uma nova figura: o "profiler", o clínico que lê no crime a dinâmica exclusiva de uma mente criminosa.

Graças a esses psicólogos forenses, na última década, a psicologia clínica tornou-se depositária da questão da origem do mal: é muita honra. Mas é também uma armadilha que funciona assim. Acho que entendo a angústia e a depressão porque já estive ansioso e triste alguma vez. Agora, o que é esquartejar e comer um pedaço de minha vítima? Isso não consigo vislumbrar. E gostaria que a psicologia me explicasse -não tanto para entender quanto para me exonerar. Os heróis da nova onda de romances policiais me dirão as razões pelas quais os monstros torturam, amputam, sangram e estupram. Com isso, confirmarão que eu não tenho nada a ver com isso. Leia mais »

Campo magnético do Sol irá se inverter até dezembro

Sugestão de Assis Ribeiro

Reviravolta no céu: O campo magnético do Sol está se invertendo

No brasil247, Por Equipe Oásis

Dentro de 3 a 4 meses o Sol atingirá o pico do seu atual ciclo de atividade com a duração de cerca 11 anos. Isso coincidirá com a inversão dos polos magnéticos da nossa estrela. Ambos são acontecimentos previstos e já em ato que terão como consequência alguns distúrbios nas ondas de rádio e belíssimas auroras polares na altura do mês de dezembro 

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Estudo sugere que a vida pode ter começado em Marte

Sugestão de Assis Ribeiro

BBC

Cientista sugere que vida começou em Marte

Por Simon Redfern

Um estudo apresentado em uma conferência científica sugere que a vida pode ter começado em Marte antes de chegar à Terra. 

A teoria foi apresentada pelo químico Steven Benner, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Westheimer (EUA), em na Conferência de Goldschmidt, em Florença, na Itália.

A forma como átomos se juntaram pela primeira vez para formar os três componentes moleculares dos seres vivos – RNA, DNA e proteínas – sempre foi alvo de especulação acadêmica.

As moléculas não são as mais complexas que aparecem na natureza, ainda assim não se sabe como elas surgiram. Acredita-se que o RNA (ácido ribonucleico) foi o primeiro a surgir na Terra, há mais de três bilhões de anos. Leia mais »

Ladislau Dowbor e a revolução do conhecimento

Sugerido por alfeu

Do IHU Unisinos

A revolução do conhecimento. Entrevista especial com Ladislau Dowbor

“A Universidade da Califórnia anunciou essa semana que toda a sua produção científica será disponibilizada gratuitamente online. (...) Portanto, há uma reação, digamos, dos que produzem conhecimento e dos que utilizam conhecimento no sentindo de destravar os pedágios que os intermediários cobram”, constata o economista.

A civilização tecnocientífica vive uma “revolução na própria forma de revolucionar o conhecimento”, diz o economis taLadislau Dowbor à IHU On-Line em entrevista concedida por telefone. Segundo ele, a informática é o ponto central dessa transformação, pois sem ela “não poderíamos estar analisando bilhões de informações do DNA, não poderia ter microscópios eletrônicos permitindo chegar ao nível de análise de átomos individualizados etc.” As transformações no sistema de transmissão, estocagem e organização do conhecimento impactam diretamente sobre os meios de produção, fazendo com que um celular, por exemplo, tenha “5% do seu valor em trabalho físico e matéria-prima, e 95% do valor é conhecimento incorporado”, informa. Essa revolução possibilitou que o conhecimento seja “retransmitido através da conectividade planetária para qualquer pessoa em qualquer parte do planeta. (...) Se criou uma comunidade planetária de inovação que é uma coisa radicalmente nova. E isso acelera a produção e a difusão do conhecimento de maneira absolutamente prodigiosa. Nós estamos entrando na economia da informação e na sociedade do conhecimento”, avalia. Leia mais »

A pesquisa sobre os sites que medem popularidade no Twitter

Por jns

Do O Tempo

Pesquisa da Ufop desmente eficiência de sites que medem popularidade no Twitter

Ferramentas como Klout e o Twitalyzer foram estudadas a partir de um usuário fake no microblogging; estudo foi citado em artigo no jornal americano "The New York Times"

ANDERSON ROCHA

Ela posta muito no Twitter. É loira, bonita, jornalista recém-formada e faz comentários sobre assuntos diversos. Mesmo com apenas 700 seguidores, é mais influente no microblogging do que a celebridade americana Oprah Winfrey (pelo menos, segundo o Twitalyzer, site de medição de popularidade). Só tem um porém: ela é um robô virtual. Leia mais »

Neurocientista critica falta de regulamentação da profissão

Sugerido por Helio J. Rocha-Pinto

Da Agência Gestão CT&I

A ciência brasileira não é feita por cientistas, afirma professora da UFRJ

C&T Educação - BR

Para Suzana Herculano-Houzel, o fato de não haver regulamentação da profissão cientista atrasa o desenvolvimento tecnológico do Brasil. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos DeputadosNos últimos anos, o Brasil vem acumulando bons resultados em rankings de produção científica. No último levantamento feito pela consultoria Thomson Reuter, entre 2007 e 2011, o País correspondeu a 2,6% da produção científica global. No entanto, esses artigos, que ultrapassam a barreira das 25 mil publicações por ano, não são feitos por cientista e sim por professores.

A avaliação foi feita pela neurocientista e professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Suzana Herculano-Houzel. Para ela, o fato de não haver regulamentação da profissão cientista atrasa o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

“Não posso dizer que neurocientista é minha profissão, porque a minha profissão de cientista não existe no Brasil. Não está na tabela das profissões regulamentadas pelo Ministério do Trabalho (MTE). Para poder atuar como cientista, eu atuo como professora de nível superior, eu literalmente faço ciência nas horas vagas”, expôs. Leia mais »

Marcia Angell, a coragem na luta contra ação de laboratórios

Enviado por Vivi

Do site do Cremesp

Entrevista com Marcia Angell

"Ainda fazemos pesquisas demais nos países subdesenvolvidos, permitindo a ultrapassagem de barreiras éticas com facilidade”


Concília Ortona*

Marcia Angell, professora do Departamento de Medicina Social da Harvard University, dos EUA, é, sem dúvida, uma mulher corajosa e importante. Corajosa, por enfrentar grandes laboratórios farmacêuticos, apontando, em livro publicado em 2004, condutas antiéticas envolvendo conflitos de interesses, manipulação de resultados em ensaios científicos e “maquiagem” de medicamentos conhecidos, oferecidos ao público como novidades, entre outras facetas. Anos antes, em 1997, Angell já havia provocado surpresa ao assinar editorial no New England Journal of Medicine sobre estudo antiético patrocinado pelo poderoso National Institutes of Health (NIH, que agrega 27 centros de pesquisa norte-americanos), apoiado pelo Food and Drugs Administration (FDA), que colocava fetos de gestantes soropositivas africanas em risco de contrair o HIV.

Importante, por ser a única representante do sexo feminino a assumir o cargo de editor-chefe do New Englanddesde a sua fundação, em 1812. Para dar uma ideia do respeito que goza nos EUA, a professora Angell integrou a lista das “25 personalidades mais influentes” daquele país, elaborada pela revista Time.

Na atual fase, seu espírito combativo se direciona ao abuso de prescrições de drogas antipsicóticas a crianças, e às chamadas medicinas alternativas. “Sou crítica a toda prática em Medicina que não se baseie em boa pesquisa ou, pelo menos, em forte plausibilidade biológica”, explicou, em entrevista exclusiva concedida à Ser Médico.

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