Por ser uma salada de opiniões, manifestações e desabafos, o Facebook possibilita talvez um debate mais democrático que o praticado por grupos de amigos nas happy hour das grandes cidades. Isso quando o Mark Zuckerberg não invoca com alguma imagem equivocadamente classificada como erótica ou pornográfica.

A questão político-ideológica, por sinal, tem sido a mais praticada. Há os que se derretem em loas e elogios às ações praticadas por administrações petistas, e há os que continuam compartilhando surrados clichês contra o Lula, a Dilma, ou qualquer aspecto que envolva a esquerda (o atual mote é a crítica aos médicos cubanos). A já desmascarada "mansão" do filho do Lula (que provou-se ser uma escola de pesquisa agropecuária), a imagem do Lula lendo um livro com a capa de cabeça para baixo (farsa infame montada de forma primária), a acusação de projeto de lei de uma senadora do PT estabelecendo uma bolsa-auxílio para garotas de programa (que mereceu até nota oficial do gabinete da senadora), entre outros, são assuntos recorrentes e que, em verdade, depõem contra os divulgadores dessas inverdades.

Mas, longe da raivosidade que tais assuntos suscitam, sobressai-se o humor que se pode extrair dessas manifestações.

Habita, agora, no facebook, um perfil de convite ao tal Golpe Comunista no Brasil em 2014. Sátira e gozação estabelecida após a postagem, no Youtube, de um vídeo de uma ex-candidata do PSDB, uma patricinha chamada Daniela Schwery, Dani para os íntimos (http://youtu.be/l7rJPfweweI). Ela convoca uma pretensa militância para combater o tal "Golpe", em um barzinho de moda paulista, e até um ensaio dessa militância, como sugestão de atitude na web, é apresentado.

O perfil gaiato vem promovendo enquetes do tipo: "O que faremos com a Marina após o golpe?", "Qual será a musa da revolução?", "O que será feito com os bairros Leblon e Ipanema?", "Os seis mil espiões disfarçados de médicos cubanos vão participar do treinamento da guerrilha?", "Quem vai cantar o Hino da Revolução?", entre outras gaiatices, que acabam irritando os "reaças", os quais reagem com ofensas e xingamentos, não aceitando as provocações bem-humoradas.

O convite para participar do "Golpe" propaga-se como rastilho de pólvora, e já conta, após 3 dias no ar, com mais de quarenta mil adesões. O que prova que o humor também tem vez nas redes sociais.

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