Faz cerca de quinze anos que decidi criar um blog de viagens. O objetivo era fazer algo criativo, sem estar ligado ao trabalho ou ganhar dinheiro. Queria algo que tivesse significado para mim, que fosse mais do que uma simples tarefa.

    Naquela época, fazia uma viagem anual para a Itália. Esses passeios eram tudo para mim. No meu primeiro dia em Roma, deve ter caminhado umas 20 mil passos, mas a verdade é que não contava, estava mais preocupada em sentir a cidade e toda a sua essência.

    Roma me parecia um lugar gigantesco, cheio de monumentos, ruínas e pessoas que pareciam sair de um filme. Assim que voltava, já começava a planejar a próxima viagem. Aquela cidade me ensinou a relaxar e curtir a vida, a entender que viajar é viver a alegria de estar por aí.

    Howard Thurman, um pensador muito respeitado, disse: “Não pergunte o que o mundo precisa. Pergunte o que faz você se sentir vivo e vá fazer isso, porque o mundo precisa de pessoas que estão vivas.” Essa frase ressoava bastante comigo.

    Em casa, entre as viagens, tentei me conectar com o maior número possível de pessoas que também amavam a Itália. Para mim, compartilhar experiências com pessoas de outro país e com outra língua era onde estava a verdadeira alegria. Eu não falava italiano fluentemente, mas os italianos eram sempre amigáveis e prestativos.

    Não sou extrovertida, mas quando viajo, participo do mundo de uma forma mais autêntica. Com isso, surgiu a ideia de compartilhar minhas aventuras italianas em um blog. Coincidentemente, conheci uma mulher no Twitter, que tinha um site sobre viagens e educação. Mandei uma mensagem perguntando se poderia escrever algo sobre a Itália para ela.

    Ela não só me ajudou a criar meu primeiro artigo para um site que não era meu, como também me deu dicas sobre como colocar meu blog no ar. Os primeiros dias escrevendo para o blog foram muito felizes e até alegres.

    Recebia mensagens de leitores dizendo que meu artigo os fazia sentir como se estivessem comigo, ou que tinham agendado uma viagem depois de ler algo que escrevi. Esses comentários me deixavam bem e mostravam que a alegria que sentia viajando estava transparecendo nas minhas palavras.

    Se você perguntar a um psicólogo, a um poeta, a um teólogo ou a um músico o que é alegria, vai ouvir respostas diferentes, mas todas parecidas. Um ponto comum é que a alegria vem de ter um propósito, de estar em contato com a natureza e respeitar seus valores.

    O poeta Rainer Maria Rilke relaciona a alegria à necessidade de criar. Para ele, a poesia é o que dá sentido à vida. Para mim, a alegria está muito ligada à curiosidade e à intuição, que me levam a viajar. Desde cedo, tinha curiosidade sobre pessoas, lugares e culturas.

    Eu gostava de escrever, mas nunca imaginei que pudesse juntar viagens e escrita, ou que isso faria parte do meu trabalho. Isso aconteceu porque segui minha intuição. Não viajei por ter consciência de que isso me traria alegria; eu apenas fazia algo que me deixava viva.

    Mais tarde, percebi que intuição, propósito e alegria estão interligados. Quando segui minha intuição, a alegria veio como resultado… uma alegria duradoura e valiosa de maneiras que nunca imaginei.

    Logo, começaram a aparecer editoras me pedindo para escrever sobre destinos específicos, e elas pagavam pela minha viagem. Cada viagem que fiz desde então foi uma experiência de aprendizado, resultando em relacionamentos melhores, maior autoconhecimento, trabalhos interessantes de escrita e mais alegria.

    Fazendo o que amava, uma nova vida se apresentou. É uma vida de viagens e alegrias, muito melhor do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado. Viver essa nova fase foi uma grande transformação.

    A autora deste texto é uma escritora de Dallas que fala sobre viagens, gastronomia e estilo de vida. Ela escreveu para diversas plataformas conhecidas. Quando não está viajando, oferece leituras intuitivas e coaching para clientes particulares e eventos. Você pode conhecer mais sobre o trabalho dela nas redes sociais.

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