Eu Sou Shakti: Reclamando o Poder Inato das Mulheres para Curar e Restaurar o Equilíbrio
Para equilibrar nossa vida, relações e o mundo, é essencial entender Shakti. Esse conceito védico representa a força feminina primordial presente em toda existência. Esse poder vital deu vida à Terra por bilhões de anos. Embora todos tenham consciência, apenas às mulheres é concedido o poder de criar vida, honradas com o sangue que gera novos começos.
Ao olhar para a pele que envolve seu útero, você percebe que a Deusa deixou sua marca mágica ali. Esse toque se manifesta na memória reprodutiva de todas as mulheres, impregnando cada útero com a força vital de Shakti. Essa força é a fonte da criação, da consciência e da vitalidade.
Atualmente, um número crescente de pessoas está se conectando com uma nova consciência. Ao mesmo tempo, velhos padrões sociais e políticos estão se desmoronando. A pressão do controle patriarcal está se tornando mais visível. A consciência está emergindo, afetando todos os seres do planeta. Esse movimento de despertar está sendo impulsionado pela física quântica, yoga, medicina holística e práticas espirituais antigas.
Estamos vivendo um período de grande sincronicidade, repleto de desafios e, ao mesmo tempo, de luz. Passamos por uma evolução e revolução, com todos nós capazes de participar desse processo. A força feminina se manifesta como Para-Shakti, que ajuda a despertar a consciência. Nossa iluminação pessoal pode incentivar uma mudança social mais ampla.
Neste momento, especialmente as mulheres estão se conectando mais com seu potencial de Shakti. A visão antiga de feminilidade, que apenas imitava o masculino, já não serve. Estamos criando um novo conceito de poder feminino, explorando profundamente o que significa Shakti. Ao abandonar o modelo feminista antigo, podemos redescobrir a sabedoria que restaura o poder feminino.
Isso também abre portas para que homens e pessoas de todas as identidades de gênero ajudem nesse processo. O momento é fértil para recuperar nosso direito sagrado a Shakti. É necessário coragem para olhar para nosso verdadeiro eu e descobrir nosso propósito.
Repetir comportamentos não é o mesmo que reivindicar nosso poder. Para isso, precisamos entender a história patriarcal e resgatar nossa força Shakti perdida. Ao fazer isso, encontramos um novo equilíbrio, alinhando-nos com a fonte de poder que foi distorcida por tanto tempo.
Podemos ter um grande impacto nas esferas dominadas pelo masculino, trazendo à tona a força de Shakti. Também podemos incentivar os homens a reconhecê-la, buscando seu equilíbrio masculino, conhecido como Shiva em sânscrito. Precisamos de homens para ajudar a criar essa mudança de consciência, e também precisamos apoiá-los na busca da força que lhes é própria.
A energia masculina é naturalmente protetora e equilibrada, servindo como um contraponto essencial ao trabalho de Shakti. Nossa tarefa central é reintegrar os direitos fundamentais de Shakti em nossas estruturas culturais, sociais, econômicas e espirituais.
É hora de Shakti e Shiva se unirem. A separação que vivemos é antiga. Devemos entender a divindade feminina e masculina para resolver essa divisão.
Estamos desconectados das energias universais que alimentam nossa força vital. Precisamos desmascarar as mentiras que foram passadas de geração para geração e desapegar das crenças que não ajudam nosso bem-estar. A veneração da Deusa deve vir acompanhada da veneração do Deus. Assim, Shiva e Shakti formam duas partes de um todo.
Esse princípio vai além de gêneros. Tanto homens quanto mulheres têm dentro de si a sagrada conexão do Divino Masculino e Feminino. O feminino traz energia Shakti, enquanto o masculino traz energia Shiva. Ao perder essa conexão, sacrificamos nosso legado de unidade e amor.
Dividimos Shiva de Shakti e vice-versa, sem perceber que eles são inseparáveis. Precisamos desconstruir as falsas verdades do patriarcado e entender que essa batalha entre os sexos não é natural.
As características femininas não impõem que as mulheres sejam doces ou submissas, assim como os homens não são agressivos por natureza. A visão de Shiva e Shakti é muito diferente da interpretação comum de masculinidade e feminilidade.
Muitas vezes, competimos em vez de colaborar. Ver as qualidades complementares como fraquezas e se usar um ao outro, em vez de se apoiar, se tornou comum. No entanto, essa divisão não é simples de resolver, pois gerações de ideias patriarcais criaram a confusão que vivemos hoje.
Felizmente, essa separação é uma ilusão que podemos desmontar. É possível restaurar a divindade feminina e masculina e resgatar a beleza de ser humano. Porém, primeiro, devemos reconhecer que fomos moldados por normas sociais e culturais que nos afastaram do nosso verdadeiro ser.
Essas crenças moldam nossos comportamentos de modos que não favorecem o que realmente somos. Não precisamos continuar presos a essas mentiras.
A energia que cada gênero carrega é poderosa. No paradigma de Shiva e Shakti, a força feminina, Shakti, cria a consciência, enquanto a força masculina, Shiva, mantém esse poder em equilíbrio. Essas energias opostas são sustentadas pelo prana, a força vital.
No yoga, falamos sobre os canais Ida e Pingala, que representam as energias femininas e masculinas dentro de nós. Eles estão ao longo da coluna vertebral e se cruzam em cada chakra. Ida está no lado esquerdo, ligado à energia lunar, enquanto Pingala está no lado direito, ligado à energia solar.
Práticas de respiração podem ajudar a equilibrar e desbloquear a fluência do prana. Isso fortalece o bem-estar físico, mental e espiritual, criando harmonia entre Shakti e Shiva.
O objetivo é descobrir como seguir em harmonia conosco e entre nós. Precisamos unir os eixos de energia feminina e masculina, restabelecendo seu equilíbrio. Quando essas forças atuam juntas, criamos harmonia. Quando estão alienadas, a desordem e o desequilíbrio predominam.
Conclusão
“I Am Shakti: Reclaiming Women’s Innate Power to Heal Themselves and Restore Balance, Health, Prosperity, and Joy for All Beings” é uma obra que explora essas ideias. A proposta é clara: restauremos o equilíbrio e a harmonia das nossas energias para um mundo melhor e mais justo.