Benefícios do Videogame na Terceira Idade: A Vovó Gamer de SC

    A Eunice Albertina Kampferd, de 85 anos, faz sucesso como a vovó gamer. Todos os dias, em Chapecó, SC, ela troca o sofá pelo controle do videogame. Para ela, essa atividade melhorou a memória, aguçou o raciocínio e até ajudou a se conectar mais com a família. “Minha memória é nota dez e vou jogar até os 100 anos”, afirma com confiança.

    Ela começou a jogar aos 50 anos, movida pela curiosidade ao ver um familiar jogando. “Ele me chamou para jogar e eu aceitei de boa. Gostei tanto que pensei em comprar meu próprio videogame”, lembra. O seu primeiro amor nos games foi o clássico Super Mario Bros, mas hoje não tem um jogo favorito. “Adoro desafios e gosto de variar os níveis”, diz.

    Eunice faz questão de reservar, por dia, 30 minutos para os jogos, mas admite que às vezes se empolga e joga mais de uma hora. Essa rotina trouxe não só diversão, mas também alegria e autonomia. “Com 85 anos, minha memória está ótima! Vou jogar até os 100”, reafirma.

    De Super Nintendo Para a Longevidade Cognitiva

    Eunice começou a jogar sem imaginar que aos 85 estaria ainda tão ligada aos videogames. Para ela, manter o cérebro ativo é necessário, e qualquer tipo de estímulo conta. Desde os 30 anos, ela já se dedicava a jogos de memória, quebra-cabeças e até escreve peças. “Sou autora de três peças gospel”, destaca com orgulho.

    As atividades de videogame proporcionaram à idosa mais felicidade e autonomia. “Quando jogamos, esquecemos de problemas e isso faz bem para a memória”, explica. O primeiros consoles que ela teve foi um Super Nintendo, que depois passou para um neto e hoje, segundo Eunice, é uma relíquia.

    Atualmente, o mundo dos jogos evoluiu muito e, com os novos consoles, ela sente uma certa curiosidade. O PlayStation 5, por exemplo, é um dos que pode chamar a atenção do público.

    Benefícios do Videogame Para o Cérebro

    Para Eunice, os videogames não são só para jovens. Ela acredita que os jogos podem ser uma ótima maneira de exercitar a mente e se divertir. “Nos sentimos úteis e vivas quando jogamos”, diz. A interação com os bisnetos, principalmente, foi uma grata surpresa. “Meus filhos não jogam muito, mas ensinei meus netos e bisnetos. Passávamos horas jogando”, relembra com carinho.

    Nos períodos de férias, quando as crianças jogam mais, especialistas falam sobre a importância do uso consciente dos videogames. Os benefícios que Eunice vivencia vão além do entretenimento. Entre eles, podemos citar:

    • Estímulo à memória, tanto a curto quanto a longo prazo.
    • Melhoria no raciocínio rápido e na tomada de decisões.
    • Aumento da atenção e concentração.
    • Ajuda na manutenção da atividade cerebral.
    • Desenvolvimento da coordenação motora fina.
    • Estímulo à percepção visual e aprendizado.
    • Redução do estresse e ansiedade.
    • Melhoria da autoestima ao superar desafios.
    • Combate ao isolamento social.

    O Controle Como Aliado da Memória

    A filha de Eunice, Vera Lúcia Kämpferd, também percebeu como o hábito de jogar videogame ajudou a mãe a manter a mente ativa. Vera, que é massoterapeuta e naturopata, sempre admirou a forma como Eunice se dedicou a manter a memória ao longo dos anos. “O videogame virou um campo de descobertas pra ela. Cada novo jogo é um novo desafio”, comenta.

    Ela acredita que, na terceira idade, a rotina social pode ficar reduzida, e os videogames oferecem um mundo novo para explorar. Por meio dos jogos, Eunice consegue:

    • Manter a mente ativa e exercitar o raciocínio.
    • Sentir alegria ao vencer os desafios.
    • Sentir-se autônoma e capaz.
    • Provar que não existe idade para aprender algo novo.

    Vovó Gamer e Sucessos nas Redes Sociais

    A paixão da Eunice pelos jogos e os benefícios que viu na terceira idade conquistaram também as redes sociais. O primeiro vídeo dela jogando, compartilhado por Vera, viralizou rapidamente. Os comentários mostravam a admiração das pessoas. “Essa mulher é incrível!” e “Quero que meus pais façam isso também”, diziam.

    Muitos também pediam dicas de jogos, e até brincaram que, se um neto não conseguisse passar de fase, era só chamar a avó. Essa interação demonstra como o videogame pode ser um ponto de união entre gerações, trazendo diversão e aprendizado tanto para jovens quanto para mais velhos.

    Conclusão

    Embora o uso excessivo dos games precise ser evitado para impedir a sedentarização ou dependência digital, o uso equilibrado pode ser um caminho excelente para um envelhecimento ativo e saudável. Eunice, com sua história inspiradora, mostra que a vida pode ser cheia de desafios e novos aprendizados, independentemente da idade. Afinal, o importante é se conectar, aprender e se divertir, não importa se está jogando sozinho ou com a família.

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