Desde janeiro de 2025, os patinadores Guillaume Cizeron e Laurence Fournier Beaudry estão formando uma parceria esportiva que já se destaca no cenário do patinagem artística. A oficialização dessa colaboração, dois meses após o início dos treinos, gerou um grande interesse da mídia, especialmente com a aproximação dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que acontecerão em Milão-Cortina. O duo é considerado um dos favoritos para conquistar o título olímpico.

    No entanto, a nova aliança entre Cizeron e Fournier Beaudry também gerou especulações sobre um possível relacionamento romântico fora das pistas. A curiosidade do público e de alguns veículos de comunicação levou muitos a questionarem se eles estão, de fato, em um relacionamento. A resposta é clara: não.

    Guillaume Cizeron, uma figura emblemática do patinagem francês, revelou sua orientação sexual em maio de 2020. Na ocasião, ele compartilhou uma foto com seu companheiro para celebrar o Dia Mundial Contra a Homofobia, enfatizando a importância do amor e da aceitação. Desde então, Cizeron está em um relacionamento com um homem, longe dos holofotes do esporte.

    Por outro lado, Laurence Fournier Beaudry tinha um relacionamento pessoal e profissional com o patinador Nikolaj Sørensen, com quem competiu representando o Dinamarca e, posteriormente, o Canadá. O casal participou dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2022, mas sua vida foi drasticamente afetada no final de 2024, quando Sørensen foi suspenso por seis anos devido a acusações de abuso sexual que remontam a 2012.

    A separação de Fournier Beaudry de Sørensen abriu espaço para um novo começo em sua carreira. Ela encontrou em Cizeron um parceiro que corresponde às suas ambições esportivas. Juntos, eles iniciaram um treinamento intenso, cientes de que suas histórias pessoais atrairiam atenção. Contudo, ambos se esforçam para deixar claro que sua relação é estritamente profissional.

    A conexão entre Cizeron e Fournier Beaudry é inegável, mas eles desejam que o público faça uma distinção clara entre suas performances artísticas e suas vidas pessoais. Ambos não têm a intenção de esconder suas histórias, mas preferem que o foco esteja em seus talentos e conquistas no gelo.

    Em um mundo onde a intersecção entre a vida pessoal e profissional pode gerar confusão, Cizeron e Fournier Beaudry são exemplos de como é possível manter a clareza em seus papéis. A expectativa em torno de suas performances nas próximas competições é alta, e muitos torcem para que eles tragam para casa o ouro olímpico, enquanto continuam a afirmar suas individualidades fora do patinagem.

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira