Anitta se pronunciou nesta sexta-feira (20) após Daniel Vorcaro relatar uma reunião com a cantora. O encontro também envolveu o irmão dela, Renan Machado, e empresários do setor de apostas esportivas.

    Por meio de sua assessoria, a artista explicou o contexto da reunião com o banqueiro, que é investigado pela Polícia Federal por fraudes financeiras. A nota diz que Anitta, como empresária de sua própria carreira, participa diretamente das negociações com marcas.

    O comunicado afirmou que, no caso específico do Will Bank, a contratação não seguiu adiante após o encontro. A ligação entre Anitta e Vorcaro foi divulgada originalmente pelo colunista Paulo Cappelli.

    Em conversa registrada em 9 de setembro de 2024, obtida pelo jornalista, Vorcaro relatou que mediaria o encontro. Ele escreveu à sua então namorada, Martha Graeff, que a reunião seria rápida e contaria com a presença da cantora, do irmão dela e de quatro sócios de um negócio de apostas.

    A Polícia Federal periciou o celular de Daniel Vorcaro durante as investigações relacionadas ao Banco Master. A análise revelou uma série de diálogos e contatos com autoridades políticas e do sistema financeiro.

    A maior parte das conversas identificadas foi com Martha Graeff. Nas mensagens, o banqueiro comenta reuniões com autoridades, descreve bastidores do mercado financeiro e avalia políticos.

    A perícia também apontou que o aparelho dele tinha uma lista de contatos com nomes de peso do Judiciário, do Congresso e do sistema financeiro. Entre os nomes estão ministros do STF, como Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do ex-ministro Ricardo Lewandowski.

    A lista também continha o nome da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, e de autoridades financeiras, como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e os diretores Ailton Aquino e Paulo Sérgio Neves de Souza.

    A apuração da PF encontrou menções ao nome de Dias Toffoli em documentos no celular de Vorcaro. Esse fato fez o ministro abandonar a relatoria de processos sobre o Master no STF e se declarar suspeito para julgar ações envolvendo o banqueiro.

    A investigação identificou referências a operações de uma empresa associada à família de Toffoli, que vendeu participação no Resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao Banco Master. Toffoli afirmou que a empresa é administrada por parentes e que ele não participa da gestão do empreendimento nem das decisões comerciais.

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira

    MSN