Após vencer a Portuguesa e garantir sua vaga na semifinal do Paulistão, o Corinthians tem simultaneamente enfrentado um rival invisível, o desgaste físico. Na disputa que levou à classificação, o técnico Dorival Júnior manteve sua estratégia de rodízio na equipe, controlando o desgaste de seus jogadores.

    Este desgaste físico, ou o “rival invisível”, tem impulsionado Dorival a alternar seu elenco. O técnico não repetiu a mesma escalação por dois jogos consecutivos neste ano. Apesar do rodízio, a área que menos sofreu mudanças na formação é a defesa. O quarteto formado por Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu tem sido a constante, enquanto as mudanças ocorrem mais entre os meio-campistas e atacantes.

    As condições da última partida refletiram o cansaço da equipe, intensificado pelo jogo anterior contra Athletico-PR na Arena da Baixada. Esta partida em particular gerou reclamações e dificultou a recuperação física dos jogadores.

    O desgaste físico, além de justificar o rodízio promovido por Dorival, também impactou as opções do técnico. Jogadores como Kaio César, Matheus Pereira e Yuri Alberto têm sido desfalques por problemas musculares, enquanto o lateral Hugo é o único afastado por problemas ligamentares.

    Diante dessas dificuldades, o treinador está solicitando mais reforços, acreditando que precisa de novos nomes para fortalecer a equipe. Enquanto isso não ocorre, Dorival Júnior segue com o seu plano de rodízio para tentar alcançar os objetivos da temporada.

    Com o olhar voltado para a final do Paulistão e para o Campeonato Brasileiro, é provável que Dorival Júnior mantenha o rodízio, mas com a presença dos titulares em campo. No próximo desafio, contra o Cruzeiro, na quarta-feira, o Corinthians chegará com um dia a menos de descanso.

    Mesmo que a torcida esteja otimista com a disputa contra o Novorizontino, evitando um clássico na semifinal, a equipe do Corinthians está atenta ao adversário, que teve a melhor campanha na primeira fase do Paulistão. Portanto, a ideia de uma equipe repleta de reservas para o jogo contra o time do interior, com a intenção de preservar os titulares para o Campeonato Brasileiro, não parece provável.

    Giselle Wagner é formada em jornalismo pela Universidade Santa Úrsula. Trabalhou como estagiária na rádio Rio de Janeiro. Depois, foi editora chefe do Notícia da Manhã, onde cobria assuntos voltados à política brasileira