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Wifi ruim para IPTV: o que degrada o sinal em casa

A diferença entre a sala e o quarto não está na internet contratada, e sim no caminho que o sinal percorre.

Por · · 6 min de leitura
Wifi ruim para IPTV

Wifi ruim para IPTV

No quarto o vídeo trava; na sala, a poucos metros do roteador, roda liso. O plano é o mesmo, a TV é parecida, e mesmo assim a experiência é outra.

Um wifi ruim para IPTV é a causa mais comum de travamento em casa, e também a mais fácil de corrigir sem gastar com plano maior.

A diferença entre os dois cômodos não está na internet contratada. Está no caminho que o sinal percorre até chegar ao aparelho.

Por que o wifi ruim para IPTV atrapalha tanto

Transmissão de vídeo ao vivo precisa de fluxo contínuo, sem interrupção, e o wi-fi entrega em rajadas.

Quando um pacote se perde, ele é reenviado, e esse reenvio consome tempo que a transmissão ao vivo não tem sobrando.

Em navegação comum, a mesma perda passa despercebida, porque a página espera meio segundo e ninguém nota.

No vídeo, meio segundo é congelamento visível, e é isso que faz a mesma rede parecer boa para tudo e ruim para televisão.

Por isso vale medir a qualidade do sinal no cômodo da TV, e não a velocidade contratada no papel.

Essa medição é rápida e muda a conversa com o provedor. Chegar com dois números, um do roteador e outro da TV, encurta o atendimento e evita o roteiro padrão de perguntas.

O que degrada o sinal dentro de casa

A tabela reúne os fatores mais comuns.

Fatores que enfraquecem o sinal e o efeito de cada um
FatorEfeitoCorreção
Parede de concretoPerda forte por cômodo atravessadoRepetidor ou cabo
Roteador no chão ou no armárioAlcance bem menorSubir e deixar exposto
Faixa de 5 GHz distanteRápida perto, some longeUsar 2,4 GHz no cômodo distante
Canal congestionadoPiora à noite, com vizinhos on-lineTrocar o canal do roteador
Muitos aparelhos ligadosDisputa por tempo de transmissãoPriorizar a TV nas configurações

Para separar problema de rede de problema do serviço, vale abrir um IPTV para testar antes de assinar no mesmo aparelho e no mesmo cômodo: se as duas grades travarem igual, o gargalo é a casa.

A terceira linha explica o caso mais confuso. A faixa de cinco gigahertz é mais rápida e atravessa mal a parede, e a TV do quarto às vezes está conectada nela.

A quarta piora sempre no mesmo horário, quando os vizinhos chegam em casa e ocupam o mesmo canal de transmissão.

A ordem de correção, da mais barata à mais cara

Cinco passos, e os três primeiros não custam nada.

  1. Subir o roteador e tirá-lo de dentro de armário ou de trás da TV.
  2. Conectar a TV distante na faixa de dois e meio gigahertz, de maior alcance.
  3. Trocar o canal do wi-fi no painel do roteador, fugindo do mais congestionado.
  4. Instalar um repetidor no meio do caminho, e não ao lado da TV.
  5. Passar cabo de rede até a TV principal, que resolve de vez.

O primeiro passo sozinho resolve muita casa. Roteador no chão perde metade do alcance útil por causa da propagação do sinal.

O quarto tem um detalhe que quase todo mundo erra: repetidor colocado perto da TV apenas repete um sinal já fraco.

O terceiro passo rende mais em prédio que em casa. Onde há muitas redes concorrentes, mudar o canal costuma devolver estabilidade sem custo nenhum.

Como medir se o problema é o wi-fi

Dois testes rápidos apontam a causa com boa confiança.

O primeiro é medir a velocidade no celular, encostado na TV, e comparar com a medição feita ao lado do roteador.

Diferença grande entre os dois pontos confirma que o sinal chega degradado naquele cômodo.

O segundo é ligar a TV por cabo, mesmo que provisoriamente, e assistir o mesmo canal por dez minutos.

Se o travamento some com cabo, está tudo respondido, e a decisão passa a ser sobre como levar sinal melhor até ali.

Vale fazer esse teste no horário em que costuma travar, e não em qualquer momento do dia. Rede que funciona bem à tarde pode se comportar de outro jeito às nove da noite.

Quando o repetidor não é a resposta

Repetidor resolve alcance e não resolve congestionamento.

Em apartamento com muitas redes concorrentes, acrescentar mais um transmissor pode até piorar a disputa pelo canal.

Nesses casos, trocar o canal do roteador e usar cabo até a TV principal rende bem mais.

Sistemas de malha resolvem melhor que repetidor comum em casa grande, porque coordenam a passagem do aparelho entre os pontos.

Mas nenhum deles supera o cabo em estabilidade, e é por isso que ele continua sendo a recomendação para a TV que mais se usa.

Em muitos casos dá para passar o cabo por rodapé ou canaleta sem obra nenhuma. O trabalho de uma tarde costuma encerrar de vez um problema que se arrastava havia meses.

O que não vale a pena tentar

Trocar de plano é a primeira ideia e a que menos ajuda quando o gargalo é o sinal dentro de casa.

Comprar antena externa para roteador comum rende pouco em ambiente com parede de concreto.

E reiniciar o roteador toda vez que trava resolve por minutos, sem tocar na causa.

Antes de gastar, vale rodar os dois testes de medição, que custam alguns minutos e apontam o caminho certo.

E vale repetir o teste depois de cada mudança, uma de cada vez. Alterar três coisas juntas resolve o problema sem ensinar qual delas era a causa.

Perguntas frequentes sobre wi-fi

Por que trava só no quarto?

Porque o sinal chega degradado depois de atravessar paredes, e a transmissão ao vivo não tolera perda de pacote.

Qual faixa devo usar?

Cinco gigahertz perto do roteador e dois e meio nos cômodos distantes, que é onde o alcance importa mais.

Repetidor resolve?

Resolve alcance, desde que instalado no meio do caminho. Não resolve congestionamento de canal.

Cabo faz diferença mesmo?

Faz muita, porque elimina perda de pacote e disputa por tempo de transmissão com outros aparelhos.

Preciso de plano maior?

Provavelmente não. Se a sala funciona bem com o mesmo plano, o problema é o sinal e não a velocidade.

Trocar o canal ajuda?

Ajuda bastante em prédio, onde muitas redes disputam o mesmo canal no horário da noite.

Resumo

Transmissão ao vivo não tolera perda de pacote, e o wi-fi entrega em rajadas, então o mesmo sinal que serve para navegar congela o vídeo. Os fatores que mais degradam são parede de concreto, roteador mal posicionado, uso da faixa de cinco gigahertz longe demais, canal congestionado à noite e disputa com outros aparelhos. A correção segue da mais barata à mais cara: subir o roteador, trocar de faixa, mudar o canal, instalar repetidor no meio do caminho e, por último, passar cabo. Comparar a velocidade medida junto à TV com a medida ao lado do roteador aponta a causa em minutos.

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