Polícia de Singapura investiga agressão a idoso
A polícia de Singapura investiga a agressão contra um idoso de 73 anos que afagou a cabeça de uma criança em uma praça de alimentação. O caso ocorreu no sábado e ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança circularem nas redes sociais.
Nas imagens, é possível ver o momento em que o idoso toca a cabeça da menina ao passar pela mesa. Uma mulher, que seria a mãe da criança, o interpela imediatamente. Em seguida, um homem, apontado como o pai, se aproxima e, após uma discussão, empurra o idoso, que cai no chão.
A vítima foi identificada como Yeo Song Khoon, proprietário do restaurante Bei-Ing Wanton Noodle, localizado no mesmo local do incidente. Em um comunicado no domingo à noite, a polícia informou que identificou um homem de 40 anos envolvido na briga e pediu que o público não especulasse sobre o caso enquanto as investigações estivessem em andamento.
O caso gerou comoção e apoio ao idoso. Uma fila de clientes se formou em frente ao seu estabelecimento na segunda-feira, com tempo de espera superior a uma hora para comprar uma tigela de macarrão. Muitos clientes perguntaram se ele estava bem e alguns pediram para tirar fotos com ele. Yeo, que se sentia “tonto” com a atenção, preferiu não comentar o ocorrido.
A família do idoso publicou um vídeo nas redes sociais pedindo ajuda para identificar o agressor. Em uma postagem, o filho de Yeo afirmou que o pai, que já tem problemas no quadril e nas pernas, não queria levar o caso adiante. O texto relatava que o agressor se desculpou e ofereceu uma bebida ao idoso após a briga.
O filho, no entanto, destacou que o pai está sentindo fortes dores nas costas por causa da queda. “Uma bebida e um pedido de desculpas não apagam a dor física que ele está sentindo”, escreveu. Em outra publicação, ele agradeceu a polícia pela resposta rápida e disse esperar que “a justiça seja feita”.
Em entrevista à imprensa local, Yeo disse que afagou a cabeça da menina porque ela era “muito adorável” e que “pessoas idosas gostam de afagar a cabeça de crianças”. Ele contou que começou a sentir dores horas depois da queda e estava tomando analgésicos.