Bessent cobra Europa por mais sanções contra o Irã

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu nesta terça-feira (19) que aliados europeus intensifiquem ações contra os financiadores do Irã. A declaração foi feita durante discurso na conferência “No Money for Terror”, em Paris. Bessent, integrante do governo de Donald Trump, afirmou que os parceiros dos EUA precisam agir contra redes financeiras ligadas a Teerã.
Segundo Bessent, os aliados europeus devem acompanhar os EUA na adoção de medidas como sanções a financiadores iranianos, fechamento de empresas de fachada e desmonte de estruturas bancárias ligadas ao regime. “Será necessário que nossos parceiros europeus se juntem aos Estados Unidos para agir contra o Irã, designando seus financiadores, expondo suas empresas de fachada e fechando suas agências bancárias”, disse.
O secretário afirmou que o governo Trump retomou a campanha de “pressão máxima” contra Teerã. Ele declarou que o país sofreu um “estrangulamento financeiro” promovido por Washington. De acordo com Bessent, o Tesouro americano interrompeu dezenas de bilhões de dólares em receitas projetadas de petróleo do Irã, além de bloquear fluxos financeiros ilícitos e redes bancárias paralelas.
Bessent também defendeu o uso de sanções como instrumento de política externa e segurança nacional. “Sanções não são atos de agressão, mas instrumentos de paz”, afirmou. Segundo ele, as medidas têm como objetivo alterar comportamentos e não impor isolamento permanente a países ou populações.
O secretário acrescentou que o Tesouro dos EUA está modernizando sua arquitetura de sanções. O objetivo é torná-las mais direcionadas e eficazes diante da adaptação de redes de evasão financeira, com “prazos definidos para gerar efeitos específicos”.
Ao cobrar maior engajamento internacional, Bessent afirmou que países do Oriente Médio e da Ásia também precisam combater redes bancárias paralelas iranianas. Ele citou ainda grupos como Hezbollah e o cartel mexicano de Sinaloa entre as ameaças que exigem coordenação global.