Irã acusa EUA de pirataria por bloqueio naval

O Irã considerou ilegal e um ato de pirataria o bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo Exército iraniano, que emitiu um alerta sobre a segurança dos portos na região.
As forças armadas do país afirmaram que o bloqueio naval americano, previsto para começar na segunda-feira, 13, é uma medida ilegal. O comando iraniano classificou a ação como um exemplo de pirataria moderna.
O comunicado oficial foi lido na televisão estatal por um representante das Forças Armadas. O texto menciona diretamente o comandante Khatam al Anbiya como a fonte das declarações.
Na mensagem, ele declarou: “As restrições impostas pelos criminosos Estados Unidos à navegação marítima e ao trânsito em águas internacionais são ilegais e constituem um exemplo de pirataria”. A fala é uma resposta direta às medidas anunciadas pela administração americana.
O comunicado também continha um aviso explícito sobre as possíveis consequências. O comandante acrescentou: “Se a segurança dos portos da República Islâmica nas águas do Golfo Pérsico e do Mar da Arábia for ameaçada, nenhum porto do Golfo Pérsico nem do mar da Arábia estará a salvo”.
Essa declaração representa uma escalada na retórica entre os dois países, que têm um histórico de tensões na área estratégica. O Golfo Pérsico é uma rota vital para o transporte de petróleo e gás natural.
A reação iraniana segue o padrão de respostas firmes a ações que o país considera uma interferência em suas rotas marítimas. A área já foi palco de incidentes anteriores envolvendo navios de várias nacionalidades.
A notícia foi divulgada inicialmente pela agência de notícias AFP e reproduzida pelo Jornal de Brasília. O conteúdo completo mantém os créditos e direitos autorais da empresa responsável pela publicação original.