SAF em xeque: crise no Botafogo e Vasco acende alerta no Flu

A adoção do modelo de SAF se tornou comum no futebol brasileiro, com promessas de gestão profissional e novos investimentos. No entanto, eventos recentes indicam que o modelo não é garantia de sucesso por si só. O Fluminense recebe um alerta claro com esses casos.
Dois casos chamam a atenção. O Vasco recebeu um investidor estrangeiro, começou com entusiasmo, mas entrou em crise depois do rompimento com a 777 Partners. O clube ainda busca se reorganizar.
No Botafogo, a situação se agravou. Depois de euforia com investimentos e títulos, o clube enfrenta turbulência. O afastamento de John Textor do comando da SAF, por decisão arbitral, expõe conflitos internos e fragilidade na governança.
Para entender essas crises, a reportagem consultou o especialista Hugo Cayuela, da RGF Associados. Segundo ele, a SAF resolve a forma, mas não a substância. Trocar o CNPJ não corrige falhas de gestão.
O erro comum é crescer sem base. Projetos aumentam gastos e visibilidade, mas não criam processos e controles. Isso leva a crises.
Outro fator é o conflito entre sócios. Divergências internas somadas a problemas financeiros travam a gestão, como no caso de Textor no Botafogo.
O diagnóstico é claro. Dinheiro não basta. Sem gestão, controle de gastos e planejamento, qualquer projeto fica vulnerável.
O Fluminense avalia adotar a SAF, enquanto os exemplos de Vasco e Botafogo servem como alertas.
A SAF pode ser uma oportunidade, mas também amplifica problemas se mal estruturada. O risco está na execução, não no modelo.
No futebol brasileiro, a pressa é comum. O Fluminense pode observar antes de agir, e ignorar os sinais pode ter um custo alto.