Anistia Internacional pede mudanças na Polícia Militar

Do Estadão

Contra chacinas, Anistia Internacional pede mudança na PM

Roldão Arruda

Passados 20 anos da chacina da Candelária, na qual oito jovens foram mortos por policiais, as execuções extrajudiciais continuam ocorrendo no País. Suas principais vítimas são adolescentes negros e pobres. É o que lembra a Anistia Internacional, em nota divulgada hoje para lembrar a chacina, ocorrida na madrugada de 23 de julho de 1993.

Na avaliação da organização internacional, para conter as execuções é preciso que sejam investigadas e punidas por tribunais civis – não por tribunais especiais. Por outro lado, a formação policial, que permanece a mesma estrutura dos anos da ditadura militar, deve ser  reestruturada.

O texto diz: “A persistência da violência policial – ou daqueles que parecem agir com a autorização, apoio ou consenso do Estado – contra jovens, em particular negros e pobres, ressalta a importância de que as execuções extrajudiciais cometidas pela polícia sejam investigadas de forma imediata, imparcial, independente e julgadas por tribunais civis. A Anistia Internacional defende ainda que a formação e a capacitação das forças policiais sejam totalmente reestruturadas e estejam baseadas nos princípios dos direitos humanos, reconhecendo o direito à vida de todos e todas, em especial daqueles que vivem nas periferias e favelas das cidades.”

Entre os oito mortos na Candelária, seis eram menores de 18 anos. Quatro foram mortos a tiros, na escadaria da igreja. Um foi assassinado ao tentar fugir. Outro morreu dias depois em decorrência dos ferimentos. Dois foram levados de carro pelos criminosos até o Aterro do Flamengo, onde foram executados.

Segundo levantamento da Anistia, após a chacina da Candelária, foram registradas várias outras execuções semelhantes no País. Só no Estado Rio foram quatro, com 58 mortos. “Todas foram cometidas por policiais”, afirma a nota.

O texto lembra ainda que os três condenados pela chacina da Candelária cumpriram penas de prisão, mas já estão em liberdade. Todos eram policiais militares à época dos assassinatos. Outros seis suspeitos foram absolvidos, apesar de indícios preocupantes de seu envolvimento na chacina. Um deles, policial militar, foi morto em 1994 em uma troca de tiros com policiais civis da unidade anti-sequestro.

“Apesar de avanços, a impunidade tem sido a regra em casos relacionados às chacinas e outras formas de violência policial contra pessoas pobres no Brasil”, diz a Anistia.

Em memória do mortos, a Anistia realiza hoje e amanhã, dias 18 e 19, manifestações em frente à Candelária. Amanhã haverá uma marcha entre a igreja a Cinelândia.

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8 comentários
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Alessandre de Argolo

O que houve com esse post: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-preocupacao-com-as-manifestacoes-no-rio-de-janeiro??

Para mim aparece que "Você não está autorizado a acessar esta página."

 
 
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Nira

Pra mim também. Ficou impróprio para menores de 1,60m ?

 
 
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evandro condé de lima

Se eles estiverem realmente preocupados poderiam começar sugerindo a unificação das polícias, ou eles não têm nada contra?

 
 
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Cidadão carioca

Tribuna da Imprensa

Carlos Newton

No Rio de Janeiro, um governador de merda, comandando uma polícia de merda

É difícil saber quem é o mais incompetente e patético:  o governador Sergio Cabral ou a Polícia do Estado do Rio de Janeiro, seja Civil ou Militar. Chegamos a uma fase de esculhambação social, por falta de autoridade, já que a Tropa de Choque da PM não consegue impor a ordem nem diante da residência do chefe do governo.

Menino de classe média baixa, criado no subúrbio de Cavalcanti, na Zona Norte, filho do jornalista Sérgio Cabral, meu colega no antigo Diário de Notícias, o atual governador tinha tudo para dar certo. Era estudante de Comunicação, nunca trabalhou em jornal algum. O pai se elegeu vereador, com o voto dos sambistas, e Serginho entrou para a política. Nunca trabalhou. Casou-se com uma sobrinha-neta de Tancredo Neves e seu primeiro emprego foi um cargo público: diretor da TurisRio, onde criou os Albergues da Juventude.

Estruturou sua carreira defendendo os jovens e a Terceira Idade, fazia bailes para idosos, acabou se elegendo deputado estadual pelo PSDB em 1990, usando o nome do pai (seu material de propaganda trazia apenas o nome Sergio Cabral, propositadamente). Era metido a ético, não aceitou o carro oficial, comprou um Voyage e ele mesmo dirigia, falava mal da mordomia dos outros políticos, parecia mesmo ser diferente.

Aí foi candidato a prefeito duas vezes, ficou rico com as sobras de campanha, virou presidente da Assembléia e aderiu definitivamente ao bloco dos corruptos, tornando-se um de seus maiores destaques. Enriqueceu tão ilicitamente que o ex-governador Marcello Alencar, seu antigo protetor, mandou fazer um dossiê dele, mas acabou não revelando nada, porque Cabral disse que também tinha um dossiê sobre o enriquecimento do filho mais velho de Marcello, Marco Aurélio, e o jogo ficou empatado.

Senador, governador duas vezes, cada vez mais rico, Cabral mostrou ser um mestre em marketing. Suas maiores realizações, as UPAs, unidades de atendimento de saúde, tornaram-se um escândalo de negociatas em parceria com o secretário de Saúde, Sérgio Cortes, também enriquecido ilicitamente, vizinho de Cabral em Mangaratiba e dono de um apartamento triplex na Lagoa, pago em dinheiro vivo.

Outra grande “realização”, a instalação das UPPs nas favelas,  foi fruto de um acordo com os traficantes, que tiveram proteção oficial para continuar vendendo drogas, desde que não houvesse mais balas perdidas, máscaras ninjas nem tiroteios nos morros. E assim foi feito. Nenhum traficante foi preso, nem mesmo na hollywoodiana ocupação do Complexo do Alemão, com a Polícia correndo atrás dos criminosos sem prender nenhum.

Agora, a baderna se instalou diante da residência desse governador de fancaria. Toda autoridade (como o próprio nome indica) precisa ser respeitada. Mas Cabral não tem autoridade nem se dá ao respeito. É um governador de merda, comandando uma polícia de merda, que também não impõe autoridade.

Uma coisa é permitir manifestações pacíficas. Outra coisa é deixar vândalos e criminosos usarem máscaras, escondendo os rostos, e fazerem o que bem entenderem nesta cidade. Só existe uma ordem a ser dada: “Prendam, para averiguações, todos os que estiverem de rosto encoberto”. Simples assim. Mas não existe autoridade nesse governo. Só há malfeitores e corruptos. Uma podridão total.

 

 
 
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DanielQuireza

Coincidencia, eu também quero mudanças na PM, ela tem obrigação de agir contra esse bando de vandalos que está indo contra a democracia, principalmente no RJ.

Estão chegando em uma situação limite. Ou terão que ser proibidas as manifestações ou as policias terão que serem autorizadas a usar armamento pesado contra a multidão de saqueadores.

E a mídia continua incentivando, diferenciando "manifestações pacíficas" dos vagabundos saqueadores e depredadores do patrimonio público.

Se o Governo não agir ai sim é que a sua popularidade vai cair mais ainda.

 

@DanielQuireza

 
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Almeida

"... as policias terão que serem autorizadas a usar armamento pesado contra a multidão de saqueadores".

 

Serão também as polícias que vão decidir quem são os "saqueadores" a serem exterminados, para os aplausos dos quirezinhas, argolinhas e outros fascistinhas saltitantes nas redes. Fuzilaria pesada. Viva os Carandirus! Viva os Eldorados de Carajás! Viva os Pinheirinhos! Toda força à meganha comandada pelos crápulas que encrustrados no poder! Esses são os guinchos do fascismo acuado pelas manifestações populares.

 

Almeida

 
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Leo V

Você  não se enganou de site? Não era no do Reinaldo Azevedo que vc queria postar esse comentário?

 
 
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DanielQuireza

Nunca frequentei o esgoto.

Voce deve gostar, já que aparenta conhecer tanto.

Se voce é favor dos golpistas assumidos que estão "protestando", assuma logo e deixe de diversionismo.

Eu sou a favor da continuidade do Estado contra os golpistas e saqueadores.

Veja a matéria dos golpistas:

http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/109020/O-centro-da-nossa-luta-%C3...

Deveriam ser enquadrados e processados, não se brinca com esse tipo de coisa, o Governo está dando muito mole.

 

@DanielQuireza

 

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