Os caminhos distintos de PT e PSDB

Por Gunter Zibell

Acho que há controvérsias… Esse texto de L W Vianna é um esforço de compreensão do momento atual, mas ainda é muito retrospectivo, poderia incluir um pouco de prospecção.

A linha geral é a mesma de muitos outros textos que estamos vendo por estes meses, que colocam PT e PSDB como forças equivalentes, antípodas, mas ao mesmo tempo próximas de uma imaginária posição central.

Mas não são forças equivalentes.

Se houve semelhanças no início, em virtude de ambos os partidos terem origem em SP e na oposição ao regime militar, estas foram desaparecendo a partir das decisões tomadas em 1994 (em SP a partir de 2000.) Os posicionamentos em relação à atuação do Estado foram divergindo desde então a um ponto que talvez sejam inconciliáveis. E, em comparação com o que ocorre no mundo, a visão do PT/PMDB parece menos antiquada. Os liberais podem não ter notado que seu ideário envelheceu (não poderia ser de outro modo, pois seu sucesso temporário era ligado ao insucesso do socialismo real.) A modernidade agora parece depender da conciliação de conceitos social-liberais (algo ainda próximo do liberalismo no que se refere à gestão do Estado) com a recuperação da social-democracia e ainda respostas a desenvolver para as recentes necessidades : globalização, meio-ambiente, envelhecimento demográfico.

O PSDB experimentou um auge eleitoral em 1998, mas desde então vem declinando. E já não era possível chamá-lo de “social-democrata” no senso estrito. Já o PT continua ascendendo. Ainda que este siga preso a conceitos antigos que pretendia superar, aparentemente é o “partidão” que envelhece melhor, mostrando alguma capacidade de reinvenção. O resultado é que a capacidade de seduzir eleitores, elaborar programas e aglutinar forças se inverteu entre 1994-1998 e 2006-2010.

Talvez haja uma imprecisão no exemplo de arregimentação de aliados. No caso do MA, ainda há alguma discussão dentro do PT a esse respeito. A recíproca não é verdadeira quando se pensa na contradição e no esforço dispensado pelo PSDB em atrair o PTB.

E, como em geral, podemos estar esquecendo da crescente possibilidade do PMDB superar suas divisões internas e tornar-se protagonista no futuro, deixando de simplesmente ser a força que dá sustentação. Muito é falado, com base em uma história de menos que 20 anos, de polarização PT x PSDB, como se estivéssemos reproduzindo “democratas x republicanos” ou “conservadores x trabalhistas”. Mas a leitura não poderia ser outra? Não seria possível interpretar o PSDB como uma facção do PMDB, bem sucedida em determinado momento da história? Porque a possibilidade de uma polarização futura PT (e aliados) versus PMDB (e futuros aliados, como talvez o próprio PSDB) é sempre desconsiderada?

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32 comentários
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  Quem, a Marina? Porque a Dilma foi presa (e torturada) pela ditadura, por ter praticado "crimes políticos" (sic). A menos que você ainda acredite naquela ficha falsa da Dilma que a Folha produziu. Mas você, como leitor atento, não-preconceituoso e inteligente já percebeu que aquilo foi uma fraude para prejudicar a candidata da situação, não é mesmo?

 
 
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kalango Bakunin

caro artur capaxo, você é aquele coronel do coturno noturno ou estagiou na Barão de Tutóia?

 
 
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kalango Bakunin

não concordo com a opinião do articulista em 2011 o PPS vai derreter o pfl vai virar um pr da vida e o psdb vai virar o pfl atual

o Ibama é que tem que cuidar deles, não nós

 
 
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Heldo Siqueira

Acho que a avaliação do Gunter é um pouco estática, mas levanta uma questão importante. Na verdade, acho que a oposição entre PT x PSDB, como se fossem socialismo e capitalismo, se baseia mais em uma invenção da mídia, que queria rotular os petistas de socialistas, do que na realidade.

Como bem ressalta o Paulo Henrique Amorim, o PSDB paulista vende a alienação do resto do Brasil a São Paulo, como vende a alienação do Brasil aos EUA. Daí, trata o resto do Brasil como os EUA nos tratam.

Como não existe mais ditadura para empurrar a hegemonia de São Paulo goela a baixo do resto do Brasil, ninguém aceita mais a liderança de São Paulo nas condições que estão postas (esqueceram de combinar com os beques).

Por isso o PSDB está em declínio. O PT (que não tem nada de socialista), descobrindo a brecha deixada pelo PSDB, explora a imagem do Lula nos outros estados e deixa os tucanos chupando dedo. Acredito que o processo que aconteceu com o PFL (que mudou até de nome) deva acontecer com o PSDB caso não ganhe essa eleição.

Abraços

 
 
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Chico Pedro

Bom texto, Gunter. É um dos melhores comentaristas do blog e não é a toa. . . Mas pontuo..: . Estou assistindo à Tv Minas aqui em casa.. . Acabou de passar uma propaganda política com o Hélio Costa falando que o "Governo Lula fez um grande programa de revitalização de favelas".. . Ou seja...o PMDB monta nas costas do governo e não dão nada em troca...Ou dão muito pouco.. . Pergunto: até que ponto essa tal arregimentação é imprecisa..? . . Até que ponto ela deve ser considerada apenas no caso do Maranhão..? . E como o Gedel na Bahia...em caso bastante semelhante ao que ocorre em Minas..? . E no Rio Grande..? . São casos graves isso aí.. . Não considero mero ajuste...considero uma espécie de traição. . Trata-se, a bem da verdade, de uma grande incompetência do Lula e da cúpula do PT. . E digo mais..: . Quando se fala que o PT é paulista assim como o PSDB não é apenas na origem.. . É na prática. Isso sim é o mais importante. . Só um detalhe..: . Não é bem uma culpa dos paulistas. Mas também uma frouxidão de outras regiões que não conseguem se impor. . Inclusive Minas.

 
 
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Luiza

Bom, tudo depende do que se considera crime: lutar contra uma ditadura fascista ou vender patrimônio público a preço de banana, entre outras coisitas... tudo dentro da lei, claro... Além disso, a ultra-direita devia se poupar do ridículo de tentar imputar crimes à candidata que foi presa por subversão, condenada no início da década de 70 a 2,5 anos, bem antes da Anistia, algo que não ocorreu com os que praticou atos armados contra o regime de exceção.

 
 
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Marcos Aarão Reis

Seria, pelo menos para as direitas, uma possibilidade de modernização, na linha do que foi sugerido por Maria Inês, no início deste mês.

 
 
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Marcos Aarão Reis

É algo a se considerar, sim, uma aliança em torno do PT versus outra aliança em torno do PMDB, incluindo o PSDB. Imagina: Aécio elege-se para o senado, e se muda para o partido do tio, e ao invés de contestar-lhe o mandato, os tucanos ficam caladinhos. Para que isso se torne viável, basta que o PT eleja um bancada formidável, no Congresso. Aí, daqui a 5 anos, Aécio [PMDB-MG], se lançaria à Presidência da República. Resta saber se o PMDB se manteria intacto até lá. Sim, porque tal hipótese configura por suposto um completo realinhamento das forças políticas, desde as esquerdas às direitas.

 
 
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Filipe Rodrigues

As análises políticas do Gunter são as melhores aqui neste blog.

 
 
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Gunter Zibell

Acho que isto leva a outra discussão importante. Qual a real importância para a "direita", se interpretada como os segmentos interessados no liberalismo econômico, das eleições.

Para o bem ou para o mal o modelo de democracia partidária representativa é o que vemos.

Os setores que podem ser chamados de "capital", "elite", etc. têm seus interesses bem preervados:

a ) o ordenamento jurídico brasileiro é bem conservador, a própria ausência de mandato definido para juízes é um freio a velocidade de mudanças. Também ainda é elitista, se não em tese pelo menos na prática;

b ) todos os partidos com chance de governar são alinhados com a responsabilidade fiscal. As poucas controvérsias são em relação a destinação de gastos (objetivos sociais ou infraestrutura?) e gestão do Estado (executor ou contratador?). Por motivos históricos ou outros os nomes e partidos que pensam diferente têm pouca expressão eleitoral;

c ) "direita", enquanto "capital", se subdivide na parte interessada no liberalismo financeiro e na parte não-interessada (industriais tomando empréstimo, agro-exportadores) Então o problema da política monetária, ainda que mais político do que técnico, não se resolve na escolha PTxPSDBxPMDB, pois há pensamentos conflitantes a respeito nos três principais partidos.

d ) mudanças relevantes, como uma Emenda Constitucional, capazes de mudar minimamente a ordem das coisas, requerem 60% das duas casas legislativas. Se houvesse algum desejo forte por mudanças PR e PMDB simplesmente não seriam governistas, prefeririam alinhar-se com o passado. Partidos do PT para a esquerda levarão ainda décadas para serem tal maioria no Congresso.

O que tal comentarista disse não tem o menor sentido, no máximo ele pode se referir a que o liberalismo como política de Estado não tem chances, mas isso não significa contrariedade a direita.

Bom, acho que podemos chegar a duas hipóteses:

- A mais aventada em discussões é que o pensamento conservador estaria se refugiando no PSDB/DEM como a alternativa que restou para retomar o poder e assim ver seus interesses preservados. Eu posso estar sendo ingênuo, mas me parece que o capital, direita ou o que quer que seja não tem seus interesses sequer ameaçados. Bancos, indústrias e serviços podem no máximo recear redução lenta de impostos na medida em que o governo atual prefere realizar ainda investimentos sociais ao invés de reduzir o patamar de tributação. E há compensações, como fortalecimento do mercado consumidor, maior oferta de mão-de-obra capacitada. Não parece um conflito potencial.

- se não for o grande capital o motor mais questionador da coligação governista então a hipótese a considerar é mais simples : um grupo partidário e a imprensa desejam retomar a influência que tinham não por interesses nacionais ou de classes sociais, mas por seus próprios interesses mesmo. Se for isso, o que é de certo modo corroborado pela total ausência de discurso programático, trata-se de uma intenção antiética, ganhar eleições tão somente para usufruir do poder.

Esta segunda hipótese não poderia ser levada a sério em situações de crise, como a hiperinflação de 1989 ou a prolongada recessão que em 2002 já estava em seu 5º ano. Mas, com a perspectiva de que nos próximos 4 anos o PIB (e por conseguinte os orçamentos em todos os níveis) cresçam 20% reais em um país com parte das mazelas históricas mitigadas, parece-me que a chance de interesses menores prevalecerem pode ser real.

 
 
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Alexandre Weber - Santos -S.P.

Farinha do mesmo saco.

Arrisco uma predição, serão aliados naturais quando uma terceira força política se levantar, na verdade já o são, com o golpe do plebiscito engendrado pelo PT (Lula) e endossado com gusto pelo PSDB (Serra).

E o povo ?

O povo que se exploda, pois não têm a mídia, a grana e o charme da banca internacional.

 
 
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Gunter Zibell

Tem razão. Seria mais preciso dizer que os principais fundadores do PSDB atuaram, coincidentemente, no MDB dos anos 70 e 80, pela redemocratização. Eram então opositores a casuísmos como senadores biônicos e o cancelamento das eleições para governador em 1978.

 
 
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José Silva

E tem candidato que nem cabelo tem pra ficar em pé hehehe! Perde até nisso!!!

 
 
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José Carlos Gomes

Bela análise do Gunter! Eu acho que um polarização PT X PMDB, cada um com o seus satélites, será o quadro mais provável no futuro.

 
 
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Gunter Zibell

Partido muito regional não pode existir. Por lei precisa ter assinaturas de 0,5% dos eleitores do país (que não precisam ser filiados) e presença em 9 estados.

Mas isso o PMDB conseguiria, caso se divisse em Norte e Sul.

A gente não tem muita informação sobre PMDB, eu menos ainda. A maioria do que se lê é sobre PT e PSDB há tempos.

É que também se fala muito em refundação da oposição, com variantes que vão de Aécio fundar um novo partido (condição para não perder mandato) até não-eleitos em 2010 migrarem para PSB ou PR, e também sobre partidos de oposição se fundirem.

O que faço é lançar um balão de ensaio : o PMDB , inteiro ou não, se aproveitar de fragilidades da oposição para se tornar a oposição com vistas a alternância de poder. Nem imagino se é provável ou não, apenas penso que não se deve eliminar essa hipótese...

 
 
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Gunter Zibell

Bom, então ainda falta desencalhar as respostas sobre como o eleitor vê o fato dos candidatos serem oriundos de movimentos de contestação ao regime militar, etc.

O questionário da pesquisa está no site do TSE e é muito amplo. Pergunta religião dos eleitores, p.ex.

O contratante (no caso o jornal) pode reter os dados da pesquisa para ter material para matérias futuras, mas se está transferindo as tabulações para um partido, aí sim está fazendo financiamento indevido, posto que o custo dessa pesquisa é de cerca de R$ 200 mil. Ou seja, esse é o custo que PT/PMDB teriam que desembolsar para estarem com as mesmas informações.

 
 
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Anarquista Lúcida

Pessoas que já cumpriram pena nao podem ser punidas 2 vezes, é anticonstitucional e contra qualquer princípio de Direito. E pessoas anistiadas foram anistiadas. Segundo o nosso caríssimo STF isso vale até para crimes contra a humanidade, como a tortura. Você deve saber disso, está só provocando, para variar. Depois diz que nao é troll. Pode nao ser troll pago, é troll voluntário.

 
 
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Marcos S.

Puts, que música bonita, Alessandro. E que interpretação!

 
 
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Luiza

Um breve reparo: O PSDB não foi fundado por oposição ao regime militar. Foi fundado em 1988 em oposição a Orestes Quércia, então cacique do PMDB e hoje aliado de Serra. Ao contrário de Renan Calheiros, o mardito...rs... um de seus fundadores, que deixou o PSDB para fundar o PRN de Collor...

 
 
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macfa

A aliança PSDB-PTB não tem um projeto mínimo de poder, mas uma aliança eleitoral baseada na vontade de vingança de seu presidente , Roberto Jefferson, com a participação do tesoureiro do partido e só!

 
 
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Alessandro Guimarães Pereira

É irresistível comparar essa situação PT-PSDB com a música Umas e Outras do Chico, aqui, na belíssima voz da Clara Nunes... ==

 
 
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Arlindo

e ainda falta considerar o PSB que vem crescendo com lideres tendo capacidade de influencia consideravel. Outro que vamos ter que esperar para ver mas ... o PC do B consegui dinamizar artistas do meio popular para seu lado está numa briga pelo marãnhao (os mais pessimista ou realista diria que dificilmente o Roseane perde ... esperar para ver...) mas que cresceu no Sul com uma liderança nova para a capital, possivelmente vai crescer com o Netinho e o delegado Protegenes ... nao se pode negar que Aldo Rabelo tem influencia no parlamento... entao tem que esperar para ve mais daqui a pouco temos o PC do B competiendo com o ptb ou pdt a nivel de importancia ... o PSB esperar pra ver ...

 
 
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Júlio

Ontem na Globo News o comentarista com uma expressão de sabedoria comentou que a direita não encontra representação nos partidos com chance de chegar a presidência. Penso o contrário. No Brasil não existe um partido que não esteja alinhado até nos avessos ao liberalismo financeiro desenfreado e em benefício da casta de cerca de 20 mil rentistas, 20 instituições financeiras (com suas corretoras penduradas) e 30 mil famílias que formam a nossa nobreza que se locupletam com as benesses do estado. Que tristeza...

 
 
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Bruno

Acho difícil, porque o PMDB é, de fato, uma confederação de elites políticas regionais muito díspares sob qualquer critério e não apenas do ponto de vista ideológico/programático, mas também de afinidades e alianças locais, bases sociais e posicionamento nacional. Isto o põe em dificuldades de ação coletiva enormes, para além da conquista de posições em governos em troca de apoio parlamentar no congresso. Creio que, se houvesse no Brasil a possibilidade, como existe em outros países, da existência de partidos regionais, talvez o PMDB já tivesse se fragmentado. Pode ser que venha a se unificar no futuro sob alguma liderança em condições de disputa, mas acho muito difícil e só ocorreria como resultado de um expurgo ou cisão traumáticos. Até o momento, o partido tem preferido abrir mão de receber e sustentar lideranças nacionais fortes justamente para não comprometer este arranjo bases locais/ barganha nacional, que, mesmo com um teto baixo, tem permitido a todas as lideranças ganhar alguma coisa.

 
 
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Alberto F. Barbosa

Você viu Nasif: Do blog Amigos do Presidente Lula,] Na sexta-feira, dia 28, nosso blog descobriu indícios de financiamento de campanha por caixa-2, pelo grupo empresarial dono do jornal Folha de São Paulo e do Instituto Datafolha, através de serviços de pesquisa eleitoral qualitativa a partidos, não contabilizada (leia aqui para entender o caso).

"Coincidentemente", no domingo, dia 30, o jornal Folha de São Paulo desengavetou, com bastante atraso em relação à divulgação da pesquisa, algumas das respostas às perguntas qualitativas da pesquisa (em notícia discreta e acessível apenas para assinantes).

Nota-se uma preocupação do grupo Folha em afastar as atenções do Ministério Público e da Polícia Federal para os indícios apontados pelo nosso blog, quando fez questão de incluir em seu texto uma justificativa, dizendo que "O Datafolha realiza esse estudo há mais de 20 anos."

Espertamente, o Datafolha diz isso sobre a tendência esquerda-direita do eleitorado, mas nada diz sob seu súbito interesse em saber se candidatos são mais simpáticos ou antipáticos, e outras perguntas qualitativas que, normalmente, só interessam para tomada de decisão de partidos em campanha eleitoral.

Serra é líder isolado em antipatia, e Dilma a mais simpática

De qualquer forma, nossa denúncia na blogosfera já surtiu um resultado: coincidência ou não, o jornal demo-tucano viu-se na obrigação de publicar (ainda que muito discretamente) que José Serra é o candidato mais antipático e defensor dos mais ricos, enquanto Dilma é reconhecida como a mais simpática e defensora dos mais pobres.

Na pergunta do Datafolha: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas é mais antipático ou antipática?" - deu Serra na cabeça, como o mais antipático:

Serra: 27% das respostas Dilma: 23% Marina: 11%

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas é mais mais simpático ou simpática?" - Dilma é a mais simpática para a maioria dos pesquisados:

Dilma: 29% Serra: 28% Marina: 19%

Serra é reconhecido como defensor dos ricos e Dilma dos pobres

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas mais defenderá os ricos?" - deu Serra na cabeça, novamente:

Serra: 45% Dilma: 15% Marina: 3%

Na pergunta: "Na sua opinião, qual destes candidatos ou candidatas mais defenderá os pobres?" - Dilma foi reconhecida como maior defensora dos interesses dos mais pobres:

Dilma: 37% Serra: 21% Marina: 18%

 
 
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Edmilson Fidelis

Sei que há várias respostas, mas eu ressalto uma: mídia.

Como se fazer prevalecer quando temos uma mídia nacional que só destaca SP e RJ?

Personagens fora deste contexto são invariavelmente vistos como caricatos.

Veja os jornais impressos mais destacados: FSP, Estadão, O GLobo.

Qual o foco da notícias? Qual o público alvo?

Veja as redes de TV aberta: Globo, Band, Rede TV, SBT.

Qual o foco das notícias? Qual o público?

E a(s) fechada(s): Globo,…..

Qual o foco das notícias? Qual o público?

Veja os portais da internet: UOL, IG, Terra.

Qual o foco da notícias? Qual o público?

Vou citar um caso que creio resumir toda a nossa mídia.

Gosto de ver a ESPN. Pelo fato dela não ter direitos sobre o campeonato brasileiro  é um pouco mais crítica e
realista, mas não foge ao padrão de focar as notícias e seu modus operandi como se somente tivesse telespectadores de RJ e SP.

Recentemente lançou uma revista: ESPN. O interessante é que a revista tem uma capa para SP e outra para o RJ, mas é vendida como se fosse uma revista NACIONAL

Não li e nem lerei pois imagino que clubes fora de RJ e SP só devam aparecer se divulgarem a tabela dos campeonatos. Desculpem se estou sendo injusto, pois estou literalmente julgando pela capa. Ou seria pelas capas?

E isto é tão somente um fractal na nossa rede de mídia que se mostra em todos os setores, tanto esportivo quanto político ou cultural.

 

A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)

 
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artur cartacho

E por falar em caminhos do Pt , e do PSDB , esta confirmado pelo STE , o levantamento das fichas criminais dos candidatos , mesmos aqueles que foram julgados e já cumpriram as penas respectivas , sera que aqueles crimes ditos politícos que ocorreram durante a ditadura , e que foram absolvidos pela anistia tambem entraram neste levantamento? Ja tem candidata de cabelo em pé!

 
 
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Eleições 2010: para Diap, PMDB e PT farão as maiores bancadas no Senado
DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ASSESSORIA PARLAMENTAR, Agência DIAP,  Ter, 23 de Março de 2010 10:44
Por César Felício, No Valor Econômico
O Senado em 2011 poderá ganhar uma conformação mais parecida com a Câmara, com o PMDB e o PT fazendo as maiores bancadas, seguidos por PSDB e DEM. Atualmente, os tucanos e os integrantes do DEM possuem respectivamente as segunda e terceira maiores bancadas da Casa. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve no Senado as suas maiores derrotas políticas, como o fim da cobrança da CPMF, em 2007 e o funcionamento de até três CPIs simultaneamente.

Segundo levantamento do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz, das 54 vagas do Senado em jogo este ano, 14 ou 15 serão de senadores que conseguirão a reeleição, patamar idêntico ao registrado em 2002....
......Entre os partidos situacionistas, o PMDB não tende a ter um crescimento expressivo, já que renova 14 de suas atuais 17 cadeiras e tem boa parte de sua bancada formada por suplentes.

Abrindo mão da disputa por diversos governos estaduais, por orientação do próprio presidente, o PT criou espaços para avançar no Senado.....
....Pelas contas do Diap, o PT sairia dos seus atuais 11 senadores (dois deles suplentes) para um patamar entre 13 e 15 parlamentares. Já o PMDB, atualmente com 17 integrantes do Senado, não tende a crescer.

O levantamento mostra entre 14 e 16 cadeiras para o partido.
Queiroz não arrisca prognósticos sobre a segunda vaga ao Senado em diversos estados, mas a chance do partido reduzir a bancada é mínima....

.......Pelo levantamento, o PSDB pode cair de 14 senadores para um patamar entre 9 e 10

e o DEM, que conta com bancada idêntica à dos tucanos, para algo entre 8 ou 9.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), tende a tornar-se o parlamentar mais votado no campo oposicionista, se concretizar a sua candidatura ao Senado........

http://www.diap.org.br/index.php/agencia-diap/12531-eleicoes-2010-para-d...

 
 
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Roberto São Paulo-SP 2013

Eleições 2010: para Diap, PMDB e PT farão as maiores bancadas no Senado
DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ASSESSORIA PARLAMENTAR, Agência DIAP,  Ter, 23 de Março de 2010 10:44
Por César Felício, No Valor Econômico
O Senado em 2011 poderá ganhar uma conformação mais parecida com a Câmara, com o PMDB e o PT fazendo as maiores bancadas, seguidos por PSDB e DEM. Atualmente, os tucanos e os integrantes do DEM possuem respectivamente as segunda e terceira maiores bancadas da Casa. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve no Senado as suas maiores derrotas políticas, como o fim da cobrança da CPMF, em 2007 e o funcionamento de até três CPIs simultaneamente.

Segundo levantamento do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz, das 54 vagas do Senado em jogo este ano, 14 ou 15 serão de senadores que conseguirão a reeleição, patamar idêntico ao registrado em 2002....
......Entre os partidos situacionistas, o PMDB não tende a ter um crescimento expressivo, já que renova 14 de suas atuais 17 cadeiras e tem boa parte de sua bancada formada por suplentes.

Abrindo mão da disputa por diversos governos estaduais, por orientação do próprio presidente, o PT criou espaços para avançar no Senado.....
....Pelas contas do Diap, o PT sairia dos seus atuais 11 senadores (dois deles suplentes) para um patamar entre 13 e 15 parlamentares. Já o PMDB, atualmente com 17 integrantes do Senado, não tende a crescer.
O levantamento mostra entre 14 e 16 cadeiras para o partido.
Queiroz não arrisca prognósticos sobre a segunda vaga ao Senado em diversos estados, mas a chance do partido reduzir a bancada é mínima....

.......Pelo levantamento, o PSDB pode cair de 14 senadores para um patamar entre 9 e 10
e o DEM, que conta com bancada idêntica à dos tucanos, para algo entre 8 ou 9.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), tende a tornar-se o parlamentar mais votado no campo oposicionista, se concretizar a sua candidatura ao Senado........

http://www.diap.org.br/index.php/agencia-diap/12531-eleicoes-2010-para-d...

 

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Roberto São Paulo-SP 2013

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