Desafios para a economia paulista

Da Folha

A difícil transição paulista

Por MARCIO POCHMANN

O Estado de São Paulo vive um de seus maiores desafios históricos: como continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país?

QUANDO SE completa a primeira década do século 21, o Estado de São Paulo demonstra viver um de seus maiores desafios históricos, qual seja, o de continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país. Na perspectiva recente, isso parece estar comprometido diante de importantes sintomas de decadência antecipada.

Entre 1990 e 2005, por exemplo, o Estado paulista registrou o segundo pior desempenho em termos de dinamismo econômico nacional, somente superando o Rio de Janeiro, último colocado entre os desempenhos das 27 unidades da Federação.

Atualmente, o Estado paulista responde por menos de um terço da ocupação industrial nacional -na década de 1980, era responsável por mais de dois quintos dos postos de trabalho em manufatura.

Simultaneamente, concentra significativo contingente de desempregados, com abrigo de um quarto de toda mão de obra excedente do país -há três décadas registrava somente um quinto dos brasileiros sem trabalho.

Em consequência, percebe-se a perda de importância relativa no total da ocupação nacional, que decaiu de um quinto para um quarto na virada do século passado para o presente.

Se projetada no tempo, essa situação pode se tornar ainda mais grave, com São Paulo chegando a responder por menos de 20% da ocupação nacional, por um terço de todos os desempregados e apenas por um quinto do emprego industrial brasileiro no início da terceira década do século 21.

Essa trajetória pode ser perfeitamente revertida, uma vez que não há obstáculo econômico sem superação.

A resposta paulista, contudo, precisaria vir da montagem de uma estratégia inovadora e de longo prazo que não seja a mera repetição do passado.

Na visão da antiga oligarquia paulista, governar seria fundamentalmente abrir estradas, o que permitiria ocupar o novo espaço com o natural progresso econômico. Por muito tempo, o Estado pôde se privilegiar dos largos investimentos governamentais em infraestrutura, o que permitiu transitar das grandes fazendas produtoras e exportadoras de café no século 19 para o imenso e diversificado complexo industrial do século 20.

Em apenas duas décadas, o Estado paulista rebaixou a concentração de quase dois terços de sua mão de obra no setor primário para menos de um terço, dando lugar ao rápido crescimento do seu proletariado industrial.

Com isso, a ocupação em manufatura convergiu para São Paulo, passando a representar 40% de todos os empregos industriais do país na década de 1960, contra um quarto em 1940.

Em virtude disso, o protagonismo paulista reverberou nacionalmente por meio do ideário de que seria a locomotiva a liderar economicamente o Brasil grande. Tanto que não era incomum à época que as lideranças de outros Estados sonhassem com a possibilidade de repetir o caminho paulista. O principal exemplo se deu com a implantação de uma "mini-São Paulo" no meio da Floresta Amazônica, por intermédio da exitosa implantação da Zona Franca de Manaus.

Para as décadas vindouras, o futuro tende a exigir a ampliação predominante do trabalho imaterial, cujo principal ativo é o conhecimento.

Não significa dizer que as bases do trabalho material (agropecuária e indústria) deixem de ser importantes, pois é estratégico o fortalecimento das novas fontes a protagonizar o dinamismo econômico do século 21.

Se houver força política nesse sentido, o Estado de São Paulo poderá transitar para a continuidade da condição de liderança econômica da nação, passando a responder por 40% do total do trabalho imaterial do país.

Os esforços de transformação são inegáveis, pois, além da necessária oxigenação de suas instituições, os próximos governos precisariam inverter suas prioridades, com a adoção, por exemplo, de um gigantesco e revolucionário sistema educacional que assegure as condições necessárias do acesso de todos ao ensino, do básico ao superior, ademais da educação para a vida toda e com qualidade.

Na sociedade do conhecimento em construção, a liderança econômica não surgirá da reprodução de sistemas de ensino comprometidos com o passado, tampouco de relações governamentais com profissionais da educação compatíveis com o século 19.

Ainda há tempo para mudanças contemporâneas, sobretudo quando a política pública é capaz de romper com o governo das ideias ultrapassadas. Sem isso, o fantasma da decadência reaparece, fazendo relembrar as fases de liderança econômica de Pernambuco durante a colônia e do Rio de Janeiro no império.

MARCIO POCHMANN, 47, economista, é presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp. Foi secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo (gestão Marta Suplicy).

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35 comentários
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ronaldo

Concordo plenamente qu o Estado de São Paulo esteja passando por um processo de esvaziamento industrial, no entento discordo que diz a amioria das pessoas que aqui opinaram! São Paulo esta cada vez mais forte no setor de serviços, o que é natural, pois os processos produtivos paulist é cada vez mais caro.A decadência economica só pode ser mensurada atraves de números, e de acordo com o IBGE, São Paulo, tem crescido acima da média Brasileira, desde 2004, portanto, acho prematuro decretar a decadência de São Paulo

 
 
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Guttemberg

Você deve estar enganado. O relato cabe como uma luva no governo Lula! E, aliás, até agora você foi o único comentarista que teve a coragem de fazer esse tipo de afirmação sobre o governo Serra. Não se qualifica nem sequer como discurso.

 
 
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luisnassif

O que de menos teve em São Paulo foi gestão. Tirando a ênfase na receita, Serra não sabe sequer o que foi feito por seus secretários. Ausentou-se totalmente do dia a dia do governo, não avançou em políticas de gestão pública, de inovação, não conseguiu articular universidades nem setor privado em um pacto de desenvolvimento, levou meses para reagir à crise internacional, aumentou o arrocho fiscal em plena crise, não acertou na educação e na saúde. E sobraram escândalos - como em todo governo que precisa de caixa de campanha. Apenas não foram divulgados pela mídia.

 
 
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Guttemberg

Sobrou a melhor gestão do país. E pode crer que o povo paulista jamais permitirá que o PT faça de seu estado um poço de corrupção e arrogância ao molde do governo federal sob o comando de Lula.

 
 
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Juliano Santos

Cara, assino embaixo. Se me permite, faço um resumo do seu comentário: Porque São Paulo não esqueçe esse negócio de liderar o Brasil (os paulistas perguntaram se queremos ser liderados por eles?) e tenta resolver seus problemas. Sendo que a resolução deles não signifique prejudicar o "resto' do país

 
 
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Caetano

Não cresceu como outras regiões por vários motivos. Um deles foi a fuga de indústrias em busca de mão de obra mais barata. E não só para operários; o sistema de atendimento telefônico da Sadia, por exemplo, é baseado em MG. E temos que considerar que outras regiões, felizmente, cresceram muito, principalmente devido ao agronegócio. Não dá para imaginar o país eternamente dependendo do crescimento de SP.

 
 
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Caetano

O importante é barrar o PT.

 
 
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Clovis Campos

São Paulo tem, sistematicamente, puxado o crescimento do Brasil para baixo. Isso é o que importa. Deixou, claramente, de ser o Estado mais dinâmico da Nação.

O Banespa, por muitos anos, foi maior que qualquer dos bancos privados e que a Caixa Econômica Federal. Somado à Caixa Estadual, ambos davam a São Paulo enorme capacidade financeira.

A Cesp rivalizava com Furnas.

A educação de São Paulo era a melhor do Brasil e a USP era excelência em todas as áreas.

O nível de empregos era o mais baixo do país. Embora a desconcentração seja um efeito colateral positivo, teria sido muito melhor para o Brasil se São Paulo tivesse continuado a crescer a taxas mais elevadas.

O porquê não cresceu como outras regiões, ai fica a gosto do freguês. Para mim, que vivenciei o início da decadência, é resultado da inação de Covas a Serra.

 
 
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Geraldo

Sou paulista e acho que a concentração da economia em São Paulo trouxe muito mais problemas do que benefícios. Se olharmos o que ocorreu durante as décadas de 70 e 80, houve um grande movimento migratório para São Paulo e Rio, inchando a periferia e aumentando a favelização e a violência. Isto não teria ocorrido se não houvesse uma concentração econômica. Acredito que o suposto "declínio" relativo de São Paulo é positivo, tanto para os paulistas como para o resto do Brasil.

 
 
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Clovis Campos

O custo do pedágio é maior que o custo de combustível para as indústrias exportadoras de suco de laranja.

 
 
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Clovis Campos

Tolice. Já existem centros de excelencia por todo o pais. TI em Campina Grande, por exemplo.

 
 
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Clovis Campos

E com tanta força que o capacete ficou certinho na cabeça...

 
 
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melcart

Vão te chamar de bairrista por causa desse seu post... :D

 
 
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Ricardo Athias

Com essa sua visão, podemos dizer que o trabalhador que se exploda. Tudo para o empresário e nada para o trabalhador.

 
 
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saulo

quando serra for presidente, se a economia parar, vamos comparar com a do paraguai, Sao Parou, isso nao éj ustificativa para a imcompetencia,

 
 
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Jura

"Para as décadas vindouras, o futuro tende a exigir a ampliação predominante do trabalho imaterial, cujo principal ativo é o conhecimento."

O tal trabalho imaterial é exatamente a produção de conhecimento, que é serviço (ou comércio) e não indústria. Mesmo que esse conhecimento seja aplicado na indústria.

 
 
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Jura

"Se houver força política nesse sentido, o Estado de São Paulo poderá transitar para a continuidade da condição de liderança econômica da nação, passando a responder por 40% do total do trabalho imaterial do país."

Os EUA também achavam que iriam vencer assim a concorrência com o trabalho asiático: exportando os maus empregos e importando os bons empregados.

"Na sociedade do conhecimento em construção, a liderança econômica não surgirá da reprodução de sistemas de ensino comprometidos com o passado, tampouco de relações governamentais com profissionais da educação compatíveis com o século 19."

Matou a cobra a pau. Quem é pior afinal, a pobre e frágil Apeoesp ou o riquíssimo e poderoso Governo do Estado de São Paulo? Sansão ou Golias?

"Ainda há tempo para mudanças contemporâneas, sobretudo quando a política pública é capaz de romper com o governo das ideias ultrapassadas. Sem isso, o fantasma da decadência reaparece, fazendo relembrar as fases de liderança econômica de Pernambuco durante a colônia e do Rio de Janeiro no império."

Pochmann pra governador de SP, já! Finalmente alguém apresentou alguma idéia pro Estado que já não tem mais nenhuma.

 
 
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Roque Citadini

Um equívoco só. A industria diminuiu sua presença em São Paulo porque diminuiu em boa parte do mundo. Nos Estados Unidos, Na Europa desenvolvida etc. A liderança economica nos tempos atuais é ditada pelo mercado financeiro. Prá bem ou não. Nos últimos 25 anos há uma brutal concentração deste mercado financeiro em São Paulo. Não sei se existe algum banco (importante) cuja atividade central não seja em São Paulo. O Brasil de hoje só tem uma Bolsa de Valores. E é em São Paulo. Comparar Estados e paises por industria dará uma visão errada do progresso da região. Os problemas de São Paulo -especialmente da capital- são grandes mas a receita aqui tratada é singela. Além de omitir questões importantes. O Brasil tem grandes problemas e o Estado de São Paulo também.

 
 
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Engajarte

Uma nova elite paulista tornou-se hegemônica par e passo com a ascenção do PSDB com Mário Covas até hoje, é a elite financeira, esta não precisa de indústrias, estradas, operários, metalúrgicos etc. É mais fácil produzir lucro apenas especulando, ainda mais se for com títulos públicos, pois já sequestraram as agências governamentais faz tempo (vide presidente do Bacen é ex Bank Boston e ex PSDB). Com perspectiva histórica é possível lembrar do discurso do Covas de que precisávamos de mais capitalismo. A opção d financeirização liberal em geral é mais recessiva, produz pouca coisa real, e o Estado de São Paulo ficou refém deste grupo econômico e político. E agora é o momento da virada, é o momento do ocaso nacional da liderança paulista, este é um dos significados da próxima eleição.

 
 
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Fabio SP

E os professores descem paulada na cabeça dos PM´s

 
 
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Thiago

Há a educação superior, cujos centros de excelência situam-se em SP. Isso não é inércia

 
 
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Denis Takeuti

Vale lembrar que graças à falta de limites do movimento sindicalista no estado, liderada pelo Messias, quero dizer Lula, boa parte das empresas se mudaram para regiões onde era mais barato produzir o mesmo produto com a mesma qualidade. O mesmo vale para as multinacionais que se mudaram para a Índia, China, e outras regiões.

 
 
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Luis José Ariosto Pereira SIlva

Eh a decadência de SAMPA, e isso vai entrar na conta dos tucanos, que detonaram o estado

Além de ter o pior presidente da história do Brasil, os tucanos tem também os piores governadores da história de SAMPA

Não vejo a hora de poder mudar-me daqui, agora que meus filhos são adultos e não dependem mais de mim, estou pensando em voltar para a terra da minha querida mãe, vou mudar meu comércio para lá, que agora vai ser a locomotiva do Brasil nos próximos anos, depois de todos os belos presentes que o presidente Lula tem dado a região que eh o berço do Brasil, ok!!!!! viva o Brasil e os brasileiros de verdade!!!!!!!

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Não entendi o artigo. Nem vou indagar por que SP tem de ter como meta "continuar sendo a locomotiva econômica que dirige o país". Não deveria ter como meta contribuir para o desenvolvimento do país, em primeiro lugar no ranking ou em qualquer outro? Diz ele que SP decaiu de 40% do PIB para 30%, que perdeu empregos, etc. Foi mesmo decadência, ou resultado do que ele aponta só de passagem: "o resto do país" foi mais dinâmico que SP, cresceu com mais vigor? Em vez de se indagar se o surgimento de novos polos dinâmicos é bom ou não para o Brasil, parece choramingar com a perda de protagonismo de SP. Essa visão bairrista de analisar o problema, não da ótica nacional, mas da ótica exclusivamente paulista, leva à aberrante comparação do que se passa atualmente com SP com o que ocorreu na época do ciclo esgotado da cana, com Pernambuco! Será possível que não percebe que a situação econômica, social, política é hoje diferente da do Brasil colônia? Em vez de estar preocupado com a tal queda de SP no ranking, ele deveria analisar se a desconcentração da economia, em particular da indústria em que ele centra seu artigo, é boa ou não para o país. É bom ou não o NE, o CO aumentarem sua participação, o que acarreta por tabela uma diminuição do peso relativo paulista? Que novos problemas isso coloca para o país (e não só para SP)? A meta dos governantes paulistas deveria ser recuperar o 1º lugar disparado ou preparar o estado para esses prováveis novos tempos? O Pochmann parece mesmo é padecer daquela visão unilateral que enxerga o Brasil como uma espécie de apêndice, incômodo às vezes, de SP. Esse bairrismo, essa estreiteza de vistas é certamente uma das causas da tal decadência paulista.

 
 
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Thiago

Não entendi o enfoque do Pochmann. A indústria pode estar saindo de São Paulo, mas ela continua concentrada. Aliás, o centro-sul aumentou sua concentração nos últimos anos. Além que... os centros de alto conhecimento se mantém em São Paulo

 
 
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Marcos

O item número dois já mostra que São Paulo não tem futuro. Se ainda tem uma grande importância na economia nacional, é por inércia, apenas.

 
 
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Gustavo Soares

Só um comentário... o artigo da muita importância a industria, importância que esta não tem mais dentro da economia. Os postos de trabalho na industria tem migrado consistentemente para o setor de serviços. Outra coisa em relação a São Paulo (e é essa a razão de eu ainda morar na cidade e no estado de São Paulo) é que aqui estão concetradas grande parte das cabeças das maiores empresas industriais ou não (os principais bancos por exemplo, tem sua sede em São Paulo). Creio portanto, que a analise do Pochman falha nao analisar o contexto completo e sim alguns de seus fatores. Concordo com o comentarista que diz que o país não deve ter uma locomotiva puxando e sim uniformizar o seu desenvolvimento economico pelos melhores padrões.

 
 
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Guttemberg

Se colocar os parágrafos em que o artigo sugere soluções (os últimos) como se se referissem a outro estado, caberia em quase todos. O fenômeno detectado por Pochmann é na verdade a ocorrência de uma descentralização do poder econômico, que deixa paulatinamente de ter em São Paulo uma "locomotiva". Este movimento é inexorável, natural, e até muito bom. São Paulo que se segure e faça as transformações necessárias às adaptações fundamentais para enfrentar os novos tempos. O Nordeste, principalmente, com formação de infra-estrutura (incluindo aí educação de alto nível) aliada à mão de obra barata (em relação a São Paulo e estados mais ao sul) vai funcionar como uma China, esvaziando a economia do Sul-Sudeste.

 
 
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nilo filho

Só o maciço investimento e aprimoramento no ensino e pesquisas técnico-científicas (ciências ditas duras) podem levar ao desenvolvimento social e econômico.

 
 
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David Rodrigues da Silva

Nassif, segundo estudos recentes da USP, o que está sobrando como espólio dos 16 anos de PSDB no Estado de São Paulo e mais 12 anos de Franco Montoro...., quer dizer 28 anos de Tucanos, sobrou de concreto o desmantelamento da máquina pública, as terceirizações direcionadas para amigos do Rei, privatizações descabidas...enfim, a venda do Patrimônio Público dos Paulistas e os FAMIGERADOS PEDÁGIOS para os Paulistas. Ah! o que é visível pra qualquer um que for a São Paulo: A Mendicância....Meninos de Rua....e mais de 21 MIL de população de RUA. Isso é o espólio do Neoliberalismo SELVAGEM,levado até ás últimas consequências pelo PSDB Paulista e como presente real para o POVO Paulista. É Triste! Mas o Povo Paulista pode mudar esse quadro,varrendo do Mapa Político essa turma do PSDB/PFLDEM/PPS. Ainda há esperança! de Belo Horizonte.

 
 

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