Bens de Marcelinho e Edmundo superam os de políticos

Os ex-jogadores Marcelinho Carioca e Edmundo declararam juntos um patrimônio de R$ 61,4 milhões à Justiça Eleitoral. O valor é a soma dos bens informados por Marcelinho, de R$ 45,4 milhões, e por Edmundo, de R$ 16 milhões. Os números superam o patrimônio declarado pela maioria dos políticos brasileiros em disputa neste ano.
No cenário nacional, apenas nomes ligados a grandes empresas e ao agronegócio, como Romeu Zema (R$ 178,7 milhões) e Ronaldo Caiado (R$ 52,5 milhões), têm valores que se aproximam ou ultrapassam a fortuna dos dois ex-atletas. A comparação com políticos de carreira tradicional mostra uma diferença ainda maior. O total declarado por Luiz Inácio Lula da Silva (R$ 4,8 milhões) e Flávio Bolsonaro (R$ 8,2 milhões) somados é mais de quatro vezes menor que o montante dos ex-jogadores.
No Distrito Federal, a diferença também é grande. A soma dos bens dos principais candidatos ao Palácio do Buriti, como Celina Leão (R$ 440 mil), José Roberto Arruda (R$ 830,1 mil), Leandro Grass (R$ 285 mil) e Paula Belmonte (R$ 1,8 milhão), não chega a R$ 3,5 milhões. Esse valor representa menos de 6% do patrimônio acumulado por Marcelinho e Edmundo.
Os dados expõem a diferença na origem da riqueza entre os grupos. De um lado, estão os ex-jogadores de futebol e empresários, que acumularam patrimônio por meio de contratos de imagem, luvas e investimentos. Do outro, estão os políticos tradicionais, cujas declarações refletem salários públicos e imóveis registrados pelo valor de compra na declaração do Imposto de Renda.