PIB sobe 0,7% em maio, puxado por agro e serviços, aponta FGV

O Monitor do PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), apontou alta de 0,7% na atividade econômica em maio, na comparação com abril. Em relação a maio do ano passado, o crescimento foi de 1,2%. O resultado foi puxado pelo avanço da agropecuária e dos serviços, enquanto a indústria se manteve estável.
No acumulado em 12 meses até maio, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 1,7%. A coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, Juliana Trece, afirmou que o consumo das famílias foi o principal motor do crescimento no mês. Ela destacou, no entanto, que o resultado apresenta fragilidades: a agropecuária cresceu após uma sequência de quedas, a indústria perdeu fôlego e apenas os serviços tiveram desempenho um pouco melhor que a média do início do ano.
Pelo lado da demanda, o crescimento se concentrou no consumo das famílias. As exportações e os investimentos recuaram, o que, segundo a pesquisa, reforça a dependência desse componente e sinaliza um início de arrefecimento da economia. O Monitor do PIB antecipa a tendência do índice oficial, usando a mesma metodologia do IBGE.
Trimestre móvel e investimentos
No trimestre móvel encerrado em maio, o PIB cresceu 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. O consumo das famílias subiu 3,3%, impulsionado principalmente por serviços e bens duráveis, que responderam por mais de 60% do resultado positivo geral. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, subiu 2,0% no mesmo período, o que a pesquisa considera um fortalecimento consistente nos últimos anos.
As exportações cresceram 4,3%, com 70% do desempenho vindo de serviços, bens de capital e bens de consumo. Já as importações aumentaram 8,9%, puxadas por serviços de telecomunicação, computação e informação, além de automóveis. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 5,466 trilhões no acumulado até maio. A taxa de investimento da economia foi de 18,6% no mês.