Reino Unido ensina a montar "kit enchente" para moradores em áreas de risco

 

Fernanda Calgaro 

Especial para o UOL Notícias

Em Londres

 

 

Uma em cada seis casas na Inglaterra e no País de Gales está em área de risco de enchente. Para prevenir e minimizar catástrofes, o governo dos dois países realizou um treinamento em conjunto que envolveu mais de 10 mil pessoas durante quatro dias nesta semana. O treinamento ensinou os moradores em área de risco a montar um “kit enchente”, que inclui até uma casinha portátil para o animal de estimação.

O "kit enchente" sugerido pelo governo britânico deve contar com documentos pessoais, incluindo a apólice de seguro da casa, lanterna, rádio de pilha, celular, luvas de borracha, botas de borracha, roupa à prova d'água, kit de primeiros socorros, cobertores, garrafa de água, remédios de uso constante e comida não perecível. Se a família tiver um animal de estimação, deve incluir no "kit" uma casinha portátil.

 

O governo recomenda ainda que os moradores procurem locais mais altos para escapar da enxurrada e evitem andar a pé ou dirigir numa enchente. Gás, eletricidade e água devem ser fechados, mas, se a área já estiver alagada, não se deve tocar em nenhuma fonte elétrica para evitar acidentes.

O treino para emergências, chamado de "Exercise Watermark", foi o maior já realizado no Reino Unido e faz parte de uma lista de recomendações elaborada após uma grande enchente que atingiu o país em 2007. No total, participaram do treinamento nacional dez departamentos do governo, diversas companhias de água e energia, hospitais e escolas.

Para testar a capacidade de resposta dos órgãos governamentais e dos grupos de resgate, foram simuladas situações de enchente em diferentes cenários: aumento do nível do mar, de rios e de reservatórios. Houve desde resgate de bote a pessoas ilhadas em telhados de casas e carros até a evacuação de escolas, no caso de localidades na costa do país.

"O treinamento foi uma oportunidade única para testar o nosso tempo de resposta a desastres como enchentes. Quando estamos mais bem preparados para emergências, a recuperação é mais fácil", afirmou ao UOL Notícias Steve East, chefe técnico da Agência de Meio Ambiente da Inglaterra.

Em Londres, as comportas da barreira do rio Tâmisa, perto de Greenwich, na região sudeste, foram testadas na manhã da quinta-feira (10). Concluída em 1982, após oito anos de construção, a barreira é fechada quando o nível do rio sobe muito, para evitar que a água invada o centro da capital inglesa. Segundo East, já foi preciso fechá-la 119 vezes no período.

A ideia do treinamento é também tornar mais conhecidos programas gratuitos do governo de assistências às famílias em áreas de risco. Um deles é o cadastro dos moradores que quiserem receber informações em caso iminente de enchente. Há a opção de ser informado por celular, fax ou e-mail.

"Só em Londres, 520 mil casas correm o risco de serem afetadas por enchentes, mas somente 22% delas fazem parte desse programa de alerta e prevenção", disse East. Barreiras de metal também são oferecidas e instaladas de graça em determinadas áreas da cidade para proteger residências. Os moradores ficam responsáveis pela manutenção e podem ser processados pela prefeitura se não o fizerem.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/03/12/reino-unido-ensina-a-montar-kit-enchente-para-moradores-em-areas-de-risco.jhtm

Em Londres, as comportas da barreira do rio Tâmisa, perto de Greenwich, na região sudeste, foram testadas como parte de um treinamento nacional contra inundação

 

A maior barreira à maré do mundo é a do Rio Támis, com uma extensão de 520 metors e uma altura de 32 metros.

Após quase 13 anos de planificação e obras, foi inaugurada em 1984 pela rainha Isabel II.

Foi projetada para proteger as zonas vulneráveis do curso do rio contra as inundações provocadas pelo Mar do Norte, e consta de dez comportas móveis de aço, nove quebra-ondas e dois contrafortes.

Quatro grandes  comportas elevadas, cada uma de 60 metors de comprimento e umas 1.300 toneladas de peso, dão acesso aos principais canais de navegação.

 

Outras duas comportas menores, de apenas 30 metros, servem de entrada à dois  canais mais estreitos.

Junto aos contrafortesh há quatro comportas radiais móveis.

 

Para facilitar a navegação, quando se abrem as comportas dos canais, estas giram uns 90 graus, até que sua superfície curva ficaalojada em um vazio aberto no fundo do rio, ficando a borda superior ao nivel do fundo.

As comportas funcionam mediante um sistema hidraulico. è uma maravilhosa construção, vale a pena conferir.

http://www.maisturismo.net/barreira-do-tamisa-rio-tamisa-woolwich-londres-inglaterra/

 

 

 

 

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