Mais do mesmo, sempre um pouco pior

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Campos afirmou que o Comitê de Política Monetária (Copom) tende a elevar a taxa de juros básica da economia (Selic) na próxima semana, como meio de evitar uma disparada nos preços ao consumidor. A inflação nos doze meses encerrados em março alcançou 6,59%, segundo o IBGE. O governador não chegou a avaliar o mérito dessa possível decisão do Copom, mas afirmou ser necessário também um ajuste nos gastos públicos como meio de controlar a inflação. Conforme ressaltou, "quando a política monetária perde peso, a política fiscal ganha importância".......

Os investimentos públicos municipais - historicamente maiores do que os federais e os estaduais, sem incluir os de empresas estatais - foram reduzidos. Em especial, porque a União decidiu ampliar a renúncia fiscal a determinados setores valendo-se de impostos cujas receitas são repartidas com Estados e municípios. (integra em  o Brasil não pode 'perder 2013', afirma Campos)

Quanta contradição em tão poucas linhas! Renúncia fiscal não é política fiscal? E ele quer aumento de investimento com redução dos gastos públicos? Como ele vai conseguir isto? Só falta falar dizer que é se livrando dos marajás... Quando vamos perceber que, em muitos setores, FALTA estado?

O Brasil foi desmontado ao longo das últimas décadas em setores fundamentais. Não é capaz nem de acompanhar o que acontece nos vários setores da economia. Não controla mínimamente as concessões com que presenteou as péssimas operadoras de serviço público que deitam e rolam com a grana obtida do nosso bolso. Oferecem em troca a porcaria que aí está. 

Aonde está a telefonia de qualidade? E a energia? E a banda larga? E o preço melhor decorrente da "competição"? E a infraestrutura das estradas privatizadas? E as linhas de metrô? E as ferrovias? E o "autorregulado" mundo feliz da livre concorrência?

É curioso não ver uma única linha nos comentários e críticas econômicas à respeito das fusões e vendas ocorridas em vários setores na últimas décadas. Gigantes tomaram conta de setores básicos da produção, distribuição e até mesmo do comércio. Será que a pressão inflacionária não tem nada a ver com isto tudo? Não, claro que não: A culpa é do tomate!!! E do governo que gasta muito...

Qual é afinal a RECEITA de Eduardo Campos? É um receituário digno de defuntos neolibs que deixam o fruto de suas ações para serem colhidos pela população desempregada na Europa. Nesta perspectiva, até o Trololó tem suas chances aumentadas.

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