Queixa sobre falta de recompensa pela Mendes Júnior

Um amigo meu foi executivo de uma subsidiária da Mendes Júnior (Caulim do Pará S.A.) na década de 70 e responsável pelo projeto Caulim, que deu origem à maior mina de caulim do Hemisfério Sul, localizada no Pará. A transferência dos direitos minerários da MJ para a empresa francesa Imerys, ocorrida em 1996, foi uma transação no valor de R$ 51,6 milhões (na época equivalente a US$ 51,6 milhões). Este valor foi publicado no Diário Oficial do Estado do Pará, no balanço anual da Imerys, aparecendo como um item do Imobilizado, sob a rubrica de "Direito de exploração de jazida". Este direito deriva diretamente do Decreto de Lavra no. 81.944, de 11 de julho de 1978, assinado pelo Presidente Ernesto Geisel e pelo Ministro Shigeaki Ueki, cobrindo uma área de 10.000 hectares (ou seja, 100 km2).

Tendo deixado a Mendes Júnior em 1982, ele nunca foi procurado por Murillo Mendes para receber uma recompensa por esta transação milionária, realizada em 1996. Na época MM estava supostamente com a cabeça quente por conta das disputas judiciais com o Banco do Brasil (obras do Iraque) e com a Chesf e governo de Pernambuco (usina de Itaparica). Tudo indica que houve um lamentável esquecimento de recompensar o meu amigo pelo belo negócio do caulim. Esta mina propicia exportações da ordem de US$ 200 milhões anuais para o caixa da Imerys, sediada em Paris. Meu amigo já tentou várias vezes ser recebido por Murillo Mendes, mas ele não lhe concede essa oportunidade. A falta de qualquer recompensa é um caso inédito na história da mineração brasileira.

Imagens: 
Mina de caulim da RCC-Imerys, em área de 100 km2 , resultante do decreto de lavra outorgado originalmente à Mendes Júnior.
Outra vista da mina de caulim da RCC-Imerys, na bacia do rio Capim.
Prospecção de caulim na área dos alvarás de pesquisa concedidos pelo DNPM à Mendes Júnior em 1971.
Vista do acampamento da Mendes Júnior, à margem esquerda do rio Capim, no início do projeto.
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