EM CRISE SISTÊMICA O CAPITALISMO QUER NOS LEVAR AO XIBALO

A Plutocracia e o rentismo espalham fascismo e terror pelo mundo atacando até mesmo as amenidades keynesianas. No terceiro mundo e em países em desenvolvimento, como o Brasil, golpes de estado engendram perversas ações sobre os direitos sociais dos trabalhadores e buscam a discórdia e distensão entre a classe média, como a nova chibata política, e o conjunto dos trabalhadores, urbanos e rurais, levando esses setores aos instintos humanos mais primitivos.

O capitalismo, que já se sabe criador de crises cíclicas e endêmicas, ora está enfurnado num beco sem saída e seus defensores, políticos, intelectuais, técnicos, gestores e financistas não conseguem sair da epidemia sistêmica que expõe as mazelas de um sistema econômico-social que sempre teve na exclusão, exploração e acumulação das riquezas, por uma minoria, os seus três maiores pilares e a imposição à maioria ao xibalo e infortúnio social crônico.

No artigo, que compartilho aqui, Edmilson Costa, (A crise econômica mundial, a globalização e o Brasil. Costa, Edmilson. São Paulo: Edições ICP, 2013.) faz um sumário de seu livro, esse uma explicação mais completa sobre a diferença entre crises cíclicas e crise sistêmica do capitalismo, que sinalizo nesta expressão do autor: "A crise sistêmica global ocorre num momento em que o capitalismo se transformou num sistema mundial completo, com a internacionalização da produção e das finanças, profunda reconfiguração de seu sistema de produção, com a emergência das tecnologias da informação, internet, da microeletrônica, biotecnologia, automação industrial, nanotecnologia, entre outros, e uma superacumulação de capitais em escala global, o que levou o sistema a buscar saída na financeirização da riqueza e na especulação financeira global."

Compreender a criticidade dessa crise capitalista, que vivemos neste início do século XXI, é crucial para as classes trabalhadoras e médias das sociedades, notadamente de países como o Brasil, não apenas para que evitemos ou estanquemos retrocessos, em todos os níveis, mas, sobretudo, para que busquemos fórmulas para atravessarmos esse cataclismo econômico e construirmos um novo sistema econômico moldado sobre novos pilares de humanismo, includentes e sustentáveis, ambientais, sem acumulação de riquezas e respeitando o meio-ambiente, e onde as relações de trabalho, em todas as suas especificidades, não mais sejam sobre bases de exploração e especulação. O terremoto, que ronda o capitalismo com suas catastróficas consequências, exponencialmente mais críticas e graves do que tudo que já vivenciamos, e a história das sociedades humanas nos contam, tem que nos alertar e sinalizar, de uma vez por todas, que um outro mundo é possível, se é que queremos de fato preservar o nosso planeta, e consequentemente a raça humana, da extinção.

Referências:

1) "A crise econômica mundial, a globalização e o Brasil". Costa, Edmilson. São Paulo: Edições ICP, 2013.

2)“A natureza da crise sistêmica global: às vésperas do choque das placas tectônicas do capital”. Artigo, escrito por Edmilson Costa, para o jornal PRAVDA.RU, em 30/05/2016, acessível na home page: http://port.pravda.ru/mundo/30-05-2016/41069-vesperas_choque-0/

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