Escassez de emprego só cria 1.313 vagas no interior do AM

A Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento (Seplan) divulgou, há poucos dias, o Anuário do Emprego Formal do Estado do Amazonas de 2010. De acordo com a publicação, o Estado gerou, naquele ano, 20.813 novos postos de trabalho, o que parece pouco quando confrontado com o contingente populacional do Estado, de 3,48 milhões de pessoas, realmente é muito pouco.

Os números divulgados pela Seplan, que englobam estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dão uma visão panorâmica, se não da miséria que impera entre os 1,68 milhões de pessoas que vivem no interior do Amazonas, pelo menos da ausência de políticas públicas voltadas para criar atividade econômica e renda nos municípios amazonenses.

Para se ter uma ideia de quanto o Estado está abaixo das necessidades de geração de emprego, talvez seja suficiente dizer que 93,70% dessas novas vagas foram criadas na capital. Isto é, o Polo Industrial de Manaus (PIM) praticamente monopoliza a criação de novos empregos no Amazonas.

Tal afirmação é corroborada pelos números exibidos nos demais municípios que criaram, naquele ano, apenas 1.313 novos postos de trabalho, ou 6,31% do total criado no Amazonas, com o agravante de que, desse total, 386, o equivalente a 29,40%, foram criados no município de Itapiranga, que parece ter descoberto atividade econômica melhor do que a extração do petróleo, já que em Coari, no mesmo ano, o saldo de vagas foi de exatos 200 novos postos.

Dos 62 municípios do Amazonas, incluída a capital, apenas 28, equivalentes a 45,16%, apresentaram alguma geração de novos postos de trabalho em 2010, os demais 34, ou 54,84%, tiveram crescimento zero ou apresentaram redução no número de postos de trabalho com carteira assinada.

Os oito municípios que criaram o maior número de empregos, incluindo Manaus, somam riqueza de R$ 51,80 bilhões, equivalente a 91,60% do PIB do Amazonas. No entanto, ao excluir a capital desse contingente, a soma de riqueza dos sete municípios restantes totaliza R$ 4,35 bilhões, ou 7,46% do PIB estadual.

Os sete municípios que mais criaram postos de trabalho formal no interior, em 2010, foram Coari, 200; Iranduba, 97; Itacoatiara, 94; Itapiranga, 386; Manacapuru, 254; Presidente Figueiredo, 146 e Tefé com 92. Resumindo, esses sete municípios criaram 96,64% dos empregos que surgiram no interior no ano de 2010. Aos demais 27 municípios couberam apenas 44 novos postos, não evoluíram ou tiveram redução no número de empregos.

Do lado dos municípios que tiveram redução no número de postos de trabalho, os três mais atingidos foram Parintins, perdeu 119 vagas; Novo Airão, perdeu 31 e Careiro ficou sem 26 empregos. O PIB desses três municípios soma R$ 505,02 milhões e o que tem maior PIB per capita é Parintins, com R$ 4,95 mil.

Enquanto Manaus exibe um PIB per capita de R$ 26,33 mil, do qual só chega próximo o município de Coari, que tem na atividade petrolífera o remo impulsionador de sua economia, com R$ 25,37 mil. Os demais municípios sobrevivem na pobreza propiciada por uma riqueza total de R$ 10,84 bilhões a resultar em PIB per capita de R$ 6.443,87.

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