A política paulista: transição ou crise? II

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Há algum tempo postei aqui algumas reflexões sobre o momento pelo qual passa a política paulista. Elas podiam ser resumidas nas suas frases finais:

"Enfim, parece que vivemos o fim de mais uma etapa. O eixo de gravidade da política parece que se desloca, ainda que lentamente, para fora de São Paulo.

A política paulista é neste momento, pelo menos, no meu entender, um pássaro na muda."

Pois bem, agorinha mesmo lendo Jânio de Freitas creio que encontrei um inesperado eco àquelas reflexões.

JANIO DE FREITAS

Os dois fenômenos Leia mais »

Indústria Agrícola

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Muito interessante a reportagem deste domingo na Folha. No caderno Mercado, sob o título:

Safra recorde gera busca por tecnologia

Novas máquinas ajudam o produtor a atender demanda internacional e aumentam a projeção de colheitas futuras

Infraestrutura de transportes e câmbio desfavorável limitam lucros e impedem aumento da produção 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2404201106.htm

Neste blog mesmo, por várias vezes, tenho encontrado opiniões que, versando, a maioria das vezes, sobre a nossa perda de competitividade em exportações de manufaturados, alegam ser nossas exportações, fortemente apoioadas em commodities agrícolas e agropecuárias, de baixo valor agregado. Leia mais »

Quem não tem papel da recado pelos muros. Viva Raul.

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Em São Paulo as ruas não são públicas, são do prefeito. Que é um homem triste, o tal rei mal coroado que não queria o amor em seu reinado, pois sabia, não ia ser amado (viva Vandré, também).

O prefeito também é o dono da imobiliária, assim, em São Paulo, não limpamos as ruas nem desassoriamos rios, mas, em compensação, batemos e mandamos para cadeia os artistas de rua. 

A respeito da prisão de grafiteiros aqui em São Paulo deixei o seguite comentário:

Como diz Gabriel,o Pensador:

"Eles querem a paz, mas a paz é contra a lei e a lei e contra paz".

Basta substituir a palavra paz por arte. E fica assim:

"Eles querem a arte, mas a arte é contra a lei e a lei é contra a arte". Leia mais »

Imagens: 
Permitam apresentar lhes o "homem-mamute"

Bolsonaro, um breve estudo de caso. Ou, o buraco é mais embaixo

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Toda essa movimentação em torno do “affair” Bolsonaro acabou levando-me a uma série de indagações.

Não assisto ao CQC. Para mim, o Cague-Quem-Cague que se cague.

Logo, peguei mesmo foi a repercussão.

De cara achei, e continuo achando, que é muito calor e pouca luz. E que tem quem está “surfando na onda”. Não me parece que Preta Gil, Bolsonaro ou CQC sejam “surfista”, creio mais que a coisa simplesmente aconteceu. Os surfistas vieram depois.

Porém a reflexão sobre tudo que eu li em relação ao assunto e algo meio difuso que venho observando no nosso modelo social me trouxeram uma preocupação: acho que o buraco é mais embaixo.

Minha leitura do caso Leia mais »

Dos tiranetes de aldeia

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Na Folha Online a matéria abaixo.

Fora a tentativa de ganhar mais alguns, fora a paixão por burocracia alguém poderia explicar a relevânia da portaria citada na matéria.

Na minha opinião, ela é muito grande e revela um fato gravíssimo.

Temos grupos decidindo sobre nossas vidas sem nosso controle.

A vida em sociedade é regulada por leis. Tem de ser assim, ou se estabeleceria a "lei do mais forte".

Leis são muitas vezes, para o bem do coletivo, restritoras de direitos individuais. Uso aqui o termo direitos individuais no "lato senso".

Leis criam obrigações que talvez eu preferisse não ter, se dependesse apenas da minha vontade.

Por isso, no estado de direito que nos proporciona a democracia, leis são discutidas e aprovadas por um congresso de representantes do povo livremente eleito por esse povo. São sancionas por um executivo livremente eleito pelo povo. Sua constitucionalidade pode ser quetionada no judiciário, podem ser vetadas e ter esse veto derrubado.

Enfim, eu posso não gostar de uma lei, mas eu participei ainda que indiretamente, mas muito próximo, da elaboração desa lei. Leia mais »

De boas intenções o inferno está cheio

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Sob o título de “MEC nega fechamento de escolas especiais” o blog discutiu sobre o fechamento, até o fim do ano, do Colégio de Aplicação do Instituto Nacional de Surdos (Ines), em Laranjeiras, e do serviço de ensino fundamental para deficientes visuais do Instituto Benjamin Constant, na Urca, ambos na cidade do Rio de Janeiro.

O assunto é recorrente, infelizmente, porém, é mais um grito de alerta sobre a marcha de insensatez que estamos trilhando.

Na minha modestíssima opinião, toda essa guerra entre a educação inclusiva X a "educação inclusiva" é um grande equívoco onde as únicas vítimas são as crianças. Leia mais »

Agnelli passou a bola?

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Em um post atrás Nassif cita uma reportagem da Folha em que notaria-se pelo título do post um recuo de Roger Agnelli na sua campanha de se manter na presidência da Vale - Roger Agnelli baixa a bola.

Lendo a Folha deste sábado creio que o melhor seria dizer Roger Agnelli passou a bola - para a Folha.

E neste domingo o passa bola continua com Elio Gaspari

VALE X BUFFETT
O comissariado resolveu derrubar Roger Agnelli da presidência da Vale. Se ele cometeu algum erro, foi o de se aproximar demais do Planalto.
Quem comprou R$ 1.000 em ações da Vale em 2001, quando Agnelli assumiu a presidência da empresa, tem hoje R$ 16.830. Se tivesse entregue a mesma quantia ao mago Warren Buffett, teria uns R$ 2.000. O trabalhador que aplicou os mesmos R$ 1.000 de seu FGTS na Vale em março de 2002 tem agora R$ 13.230.

Sábado

Editorial pagina A2 Leia mais »

A direita brasileira, isso existe?

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Houve recentemente uma discussão interessante aqui no blog que infelizmente não pude acompanhar, versava sobre o espaço que a direita tem no Brasil. Essa e a agora discussão sobre o “novo” partido do Kassab me levaram a uma dúvida.

O Brasil já teve um partido de direita ideológico? Leia mais »

Japão, não tenho a palavra certa

A participação da elite na política paulista

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Dias atrás comentei sobre o período de muda da política paulista. 

Diante de uma análise pessimista sobre o futuro do protagonismo de políticos paulistas no cenário nacional, perguntava-me onde estão as ruas, onde estão as praças. Buscando nelas a fonte primeva da política, os movimentos populares.

A praça é do povo como os ceus são do condor!

As praças e os ceus também podem ser dos tanques e helicópteros militares da repressão, como na da Paz Celestial em Pequim ou no Vila Euclides em São Bernardo e agora na Líbia, mas antes, e ante, dos tanques e dos helicópteros está o povo.

As praças e ruas paulistas não estavam vazias. Na minha opinião estavam cheias de gente apressadas como sempre, mas cada uma cuidando de suas vidas.

De repente, as ruas de novo. E aí está o movimento contra o aumento das passagens de onibus da Prefeitura de São Paulo. Não são muitos, no protesto de ontem, como noticiado pela Folha de hoje, seriam 200 almas, mas estão nas ruas. A reportagem é de Vinícius Queiroz Galvão e traz nela um tesouro escondido em uma única linha, mote para o título deste post. Leia mais »

Qualidade de morte

Na Folha de hoje, um texto curto e instigante, uma reflexão para quarta de cinzas.

Ainda que a pobreza torne a vida difícil, é ingênuo pensar que a riqueza, por si só, seja capaz de resolver os enigmas que a existência nos impõe Leia mais »

http://www.youtube.com/watch?v=hiO24wBC04Q

Porque não sei fazer versos à minha filha

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Porque não sei fazer versos à minha filha eu os roubo.

De Gilberto Gil:

Super-Homem, a Canção

Um dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria

Que o mundo masculino tudo me daria

Do que eu quisesse ter

Que nada, minha porção mulher que até então se resguardara

É a porção melhor que trago em mim agora

  É o que me faz viver Leia mais »

Vídeos: 
Veja o vídeo

A política paulista: transição ou crise?

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A questão é que, para o bem e para o mal de São Paulo, tanto PT como PSDB foram, e são até hoje, em grande parte, fortemente paulistas. E esses dois partidos têm dirigido o Brasil nas duas últimas décadas.

Assim seus políticos têm já de início a esfera federal como alvo e não a construção de uma carreira local para depois alçar postos nacionais.

Foi assim que se construiu a política na redemocratização e principalmente após a morte de Tancredo.

A morte de Tancredo tirou Minas, sempre tão influente, do jogo político federal trágica e inesperadamente. Itamar não conta, é café-com-leite. E aqui, esse café-com-leite não é designativo de alguma simpatia dele com São Paulo; permiti-me uma pequena maldade com o homem de topete.

O poder político e o econômico estavam em São Paulo naquele momento. Leia mais »

A velha midia nos tempos de Lula e internet

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Será possível manter num governo Dilma mais quatro anos da guerrilha preconceituosa que a grande imprensa conservadora, ou o PIG, como a chamamos, vem praticando com o Lula?

Será, então, 12 anos, mais de uma década seguida de ataques diários, diuturnos.

Não creio.

Lula deverá representar um fim de era, vitorioso, mas fim de era.

Com Dilma no poder, FHC e Serra serão nomes do passado. Tais como, ACM, Covas, Tancredo, Brizola, Montoro, Arraes, já mortos ou Sarney, o último coronel, ainda vivo, seus nomes remetem ao passado. Não são viáveis mesmo para um futuro próximo, por exemplo, 2014.

O próprio Lula não será provavelmente viável além da condição de reserva moral, importantíssima. Leia mais »

Por que o cagão do Dunga fez-me lembrar o nojo de Ulisses Guimarães

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Há alguns dias o colega Alex, alí no blog do Nassif, convidava-nos a um boicote à Globo (salvo outra coisa, dada a minha memória) e citava o apoio do torcedor brasileiro ao técnico Dunga no entrevero com um jornalista, seu xará Escobar; comprovado por uma pesquisa da  UOL onde 13 mil visitantes deram tal opoio numa vitória acachapante em relação aos contrários.

Ponderei, 13 mil almas são uma pálida representação da torcida brasileira.

Eu, por exemplo, nem soube da tal pesquisa UOL, porém, se fosse votar, estaria com os 10% que não estão com nenhum dos dois, Globo ou Dunga, ou melhor, que estou contra os dois. Não tenho nada a favor da hegemonia da Globo e um bocado contra. Ela só tem servido para estabelecer falsos consensos e buscar a padronização da população em favor do domínio do  pequeno grupo de sempre. Tema longo, sobre o qual palpitaria com gosto, mas não neste momento.

Já em relação a Dunga, na minha opinião, tratasse de um temporão filhote da ditadura. E a essa, como nos ensinou Ulisses Guimarães, devemos ter horror e nojo. Leia mais »