O desafio da comunicação pública

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Esta coluna é de 10 de janeiro passado. Antes, portanto, dos boatos sobre Bolsa Família, dos movimentos nas redes sociais que resultaram nas passeatas e antes da onda atual sobre a Copa do Mundo.

Republico.

Coluna Econômica

Em qualquer grande organização privada, a comunicação pública é peça central. Não apenas para combater momentos de crise como para orientar públicos interno e externo, consumidores, funcionários e acionistas sobre objetivos, filosofia da empresa, estratégias etc.

Por isso mesmo, é impressionante o desaparelhamento do setor público brasileiro, em todos os níveis, em relação a esse tema, ainda mais nesses tempos de Internet, redes sociais e notícias online.

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Há duas características fatais no jornalismo:

1. A tendência histórica de escandalização de cada tema. Mesmo quando as informações são verdadeiras, basta forçar  um enfoque - especialmente nos temas mais técnicos - para desvirtuar totalmente seu sentido.

2. Com as redes sociais, há o fenômeno da expansão viral das notícias, que tende a crescer exponencialmente.

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Por tudo isso, o monitoramento diuturno das redes sociais - e a pronta resposta às notícias ali disseminadas - faz parte da estratégia de toda grande organização.

O prejuízo à União causado pelo descompasso nas obras

Do Valor

Obras em descompasso dão prejuízo de R$ 2 bi à União

Por André Borges

Falta de planejamento e falhas na execução de dois megaprojetos de infraestrututura na Bahia - a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, complexo portuário de Ilhéus - trarão um desperdício de R$ 2 bilhões em recursos públicos. A construção da Fiol, que ligará o sertão baiano ao litoral do Estado, pressupõe, na ponta dos 1.000 km de trilhos, um porto para o escoamento da carga. Mas a ferrovia deverá ficar pronta em dezembro de 2015, três anos e meio a quatro anos antes da conclusão prevista do complexo Porto Sul, em junho de 2018, e ficará todo esse tempo sem utilização - ou com nível de operação desprezível. Leia mais »

Secretário do Tesouro nega manobras contábeis

Do Estadão

‘A ação do governo foi normal e usual’, diz secretário do Tesouro

Arno nega que o governo tenha feito manobras contábeis e indica que a meta fiscal de 2013 pode não ser cumprida

Adriana Fernandes,

BRASÍLIA - Depois de uma enxurrada de críticas à condução da política fiscal, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin saiu em defesa das operações financeiras realizada no última dia de 2012 para garantir o cumprimento da meta de superávit primário, a economia feita para o pagamento de juros da dívida pública. Segundo o secretário, a ação do governo foi "absolutamente normal, previsível e usual".

Para o chefe do Tesouro, o governo usou os recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB) e os dividendos pagos pela Caixa Econômica Federal e o BNDES para compensar o resultado ruim das contas dos Estados e municípios, que fizeram apenas metade da meta de fiscal estipulada para 2012.

Augustin acusou os críticos de aproveitarem um momento de "transição" da economia para desgastar o governo. O secretário sinalizou ainda que a meta fiscal fixada para 2013 - uma economia equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) - pode não ser cumprida novamente. "Há bastante tempo que, em tese, o superávit primário pode ser um pouco menor." Leia mais »

A Copa de 2014 e o debate sobre desenvolvimento urbano

Por Assis Ribeiro

Da Agência Brasil

Curitiba oferece oportunidade para discutir o melhor modelo de desenvolvimento urbano do país

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Para o advogado Thiago Hoshino, integrante do Comitê Popular de Curitiba, a Copa do Mundo pode ser encarada como uma oportunidade para discutir o modelo de desenvolvimento urbano adotado no país. "Nenhum dos comitês da Copa do Mundo está falando, na verdade, de esporte. Estamos falando de cidade. Os grandes eventos são só uma pequena face, mas que aceleram muito esse processo de desenvolvimentismo [já que] se legitima qualquer coisa em nome do evento", avalia.

A exemplo de Porto Alegre, os curitibanos organizados no comitê também já apontam conquistas do processo de mobilização. Uma das ações destacadas por Hoshino é a obra do corredor metropolitano que abrange oito municípios, além da capital. "Pelo trajeto original, que tinha sido publicado pelo governo, uma projeção feita pelo Observatório das Metrópoles apontava para a remoção de pelo menos 1,1 mil unidades", relembra. Leia mais »

As confusões entre privatização e concessão

Por JC

Nassif, acho este texto do Kliass bastante didático. Muita gente ainda confunde privatização com concessão. Privatização é um termo mais abrangente, que inclui a concessão à iniciativa privada de funções que poderiam ( ou deveriam ) ser executadas pelo Estado.

Comparar os dois termos é um erro. A concessão está embutida na privatização quando é feita a iniciativa privada, incluindo a disponibilização de bens públicos, assim como está embutida na privatização a venda de empresas que pertencem ao Estado. Lembrando sempre que a concessão pode ser feita também a empresas públicas, que era o modelo existente até os anos 90. A COPEL, por exemplo, continua sendo pública é detentora da concessão de distruição de energia no Paraná. 

Há ainda que se esclarecer a existência de bens reversíveis previstos nos contratos de concessão da exploração de serviços públicos feitos durante o governo FHC, que muita gente desconhece, achando que foi tudo vendido a essas empresas como a Telefônica, Brasil Telecom, etc, mas na verdade não foi, esses bens continuam sendo do poder concedente conforme a Lei nº 9472 de 16/07/1997. Em 2006, através daResolução 447 é que a Anatel permitiu a venda e alienação desse bens, sob consulta, e agora, em 2011, é que a Anatel, através da CONSULTA PÚBLICA Nº 52  abriu a guarda e está permitindo a venda e alienação desses bens até determinado valor sem precisar de aprovação prévia. Leia mais »

Gestão Dilma criará sistemas de metas

Dilma criará metas para ministérios, inspirada no setor privado e em planos da China

A gestão é um dos temas que a oposição pretende levar para o embate eleitoral nas eleições presidenciais em 2014

O Globo

BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff quer marcar a segunda metade do seu mandato pela eficiência e criar metas concretas para cobrar resultados efetivos de todas as pastas da Esplanada dos Ministérios.

Para isso, deu até o fim de fevereiro para que apresentem compromissos realistas e indicadores da evolução de cada uma das áreas. A ideia é criar um sistema semelhante ao que já existe em grandes empresas privadas, mas com a visão de longo prazo dos planos quinquenais da China.

Os planos feitos pelos ministros de Dilma deverão ser avaliados pela presidente de modo que, até o final deste semestre, já se possam desenhar a estratégia e as metas a serem perseguidas pelas diversas áreas do seu governo. A gestão é um dos temas que a oposição pretende levar para o embate eleitoral nas eleições presidenciais em 2014.

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As medidas antienchente de Haddad

Por Assis Ribeiro

Do Viomundo

Professor aprova medidas antienchente de Haddad e alerta: “Piscinões, não!”

por Conceição Lemes

Após reunir-se com um grupo de secretários e assessores, o novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou ontem, seu primeiro dia de trabalho, 16 medidas emergenciais para combater as enchentes na capital. O repórter Evandro Spinelli, da Folha de S. Paulo, listou-as: 

1. Coordenar ações de limpeza de ramais, galerias e bocas de lobo. Diminuir a periodicidade das limpezas de bimestral para quinzenal nos 132 pontos de reincidência de alagamento e nas sub-bacias de maior risco.

2. Estabelecer convênio entre a Prefeitura e a Sabesp para o uso de caminhões de hidrojatos no período de chuvas para reforçar a estrutura existente nas Subprefeituras.

3. Solicitar às concessionárias a instalação de contêineres em pontos estratégicos nas regiões do Brás, Bom Retiro, Santa Efigênia, 25 de Março e Pari para o despejo de lixo comercial em larga escala.

4. Dotar as Subprefeituras com estrutura de cavaletes, cones e faixas de sinalização, bem como planos de desvio de rota para atuarem emergencialmente em situações de alagamento até a efetiva operação da CET. Leia mais »

Dividas de estados e municípios terão Selic como teto

Do O Globo

União reduz juros para estados e municípios

Dívidas serão corrigidas a uma taxa de 4% mais inflação pelo IPCA

CRISTIANE JUNGBLUT

BRASÍLIA – O governo cumpriu a promessa feita aos governadores e enviou ao Congresso projeto de lei complementar que altera o indexador utilizado na correção das dívidas de estados e municípios junto à União. Em dezembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometera a um grupo de senadores que a medida seria adotada em 2013. Segundo a proposta protocolada ontem no Congresso, as dívidas serão corrigidas a uma taxa de juros de 4% ao ano, mais a variação da inflação medida pelo IPCA. Hoje, os juros variam de 6% a 9% ao ano e é aplicado o IGP-DI. Os governadores reclamam que a atual fórmula “encarece” os débitos, a maioria queria juros de 2% mais IPCA.

Mas o projeto estabelece que a Taxa Selic, hoje em 7,25%, seja usada como teto para a correção. Sempre que os encargos calculados com base na nova fórmula forem maiores que a Selic do mês, eles serão substituídos por esta. Leia mais »

Haddad orienta equipe para reduzir gasto de custeio

Por Demarchi

Do Valor

Haddad pede redução de gasto de custeio e lança pacote contra enchente

Por Cristiane Agostine | Valor

SÃO PAULO - Em seu primeiro dia como prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) orientou sua equipe de governo a reduzir gastos com custeio para tentar elevar os investimentos na cidade. Haddad, no entanto, não estabeleceu metas para o corte de gastos. Após reunir-se por quatro horas com secretários na tarde desta quarta-feira, o prefeito lançou um pacote emergencial para combater as enchentes na capital.

Haddad disse ter pedido a seus secretários a revisão dos gastos da prefeitura. “São Paulo hoje compromete praticamente todo o seu Orçamento com o custeio”, disse o prefeito, em entrevista na sede da Prefeitura de São Paulo.  “O nosso investimento hoje, per capita, é a metade do Rio de Janeiro”, afirmou. Segundo a equipe de Haddad, o investimento per capita da capital paulista é de R$ 264,30, enquanto no Rio é de R$ 526,72. “Há uma orientação no sentido de buscar economia de custeio”, afirmou. Leia mais »

A difícil missão de Haddad na prefeitura de São Paulo

Por Assis Ribeiro

Do Blog da Cidadania

A hora e vez de Fernando Haddad

Eduardo Guimarães

No primeiro dia de 2013, nos quatro cantos do país milhares de prefeitos tomarão posse, mas, ao longo dos próximos quatro anos, as atenções se voltarão àquela que promete ser a gestão municipal que mais terá potencial para influir decisivamente na grande política nacional.

Para quem gosta de misticismos ou de numerologia, o paulistano Fernando Haddad é um prato cheio. No próximo dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, já no comando da cidade ele cumprirá meio século de vida.

O simbolismo vem a calhar para a importância que terá a gestão do mais eminente membro da nova geração de políticos que o PT, por graça e obra do ex-presidente Lula, começou a dar ao país no primeiro dia do ano retrasado, com a posse da presidente Dilma Rousseff.

Não será fácil, porém, a missão do novo prefeito. Assume o comando de uma megalópole mergulhada no caos, ainda que, do ponto de vista financeiro, graças à boa situação do país não enfrente problemas de relevo. Leia mais »

Os novos prefeitos e o jogo político

Por Edmar Roberto Prandini

Comentário ao post "Com os novos prefeitos, o arejamento da política"

Nassif,

Leio o seu texto com imensa vontade de que sua previsão quanto aos valores que se pretenderiam hegemônicos de fato os fossem:

" Por todos os lados, vê-se os novos valores que deverão ser hegemônicos, daqui por diante, nas políticas públicas de todos os níveis:

1. O primado da inclusão social e do combate à miséria absoluta.

2. O desenvolvimento de formas de participação popular, com fortalecimento das organizações da sociedade civil.

3. O uso de ferramentas modernas de gestão.

4. As parcerias com o setor privado. "

Mas, lamento, não observo o mesmo que você nas realidades às quais dirijo meu olhar. Creio que Fernando Haddad poderá efetivamente dedicar-se cotidianamente a imprimir uma gestão radicada nestes valores que você aponta, mas não espero o mesmo de Fruet, Fortunatti, Paes. Como citaram os demais comentaristas, Márcio Lacerda, por seu turno, é uma tragédia. Leia mais »

Os 31 subprefeitos da gestão Haddad

Por Demarchi

Em Observação 

Do Estadão

Os 31 subprefeitos confirmados para a gestão de Haddad

Diego Zancheta e William Castanho, de O Estado de S. Paulo 

O Estado antecipa os nomes dos 31 subprefeitos da administração Haddad. As informações foram obtidas com exclusividade.

Aricanduva: Dilian Guimarães
Butantã: Luiz Felippe de Moraes Neto
Campo Limpo: Sérgio Roberto dos Santos
Capela do Socorro: Cleide Pandolfi
Casa Verde: Nelma Lucia Heiffig
Cidade Ademar: Francisco Lo Prete Filho
Cidade Tiradentes: Andreia de Souza Luz
Ermelino Matarazzo: Claudio Toshio Itinoshe
Freguesia do Ó: Eduardo Peres Palia
Guaianases: Adriana Neves da Silva Morales
Ipiranga: Luiz Henrique Girardi Leia mais »

Haddad quer aprovação de leis para realizar reforma urbana

Da Folha

Haddad promete realizar reforma urbana na cidade

Criação do Arco do Futuro é apontada como modelo para "repensar a cidade"

Prefeito fala em reduzir desigualdade social, o número de moradores de áreas de risco e melhorar os serviços

DE SÃO PAULO
O modelo de desenvolvimento que São Paulo adotou nos últimos 80 anos se esgotou e a principal contribuição da Câmara neste mandato será aprovar as leis que propiciarão a reforma urbana, começando pelo Plano Diretor.

A afirmação é de Fernando Haddad (PT), que tomou posse ontem como prefeito de São Paulo após ser eleito tendo como uma de suas principais propostas a criação do que sua campanha chamou de Arco do Futuro.

O arco, no entorno dos rios Tietê e Pinheiros e as avenidas Cupecê e Jacu-Pessego, corresponde à área que seria revitalizada para proporcionar a criação de empregos mais próximo de onde as pessoas moram, além da construção de mais moradias na região central da cidade. Leia mais »

Alguns dos problemas da cidade de Natal

Por Leilane

Comentário ao post "Com os novos prefeitos, o arejamento da política"

LN,

Sou do RJ e vim passar o fim de ano em Natal /RN, a cidade é de uma beleza natural estupenda!!! Mas é desalentador ver o abandono que a cidade se encontra, são tantas as mazelas que  somente na área que fiquei, Praia da Ponta Negra, é de uma tristeza só, calçadas com buracos que cabe um carro, um fedor vindo do calçadão insuportável, falta de limpeza, de ordem, ! No dia 31 às 15hs foi cancelado a festa de passagem do ano na praia, uma falta de respeito com a população sem tamanho!A cidade está um verdadeiro abandono! A população da cidade de Duque de Caxias, no RJ, pode dar as mãos aos natalenses!!! Uma vergonha só. Até às 19 Hs o Prefeito não havia tomado posse. No RJ e SP há esperanças reais...mas aqui tenho minhas duvidas!!! Leia mais »

Uma CPI para a revista Veja

AS MAIS LIDAS EM 2012

Em 23/04/2012

Por Luis Nassif

Coluna Econômica - 22/04/2012

O delegado Paulo Lacerda tinha tudo para ser um ícone do funcionalismo público. Funcionário exemplar, foi responsável pela transformação da Polícia Federal em uma organização eficiente e peça chave na luta contra a corrupção e o crime organizado.

A virada da PF foi o primeiro alento, para o cidadão comum, de que o crime organizado poderia ser combatido de forma eficiente pelo Estado.

Nomeado para a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), estava pronto a repetir o trabalho na PF e a dotar o Sistema Brasileiro de Inteligência (o SISBIN, a coordenação das diversas agências públicas no combate ao crime organizado) em uma organização exemplar. Leia mais »