Boatos, acusações e interesses

Sobre as novas acusações de Marcos Valério, divulgadas em manchete de primeira página pelo jornalecão O Estado de São Paulo, um pouco de desconfiança não faz mal a ninguém. Não há provas de que aquilo que o empresário disse à procuradoria-geral da república sobre o ex-presidente Lula é verdadeiro, mas há evidências significativas de que existem interesses fortes por trás de mais esse episódio de tentativa de desmoralização do PT e do ex-presidente Lula.
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Brasil tem a menor percepção de corrupção entre os Brics

Por Gunter Zibell - SP

Do Terra

Relatório: Brasil é país com menor percepção de corrupção entre Brics

O Brasil ocupa a 69ª posição entre os 176 países do Índice de Percepção da Corrupção em 2012, publicado nesta quarta-feira pela ONG alemã Transparência Internacional (TI). O País subiu quatro posições em relação à edição de 2011 do mesmo relatório e repetiu a posição alcançada em 2010.

Em uma escala de zero (corrupção generalizada) a cem (ausência total de corrupção), a pontuação brasileira foi 43. Os números são piores que os apresentados por nações como Butão (63), Ruanda (53), Turquia (49), Omã (47) e Gana (45). Por outro lado, Itália (42), Sérvia (39), Grécia (36) e Ucrânia (26) são algumas das nações onde a corrupção é mais percebida do que no Brasil.

O índice da Transparência Internacional é baseado no histórico e na reputação das instituições nacionais de cada país. De acordo com o site da entidade, pesquisas de opinião e avaliações neutras sobre corrupção são a base do estudo, que, portanto, não aponta os países "mais corruptos", mas sim aqueles onde o problema é mais sentido. Leia mais »

Empresas do Porto de Santos se beneficiaram de esquema

Do Estadão

Esquema de venda de pareceres atuou por mais três empresas

Em e-mails interceptados pela Polícia Federal, Paulo Vieira, apontado como líder do grupo, orienta advogado a agir em benefício de estaleiro e terminais que operam em Santos

Alfredo Junqueira

RIO - Acusado de chefiar quadrilha que vendia pareceres técnicos e fazia tráfico de influência, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, atuou para beneficiar mais três empresas com processos administrativos e judiciais no Porto de Santos e no Ministério dos Transportes - aponta relatório da Operação Porto Seguro da Polícia Federal. Trocas de e-mails interceptadas na investigação mostram Paulo Vieira orientando o advogado Marco Antônio Martorelli, também preso na operação, a como agir para favorecer a Hipercon Terminais de Carga Ltda, a Cargill Agrícola e o Estaleiro Mauá. Leia mais »

O enriquecimento milionário de Vieira

Por Observando ...

Em 8 anos, Vieira teve enriquecimento milionário

Servidor apontado como chefe da quadrilha agora tem um ‘Range Rover’ e 7 imóveis

THIAGO HERDY
MARCELLE RIBEIRO, O Globo
 Divulgação/ANA
DIVULGAÇÃO/ANA
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A caixa-preta das agências reguladoras

Por Assis Ribeiro

Do Balaio Do Kotscho

É hora de abrir a caixa-preta das agências reguladoras

Ricardo Kotscho

A iniciativa de chamar os presidentes das agências reguladoras para dar explicações ao Senado sobre as investigações da Operação Porto Seguro foi do líder do PT, Walter Pinheiro, o que é um bom sinal.

Está mesmo passando da hora de abrirmos a caixa-preta destas agências criadas para fiscalizar as empresas privadas concessionárias de serviços públicos e cujas atividades pareciam uma terra de ninguém, antes da chegada da Polícia Federal.

Acabaram caindo na vala comum dos cargos distribuídos em nome da governabilidade aos partidos da base aliada e seus dirigentes ganharam vida própria sem dar satisfações a ninguém.

O caso mais emblemático é o de Paulo Rodrigues Vieira, diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), que teve seu nome rejeitado duas vezes pelo Senado em razão do seu prontuário e acabou sendo indicado assim mesmo numa terceira votação patrocinada pelo governo com a ajuda do presidente José Sarney. Leia mais »

A corrupção nas agências reguladoras

Da Folha

A corrupção explode

As agências reguladoras, uma a uma, deviam ser todas revistas em cada gaveta e em cada servidor

Janio de Freitas

Nas 72 horas entre a manhã de sexta e a de ontem, houve uma espécie de explosão de esquemas de corrupção, óbvia em parte dos casos e provável nos demais. Dois desses casos distinguem-se pela gravidade peculiar. Não que os outros sejam menos graves -para usos políticos, até se prestam muito mais aos escândalos-, mas como formas de corrupção já estão mais para o vulgar.

Ainda menos realçado do que merece, o primeiro dos dois esquemas associa juízes do Tribunal de Justiça do Estado do Rio a advogados incumbidos, por aqueles, de "administrar" o destino de graúdas massas falidas. É uma ocorrência antiga e sabida no Rio, mas de comprovação problemática não só por dificuldades documentais, como por aspectos do exercício da advocacia. Apesar de haver, em grande número dessas "administrações", uma consequência social impiedosa: a desconsideração aos direitos trabalhistas de levas sucessivas de desempregados repentinos. Leia mais »

A ação de improbidade administrativa contra Maluf

Por Marco Antonio L.

Da Carta Capital 

Maluf: a água nas narinas

Wálter Maierovitch

O deputado federal Paulo Salim Maluf sente a água próxima às narinas e calafrios no bolso em face de desfalques ordenados pelas Justiças internacional e nacional. Ao que se nota, apenas o seu cacife político, apesar de ação civil de improbidade administrativa em curso, continua com lastro. Maluf é poupado por seus pares, relutantes em instaurar, para perda do seu mandato, processo ético-disciplinar. Se sair do Brasil, será preso por força de mandado internacional. Diante do cerco, o deputado teve de se adaptar: trocou Paris e Monte Carlo por Campos do Jordão e Guarujá.

Maluf se segura na Constituição, que não permite a extradição criminal de brasileiros natos. E também consagra o princípio de ninguém ser obrigado a se autoacusar. Como a mentira, no nosso direito, não é tipificada como crime, Maluf, com base nela, continua a negar tudo. Sustenta, por exemplo, não lhe dizer respeito a recentíssima sentença da Corte Real de Jersey a determinar a devolução, para a municipalidade de São Paulo, de 22 milhões de dólares, importância atualizada até o fechamento do ano fiscal de 1999. Leia mais »

A condenação do desembargador que ajudava Dantas

Por Fabioz

Nassif,

A parte mais importante desta notícia da Carta está passando despercebida e merecia um post, relembrando as histórias da juíza Márcia Cunha e as artimanhas de Dantas que você abordou no Caso Veja.

Olha só:

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O indiciamento do chefe do gabinete da presidência em SP

Por Observando

Comentário ao post "PF desmantela esquema de pareceres para órgãos públicos"

Menos, gente, menos

Do O Globo

PF indicia chefe de gabinete da Presidência em SP e nº2 da AGU

Operação prende servidores acusados de fraudes em agências reguladoras

MARCELLE RIBEIRO, GERMANO OLIVEIRA

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira seis pessoas e indiciou mais 12, acusados de participação em um esquema de fraudes de pareceres técnicos em agências reguladoras e órgãos federais, em operação realizada em São Paulo e Brasília. Entre os presos estão os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Marcelo Rodrigues Vieira, também da Anac. Os irmãos Vieira foram indicados por Rosemary Novoa de Noronha, chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, que também foi indiciada nesta sexta-feira por corrupção ativa. Ela é acusada de tráfico de influências e de agir junto aos diretores da ANA e da Anac para favorecer empresas. Em troca, Rosemary receberia agrados, como viagens e até camarotes em carnaval. Foram presos ainda três advogados e um empresário. Entre os 18 indiciados, estão José Weber Holanda Alves, o segundo da Advocacia-Geral da União (AGU), e o ex-senador Gilberto Miranda Batista. Leia mais »

Após denúncias contra autoridades, blogueiro é assassinado

Na madrugada desta quinta-feira (22/11), o dono de um jornal eletrônico Última Hora News, de Campo Grande (MS), o jornalista Eduardo Carvalho, foi executado em frente à sua casa, informou o portal Terra.

Ele saía da residência em uma moto quando foi baleado por dois homens também em uma motocicleta por volta das 22h40. O jornalista, que era policial militar aposentado, morreu na hora.

Testemunhas disseram que minutos depois dos disparos, os dois assassinos voltaram ao local do crime para conferir se a vítima estava de fato morta. Até o momento não há informações de suspeitos nem a possível motivação do crime.

De acordo com o próprio última Hora News, ao fugir, os bandidos deixaram cair um carregador com munições calibre 45, a mesma usada contra o jornalista. O material foi encontrado pela polícia, próximo ao local do crime.

Em seu site, Carvalho escrevia diversos artigos com denúncias sobre o envolvimento de autoridades políticas e policiais em atividades irregulares. As acusações, geralmente, eram baseadas em informações de bastidores.
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STF concede liminar à Perillo na CPI do Cachoeira

Por Ana Maria Goiana

Marco Aurélio concedeu liminar para que governador de Goiás não seja obrigado a comparecer à comissão

Da Agência Estado

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta segunda-feira uma liminar para que o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, não seja obrigado a comparecer a uma convocação da CPI do Cachoeira. A defesa do governador goiano quer usar a mesma decisão também para livrá-lo de um eventual indiciamento no relatório final da comissão parlamentar, que será apresentado na quarta-feira pelo deputado federal Odair Cunha (PT-MG).

AE -Governador de Goiás é suspeito de favorecer bicheiro

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A ligação do cartel da Operação Águas Claras com Cachoeira

Por zanuja castelo branco

Do Estadão

Relatório liga cartel da Operação Águas Claras a Cachoeira e Delta

Empresários acusados de formarem cartel para fraudar licitações de autarquias e companhias de água em municípios de cinco Estados podem ter ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso em Brasília desde fevereiro.

Relatório de inteligência da Operação Águas Claras - missão integrada da Polícia Civil e do Ministério Público - revela que João Arthur Rassi, alvo da investigação, é irmão de Luiz Alberto Rassi, estabelecido em Goiânia e próximo a Cachoeira.

Interceptações telefônicas mostram negócios dos Rassi com o grupo do contraventor em 2011. Grampos expõem Luiz Alberto "negociando consórcios e divisões de lotes de licitações no Estado de Goiás com emissários de Carlinhos Cachoeira, mas que a decisão final dependeria de aval da Construtora Delta". João Arthur é dono da Construtora Santa Tereza. Leia mais »

A corrupção na China, por Marcos Coimbra

Misturar para Confundir

Marcos Coimbra

Com sua costumeira despreocupação com os fatos, os analistas mais engajados no combate ao “lulopetismo” têm se dedicado, nos últimos dias, a traçar paralelos entre o Brasil e outros países no tocante à corrupção e às estratégias para combatê-la.

Semana passada, a moda foi falar da China, onde é notório que o problema assume imensa proporção.  

Discutir o “mensalão” como se fosse a manifestação brasileira do fenômeno que preocupa o resto do mundo é, no entanto, um equívoco. Salvo um ou outro caso, quando falam em corrupção, pensam em outras coisas.

Vê-se isso com clareza exatamente na China, agora que acontece a troca de guarda na liderança do Partido Comunista Chinês (que implica a sucessão na chefia do governo).  

Lá, a corrupção é um dos principais desafios que confrontam o país e seu desenvolvimento.

Aqui, mesmo que seja grave e justifique atenção permanente da sociedade e do Estado, é totalmente diferente.

O que preocupa os chineses é a íntima relação que se estabeleceu entre partido, governo e economia. A interpenetração de interesses entre quadros partidários, autoridades governamentais e empresários tornou-se crescentemente disfuncional, gerando tensões e ameaçando o dinamismo da economia. Leia mais »

Caos no Guarujá/SP/Brazil

Autor: 

A Prefeita de Guarujá/SP conseguiu barrar na Câmara Municipal (sabe-se lá a que cu$to) excelente projeto do vereador Gilberto Benzi, que obrigava que a alcaide a demonstrar o emprego do dinheiro arrecadado na Indústria de Multas de Guarujá (diga-se de passagem, a única que ela trouxe para a Cidade). Transparência zero! Enquanto isso, um senhor empresário do lixo, nunca ganhou tanto dinheiro com a coleta da cidade. Segundo bocas-de-matilde gastou 17 milhões na campanha de reeleição..como obterá esse dinheiro de volta?

A IstoÉ e o Mensalão Mineiro, para que J.Barbosa não esqueça

Por Roger S

Re: Azeredo: " Em Minas não houve mensalão"

Da IstoÉ

BRASIL |  N° Edição:  2087 |  18.Nov.09

A hora de azeredo pagar a conta

Ministro do STF confirma a existência do Mensalão Mineiro, revelado por IstoÉ, e quer transformar senador tucano em réu por peculato e lavagem de dinheiro

Alan Rodrigues e Hugo Marques

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Plataforma Azeredo deve fazer campanha em 2010 como réu

Em setembro de 2007, ISTOÉ revelou a existência do Mensalão Mineiro e publicou as provas do funcionamento deste esquema de caixa 2 montado em benefício de 159 políticos, principalmente o então candidato derrotado ao governo de Minas Gerais em 1998, Eduardo Azeredo, hoje senador pelo PSDB. Na quinta-feira 5, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu com atenção a conclusão do extenso voto do ministro Joaquim Barbosa, que confirmou todas as denúncias feitas em uma série de reportagens que, na ocasião, já haviam provocado a queda do então ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia. Em dois dias de leitura, Barbosa relacionou todos os documentos apresentados por ISTOÉ e reconheceu a autenticidade de cada um deles, a despeito de os acusados, durante dois anos, tentarem desqualificá-los. A poucos metros dali, no Senado, Azeredo acompanhou, pela televisão, seu enquadramento nos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Os dois crimes somam uma pena de 22 anos de cadeia. Ao aceitar a denúncia do Ministério Público Federal, Barbosa concluiu que Azeredo se beneficiou do esquema ilegal orquestrado pelo empresário mineiro Marcos Valério em 1998, quando recursos de empresas estatais mineiras foram desviados para abastecer ilegalmente a campanha tucana.

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