Kevin Spacey e o fim da televisão tradicional

Por Marcelo Nascimento

Comentário ao post "O dia em que a Globo piscou"

Um interessante ponto de vista de Kevin Spacey a respeito de como o modelo Netflix vai acabar com a televisão tradicional e a TV a Cabo, e o sucesso da serie "House of Cards".

A demanda atual não funciona mais no modelo de ver a novela às 20h00, 21h00 ou 22h00, dependendo da vontade da Globo.

Na minha opinião, a única coisa que sobrevive na televisão paga são os eventos esportivos. O resto é o Netflix e os jornais online.

Do Business Insider

Everyone In The Tech And TV Industries Is Passing Around This Speech By Kevin Spacey

NICHOLAS CARLSON AND JAY YAROW AUG. 27, 2013, 8:02 AM

Everyone in the tech industry is passing around this video of Kevin Spacey talking about how Netflix (and other tech companies) will blow up the traditional TV industry. Leia mais »

Vídeos: 
Veja o vídeo

Mídia se colocou em uma enrascada com sua radicalização

Por Márcio de POA

Comentário ao post "O dia em que a Globo piscou"

Pois é Nassif, pode até ser que a Globo mude um pouco seu enfoque. O problema é que a velha mídia se meteu em uma baita enrascada ao investir nessa radicalização e no caráter enviesado de suas abordagens. E isso teve efeitos funestos nos seus expextadores médios, que passaram a ver o mundo em preto e branco, bem contra o mal, etc. Agora, qualquer postura mais equilibrada será vista/interpretada como uma rendição ao "governismo", "petismo", "lulismo" ou coisa que o valha...  

E aí me parece que eles se colocam num beco sem saída: ou continuam com a postura neocom de sempre, ou mudam e perdem audiência... Leia mais »

A morte do jornalista Telmo Martino

Da Folha

Jornalista Telmo Martino morre aos 82 anos no Rio

O jornalista Telmo Martino morreu na madrugada desta terça-feira (3/9), aos 82 anos, no Hospital Samoc, no centro do Rio, de complicações decorrentes de uma pneumonia.

Martino estava internado no hospital desde o dia 22 de agosto.

O jornalista nasceu no Rio, no bairro de Botafogo, no dia 10 de janeiro de 1931.

Estudou no Colégio Santo Inácio, onde foi colega de Paulo Francis, três meses mais velho. Formou-se em Direito, mas nunca exerceu.

Em 1953, juntou-se como ator a um grupo amador de teatro, o Studio 53, de Carlos Alberto (irmão de Rosamaria) Murtinho, que, durante uma temporada, apresentou três peças de um ato, sempre às segundas-feiras, no Teatro de Bolso de Silveira Sampaio, na praça General Osório, em Ipanema.

TELMO, FRANCIS E LESSA

Ali reencontrou Paulo Francis, que cuidava da bilheteria, e conheceu Ivan Lessa. Os três se tornaram grandes amigos. No futuro, seriam sempre citados juntos como modelos de um jornalismo crítico, culto e sofisticado.

O jornalista carioca Telmo Martino, morto na madrugada desta terça no Rio Leia mais »

O dia em que a Globo piscou

Autor: 

Coluna Econômica

Na sexta-feira passada, as Organizações Globo surpreenderam o país com uma autocrítica de seu apoio à ditadura militar.

Soou artificial.

Um dia antes, manifestantes jogaram merda em sua sede, em São Paulo. Nas redes sociais, com exceção da revista Veja, não existe organização capaz de despertar tanto amor e ódio.

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Para entender essa demonstração de fraqueza da Globo, é preciso analisar o atual estágio da mídia brasileira.

O mercado da Internet está sendo disputado por três grupos: a mídia convencional, as empresas de telefonia e as grandes redes sociais, como Google e Facebook.

Antes, mídia vendia publicidade; telefonia vendia pulsos; redes sociais vendiam sonhos. Agora, as redes sociais vendem publicidade, ligações telefônicas e filmes sob demanda. Nos EUA, já dominam completamente a publicidade nacional (dos grandes produtos) e os classificados.

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No ano passado, o Google tornou-se o segundo faturamento em publicidade do país, atrás apenas da Globo, e à frente da Abril e demais grupos de mídia, com R$ 2,5 bilhões. Este ano, deverá crescer R$ 1 bi.

*** Leia mais »

Assis Chateaubriand, o maior dos barões midiáticos do Brasil

Por s.claudia

Comentário ao post "Uma análise do editorial de O Globo"

Dizer que Roberto Marinho foi o maior dos Barões Midiáticos, é desconhecer por completo a trajetória de Assis Chateaubriand.        

Este sim, personagem controvertido, foi o maior (tanto quanto ou maior do que Hearst) com seu poder, influênia, autoridade, etc. etc. em todos os sentidos.  Basta lembrar da famosa e inacreditável "proeza" obtida no governo Vargas que entraria para a história do nosso Judiciário com o nome de Lei Teresoca.          

Imperdível para conhecer a vida e obra do demoníaco Chateaubriand e seu império, é o livro de Fernando Morais lançado em 95. Leia mais »

Enfim, a primavera da mídia brasileira, por Alberto Dines

Do Observatório da Imprensa

MEA-CULPA DO ‘GLOBO’

Enfim, a primavera da mídia brasileira

Por Alberto Dines em 02/09/2013 na edição 761

Impensável, mas aconteceu. Com destaque, solenidade e brio, sem justificativas mornas, dubiedades ou disfarces, o Globo, carro-chefe das Organizações Globo, o maior grupo de mídia do Brasil e um dos mais importantes do mundo, admitiu – depois de discussões internas que duraram anos – que o apoio ao golpe militar de 1964 foi um equívoco. Também o apoio à ditadura que se seguiu ao longo dos 21 anos seguintes.

A monumental e inédita autocrítica (ver íntegra abaixo) estava na edição digital desde a véspera, sábado (31/8). Na edição impressa (domingo, 1/9) ocupou duas páginas (14 e 15) com uma chamada discreta na capa, abaixo do cabeçalho, remetendo ao Projeto Memória, com a digitalização dos 88 anos de história do jornal.

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Uma análise do editorial de O Globo

Análise News

Meia Culpa

Kleber Vinicius

Em texto reproduzido na edição de hoje (01/09), O Globo faz reconhecimento de um erro histórico: o apoio ao Golpe de 64. Escrito assim mesmo, adicionado de “militar” entre “golpe” e “64″.

Na internet desde ontem, encontrado no site memoriaoglobo.com.br, o texto (clichê nº 1) vem causando polêmica nas redes sociais. Alguns enaltecem a postura do jornal, outros veem como desfaçatez, engodo. Modestamente, acho que tem um pouco dos dois.

No pequeno texto de introdução, O Globo cita as manifestações de junho e o já célebre grito “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura.” E pra mim esse já “o” grande reconhecimento. A rua já sabe de tudo, não adianta virar o rosto. Leia mais »

'O Globo' faz mea culpa sobre apoio ao golpe de 64

Do Jornal GGN

Por Mário Bentes

Jornal GGN - Quase 50 anos após o golpe de 1º de abril de 1964, quando os militares derrubaram o governo democraticamente eleito de João Goulart e deram início a 21 anos de ditadura, o jornal O Globo reconheceu que dar apoio ao golpe foi um erro. Na apresentação do texto redigido para o site “Memória”, que conta a história da publicação carioca, O Globo admite ser verdade o teor do coro usado como bordão nas manifestações de junho: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”.

O jornal afirma que a decisão de fazer uma “avaliação interna”, contudo, veio antes das manifestações populares. Mas “as ruas”, afirma O Globo, “nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário”. O matutino carioca diz ainda que “Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas” e diz que a publicação do texto com o reconhecimento do erro reafirma “nosso incondicional e perene apego aos valores democráticos”. Leia mais »

Globo: o odor da saturação, por Saul Leblon

Sugestão de Assis Ribeiro

Carta Maior

Globo: o odor da saturação

Por Saul Leblon

Não se sabe ainda se há relação de causalidade entre uma coisa e outra.

O fato é que manifestantes do Levante Popular guarneceram a sede da Globo em SP, neste sábado (31), com fezes. A retribuição, em espécie, dizem os integrantes do protesto, remete ao conteúdo despejado diuturnamente pela emissora nos corações e mentes da cidadania brasileira.

Apenas algumas horas depois, uma nota postada no site do jornal ‘O Globo’ manifestava o arrependimento da corporação pelo editorial de 2 de abril de 1964, de apoio ao golpe que derrubou Jango e instalou, por 21 anos, uma ditadura militar no país (Leia os dois textos ao final desta nota).

Se a matéria-prima do protesto motivou a purgação é imponderável. Leia mais »

'O Globo' e o apoio ao Golpe de 64: Editorial ou Epitáfio?

Por Diogo Costa

EDITORIAL OU EPITÁFIO? - Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello presidiu durante décadas o grupo Diários Associados. Este grupo foi o maior conglomerado de mídia da América Latina entre o final dos anos 30 e meados dos anos 60. A primeira emissora de televisão do Brasil foi criada por ele (TV Tupi), em 1950. 

Seu poder nas décadas de 40 e 50 foi superior ao poder que Roberto Marinho teve nas décadas de 70, 80 e 90. O Diários Associados era mais forte, na época, do que as Organizações Globo são hoje. Pois bem, o império midiático de Assis Chateaubriand ruiu. O bastão foi passado para Roberto Marinho. 

Ocorre que a concorrência com as teles e com a internet está comendo o poder da Vênus Platinada pelas beiradas, já há um bom tempo. Some-se a isso o fato de que a Globo tem a menor influência política de sua história, no seio do governo federal, desde 2003.  Leia mais »

A Vejinha deturpa entrevista com John Neschling

Via Facebook

Post do maestro John Neschling

John Neschling

Na quarta feira à tarde, ao me despedir do repórter da Vejinha que veio me entrevistar no Municipal, e com quem falei por mais de meia hora, pedi-lhe, sabendo das pegadinhas e pequenas maldades típicas da revista, que fosse gentil e não maldoso comigo e com o Theatro. Havíamos falado muito sobre o Municipal e o trabalho de reestruturação que estamos iniciando, sempre enfatizando o respeito pelos que trabalham conosco e pelo resultado que estamos conseguindo no curto espaço de tempo. Ao final da entrevista, quase em tom de “off the record”, conversamos um pouco sobre São Paulo e a cidade em que estamos vivendo. O próprio jornalista concordou que não era nada fácil viver numa cidade fascinante, mas violenta como a nossa. Meu temor sobre a intenção maldosa da revista (ou do jornalista) era fundado: hoje, na edição desta semana da Vejinha, na seção Terraço Paulistano, leio uma entrevista comigo, reduzida e editada, em que o mais importante, inclusive o que dá título à matéria, é que eu afirmo que o Ibirapuera cheira a xixi. Ora, justamente num fim de semana que a nossa Orquestra Experimental de Repertório vai se apresentar no Ibirapuera, a Veja publica uma matéria em que o trabalho no Muncipal, motivo pelo qual concedi a entrevista, vem como gorjeta. A matéria parece ter a intenção de me definir como uma figura antipática à cidade que admiro e na qual trabalho com entusiasmo e empenho. Demonstra ainda uma intenção proposital de polemizar e criar um clima adverso. Respeito a imprensa, embora a considere leonina na medida em que o que é publicado (muitas vezes editado e fora do contexto) passa a ser a verdade e o nosso poder de resposta é muito limitado. O Ibirapuera não cheira a xixi e é um dos espaços mais nobres de nossa cidade. Se disse isso, foi no sentido de que as pessoas muitas vezes não respeitam o espaço e a coisa pública, usando-o com incivilidade. Continuarei a ler a Veja com a cautela de sempre, mas vou procurar limitar minhas entrevistas aos jornalistas em quem confio. Sei que esse meu espaço internáutico tem seus limites, mas na medida do possível peço aos meus leitores que divulguem esses meus comentários a uma matéria que, a meu ver, só teve o intento de criar polêmica, em vez de ir mais ao fundo do trabalho que estamos realizando num dos equipamentos culturais mais importantes do País.
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O Cafezinho vai fundo no desmonte de 'denúncia' da Folha

De O Cafezinho, de Miguel do Rosário

Desmontando a “pegadinha” da Folha

O Fernando Brito já escreveu alguma coisa sobre a nova farsa da Folha, cuja manchete hoje é nada mais que um ataque político rasteiro à iniciativa do governo federal de ampliar o número de médicos por habitante no país. Mas O Cafezinho também fez pesquisas sobre o tema e levantou informações interessantes.

Em primeiro lugar, o ministro da Saúde avisou há tempos que o prefeito que demitir médico estará violando o acordo com o governo federal, visto que o objetivo do programa é ampliar o número de médicos no país. E a prefeitura acabará perdendo dinheiro porque o governo cancelará o convênio com a prefeitura que fizer isso. Agora, um programa dessa magnitude, num país com 5.500 municípios, necessariamente implicará em fatos dessa natureza. Se não há médico brasileiro querendo ir ao interior, é natural que haja médicos brasileiros no interior querendo sair, ou trabalhando de má vontade, sem cumprir expediente.

Entretanto, o problema me parece ainda mais grave que isso. Fui pesquisar, individualmente, todos os exemplos citados pela Folha, de prefeitos que estão, supostamente, demitindo médicos para substituí-los pelos profissionais enviados pelo Ministério da Saúde. E descobri que a Folha conseguiu escolher a dedo.

Vamos lá.

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Regulação da comunicação é tema no Fórum Internacional

Da Agência Brasil

Fórum Internacional de Mídias Públicas é encerrado com debate sobre regulação da comunicação

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O debate sobre a necessidade de proporcionar um maior equilíbrio na divisão dos meios de comunicação encerrou hoje (30) as atividades do 4º Fórum Internacional de Mídias Públicas. Os participantes avaliaram as mudanças que os países da América Latina têm vivido e as experiências ligadas à regulação dos meios de comunicação no Uruguai, no Equador, no Peru, na Espanha e na Argentina, além das discussões sobre o tema no Brasil.

O assunto tem dividido opiniões, em todos os países. Alguns alegam que a regulamentação traria a possibilidade de restrição à liberdade de expressão. Os defensores argumentam que é necessária uma ação do Poder Público para garantir um equilíbrio no acesso dos diferentes segmentos sociais aos meios de comunicação, possibilitando maior pluralidade de vozes.

O editor-chefe do jornal argentino Clarín, Miguel Wiñazki, criticou a nova legislação do país que regula o setor. Para Wiñazki, a legislação busca tirar a atenção dos escândalos do governo e dificultar o trabalho da imprensa. "A estratégia da presidenta Cristina Kirchner é polarizar para desviar dos debates. É um governo profundamente corrupto e, até agora, não refutou nenhuma denúncia de corrupção", disse.

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A imprensa só é fiel a si mesma, seus valores e ideologia

Do Observatório da Imprensa

Não há inocentes na imprensa

Por Luciano Martins Costa em 28/08/2013 na edição 761

Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 28/8/2013

A leitura de jornais já foi no Brasil, em tempos não muito distantes, uma das mais gratificantes atividades para os espíritos curiosos. Abrir um diário era como escancarar uma janela para o mundo. Apesar de encontrar interpretações da realidade com as quais eventualmente não concordasse, o leitor ou leitora tinha a convicção de que, mesmo as parcialidades que lhe impunha a imprensa, buscavam sua legitimação num esforço de objetividade. Assim, o conservadorismo do Estado de S. Paulo e a ligeireza do Globo podiam ser comparados à afoiteza impertinente da Folha de S. Paulo e à austera obsessão do Jornal do Brasil pela acuidade, e podia-se perceber o valor simbólico de seus conteúdos.

Uma das razões para essa percepção era a presença, nas redações, de profissionais qualificados com o que existe de essencial no jornalismo: a humilde curiosidade pelo que há de vir.

Os profissionais não eram avaliados por seu perfil ideológico, mas pela capacidade de se surpreender e surpreender o leitor. Por isso, as redações eram verdadeiros laboratórios de receitas políticas, sociais e econômicas, onde um editor filiado ao Partido Comunista dava instruções a um repórter alinhado a uma irmandade católica. Ou vice-versa.

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