A Honra e a Honestidade no Japão: ideologia

Autor: 


em www.implicando.wordpress.com

Os efeitos do terremoto e, principalmente, do subsequente tsunami que arrasaram o Japão a partir de 11/03, tem comovido a todo o mundo. Todos ficamos chocados com a previsão de 10 mil mortos e os dados atualizados apontam para cerca de 6 mil mortos e outros 8 mil desaparecidos.

Mais do que isso, o perigo de consequências em dimensões que podem ir além dos limites territoriais do Japão ou que perdurem para as próximas gerações nesse mesmo país: o risco de um acidente nuclear. O mundo volta a ficar em alerta. Leia mais »

A Obsolescência Programada

Por Luiz Lima

A flagrante contradição entre o discurso pós-moderno do "desenvolvimento sustentável" e a realidade do capitalismo.  Este documentário catalão - narrado em espanhol - mostra como os produtos e objetos necessários à vida cotidiana são feitos para não durar.

Vídeos: 
Veja o vídeo

Comprar, descartar, comprar: A Obsolescência Programada

A flagrante contradição entre o discurso pós-moderno do "desenvolvimento sustentável" e a realidade do capitalismo.  Este documentário catalão - narrado em espanhol - mostra como os produtos e objetos necessários à vida cotidiana são feitos para não durar.

Vídeos: 
Veja o vídeo

A esquerda e o capitalismo, por Gourevitch

Por JB Costa

Entrevista muito boa com um pensador que traduz bem a atual perplexidade acerca da dicotomia capital-trabalho, um dos últimos baluartes que teima em sobreviver para justificar o embate ideológico esquerda-direita.

Do Valor

"Governo de esquerda atrai mais o capital"

Cristian Klein | De São Paulo

18/02/2011

"Os capitalistas não necessariamente lêem meus artigos". A frase do cientista político Peter Gourevitch vem em tom de brincadeira, quando questionado se os temores do mercado foram demasiadamente injustificáveis e irracionais em relação à possibilidade de chegada ao poder no Brasil do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Tudo que viria depois, a manutenção dos cânones da política econômica, um governo afável ao capital, Gourevitch já previa.

Professor da Universidade da Califórnia, ele analisou a economia de 85 países, entre 1975 a 2004, e chegou à conclusão que vai contra a visão tradicional: a de que governos de esquerda espantam os investidores estrangeiros. Nesta entrevista, Gourevitch mostra por que não. Autor de um clássico sobre a relação entre política e grandes crises econômicas ("Politics in Hard Times", de 1986), ele é um dos convidados da conferência "Whatever Happened to North-South?", organizada pela Associação Internacional de Ciência Política (IPSA), pelo European Consortium for Political Research (ECPR) e pela Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), e que termina amanhã, na USP. Hoje, às 15h30, Gourevitch falará sobre os impactos da crise econômica de 2008.

Valor: O senhor defende que os governos de esquerda são os mais atraentes para os investidores. Isso contraria a tese tradicional de que o "capital vota com os pés", ou seja, de que a reação do grande capital é se retirar quando um governo de esquerda chega ao poder. Esse senso comum está errado?

Leia mais »

O capitalismo tentou romper seus limites históricos e criou um novo 1929, ou pior

Palavras do Pelenegra: Postei o artigo de François Quesnais em 2008. Nele, o economista francês faz uma análise da crise econômica que ora se iniciava, ligava a mesma aos limites de valorização do capital e estabelecia uma ponte entre a crise econômica e a crise ambiental, abordando a violenta reação da natureza, "tratada sem a menor contemplação e atacada pelo homem no marco do capitalismo".

Percebo ser importante voltar a esta reflexão, em virtude das últimas catástrofes ambientais, não somente a ocorrida recentemente na região serrana do Rio de Janeiro. Chamo atenção para eventos  que tem assustado e estarrecido a população do planeta nos anos recentes.

Por François Chesnais

  Leia mais »

Capitalismo, democracia, tecnologia

Que o principal motivo para o gregário em nós é juntos funcionarmos melhor ninguém contesta.

Que um bom indicador de que juntos funcionamos melhor é a nossa expectativa de vida ninguém também contesta. Suponho.

Então, onde, no mundo, as expectativas de vida são altas? Que modelo usam?

Regiões do mundo que combinam capitalismo, democracia e tecnologia aumentam a expectativa de vida de seus habitantes.

Capitalismo traz aumento de renda e de poder de uso; tecnologia traz remédios e vacinas; democracia traz educação e direitos.

Até aqui, o melhor modelo.

Os Senhores da Mídia

Autor: 

 Essa reportagem mostra bem o quanto pode ser viciada a informação que nos é fornecida pelos veículos da dita "grande" mídia, ou mídia corporativa nos EUA. Decorre do simples fato de que apenas dez grupos de comunicação são donos da imensa maioria dos veículos de TV (aberta e cabo), rádio, imprensa escrita e multimídia (internet), entretenimento - cinema, música, livros, sem contar participações em diversos negócios, da educação à exploração de petróleo e gás natural. Leia mais »

Imagens: 
Keith Rupert Murdoch , multimilionário australiano e magnata da imprensa

O atraso chora e range os dentes

Deixemos de lado as considerações sobre o aumento brutal da mais-valia extraída do trabalho industrial, que sustenta a hipertrofia do setor de serviços, para concentrar-nos apenas na suposta "desindustrialização". Simplesmente não é verdade que ela esteja ocorrendo. Para início de conversa, não é possível saber de que cartola o ilustre analista tirou o número de 17% de participação da indústria no PIB. O número correto, para 2009, é 25,4%. Pode ser que a fatia da indústria tenha caído 33,7% de dezembro de 2009 até hoje, mas desconfio que tal hecatombe não teria saído da primeira página dos jornais durante todo o ano, de modo que é pouco provável que tenha ocorrido. Ou, o que é mais provável, o ex-ministro pode estar misturando "industria de transformação" (cuja participação no PIB foi de 15,5% em 2009, e portanto aumentou se está agora em 17%) com a indústria em geral, talvez para dar mais força ao seu argumento. Leia mais »

OS SENHORES DA MÍDIA

Autor: 

 Essa reportagem mostra bem o quanto pode ser viciada a informação que nos é fornecida pelos veículos da dita "grande" mídia, ou mídia corporativa nos EUA. Decorre do simples fato de que apenas dez grupos de comunicação são donos da imensa maioria dos veículos de TV (aberta e cabo), rádio, imprensa escrita e multimídia (internet), entretenimento - cinema, música, livros, sem contar participações em diversos negócios, da educação à exploração de petróleo e gás natural. Leia mais »

Imagens: 
Keith Rupert Murdoch , multimilionário australiano e magnata da imprensa

A intervenção do governo dos EUA nas empresas

Do Portal de Luís Nassif

Do Blog de Gilberto Brandão Marcon

Lucro Privado e Prejuízo Socializado

O governo Barack Obama tem recebido críticas no sentido de que está conduzindo o EUA para o socialismo, por conta de sua operação de salvação das montadoras norte-americanas, com o governo injetando recursos públicos nas mesmas e assumindo parte do seu controle acionário.

Em recente entrevista ao jornal americano, "The Washington Post”, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, teceu tais comentários, o que demonstra que a situação saiu do plano das especulações e tomou contornos de assunto oficial.

O que pensar de tal situação? O primeiro ponto é reconhecer que quem propõe tal crítica confunde intervenção do estado com socialismo, e tem o liberalismo não como uma abordagem econômica, mas como crença política. O segundo ponto é que não estuda história: já os anos pós Crise de 1929, e pós-Segunda Guerra, são ricos em exemplos da intervenção do Estado na economia, seja no EUA, seja na Europa, e nem por isto gerou países socialistas por conta disto.

Terceiro, entende a teoria econômica de forma instrumentalizada, e não analítica, dado que a vê apenas como capaz de produzir diagnósticos, mas sem o poder de interferir. Mais do que isto, defende a ‘livre iniciativa’, mas não percebe que os grandes oligopólios acabam por banir a alma privada do capitalismo são concentrações de capitais tamanhas que são antidistributivas nos aspectos da renda, condição fundamental do surgimento da burguesia em contraposição à concentração da riqueza patrimonial da aristocracia decadente, ou seja, naquele momento o mercado propiciou pulverização de patrimônios, e distribuição de riquezas. A riqueza em moeda auxiliou o desmontar da estrutura apoiada na hereditariedade dos nobres fidalgos.

Leia mais »

O sucesso do capitalismo chinês

Do Portal Luís Nassif

Do Blog de Flavio Tavares de Lyra

O CAPITALISMO RENOVADO DA CHINA E O BRASIL

A economia da China conseguiu crescimento econômico ininterrupto durante os últimos 30 anos, à taxa média da ordem de 10% ao ano do PIB, em circunstâncias em que as economias do mundo ocidental, especialmente os países desenvolvidos, chegaram apenas a um terço disto, com importantes flutuações no nível de atividade. Subjacente a esse incomparável desempenho está uma significativa transformação introduzida no capitalismo, que permitiu à China saltar do 10° para o 3° lugar na economia mundial, estando muito próxima de chegar ao 2° lugar e, um pouco mais para à frente, de superar os Estados Unidos e ocupar o 1° lugar.

A China soube ser diferente, não só da antiga URSS, que se deixou dominar por um socialismo dogmático que não permitiu aproveitar as virtudes do mercado para aumentar a eficiência produtiva e atrair capital estrangeiro, mas também dos países capitalistas ocidentais, que se deixaram levar pela expansão descontrolada do capital financeiro. A diferença residiu em sua capacidade de domesticar o mercado e o capital, particularmente o capital estrangeiro, subordinando-os ao objetivo maior de promover o desenvolvimento econômico e social do país.

Os analistas econômicos ocidentais, apoiados em seus tradicionais e superados manuais de economia ortodoxa e visando lançar uma cortina de fumaça sobre as mudanças que a China introduziu no capitalismo, têm aceitado, a contragosto, os resultados, mas persistem em esconder os fatores efetivos da transformação ocorrida, concentrando as explicações em baixos salários e precárias condições de vida, como os determinantes principais do expressivo aumento do peso da China na economia e no comércio, mundiais. No fundo, resistem à admitir a superação do velho capitalismo liberal que permitiu ao Ocidente estender seus tentáculos a todo o mundo.

Leia mais »