O vício da China em investimentos, por Zhang Monan

Do Valor Econômico

O vício da China em investimentos

Zhang Monan

O modelo de crescimento da China está ficando sem força. De acordo com o Banco Mundial, nos 30 anos posteriores à reforma econômica iniciada por Deng Xiaoping, os investimentos foram responsáveis por 6 a 9 pontos percentuais do índice de crescimento econômico anual médio do país, de 9,8%, enquanto a melhora na produtividade contribuiu apenas com 2 a 4 pontos percentuais. A China, confrontada com a vagarosa demanda externa, fraco consumo doméstico, aumento dos custos da mão de obra e baixa produtividade, depende excessivamente dos investimentos para conduzir sua expansão econômica.

Embora esse modelo seja insustentável, não há sinais de redução dessa dependência excessiva de investimentos. Na verdade, à medida que a China passar por um processo de maior intensidade do capital (aumento do capital por trabalhador), ainda mais investimentos são necessários para contribuir na elevação da produção e nos aperfeiçoamentos tecnológicos de vários setores.
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BNDES: infraestrutura vai liderar aporte de R$ 2,4 tri

Da Folha

Infraestrutura vai liderar aporte de R$ 2,4 tri até 2016, prevê BNDES

VENCESLAU BORLINA FILHO

Os recursos aplicados em infraestrutura, impulsionados por programas de concessões do governo e pelo Orçamento público, serão os propulsores do investimento de 2013 a 2016 no Brasil, aponta o estudo "Perspectivas do Investimento", do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Investimentos em energia elétrica, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e saneamento vão crescer à taxa média anual de 6,4%, diz o estudo, alcançando R$ 489 bilhões nesses quatro anos.

Levando em conta os aportes aos demais setores, o investimento deve crescer à taxa média de 5,2% ao ano, totalizando R$ 2,4 trilhões.

O estudo se baseia nos projetos em tramitação no banco, nos anunciados no mercado ou por instituições (projeções setoriais) e também nas consultas das empresas. Leia mais »

Brasil e EUA querem evitar metas rígidas de endividamento

Por Assis Ribeiro

Do Valor

Brasil e EUA querem evitar compromisso de corte de gastos no G-20

Por Assis Moreira

O Brasil vai se aliar aos Estados Unidos no G-20 para evitar metas rígidas de endividamento publico, por considerar que isso poderia "matar" a já frágil recuperação da economia mundial.

Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do G-20, grupo que reúne as 20 principais economias do mundo, se reúnem na semana que vem em Moscou, num cenário em que a consolidação fiscal deve continuar a ser prioridade em 2013 para boa parte dos países desenvolvidos.

A Alemanha está insistindo em um novo compromisso no G-20 para limitar o endividamento público nos paises ricos, apesar de vários paises terem considerado um erro o tipo de acordo feito em 2010 na cúpula de Toronto.

Na ocasião, os países ricos tinham se comprometido com planos fiscais para pelo menos cortar pela metade seus déficits até 2013 - o que não foi alcançado - e estabilizar ou reduzir as dividas publicas em relação ao PIB até 2016. Leia mais »

O BNDES e o mercado de capitais

Autor: 

Coluna Econômica

Respondendo aos pontos levantados pela coluna na semana passada, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) não pretende concorrer com o mercado de capitais. Pelo contrário: considera-o um parceiro indispensável no financiamento de longo prazo.

No entanto, segundo as avaliações do banco, ainda são muito limitadas as fontes internas.

  1. As taxas que o mercado cobra  têm como referência  Selic. No curto prazo, todos os cálculo da TIR (Taxa Interna de Retorno) tomam por base a Selic. A TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) do banco aumenta a competitividade das empresas.
  2. A possibilidade do cliente arbitrar taxas (tomar em TJLP e aplicar em Selic) é bastante mitigada devido ao modelo de desembolso do banco, amarrado à comprovação do investimento.
  3. A captação no mercado externo é bastante onerosa devido ao risco cambial. Os custos só são competitivos no caso de investimentos naturalmente hedgeados (cujos preços são regidos pelo câmbio) – caso de investimentos em produtos exportáveis.
  4. No caso da infraestrutura, o risco cambial é mais acentuado. Quanto maior o risco e o custo do hedge, mais cara a captação. O grande problema na captação de investimentos externos para a infraestrutura é saber como será tratado o risco cambial. Em 1982 houve um terremoto, e Delfim Neto acabou estatizando toda a dívida privada, para evitar uma quebradeira generalizada.

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Segundo o banco, a prova de que busca a cooperação do mercado está na recente operação da Marfrig, outro frigorífico contemplado com megafinanciamentos. Na semana passada, os problemas de capitalização da Marfrig foram resolvidos em uma captação bem sucedida no mercado internacional.

Nesse episódio, o papel do banco foi segurar a onda de renegociação da dívida da companhia, dois meses atrás, trabalhando em conjunto com o mercado de capitais. Esse trabalho prévio deu as bases para que a emissão externa fosse bem sucedida. Leia mais »

Linha de crédito vai subsidiar R$ 30 bi para a inovação

Do Estadão

Pacote vai destinar R$ 30 bi à inovação

Linha de crédito subsidiado vai financiar investimentos das empresas de seis setores

JOÃO VILLAVERDE

A presidente Dilma Rousseff deve anunciar até o fim do mês um conjunto de medidas que inclui uma linha de crédito subsidiado de quase R$ 30 bilhões para financiar investimentos das empresas em inovação e pesquisa. Os recursos serão direcionados a seis setores produtivos, e estará aberta até o fim de 2014.

No pacote, o governo também vai anunciar a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que será responsável pela intermediação das empresas com os institutos tecnológicos federais, e de um "Observatório da Inovação", que vai acompanhar o avanço da pesquisa e desenvolvimento (P&D) no País.

Além disso, o governo deve estender às empresas optantes do programa Simples Nacional os benefícios tributários previstos na Lei do Bem, que reduz impostos para empresas que apliquem em P&D e registrem patentes. Leia mais »

Investimentos e o "espírito animal" do empresariado

Por Assis Ribeiro

Do Estadão

Onde está Wally?

José Paulo Kupfer

Em meio a uma infindável discórdia, formou-se um  consenso sólido no debate  da política econômica no Brasil. Do mais exacerbado heterodoxo ao mais extremado ultraliberal estabeleceu-se uma unanimidade em torno da ideia de que sem retomada dos investimentos a economia brasileira não vai para a frente. A dissensão, contudo, volta com força quando se trata de avaliar se os investimentos vão afinal reagir, depois das muitas ações promovidas pelo governo com esse objetivo.

Determinar quando acordará o "espírito animal" do empresário, deflagrador de um aumento consistente no volume de investimentos, é o principal esforço de previsão macroeconômica do momento. Lembra o exercício de encontrar Wally, personagem de sucesso em livros, tiras de jornal e desenhos animados, perdido no meio de multidões, da série "Onde está Wally?". Não era fácil encontrar o tipo magro, alto e com jeito de nerd, camuflado nas cenas desenhadas, mesmo sabendo que ele estava lá. Leia mais »

Governo tenta destravar investimentos em infraestrutura

Por Assis Ribeiro

Do Correio Braziliense

O nó da infraestrutura

Brasil S.A

Odail Figueiredo

O Planalto acredita que conseguirá contornar as resistências aumentando as possibilidades de financiamento das obras

O governo fará hoje mais um movimento para tentar destravar os investimentos em infraestrutura, considerados essenciais para a recuperação do crescimento econômico em 2013. Conforme o Ministério da Fazenda anunciou na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff deve editar uma medida provisória para permitir que empresas interessadas em assumir concessões de ferrovias e rodovias recebam financiamentos por meio do Programa de Sustentação de Investimentos, o PSI. O que está sendo oferecido aos investidores é um forte subsídio de crédito. Os juros do programa se limitam a 3% anuais e o prazo dos empréstimos pode chegar a 20 anos.

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O aumento das consultas de financiamento do BNDES

Do IEDI

Melhores perspectivas para o investimento

Dados divulgados pelo BNDES mostram uma evolução expressiva de seus recursos liberados para os projetos entre 2011 e 2012: 12,2% ou, em termos reais, 5,4%. Os desembolsos alcançaram R$ 156 bilhões no ano passado e R$ 139 bilhões no ano anterior. O ponto que deve ser salientado, contudo, diz respeito aos números das consultas feitas pelas empresas ao BNDES para fins de obtenção de recursos. A evolução das consultas reflete a intenção de investir dos empresários, sendo, portanto, um indicador do investimento futuro. As sondagens ao BNDES por parte dos empresários abrangem desde inversões curtas, até as que serão efetivadas em um período longo de tempo. Acreditamos que um prazo médio como um ano seja razoável como referência entre consultas e inicio da realização do investimento, entendida a realização do investimento como a produção do ativo ou do bem de inversão objeto da decisão de investir.

Pois bem, o valor das consultas em 2012 aumentou nada menos do que 60% com relação a 2011, com grande aceleração no segundo semestre (variação de 85%). Entre o primeiro e o segundo semestre do ano passado a elevação chegou a 65%, em parte porque o governo reduziu a taxa de referência dos financiamentos do BNDES (a TJLP) e diminuiu a taxa de programas incentivados pelo Banco, como o “PSI” (Programa de Sustentação do Investimento, criado na crise de 2009), que teve sua taxa de juros fixada em apenas 2,5%. A elevação desta taxa para 3,5% em 1º de janeiro foi um fator adicional de corrida ao banco no segundo semestre do ano passado. Outro fator extra de pedidos de financiamento originou-se de uma ação anticíclica que levou à criação do Programa de Financiamento dos Investimentos dos Estados (o Proinvest). Leia mais »

A promessa do setor da habitação em 2013

Por Paulo F.

Do Investimentos e Notícias

Crédito habitacional será a maior modalidade de crédito em 2013

O crédito habitacional deverá se tornar, no primeiro semestre de 2013, a principal modalidade de crédito concedido às pessoas físicas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional. É o que prevê a Serasa Experian, com base na análise da evolução dos saldos das modalidades das certeiras de crédito divulgadas mensalmente pelo Banco Central. O crédito imobiliário perdeu a liderança em junho de 2001.

De acordo com o levantamento da Serasa Experian, considerando-se os saldos das carteiras do crédito concedido às pessoas físicas, tanto com recursos livres quanto direcionados, o crédito habitacional, que ocupava a quinta colocação em dezembro de 2008 (R$ 63 bilhões, 11,9% do total), encontra-se agora (novembro de 2012) na segunda colocação com R$ 270 bilhões, representando 24,8% do crédito absorvido pelas pessoas físicas no país.

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21% das empresas globais pretendem investir no Brasil

Por Assis Ribeiro

Do Valor

Pesquisa mostra que 21% das empresas globais pretende investir no Brasil

Por Arthur Pereira Filho

O Brasil vai permanecer como importante foco de atração para o investimento estrangeiro nos próximos 12 meses. Pelo menos 21% das companhias globais planejam investir em diferentes áreas da economia brasileira. Os mais interessados em ampliar a presença no país são os espanhóis, os americanos e os argentinos, segundo o Relatório Internacional de Negócios 2012 (IBR, na sigla em inglês), divulgado pela empresa global de consultoria Grant Thornton.

O relatório mostra que os países emergentes continuam no topo da lista de preferências dos grandes conglomerados internacionais na hora de elaborar a estratégia de investimentos. Com os problemas econômicos enfrentados pela Europa, Estados Unidos e Japão, os emergentes, mesmo não deixando de sofrer o impacto da crise nos países desenvolvidos, ainda aparecem como melhor alternativa. Leia mais »

Informação e risco, o caminho dos investidores em 2013

Por Assis Ribeiro

Da Isto É Brasil / Isto É Piauí

ACABOU A ERA DO RENDIMENTO FÁCIL: 2013 VAI EXIGIR DO INVESTIDOR INFORMAÇÃO E RISCO

 
Os investidores terão que assumir mais riscos em 2013, sobretudo os que se frustraram com a nova poupança e com títulos do governo — as aplicações mais tradicionais. As mudanças recentes na economia vão alterar a forma de juntar dinheiro. Os juros básicos (Selic) caíram ao menor nível da história (7,25% ao ano) e a caderneta passou a pagar só 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Tudo isso jogou uma neblina sobre a renda fixa e tornou mais difícil ter ganhos acima da inflação ou que alcancem dois dígitos.
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O otimismo com a economia em 2013

Por Assis Ribeiro

Do Correio Braziliense

Investimento e PIB avançam em 2013

Autor(es): ROSANA HESSEL

Para o economista-chefe da Votorantim Corretora, crescimento será destravado no próximo ano com ampliação da capacidade das empresas

São Paulo — O economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, é um otimista declarado em relação ao crescimento da economia brasileira mesmo com a surpresa do pibinho de 0,6% no terceiro trimestre. "Apenas reduzimos nossas projeções de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para 1%, neste ano, e 3,5%, em 2013. Antes, eram 1,5% e 4% (respectivamente)", afirma.

Padovani discorda da teoria de que o governo abandonou o tripé da política macroeconômica: câmbio flutuante, controle fiscal e controle da inflação. No máximo, "há uma flexibilização" por conta da conjuntura atual. Ele acha que o governo adotou a agenda correta e o choque de investimento está por vir, o que será a marca da presidente Dilma Rousseff. A seguir, os principais trechos da entrevista. Leia mais »

Rui Daher: Porque não andam os investimentos

Por Rui Daher

Do Terra Magazine

Porque não andam os investimentos

Mesmo sendo uma posição mais cômoda, a incredulidade com um crescimento econômico robusto para o Brasil, em 2013, vem perdendo adeptos.

Por que não? Nunca desejei exclusividade de quem me a sugere.

Nilson Teixeira, economista-chefe do Credit Suisse, e Francisco Lopes, ex-presidente do Banco Central, em entrevista e artigo para o Valor, de 03 e 04/12, respectivamente, seguram a onda de que o “pibinho” calculado para o 3º trimestre danou 2013.

Para o primeiro, é possível o Brasil crescer 4% no próximo ano e 4,5%, em 2014.

O segundo, ao citar discrepâncias no cálculo do setor de serviços, diz: “os economistas que projetam uma reativação já em andamento não estão afinal tão enganados e quaisquer medidas adicionais de estímulo para reaquecer a economia são agora absolutamente desnecessárias”. Leia mais »

O pacote de investimentos em portos e aeroportos

Do O Globo

Novo pacote de R$ 50 bi

BRASÍLIA - Em uma nova empreitada para estimular a economia, o governo está finalizando um pacote na área de portos e aeroportos, com potencial para atrair pelo menos R$ 50 bilhões em investimentos. As medidas na área dos portos estão mais adiantadas e devem sair em até duas semanas. Além das licitações de terminais novos e antigos com licença vencida e da construção de três novos portos com participação privada no Amazonas, no Espírito Santo e na Bahia, está em discussão no Palácio do Planalto um modelo que prevê a participação da iniciativa privada na gestão dos portos, por meio de sociedades de propósito específico (SPEs).

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O pacote de apoio financeiro aos Estados

Do Estadão

Com pacote para Estados, governo tenta, de novo, estimular investimentos

Planalto quer ajudar governadores a fazer projetos, com recursos do BNDES, e garante que ‘não vai faltar dinheiro’ para as obras 

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O governo prepara uma nova rodada de apoio financeiro aos Estados para apressar os investimentos prioritários em 2013. Diante da escassez de projetos considerados viáveis, o Palácio do Planalto negocia com os governadores um programa conjunto, batizado de "Agenda do Desenvolvimento Regional". A estratégia desenhada pela presidente Dilma Rousseff é direcionar as ações estaduais para setores fundamentais, como a melhoria da malha logística.

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