Os cuidados com os grandes investimentos

Coluna Econômica

Um dos grandes desafios do próximo governo será administrar os vultosos investimentos em infra-estrutura, que transformarão o país nas próximas décadas.

O novelo a se desenrolar é o seguinte.

O papel do governo será articular os seguintes agentes: empreiteiras, investidores e consumidores. Ou seja, terá que ser obras que compatibilizem tarifas baixas (para não encarecer o custo Brasil) e margens de rentabilidade atraentes (para atrair fundos de investimento.

Para compatibilizar essas duas prioridades, o custo das obras não poderá ser excessivo. E, aí, se esbarra em um problema algo complexo.

É intenção geral, no futuro governo, recorrer a empresas nacionais para as obras. É medida virtuosa de política industrial. Em vez de exportar empregos (comprando fora), constrói-se aqui. O caso da indústria naval é emblemático.

Contudo, ao proceder assim, limita-se a possibilidade de competição, visando reduzir os custos.

A história de Belo Monte mostra isso.

Poucas empreiteiras resolveram jogar o preço em um patamar elevado. Através da Empresa de Planejamento Estratégico (EPE), o governo jogou o preço para baixo. As grandes empreiteiras não participaram, obrigando a um arranjo visando formar o consórcio comprador e, ao mesmo tempo, viabilizar financeiramente a obra. Houve isenção de tributos, financiamentos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico s Social) e recursos de fundos de pensão.

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Os desafios do novo governo, por Nakano

Do Valor

Desafio para o novo governo

Yoshiaki Nakano | 14/09/2010

As eleições presidenciais no Brasil representam momentos raros na vida política nacional em que a sociedade civil procura expressar as suas aspirações. Daí porque em toda eleição presidencial somos todos levados a refletir sobre os desafios que o novo governo terá que enfrentar. São momentos em que as entidades de classe deixam os seus interesses mais imediatos e específicos, ampliando o horizonte de análise e focam particularmente as questões de natureza mais estrutural.

Nestas eleições não é diferente, mas chamo atenção para o movimento "Brasil Eficiente", apoiado por dezenas de entidades da sociedade civil organizada, englobando, particularmente, as confederações do setor produtivo e federações empresariais.

A proposta fundamental do movimento é uma lei que estabeleça como meta aumentar a taxa de investimento do país dos atuais 19% do PIB para 25% do PIB, com o governo investindo 5% do PIB, para que a economia brasileira possa crescer, em média 6% ao ano na próxima década. Dessa forma, dobraríamos a renda per capita dos brasileiros em 2020. Meta nada ambiciosa se olharmos historicamente para o desempenho da economia brasileira nas primeiras sete décadas do século passado, ou para a média das taxas de investimento e de crescimento dos países emergentes nas últimas décadas.

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Painel internacional

Porque o Fed salvou o AIG e não o Lehman

Por que o governo salvou a AIG depois de deixar o Lehman falir? Bill Thomas, ex-congressista que é o vice-presidente do Comitê de Inquérito da Crise Financeira, colocou a questão para o presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), Ben Bernanke, na quinta-feira. Bernanke respondeu justificando as escolhas dos formuladores de políticas há dois anos, enquanto admitia que as novas regras financeiras deveriam mudar os cálculos da próxima vez.

Bernanke disse que o Fed resgatou a AIG porque as autoridades acreditavam que os problemas da empresa estavam isolados de seus negócios de produtos financeiros, e que subscreveu centenas de bilhões de dólares em apostas com derivativos sem participação suficiente no capital para pagá-las, quando ela as perdeu. Os formuladores de políticas acreditavam que o negócio de seguros da AIG era saudável, o que significava que a AIG tinha garantias suficientes para obter empréstimos do Fed com baixo risco para os contribuintes.

Por outro lado, Bernanke disse que a situação do Lehman como empresa saudável estava se "derretendo", com os parceiros comerciais recuando em meio aos questionamentos sobre a sua posição de capital e acesso ao crédito. O Fed não poderia ter emprestado ao Lehman sem arriscar uma grande perda, disse. Uma questão que Bernanke não abordou explicitamente foi o efeito dominó sobre os parceiros comerciais da AIG caso ela falisse. Os críticos do resgate da AIG e da relutância do Fed em revelar os efeitos de suas ações afirmam que o resgate da AIG foi na verdade um socorro clandestino aos parceiros comerciais, notadamente alguns grandes bancos estrangeiros e o Goldman Sachs.
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Os investimentos em nanotecnologia

Do Brasilianas.org

Nanotecnologia precisa de mais investimentos

Por Bruno de Pierro

Embora abarcado pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) desde 2008, por conta das expectativas de impacto no desenvolvimento econômico, social e ambiental, o setor de nanotecnologia não dispõe de recursos suficientes no Brasil. A avaliação é do pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Samuel César Júnior, em artigo que compõe a última edição do Boletim Radar: Tecnologia, Inovação e Comércio Exterior, divulgado na última quinta-feira (26/08) em Brasília.

De acordo com o estudo, do total de 12.969 projetos apoiados pelos fundos setoriais de 2000 a 2007, foram encontrados 504 (3,89%) relacionados à nanotecnologia. Os recursos destinados a estes projetos somaram R$ 195,3 milhões, o que representa 5,02% (R$ 3,9 bilhões) dos projetos financiados pelos fundos setoriais neste período.

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A briga ideológica

Coluna Econômica

Periodicamente, o país é sacudido por um conjunto de slogans econômicos, que em vez de elucidar a discussão serve apenas para propósitos políticos, de grupos.

Foi assim no final dos anos 80, com a defesa enfática do fechamento da economia, da reserva de mercado da informática. E tem sido assim nos últimos anos, mas em direção inversa: o ataque a qualquer forma de defesa da produção nacional.

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Painel internacional

Banco distorce mercado no Brasil

Alexandre Marinis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou o banco de desenvolvimento do Brasil em uma peça-chave do motor de crescimento econômico desde a sua reeleição em 2006. Todavia, a política de Lula de empurrar o envolvimento do banco para diversas áreas da vida brasileira ameaça agora a dinâmica da oitava maior economia do mundo. O banco, conhecido como BNDES, triplicou os empréstimos desde 2006, para R$ 150 bilhões (US$ 85,5 bilhões) nos 12 meses encerrados em maio. Isso é mais do que o orçamento do Banco Mundial.

O BNDES tem papel em quase todos os grandes projetos de investimento no Brasil. É responsável por 20% de todos os empréstimos no sistema financeiro do Brasil. A política agressiva de Lula para o BNDES tem custos ocultos, entretanto. A concentração de tanto poder em uma instituição financeira é um erro que prejudica o Brasil em pelo menos 10 maneiras.

1: Essa política distorce as taxas de juro e reduz a eficácia da política monetária (cobrando taxas mais baratas que as de mercado).
2: O BNDES atordoa o desenvolvimento do crédito local.
3: Os mercados de capitais permanecem subdesenvolvidos.
4: As contas públicas estão se deteriorando.
5: O desequilíbrio de poder está piorando (o repasse de recursos do Tesouro não passa pelo Orçamento federal e, portanto, não é fiscalizado pelo Congresso).
6: A política de Lula para o BNDES fere a criação de empregos (a maioria dos empréstimos vai para grandes empresas, mas são as pequenas é quem geram mais empregos).
7: A política encoraja os caçadores de recompensas (empresários podem achar mais vantajoso financiar campanhas eleitorais pró-governo e pressionar políticos por recursos do BNDES).
8. O Brasil está exportando empregos e renda (o banco financia aquisições externas para criar multinacionais brasileiras, gerando emprego e renda no exterior).
9: A política de Lula encarece produtos (financiando grandes companhias, o BNDES favorece a concentração de mercado, diminuindo a concorrência)
10: Os problemas econômicos estruturais estão tendo menos atenção do que deveriam (a generosidade do BNDES suavizou as reivindicações empresariais por reformas estruturais).
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Desembolso do BNDES atinge R$ 72,6 bi nos sete primeiros meses de 2010. Em relação aos sete primeiros meses de 2009, queda,de 3%

Autor: 

Desempenho Jan-Jul 2010 - Luciano Coutinho - Parte I(http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_I...)

Clique aqui para ver a apresentação do presidente Luciano Coutinho durante a coletiva de imprensa.

Clique aqui para acessar arquivo com áudio da entrevista coletiva. Leia mais »

Os factóides técnicos do Estadão

Por fog

Acho que estão fazendo uma confusão proposital: o dinheiro empenhado para determinado gasto faz parte do orçamento do ano. se não foi gasto por atraso numa obra por exemplo, ele fica reservado como restos a pagar, no ano seguinte, sem interferir em nada no orçamento do próximo ano. Nada a ver esta conta de subtração. São orçamentos diferentes e os restos a pagar pertencem ao orçamento do ano anterior. 

Por flavio tonelli vaz

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Painel internacional

A América mais obscura


Paul Krugman
As luzes se apagam por toda a América - literalmente. A cidade de Colorado Springs tem aparecido nas manchetes com sua tentativa desesperada de economizar dinheiro desligando um terço de seus postes, mas coisas semelhantes estão acontecendo ou sendo enfrentadas por toda a nação, da Filadélfia a Fresno. Enquanto isso, o país que uma vez assombrou o mundo com seus investimentos visionários em transporte, do Canal Erie ao sistema rodoviário interestadual, está agora em processo de despavimentação: em alguns estados, os governos locais estão quebrando as estradas que não valem a pena serem mantidas e trocando por cascalho.

E a nação que outrora valorizou a educação - estava entre as primeiras a oferecer educação básica a todos as crianças - agora a está reduzindo. Professores sendo demitidos, programas cancelados; no Havaí, o ano escolar foi drasticamente reduzido. E todos os sinais apontam para ainda mais reduções no futuro.  Nos disseram que não temos escolha, que as funções básicas do governo - serviços essenciais que tem sido fornecidos por gerações - já não são acessíveis. E é verdade que os governos estaduais e locais duramente atingidos pela recessão estão sem dinheiro. Mas não estariam tão desprovidos se os seus políticos se dispusessem a considerar pelo menos alguns aumentos de impostos.

E o governo federal, que pode vender títulos de longo prazo protegidos da inflação à taxa de juros de apenas 1,04%, não está absolutamente sem dinheiro. Ele poderia e deveria oferecer ajuda aos governos locais para proteger o futuro de nossa infra-estrutura e filhos. Mas Washington está provendo apenas um pingo de ajuda, e mesmo assim a contragosto. Temos que priorizar a redução do déficit, dizem os republicanos e os democratas "centristas". E então, quase no suspiro seguinte, declaram que devemos preservar os cortes de impostos dos muito ricos, a um custo orçamentário de US$ 700 bilhões durante a próxima década.
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A reciclagem dos investimentos

Coluna Econômica

No final dos anos 90, o Banco Central planejou, na surdina, a recompra de títulos da dívida brasileira. O mega-investidor Jorge Paulo Lehmann se antecipou e adquiriu títulos não apenas da dívida brasileira como russa. Um movimento de recompra de títulos brasileiros influenciaria o mercado de dívidas soberanas.

De repente eclodiu a crise russa, algo que não estava no horizonte de previsões do BC brasileiro nem de Lehmann. Os títulos despencaram de valor. O Garantia – banco de Lehmann – sofreu enorme prejuízo.

Aquele momento marcou uma mudança no modelo financista brasileiro. Mais acurado dos empresários do período, Lehmann se desfez de sua participação no banco e caiu de cabeça em investimentos na economia real.

Em poucos anos, transformou a Ambev na maior cervejaria do mundo.

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Os investimentos das estatais

Por Roberto São Paulo-SP 2013

Da Agência Brasil

Empresas federais batem recorde de investimentos no primeiro semestre

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As empresas estatais federais investiram R$ 37,9 bilhões nos primeiros seis meses de 2010, informou o Ministério do Planejamento. O valor é recorde e supera em 27% o montante registrado no mesmo período do ano passado, de R$ 29,7 bilhões.

A execução também está mais acelerada neste ano do que no ano passado. De acordo com o levantamento, de janeiro a junho as estatais investiram 40,1% do orçamento de R$ 94,4 bilhões. No primeiro semestre de 2009, a execução correspondia a 37,9% da verba prevista.

Publicados hoje (2) no Diário Oficial da União, os dados foram levantados pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), ligado ao Ministério do Planejamento.

Apenas em maio e junho, as estatais aplicaram quase R$ 12,5 bilhões. O valor é quase 18% maior que o registrado no 3º bimestre de 2009, quando o investimento tinha somado R$ 10,6 bilhões. Leia mais »

A dificuldade das estatais de saneamento

Do Portal de Luís Nassif

Do Blog de Saneamento Básico, o Site

Apenas um quarto das estatais de saneamento consegue investir

Das 26 companhias estaduais, que comandam 70% do setor no país, apenas 7 têm quadro financeiro saudável e capacidade para novos investimentos, o que inclui captar verbas do PAC e financiamentos.

Embora o PAC, lançado em 2007, tenha feito uma coisa que há muito tempo não se fazia para o saneamento - criar um programa de investimentos - seu aproveitamento pelo setor foi muito baixo.

Dos R$ 35 bilhões destinados pela União, apenas R$ 8,1 bilhões, ou 28%, chegaram a ser desembolsados de fato.

Neste caso, no entanto, o maior entrave está justamente nos contemplados.

Controlado principalmente por autarquias municipais e estaduais - responsáveis, respectivamente, por 20% e 70% dos serviços no país -, o segmento é muito pulverizado, em muitos locais é mal gerenciado e, a maioria das estatais responsáveis pela área tem as finanças comprometidas.

Levantamento feito pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas dos Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), com base em dados do Ministério das Cidades, mostrou que apenas sete das 26 companhias estaduais de saneamento do país possuem um quadro financeiro saudável para poder se manter.

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A politização da análise econômica

Características do comportamento do jornalismo político, especialmente em Brasilia:

1. Todos os atos de governo são relacionados com eleições. E

2. Todos os movimentos de partidos e políticos sempre precisam ter um cunho de conflito, ocupação de espaço político, maquiavelismo, estratégia. A política é quase sempre improvisada ao sabor dos acontecimentos. Mas trata-se de revestir toda decisão de estratégias profundas (quando o candidato está em alta).

Por exemplo, Dilma Rousseff tinha uma agenda de compromissos na Europa. Reuniões com chefes de Estado estrangeiros dependem da agenda deles., portanto precisam ser marcadas com antecedência Mesmo assim, as análises políticas diziam que foi uma grande jogada de marketing, porque ela viajou e conseguiu visibilidade na mídia para se contrapor à semana de propaganda gratuita de Serra. Leia mais »

E o investimento cresce

Do Estadão

Investimento vai chegar a 19,4% do PIB, diz CNI

Participação do investimento no PIB seria a maior em aproximadamente 40 anos

Fabio Graner / Brasília - O Estado de S.Paulo

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê um ritmo ainda mais acelerado de expansão dos investimentos na economia brasileira este ano. De acordo com o Informe Conjuntural da organização, a Formação Bruta de Capital Fixo (que é o nome técnico para o conjunto de investimentos privados e públicos da economia) deve ter expansão de 24,5% em 2010.

Com esse resultado, o nível de investimentos passa dos atuais 18% do Produto Interno Bruto (PIB) para 19,4%, o mais elevado da história recente, mas ainda perdendo para os anos 70.

O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, afirmou que os investimentos vão liderar o processo de expansão da economia neste ano. Leia mais »

Infraestrutura puxa investimentos

Do Estadão

Investimento de empresas bate recorde

Levantamento mostra que, no primeiro trimestre, o investimento representou 8,3% do faturamento líquido de um grupo de 500 empresas

Marcelo Rehder, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Puxado pelo setor de infraestrutura, o investimento das empresas brasileiras não só superou o ritmo do período anterior à crise como bateu o recorde de dez anos, quando se leva em conta o primeiro trimestre do ano.

Levantamento da empresa de dados financeiros Serasa Experian mostra que, no primeiro trimestre de 2010, o investimento representou 8,3% do faturamento líquido de um grupo de 500 empresas cujas demonstrações contábeis foram analisadas. Nos três primeiros meses de 2008, o número era menor, de 7,7%. Leia mais »