A semana das manchetes do factóide pró-Serra: a iconografia da derrota midiática

A derrota do factóide, é também a derrota da credibilidade da mídia conservadoraEsta foi a semana do recall do novo factóide da campanha: o dossiê, que ninguém sabe, ninguém viu, mas que foi utilizado diariamente, em rádios, jornais, portais de internet e TV, além, claro, da propaganda da oposição.A quantidade de tempo devotada por alguns veículos de comunicação(?), foi mais que suficiente para formar qualquer opinião a respeito, informar as pessoas sobre o fato(?).  Sem entrar na questão, se o fato é ou não verdadeiro e nesse caso está muito claro tratar-se de jogada eleitoral, o que importa aqui dizer é, independente da veracidade ou não do suposto fato, divulgado e amplificado pelo país afora pelos gigantes da comunicação, o resultado Leia mais »

A importância da oposição preservar a dignidade

Por João Sabóia Jr.

Da Folha

Boa análise da campanha Lula x FHC e da campanha atual de Serra:

JONATHAN WHEATLEY

Nada como o sucesso

Oposição consistente consegue preservar a dignidade para lutar de novo outro dia

Nada, como dizemos em inglês, garante resultados como o sucesso (nothing succeeds like success). Em 1994, tanto Fernando Henrique Cardoso quanto Luiz Inácio Lula da Silva sentiram isso na pele. FHC, surfando na onda do apoio popular ao Plano Real, era uma força irresistível na eleição presidencial.

Enquanto isso, Lula se encontrava na posição nada confortável de ser obrigado a fazer oposição a políticas que traziam um benefício óbvio e espetacular para seus eleitores naturais, as camadas mais pobres da população, para quem a inflação era a mais cruel injustiça dos tempos recentes. Agora, para importar outra expressão do inglês, a bota está em outro pé. Enquanto Lula surfa uma onda ainda maior de popularidade, aparentemente a maior de todos os tempos no país, José Serra está sendo obrigado a ser seu opositor. Leia mais »

Serra e o baronato da mídia conservadora: caindo juntos e de braços dados

Perda de credibilidade e prestígio popular: a ruína da mídia conservadora e da oposiçao demotucana

Serra e seu conluio midiático partem para a estratégia de, sem conseguir a virada no voto, tentar manchar a vitória alheia.
Expediente resultado do desespero e da falta de horizontes de uma candidatura sem apelo popular, sem comícios, sem empolgação.
Mas algo, além de tudo isso que está aí posto, talvez demonstre o porquê dessa associação do desespero, de provocar o medo, de tentar desqualificar as escolhas da sociedade como um todo:

O baronato da mídia e o grupo político da oposição, capitaneados pelos tucanos de Serra e o DEM do clã dos Maias do Rio de Janeiro, outrora de Arruda do (mensalão do) DEM, despencam juntos na na escolha livre das pessoas, confiram as pesquisas abaixo e percebam se não há um resultado padrão, simétrico nas linhas decadentes: Leia mais »

As articulações de Aécio para 2011

Do Valor

Aécio tenta aproximar PSDB do PSB e PDT

César Felício, de Sabará (MG)
30/08/2010

Favorito para ser um dos senadores eleitos este ano com maior votação proporcional, o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB), com 70% de intenções de voto segundo a última pesquisa Datafolha, começa a estruturar uma linha de ação para 2011 "que independa do resultado da eleição presidencial", segundo afirmou. A provável derrota do candidato tucano à presidência, José Serra, ainda é um tema interditado por Aécio em entrevistas.

O projeto de Aécio envolve aproximar o PSDB do PSB dos irmãos Cid e Ciro Gomes, respectivamente governador e deputado federal pelo Ceará, e do PDT do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apostando que a dualidade entre petistas e tucanos irá permanecer.

"Ainda vamos ter esta polarização por mais algum tempo. O que é necessário é criar no Congresso uma agenda de Estado que permita convergências e assim não cair no que chamei algumas vezes de 'armadilhas plebiscitárias", afirmou Aécio, em um hangar do aeroporto de Pampulha, a poucos metros da mãe, Inês Maria Neves, com quem viajou na tarde de sábado para São João Del Rey, onde iria realizar gravações para a campanha.

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O risco do pensamento único

Por Bento

Infelizmente muitos aqui confundem as coisas quando dizemos que precisamos de uma oposição bem constituída e articulada no âmbito dos partidos políticos e lamentamos a perspectiva de sua ausência.

Fato é que nunca houve oposição desse tipo no Brasil, e isso explica muito de nossa conturbada trajetória política. Então não lamentamos a decadência e eventual extinção política de lideranças fracassadas ou assumidamente golpistas do DEM, PSDB e PPS, lamentamos sim a decadência da oposição enquanto opção viável ao eleitor. Não dá pra misturar as coisas como muitos fazem aqui. Leia mais »

A solidão de Arthur Virgílio

Do Valor

No Amazonas, campanha é de todos contra Virgílio

Luciano Máximo, de Manaus
27/08/2010

Flamenguista doente, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) está no meio de uma roda de trabalhadores da fábrica da Honda na Zona Franca de Manaus e fala, com otimismo, sobre as chances de seu time do coração - e de esmagadora maioria da população do Amazonas - terminar o Campeonato Brasileiro entre os quatro melhores. Ao fim da conversa, ele se despede apertando a mão e chamando cada um dos interlocutores pelo nome. Apesar de o Flamengo não estar nada bem - apenas em 11º lugar no Brasileirão -, Virgílio sabe que tem uma eleição dura pela frente e precisa estar cada vez mais próximo do povo se quiser ser reeleito.

Aliado de um candidato ao governo estadual com zero nas pesquisas e distante do presidenciável tucano José Serra, que não consegue decolar no Amazonas, Virgílio está praticamente sozinho. Seus adversários estão nas duas maiores coligações do Estado e têm as candidaturas turbinadas pelos apoios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da petista Dilma Rousseff e do ex-governador Eduardo Braga (PMDB), que aparece virtualmente eleito senador com mais de 80% das intenções de voto. "O embate Arthur-Vanessa será mais acirrado que a campanha de governador", avalia Edmilson Barreiros, procurador-regional eleitoral do Amazonas.

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A crise do PSDB

Autor: 

Do El País

Negro futuro para la oposición brasileña

JUAN ARIAS 26/08/2010

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Si se confirman los pronósticos de los sondeos, que auguran una victoria en primera vuelta de la candidata del Partido de los Trabajadores (PT) a la presidencia de Brasil, Dilma Rousseff, lo más probable es que la oposición quede desangrada y desarmada. Porque estas previsiones dibujan un Congreso en el que tanto el Parlamento como el Senado pasarán a las manos del Gobierno, apoyado hoy por una docena de partidos, entre ellos los dos más fuertes: el izquierdista PT y el conservador Partido del Movimiento Democrático de Brasil (PMDB). Y ambos, además, cuentan con el respaldo de la fuerza sindical. Leia mais »

O partido de dissidentes da oposição

Por Eduardo C

Nassif,

repare na nota da Monica Bergamo sobre a possível criação de um partido político para receber dissidentes dilmistas do PSDB, DEM e PPS. Se for verdade mesmo, a oposição estará esfacelada no ano que vem. O congreso ficará marcado por um bloco de esquerda consolidado (PT, PSB, PDT e PCdo B, principalmente), um bloco centrista não-programático mas possivelmente aliado ao governo em questões essenciais (PMDB e o novo partido), e uma oposição conservadora ainda mais reduzida.

Mônica Bergamo

bergamo@folhasp.com.br

BARRIGA DE ALUGUEL

O PT já articula a formação de um novo partido que apoiaria Dilma Rousseff (PT) no caso de ela ganhar a eleição para a Presidência. A legenda abrigaria parlamentares do PSDB, do PPS e até do DEM dispostos a fazer uma transição lenta, gradual e segura rumo aos braços governistas. Já há conversas entabuladas.

MUNDO NOVO
Para que a nova agremiação tenha sucesso será preciso mudar a lei, que impede que um parlamentar eleito por um partido troque de legenda -hoje, se isso ocorre, o político perde o mandato. Leia mais »

O raio X da campanha eleitoral

Coluna Econômica

Como se analisa o governo Lula, por dentro? A visão abaixo é de Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula e encarregado de montar o programa da candidata Dilma Rousseff.

Garcia considera difícil a campanha da oposição atual, mais ainda do que a campanha de Lula em 1994, enfrentando Fernando Henrique Cardoso ancorado no Plano Real.

O plano Real representou uma mudança econômica, diz ele, percebida por jornalistas, economistas e intelectuais. Já as mudanças atuais são de ordem social, percebida, portanto, pela sociedade (na verdade, o fim da inflação em 1994 significou bem estar para toda a população).

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Reflexões da campanha eleitoral

Por Gunter Zibell - SP

Estes primeiros dias de campanha têm sido férteis em análises, gostaria de complementar opiniões minhas anteriores daqui e dali.

Completando a crítica à velha oposição:

- O problema maior não me parece sequer ser o discurso econômico e de gestão de estado, mas esse procedimento de tentar assassinar reputações. Nunca deveria ter sido usado e agora, bem, parece com um bumerangue. A sucessão de eventos "Lunus-Vandoim/Aloprados-Ficha Falsa-Pó Pará-supostos dossiês" faz todo mundo, aliados ou adversários, ficar pensando.

Sobre Marina:

- Isso dela ser contra "casamento gay" pareceu pegadinha em uma entrevista do terra.com.br e a resposta dela foi editada em alguns portais. Mas ela declarou ser a favor da parceria civil e é essa a necessidade LGBT. Culto religioso é para algumas denominações apenas e não há muitos preocupados com isso. Não posso falar por todos os gays, mas eu não faço objeções a Marina por esse motivo.

- Crenças pessoais. Marina me convence como pessoa sensata e que não deixará religião interferir no Estado. A legislação atual sobre aborto é questionável, mas ela já propôs remeter a plebiscito, o qual só teria o poder de conceder direitos, não tirá-los. Nem Dilma nem Serra falaram no assunto.

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Como o oposição reunificou o PT

Do Valor

O efeito colateral do discurso neo-udenista 

Maria Inês Nassif
19/08/2010

Na campanha, o PT consegue reunir de volta sua antiga militância e o PSDB tem perdido a sua

A excessiva fixação do PSDB e do DEM no eleitorado de centro e de direita, com correspondente radicalização do discurso, tem estreitado as margens de manobra dos dois maiores partidos de oposição. A agressividade de um discurso tomado da direita ideológica produziu, em 2006, um fenômeno que deve se repetir em 2010. É esse discurso que, em ano eleitoral, têm trazido os movimentos sociais que atuam à esquerda do PT - e que beberam da mesma fonte no passado - de volta à sua órbita.

No primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), houve um gradativo afastamento de setores sociais que, na origem petista, eram a militância mais aguerrida do partido. Era ininteligível para os movimentos um acordo de governo tão amplo que abrigava interesses do mercado financeiro e do agronegócio, ao mesmo tempo em que investia em programas sociais de transferência de renda, no microcrédito e no apoio à agricultura familiar. Quando o Bolsa Família começou a produzir, de fato, efeitos de distribuição de riqueza, os movimentos sociais viram-se com um grande abacaxi nas mãos. Não era possível se contrapor a um programa de complementação de renda, que atacava cidadãos expostos à miséria absoluta, mas, se o Bolsa Família produzia o efeito de tirar os miseráveis da órbita de influência da política tradicional, tinha também um efeito desmobilizador na base desses movimentos. A luta reivindicatória, que se iniciava pela educação para a cidadania, também foi neutralizada.

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O fator Marina Silva

Coluna Econômica

No futuro, o debate dos presidenciáveis, ontem na UOL, será considerado o marco inicial do lançamento de Marina Silva como futura líder da nova oposição que emergirá após as eleições.

Até então, tinha-se a Marina símbolo, com sua vida extraordinária, a aproximação com Chico Mendes, o simbolismo de quem começou do nada, um personagem da floresta que venceu com denodo, sem perder a ternura.

Mesmo assim, tinha um discurso previsível que não conseguia ir muito além do preservacionismo na sua forma mais simples.

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A fantasia dos belicistas da política

Há tempos um grupo de diretores de redação e colunistas da velha mídia desenvolveu uma visão seletiva do mundo. Criou um mundo à parte, imaginou molda-lo à sua vontade. E agora vê esse sonho ruir.

Como o trauma é muito profundo, criam uma espécie de alienação dentro do sonho, para se convencer de que aquilo que os olhos teimam em mostrar não existe. O que existe é a imaginação.

O artigo de Merval enaltecendo o "novo oposicionismo" de José Serra se insere nessas alucinações autodefensivas, que se seguem ao trauma. É caso único de enxergar virtude na agressividade. Nem os marqueteiros de Serra aprovaram o tom duro. Enxergou agressividade na resposta de Dilma sobre o câncer, onde sequer a Eliane Cantanhêde, com todos seus temores, ousou enxergar.

Porque tudo isso? Leia mais »

Discutindo a oposição

Por Gunter Zibell - SP

Confirmando-se em 03/outubro o "hay gobierno", já deveremos pensar na pauta de um futuro "soy contra".

Talvez se possa discordar de que o declínio do PSDB/DEM seja classificado como tragédia. (Bom, no sentido teatral um tanto é...) É muito positivo para a nação que se aprenda que não é possível fazer oposição com o seguinte roteiro:

a) Apoio escancarado da mídia, usando-a como mais um "partido" na coligação;

b) Ausência de conteúdo programático;

c) Contradições visíveis na prática legislativa (afinal, é-se contra o fator previdenciário, e a favor de CPMF, bolsa-família, Prouni, etc ou não?);

d) "Barragem" de CPIs em estados controlados por maioria de Assembléia Legislativa;

e) Alinhamento a idéias internacionalmente superadas (neoliberalismo, desnacionalização da política externa.) O único "nacionalismo/protecionismo" do PSDB é justamente no que concerne a mídia, sendo assim também arcaico;

f) Utilização de factóides como ferramenta de propaganda. Leia mais »

O fim da herança de 1974

Por Jorge Nogueira Rebolla

Caso a atual oposição realmente se desintegre no pós eleição teremos um momento único para o surgimento de um movimento ou partido político que não tenha nascido sob a influência dos efeitos da ditadura militar.

Dos atuais partidos a grande maioria é composta por oponentes de 64. Da extrema esquerda a centro direita eles se dividirem em pelo menos 20. Do que seria a banda civil do regime restou o ex-pefelê. Formado geralmente por fisiológicos que não possuem estrutura para sobreviver longe dos cargos públicos. A prova foi o definhamento na era lula.

O pmdb não é um partido político consistente é uma confederação de interesses. São especialistas na divisão do butim. É um dem com maior vocação para o adesismo. Em 2002 foi derrotado pelo pt e na posse do lula já era sócio do governo. Leia mais »