Haddad cancela licitação de R$ 46 bi para transporte

Por Gustavo Belic Cherubina

26/06/2013 12h36 - Atualizado em 26/06/2013 14h32

Prefeito assinará contratos para construção de 66 km de corredores. 
Entre as avenidas que receberão faixas exclusivas está a 23 de Maio.

Do G1 São Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou nesta quarta-feira (26) em entrevista ao SPTV uma série de medidas para o transporte público da cidade e cancelou o processo de licitação para a contratação das empresas de ônibus que realizarão o serviço pelos próximos 15 anos. O valor da licitação previsto é de R$ 46 bilhões, mais que o Orçamento anual da cidade, que é de R$ 42 bilhões.

Haddad afirmou que vai criar um conselho para abrir planilhas e mostrar os custos do sistema. Com isso, o atual contrato, que vence em julho, deverá ser prorrogado.

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MP investiga desvios de recursos em empresas de ônibus de SP

Por anarquista sério

Da Folha

Promotoria investiga fraudes em empresas de ônibus de São Paulo

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

Empresas com prejuízo no balanço, mas com proprietários que fazem movimentações milionárias. Essa situação ocorre com companhias de ônibus de São Paulo, segundo o Ministério Público.

Uma investigação aponta que esse paradoxo é resultado de desvios de recursos pelos donos das empresas, troca de ônibus novos por velhos e venda de linhas que não poderiam ser negociadas porque são uma concessão da Prefeitura de São Paulo.

Relatórios do Coaf, órgão do Ministério da Fazenda que apura lavagem de dinheiro, encontrou "movimentações atípicas" em dinheiro vivo desses empresários.

Um relatório sigiloso obtido pela Folha cita que a empresa Happy Play, que não tem um único ônibus, mas integra consórcio, recebeu R$ 4,8 milhões em depósitos em dinheiro num único ano. Leia mais »

Protesto na região central de SP reúne 35 mil manifestantes

Eles se diziam contra a PEC 37, que limita o poder de o MP investigar.
Manifestantes foram da Avenida Paulista até a sede do Ministério Público.

22/06/2013 20h05 - Atualizado em 22/06/2013 23h05

Do G1 São Paulo

A Avenida Paulista, a Rua da Consolação e outras vias da região central de São Paulo foram palco de protestos de pelo menos 35 mil pessoas neste sábado (22), segundo balanço da Polícia Militar. Eles levaram várias questões às ruas, mas em especial a rejeição à PEC 37, proposta de emenda constitucional que limita os poderes de investigação do Ministério Público.

O sábado foi mais um dia de protestos em várias cidades brasileiras e também no exterior, caso de Paris. Em Belo Horizonte, a polícia mineira contou 66 mil manifestantes, e houve confronto. (O G1 acompanhou em tempo real as manifestações pelo país, em fotos e vídeos: veja relatos no Brasil inteiro, em São Paulo e em Minas Gerais.)

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MPL diz que não irá promover mais protestos em SP

Da Agência Brasil

Movimento Passe Livre anuncia que não convocará mais protestos em São Paulo

21/06/2013 - 12h48

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Os militantes do Movimento Passe Livre (MPL) anunciaram que não vão mais promover protestos na capital paulista. O MPL vinha organizando os atos pela revogação do aumento da tarifa do transporte público na capital paulista desde o dia 6, reivindicação atendida pelos governos estadual e municipal na última quarta-feira (19).

Na manifestação de ontem (20), convocada pelo movimento para comemorar a redução das passagens, houve interferência de grupos trazendo “pautas conservadoras”, como definiu Douglas Belome, militante do MPL. Segundo ele, manifestantes com reivindicações como a redução da maioridade penal fizeram o Passe Livre, que existe desde 2005, desistir dos atos de rua na cidade de São Paulo.

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MPL sai das ruas para não se confundir com extrema direita

Autor: 

O Movimento Passe Livre (MPL), que lidera as manifestações pela redução da tarifa do transporte público em todo o Brasil, tem uma atuação que eles denominam de "horizontal", com 40 ou 50 integrantes. Lucas Monteiro, 29 anos, é uma das lideranças encarregadas de falar com a imprensa.
 
Em conversa com Terra Magazine, na manhã desta sexta-feira (21), ele informa que, para evitar a apropriação do movimento pela extrema direita, e a violência nas ruas, o MPL não convocará mais protestos em São Paulo. Lucas reafirma não fala por outros Estados, mas imagina que, nas cidades em que houve a "vitória", com a redução da tarifa, o mesmo se dará.
 
Terra Magazine – Lucas, não lhe parece que as coisas estão saindo do controle e que há uma extrema direita indo para as ruas, tentando se apropriar das manifestações?
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É mais do que vinte centavos – é menos do que contra tudo

Alguns elementos ajudam a explicar a perplexidade da Grande Imprensa para com os atos que agitam São Paulo há duas semanas e avançaram com força Brasil adentro esta semana. Um deles, muito comentado, é a falta de lideranças nos moldes típicos de sindicatos, partidos e organizações afins: os tais líderes do Movimento Passe Livre têm pouca ascendência sobre a massa que se reúnem ao seu chamado – resultado do angariamento de pessoas ter origem na internet e não fruto de um trabalho de longa data de “conscientização”. Um segundo é a ausência de bandeiras claras – demorou para os ideólogos da Grande Imprensa se darem conta de que vinte centavos não eram o motivo de juntar tanta gente. Soma-se a isso que outro fato incomum é seu caráter não-reativo. Leia mais »

Considerações sobre a Esquerda e a Revolta do Vinagre

Considerações sobre a Esquerda e a Revolta do Vinagre

 

Há uma série de textos e comentários publicados ao longo do dia exaltando as manifestações ocorridas ontem e entendendo que as críticas da esquerda à participação da classe média são autoritárias, e que qualquer interpretação sobre a influência da mídia no processo é conspiracionista. Mas será que é isso mesmo? O que será que está em jogo?

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A cidade de SP passou a pertencer um pouco mais ao cidadão

Por ArthurTaguti

Comentário ao post "PMs se sentam com manifestantes em São Paulo"

Ontem a cidade de São Paulo passou a pertencer um pouco mais ao cidadão paulistano. Passada a tensão inicial, locais como a Avenida Paulista se tornaram um grande centro de confraternização: namorados andando de mãos dadas, famílias inteiras passeando tranquilamente, amigos conversando e se divertindo, pessoas andando de bicicleta e de skate sem correr grandes riscos.

Os carros deram lugar às pessoas, que enxergaram as faces existentes por trás dos vidros fumê. O ambiente de guerra por espaço, que toma conta de cada centímetro da capital paulista, deu lugar a  convivência pacífica entre iguais. Iguais porque há muito tempo não se via as classes média e alta satisfeitas com eventos populares - que agregam pessoas das classes AAAA+ a Z - numa cidade em que tudo ou quase tudo tem o seu preço. Iguais porque as tensões sociais da metrópole, que explodem quando indivíduos de classes sociais diferentes se cruzam, resolveram conceder uma trégua temporânea. Pobres, bem nascidos, jovens, velhos, estudantes, trabalhadores, todos no mesmo espaço, reivindicando uma cidade que é sua por direito. Leia mais »

O que esperar do ato desta segunda, 17?

Os protestos de quinta-feira-13 e a forma como o Estado reagiu à manifestação até então pacífica puseram a disputa pelo espectador e a opinião pública no centro da manifestação desta segunda – tática levantada inteligentemente pelos manifestantes. Na manifestação do dia 13, a polícia militar, atendendo aos apelos da Grande Imprensa – vale lembrar os editoriais da Folha e do Estadão, para não citar a abjeta mídia televisiva – por mais “rigor” na repressão aos “baderneiros” conseguiu com isso reverter a opinião pública que, como praxe num país conservador e de forte raiz ditatorial como o Brasil, se punha contra os “arruaceiros” e a favor da polícia descer o cacete em todos aqueles “vagabundos”. Nesta segunda, a disputa será por colar a pecha de “vândalos” novamente naqueles que protestam. Leia mais »

Premeditação na violência policial (e erros de avaliação)

Leio na Grande Imprensa que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, responsável último pelos atos da polícia militar sob suas ordens “afirmou que atos abusivos de policiais serão investigados. 'Não temos nenhum compromisso com o erro. A polícia tem uma corregedoria. Então será apurado qualquer abuso que tenha sido cometido. A polícia trabalha. Exceção, se houve um abuso isolado, isso vai ser rigorosamente apurado'”.

Sobre abuso das nossas polícias, isso merece um texto só para o tema. Qualquer investigação séria vai mostrar que não houve excesso dos abusos por parte da polícia militar paulista nas manifestações do dia 13 de junho – e não falo isso com ironia. O que houve de excepcional foi a aplicação no centro rico da cidade mais rica do país do mudos operandi que essa polícia utiliza nas franjas pobres da cidade – em Capão, em São Miguel, em outras regiões “esquecidas”. Foi a atuação banal e costumaz, feita em doses homeopáticas e diárias contra negros, pardos e pobres, concentrada em uma dose de choque contra a classe média branca. Nada de extraordinário, apenas a democratização da repressão.
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Sobre os responsáveis pelo vandalismos dos protestos em SP

Por Rubens029

Fazendo uma pesquisa em alguns blogs de pessoas que estiveram presentes na passeata do dia 13, vi alguns relatos que indicam que parte do vandalismo visto nas manifestações é feito por policiais à paisana, ou por pessoas que estavam lá claramente para criar confusão. Parece ser uma estratégia para justificar uma posterior ação violenta da polícia contra os manifestantes:

http://maismagenta.com.br/2013/06/14/o-que-eu-vivi-no-manifesto-do-dia-136-em-sao-paulo/

"Do meu lado, reparei dois homens com cabeça raspada. Altos. Razoavelmente fortes. Olharam bem pra minha cara e pra do meu namorado, que não percebeu nada – com certeza só vai se tocar disso quando ler esse texto..."

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Treinamento de guerra faz PM reagir com truculência

Do Jornal GGN

Treinamento de guerra faz PM reagir com truculência a movimentos populares

 Jornal GGN - A repressão policial aos movimentos populares que ocupam as ruas de São Paulo está ficando cada vez mais sistemática. Nos últimos dias, o centro da capital paulista tem vivido momentos de tensão devido ao revide da Polícia Miliar aos protestos contra a tarifa de ônibus municipal. Na quarta edição da manifestação do Movimento Passe Livre, ocorrida na quinta-feira (13), mais de 15 mil pessoas foram às ruas protestar.

A onda de manifestações começou na semana passada, por conta do aumento de 20 centavos na passagem – de R$ 3,00 passou a custar R$ 3,20 desde o último dia 2. Para conter o avanço da marcha, foram deslocados centenas de policiais da Tropa de Choque, Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) e a temida Rota (Ronda Ostensivas Tobias de Aguiar) para as imediações da avenida Paulista.

Em cima de uma multidão desarmada, a PM agiu com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e de pimenta e balas de borracha. A truculência usada pela corporação, reconhecida como desmedida pelo prefeito Fernando Haddad e pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo – ambos defensores da ação de segurança pública nas primeiras edições do protesto -, é reflexo de uma polícia com caráter militarista e sem autonomia crítica.


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O protesto na frente da Rede Globo, em São Paulo

Por Marco Antonio L.

Do Portal Terra

Protesto contra Rede Globo complica trânsito em São Paulo

O grupo carregava cartazes com mensagens contra a corrupção e pedindo melhorias no transporte público

Manifestantes protestam em frente à Rede Globo em São Paulo Foto: Fernando Borges / Terra

Manifestantes protestam em frente à Rede Globo em São Paulo Foto: Fernando Borges / Terra

Um grupo de manifestantes fez um protesto na tarde desta sexta-feira em frente ao prédio da Rede Globo em São Paulo. Por volta das 17h, cerca de 30 pessoas se reuniram na avenida Doutor Chucri Zaidan, onde a emissora está localizada na capital paulista. O grupo carregava cartazes com mensagens contra a corrupção e pedindo melhorias no transporte público.

"Esse movimento é apartidário. É voluntário. Ninguém aqui é de partido nenhum. E isso vai aumentar como aumentou em outros países, você pode ter certeza. São Paulo, talvez, como centro maior, vai chamar a atenção da presidente", disse um dos manifestantes. 

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MP-SP pretende investigar tarifas de transporte em SP

Do Jornal GGN

MP-SP pretende investigar tarifas de transporte em São Paulo

Jornal GGN – O Promotor de Justiça, Mauricio Antônio Ribeiro Lopes, afirmou ao Jornal GGN, que já existe um inquérito civil para apurar como é formado o valor da tarifa dos transportes públicos na cidade de São Paulo.

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Policial quase foi linchado por manifestantes em SP

Por Roberto

Da Folha

Sozinho, PM quase foi linchado durante protesto na região da Sé

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GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO

Um policial militar com rosto banhado de sangue, cercado e agredido com socos, chutes e pedras por cerca de dez manifestantes.

A cena na rua 11 de Agosto, a poucos passos da praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo, foi impressionante não só para mim, mas até para integrantes do Movimento Passe Livre, que organiza os atos contra a tarifa.

"O PM iria ser linchado", admitiu o estudante de Ciências Sociais Matheus Preis, 19, que, com outro grupo, tentava, para a proteção do PM, conter os mais radicais.

A agressão que testemunhei por volta das 20h30 ocorreu ao lado do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Após se levantar, sangrando, o PM tirou a arma do coldre e a apontou para os manifestantes. Depois, para o alto. Tive certeza de que ele iria atirar. Mas o policial militar não disparou nenhum tiro. Leia mais »