Re: Cortiços: o mercado habitacional de exploração da pobreza

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Fuhgeddaboudit™

Comentarista, isto eu já acusei dezenas de vezes, aqui, e o governo e seu agente responsável, CALARAM (ou, melhor, admitiram) Os preços a que você se refere, onde o Rio é recordista em função da expectativa da Copa e Olimpíadas, foram alavancados pelos Barões da Construção Civil com o dinheiro dos Fundos Sociais que a CEF administra, ao incorporarem terrenos que compraram de 2005 a 2007 (quando avisados, amicíssima e antecipadamente, do "derrame" de R$ 75 Bilhões que se faria, em seguida, em nome do Minha Casa Minha Vida). Assim, aproveitando a "grana gorda e fácil" e "as bondades da madrinha CEF", enfiaram os terrenos nas construções por, até, 10 vezes mais do que compraram (mas, que isso não valiam; porém a CEF avaliou-os como corretos), aplicaram a maior parte do dinheiro em segmentos que não o Minha Casa Minha Vida. Isto elevou de forma "artificial" o preço dos imóveis novos (130% em SAMPA e 200% no Rio, em três anos) onde alegou-se, ter sido "o mercado" (ou seja: a especulação deles mesmos, com a providencial "distração" da CEF). Esses preços contaminaram os antigos e os Novos Contratos de Aluguéis, há quatro anos sobem em média 20%/ano, segundo o “SECOVI” – na verdade se a raposa diz isso, o percentual real é o dobro, 40%/ano (e o IBGE e a FGV os expurgam do cálculo - usam apenas o peso ???? do IGPM que corrige os em vigor, ainda não objetos da Denúncia Vazia). E, esta, se agiganta, para provocar uma renegociação ou saída dos inquilinos, que, às vezes tem que mudar de município ou Estado para não se submeterem às ratazanas, lacraias e escorpiões nas promiscuidades das favelas, onde as crianças são as maiores vítimas.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.