As medidas antienchente de Haddad

Por Assis Ribeiro

Do Viomundo

Professor aprova medidas antienchente de Haddad e alerta: “Piscinões, não!”

por Conceição Lemes

Após reunir-se com um grupo de secretários e assessores, o novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou ontem, seu primeiro dia de trabalho, 16 medidas emergenciais para combater as enchentes na capital. O repórter Evandro Spinelli, da Folha de S. Paulo, listou-as: 

1. Coordenar ações de limpeza de ramais, galerias e bocas de lobo. Diminuir a periodicidade das limpezas de bimestral para quinzenal nos 132 pontos de reincidência de alagamento e nas sub-bacias de maior risco.

2. Estabelecer convênio entre a Prefeitura e a Sabesp para o uso de caminhões de hidrojatos no período de chuvas para reforçar a estrutura existente nas Subprefeituras.

3. Solicitar às concessionárias a instalação de contêineres em pontos estratégicos nas regiões do Brás, Bom Retiro, Santa Efigênia, 25 de Março e Pari para o despejo de lixo comercial em larga escala.

4. Dotar as Subprefeituras com estrutura de cavaletes, cones e faixas de sinalização, bem como planos de desvio de rota para atuarem emergencialmente em situações de alagamento até a efetiva operação da CET.

5. As concessionárias deverão providenciar caçambas de até 26 metros cúbicos, em número suficiente, nos Ecopontos, para evitar o depósito de resíduos em locais onde há risco dos detritos escorregarem para a via pública ou encostas de córregos.

6. Intensificar o monitoramento dos pontos de descarte de entulho irregular (pontos viciados). Promover, quando necessário, o recolhimento de entulho.

7. Por decreto, atribuir aos agrônomos das Subprefeituras o poder de emitir o laudo de autorização de poda de árvore.

8. Permitir, no período de enchentes, o deslocamento das equipes entre as regiões das subprefeituras para atender situações de emergência e/ou demanda acumulada.

9. Redimensionar e equilibrar a estrutura disponível para a Defesa Civil nas Subprefeituras e criar um corpo permanente de atendimento às emergências.

10. Reunir prontamente os subprefeitos e secretários envolvidos para repasse das novas orientações sobre a Defesa Civil.

11. Fazer o monitoramento e a limpeza manual e/ou mecânica dos córregos de maior incidência de chuva, evitando os pontos de estrangulamento.

12. Estudar a possibilidade de contratar imediatamente o IPT, por 120 dias, para que geólogos realizem o monitoramento dos locais mais críticos dentro dos setores avaliados como Risco Muito Alto (R4) das 407 áreas de risco mapeadas, reforçando as equipes da Defesa Civil.

13. O Centro de Gerenciamento de Emergências sairá da Secretaria de Infraestrutura Urbana e será subordinada à Defesa Civil, Secretaria de Segurança Urbana.

14. Ampliar o número de núcleos de Defesa Civil (líderes comunitários treinados para o mapeamento e alertas de área de risco).

15. Atualizar decreto que cria o Programa de Defesa Civil e a portaria que regulamenta o referido decreto. Ações preventivas serão institucionalizadas por decreto.

16. Acionar a cláusula contratual das concessionárias do lixo para a elaboração e execução de plano de comunicação para prevenção de enchentes.

“Agora, em plena época de chuvas, a prevenção dos efeitos das enchentes é o que pode ser feito”, aprova o engenheiro Julio Cerqueira Cesar Neto, ex- professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP. “É tentar proteger principalmente as pessoas que moram em áreas de risco.”

Atualmente, basta uma chuvinha para ocorrerem enchentes na cidade.

“A ‘máfia dos piscinões’ vendeu a ideia de que só eles resolvem o problema das enchentes. Em consequência, a Prefeitura e o governo do Estado de São Paulo investiram apenas neles, abandonando as obras de ampliação do sistema de galerias”, afirma o professor. “Como não investiram nada no sistema no sistema de drenagem e os piscinões não funcionaram, a situação é dramática, cada vez pior.”

“Espero que o Haddad mexa para valer na drenagem, como já mencionou de passagem numa entrevista que li”, alerta Julio Cerqueira Cesar. “Se insistir nos ‘piscinões’, vai ser derrotado. Piscinões, não, prefeito! Fique longe deles”

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23 comentários
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Durvalino

.............   q beleza !!  parece q agora vai !!!!

 

mas o principal nao foi tocado:   ENVOLVER OS JOGADORES DE LIXOS NAS RUAS E CORREGOS  PARA Q NAO PRATIQUEM MAIS ESSE ATO de SUBPOVO.

que pena !!

 

idem idem para a DENGUE.  todos culpam os GOVERNO mas quem guarda lixo com criadouros em casa eh o SUBPOVO.   que pena !!!

 
 
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rl

Muitos anos atrás, um grupo da Aeronáutica que trabalhava com a produção de chuvas artificiais sugeriu o bombardeamento de nuvens antes que elas chegassem sobre a cidade.  Essa técnica poderia diminuir bastante o volume que despenca dos céus e reduzir, mais que os piscinões, o problema das enchentes.  E a um custo infinitamente inferior.  Talvez valesse a pena estudar o processo.

 
 
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Ricardo S

Mesmo que a prefeitura limpe os bueiros e bocas de lobo e a drenagem da água para os rios fique 100%, não resolverá boa parte do problema dos alagamentos, pois a água escoa para os rios (mais rapidamente quanto melhor a drenagem) e o Tietê está entupido de sujeira e assoreamento e o governo estadual, que gasta muito dinheiro para a limpeza há mais de 20 anos, não resolveu até hoje o problema. Serra ficou 3 anos sem limpar a calha do rio (um total absurdo - prevaricação - deveria ter sido processado pelo ministério público), o que agravou muito as enchentes. Então, não é somente a prefeitura melhorar a drenagem, mas é necessário que o governo estadual faça o que prometeu e limpe e aprofunde a calha do rio para evitar o transbordamento, para a água ter para onde escoar.

 
 
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Klebber Formiga

O problema dos piscinõforcou de planejamento. Apenas cerca de 20% foram instalados,Io que esta muito longe de ser suficiente para funcionar. Agora dizer que é uma medida errada e que o certo é continuar o aumento das galerias é voltar o planejamento para a década de 50, é algo semelhante a construir viadutos e avenidas para melhorar o problema do trafego, você consegue apenas deslocar o ponto decongestionamentos para outro local, no caso da drenagem muda-se o local de alagamento. Como no transito tem que atuar na demanda (tirandomcarro da rua) neste caso, evitandomque a agua chegue à rua.

 
 
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jc.pompeu

Enchentes: compreender a causa para atacar o problema

causa causante: chove demais da conta num determinado tempo e lugar, propenso pelos caprichos da geografia da natureza e do clima cósmico para encher rapidamente e transbordar aos borbotões por conta de cálculos e projetos divinos errados pra cacete! da capacidade volumétrica de vazão, fluxo, drenagem e captação do sistema hídrico natural ancestral a presença humana...quando então nossos indígenas da região naturalmente e objetivamente designaram e sacralizaram, pelo rito e mito, o fenômeno da natureza caprichosa...

quando, por outro lado, nossos sábios euroantropocêntricos católicos cheios de si e dó instituíram a nova ordem político-econômica nas terras brasilis, veio então a maldição eterna aos povos dos campos de Piratininga:

a urbe aonde governa-se de menos a todo tempo e lugar.

Aliás, pelos descaminhos do calendário político maia e afins, eu tenho a impressão que todo prefeito que assume e começa a governar a cidade de são paulo em plena temporada de temporais e enchentes federais! tem a sensação de que é tomado, no novo cargo de alcaide-mor,  pelo complexo bíblico de Noé - pois encontra-se ao abrir as portas da esperança da cidade nos primeiros dias da nova era de paz, felicidade, sucesso, perdido como numa grande arca administrativa flutuante sem o chão firme ainda e na companhia de casais de bichos políticos e animais burocráticos estranhos, bizarros, suspeitos... exceção, está claro! às belas secretárias e recepcionistas, agora, no prazer da convivência executiva com um galã de novela de verdade... ao abrir a porta da cidade em meio ao dilúvio catastrófico das enchentes de janeiro alheias à nova gestão e aos pedidos de salvação do povo sofrido a castigar nossa sodoma/gomorra... enchentes fins de mundos e de sonhos tão previsíveis como as estações da vida e a chegada das andorinhas migrantes fugindo do frio para se reproduzirem num clima ameno, úmido, cheio de vida a brotar e nutrir. 

urge, já que não podemos mudar ciclos e fenômenos da natureza objetiva e nem a ira divina, e não podemos! urge, para aliviar constrangimentos e dissabores ao novo prefeito eleito e seu staff gestor, mudarmos a data fatídica da posse para um clima mais ameno e auspicioso a receber os novos donos do poder da cidade.

é o mínimo de se fazer para agradar e melhorar as condições de governabilidade aos novos administradores eleitos e convidados: ninguém merece começar os trabalhos executivos tapa-buracos em meio água suja infecta até o pescoço dos nobres colarinhos brancos...


 

"Ganhe as profundezas, a ironia não desce até lá" Rilke. "A ironia é o pudor da humanidade" Renard. "A ironia é a mais alta forma de sinceridade" Vila-Matas.

 
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Antonio C.

Agora, o SPTV lembra de colar a enchente ao prefeito! Globo e Verdade: nada a ver.

 
 
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Ricardo S

Pelo menos a globo e o PIG agora vão dar um descanso a S. Pedro, um dos que foram mais acusados nos últimos anos pelos alagamentos em S. Paulo. Com o PT de volta ao governo municipal, não precisa mais culpar S. Pedro, nem as chuvas de proporções "recordes", inéditas, e nem mesmo a população (que no tempo do prefeito Serra, o JN culpou por colocar sacos de lixo nas calçadas para coleta antes da chuva!, mostrando-os sendo arrastados pelas enxurradas).

 
 
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jose Saguy Tenorio

Muito embora não sejam para combate as enchentes, mas eis aqui duas sugestões para o Prefeito Haddad:

Acabar com a máfia dos serviços funerários e voltar a produzir os asfaltos nas usinas, como no tempo da Erundina, e que depois o Pita acabou com elas, terceirizando esse serviços as empresas que fazem o asfalto de péssima qualidade e pagamos pelos constantaes buracos da cidade.

 
 
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Mircon

"7. Por decreto, atribuir aos agrônomos das Subprefeituras o poder de emitir o laudo de autorização de poda de árvore."


Isso é um perigo, se isso não tiver um controle e fiscalização forte, por parte do Estado, os empresários donos de loteamentos farão a festa. Bastará um acordo político para poder construir edifícios e vender lotes onde bem entenderem.

Ou seja, precisaria mais um Ibama prá fiscalizar o trabalho desses Agrônomos.

 
 
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veras

Porque vc acha que os funcionários do Ibama são mais idôneos que os agrônomos funcionários das sub-prefeituras?

Além disso, trata-se de poda de árvores e não de derrubada de árvores. 

 
 
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Roberto

Faltou a coleta logo pela manhã do lixo em regiões aonde os alagamentos são frequentes. Tem regiões na ZN, aonde a coleta é feita sempre no final da tarde, quando chove o lixo segue a corrente, indo parar nas bocas de lobo.

 
 
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NNN

Faltou mudar o nome do Jardim Pantanal.

Me parece mais vacinas "anti-cobranças no futuro" do que propriamente ações. A ver.

 
 
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Eden SP

Há um mito que precisa ser quebrado: a de que executivos eleitos governam efetivamente 2 anos. O 1º ano é para "conhecer a máquina" e o último "não dá para se governar em ano eleitoral".

Muito boa posição de Haddad. Desde o 1º dia, em plena execução. Já é um ótimo começo.

Abçs,

 

 

 

 
 
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arara

Ufa, finalmente São Paulo, depois de tanto tempo, tem um prefeito:

HABEMUS PREFEITUM

 
 
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Ivan de Union

Quanto ao ponto 2, o que significa "uso de caminhões de hidrojatos no período de chuvas para reforçar a estrutura existente nas Subprefeituras"?

Quanto ao ponto 3, existem INDUSTRIAS por perto ou eh so comercio mesmo?

Quanto aa medida nao tomada, vai existir limite aa construcao -como uma lei de impermeabilizacao maxima para terrenos, casas, loteamentos?  Em caso negativo:  porque nao se o nao-escoamento ao solo eh uma das razoes que aumentam o volume de enchentes?

 
 
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Raí

Bastou uma "canetada"e o prefeito paulistano fez o que nenhum dos seus antecessores teve a coragem de fazer: "Peitou" a máfia das construtoras de piscinões e teve a coragem e a vontade política, de mexer neste vespeiro, que atormenta a nossa cidade, nestas temporadas de chuvas.

Basta de promessa, era preciso arregaçar as mangas, envolver todas as Secretarias municipais, nesta missão, e não contar com a benevolencia de São Pedro.

Neste que foi praticamente o seu 1º despacho, ele revolucionou todo o sistema arcáico de administrar uma cidade, que não pode esperar, tem que fazer acontecer.

Foi impressionante a impressão que ele causou aos seus secretários, nas primeiras reuniões de trabalho, e a sensação que o seu staff teve, é que a situação da cidade é difícil, mas tem solução. É apenas uma questão de vontade política, e de muito trabalho. E este trabalho, de recuperar o tempo perdido, já começou.

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Daniela Siqueira

Os agronômos vão acabar com as árvores. Coitadas !! São Paulo já é uma cidade com vários problemas ambientais, mais essa para as poucas árvoeres existentes.

 
 
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AlvaroTadeu

Daniela, muita calma nessas horas. Não conheço faculdades particulares de Agronomia, logo, nossos agrônomos são de primeira linha. Eles têm o conhecimento e a técnica para determinar se uma árvore deve ser podada ou cortada. A cidade necessita de árvores, mas uma árvore mal-cuidada pode ceifar vidas. É sim, um agrônomo que deve ser responsável pela árvore, e não um advogado, um pedagogo, economista ou especialista genérico do PIG.

 
 
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Paulo F.

Não conheço faculdades particulares de Agronomia, logo, nossos agrônomos são de primeira linha.

Existem, sim, faculdades particulares de  Agronomia.

Considera-los de segunda linha é preconceito.

Um agrônomo que deve ser responsável pela árvore,

Por que não um engenheiro florestal? Um agente técnico...

A legislação municipal proteje as arvores. As árvores são um grande problema para a especulação imobiliária.

E enquanto o solo urbano permacer imṕermeabilizado, e a calha dos receptores das águas pluviais não estivier limpas as ações serão meramente paliativas.

 
 
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moralles

Eu vejo que o problema da queda de árvores é o efeito de péssimas escolhas.

São plantadas árvores (80%) de espécies não nativas, com raizes rasas e crescimento relâmpago,

observem que raramente  temos notícias da queda de uma "paineira "pau-ferro" ou "sibipiruna"

geralmente  as quedas são de árvores de origem chinesa (?) e aquelas famosas "chilenas"  que

apodrecem e ficam ocas.Não são belas árvores, não atraem pássaros e podem cair em sua cabeça

...cidadão.

 
 
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Assis Ribeiro

Já tive oportunidade de indicar o vídeo abaixo que fala sobre as causas das enchentes em São Paulo.

Neste início de período de chuvas e alagamentos, vale a pena ver para entender  o problemão .

 
 
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luddita

Esse vídeo é excelente! Deveria virar post

 
 
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IgorEliezer

Acho que já foi. Mas poderia ser post fixo pelos próximos 15 dias.

O que deveria mesmo é virar matéria de exibição nas TVs abertas, que são concessão públicas e que batem no peito dizendo orgulhosamente que são responsáveis pelo fardo de manter o povo bem informado e que levam isso muito a sério.

 
 

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