O fator Marina Silva

Coluna Econômica

No futuro, o debate dos presidenciáveis, ontem na UOL, será considerado o marco inicial do lançamento de Marina Silva como futura líder da nova oposição que emergirá após as eleições.

Até então, tinha-se a Marina símbolo, com sua vida extraordinária, a aproximação com Chico Mendes, o simbolismo de quem começou do nada, um personagem da floresta que venceu com denodo, sem perder a ternura.

Mesmo assim, tinha um discurso previsível que não conseguia ir muito além do preservacionismo na sua forma mais simples.

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IndiIndicada candidata pelo Partido Verde, Marina conseguiu a adesão de um conjunto de grandes empresários modernos de São Paulo, ligados a questões ambientais e afastados da política tradicional.

Montou-se um conselho político, com intelectuais liberais – no sentido clássico, não nesse simulacro de neoliberalismo oco.

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Foi surpreendente a capacidade de Marina de absorver as novas informações, juntar com seus valores históricos e definir princípios básicos de atuação política. E esse desabrochar político se deu justamente no debate da UOL, em que havia o governo (Dilma Rousseff), a velha oposição (José Serra) e a nova oposição (a própria Marina)

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Serra começou professoral, mas não resistiu à primeira provocação. Quando Dilma acusou o PSDB de fazer uma oposição destrutiva, soltou os cachorros apontando a oposição destrutiva feita pelo próprio PT, quando FHC era presidente.

Ambos tinham razão. Mas ao entrar no jogo do passado, Serra colou sua imagem na de FHC e Dilma na de Lula – tudo o que ela queria. No restante do debate, havia uma candidata do governo se apresentando como a continuação melhorada; e Serra gingando de um lado para outro, sem conseguir definir um discurso – ora agressivo, ora professoral.

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Foi aí que a estrela de Marina começou a brilhar. Primeiro, condenou as disputas personalistas, que jogavam para segundo plano os verdadeiros problemas nacionais.

Depois, defendeu com veemência a tese de que o papel da oposição deveria ser o de reconhecer avanços e propor melhorias.

Colocando-se fora da estridência de Serra, pode apresentar não propostas detalhadas – pois o debate não comporta – mas bandeiras muito claras e objetivas. Defendeu o crescimento com respeito ao meio ambiente, inclusão social. Em todos os momentos enfatizou a questão da qualidade de vida e da preservação ambiental.

Fez críticas duras ao nível de ensino tanto no Brasil quanto em São Paulo. Como não personalizou as críticas, limitando-se a criticar acerbamente os problemas, com uma retórica emocionada, sem revanchismo, olhando para frente, levantando bandeiras contemporâneas, adquiriu um dimensão política no palco que acabou engolindo a postura agressiva de Serra

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O que se viu no debate foi um político, Serra, olhando o passado; um segundo, Dilma, mostrando o presente; e um terceiro, Marina, acenando para o futuro.

Na redefinição partidária que inevitavelmente acontecerá, Marina credencia-se a um papel relevante de oposição moderna. 

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150 comentários
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palomino

Pode até ser que Marina consiga muitos votos nas eleições seguintes. Pode até ser que ela se torne uma referência para a oposição. Pode até ser que ela canalize para si os sentimentos de insatisfação com o status quo, apresente-se como alternativa. Pode ser. Mas seu discurso não é alternativo de verdade. Ela pode conseguir apoio político, ela pode conseguir entrar para o jogo político, mas ela não vai resolver nossos problemas se seguir à risca as ideias que defende. E me refiro aos problemas ambientais. Quanto a isso, Plinio está certíssimo quando a chama de ecocapitalista. Os problemas ambientais não são conjunturais, mas estruturais; são resíduos inevitáveis de uma sociedade que depende de superprodução. Marina faz o discurso de quem quer lidar com o problema pela via do "possível". Não quer fazer o discurso "anacrônico", anticapitalista. Por isso, a julgar por seu discurso, vai reduzir os problemas ambientais até onde isso é possível sem afetar o lucro. É bem menos do que o suficiente.

 
 
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Bernardo

Enquanto a velha mídia tiver a força que tem em parcela significativa do eleitorado - coisa em torno de 30% - não vejo muita mudança do quadro geral. É o PSDB/PFL-DEM ficando loucos pela direita e o PT buscando no PMDB o apoio que deveria ter na população - se vivessemos realmente numa democracia - para fazer alguma coisa. Não há espaço para Marina enquanto oposição. Não vejo espaço para uma nova oposição também. Só com uma mudança que sepulte de vez a velha mídia que ainda tem muito poder de pauta.

 
 
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wdener

Martina é fogo de palha do Acre .. Líder da oposição é muita "forçação de barra" ... Não me convenceu ainda ... Sua aproximação com a direita me faz pensar que Marina corre o risco de ser Gabeira de saias, sem sunguinha de crochê ...

 
 
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Felipe Bertoni

Marina poderia ganhar meu voto se tivesse levantado a bandeira da reforma política no que tange ao financiamento público de campanhas. Em vez disso, defendeu a legalidade nos financiamentos privados. Uma pena que a nova oposição seja mantenedora do status quo.

Este ano, fico com a Dilma.

 
 
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Gunnar

Heloisa Helena redux.

 
 
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Marcelo Palma

Um outro dado a ser considerado nesse xadrez político que o Lula joga tão bem, é a questão da próxima presidência do Senado.

Com a eleição de Aécio representando a alternativa oposicionista no futuro, caberá ao PT e mais nos bastidores ao ex-presidente Lula, mover a peças certas no sentido de garantir um protagonismo do governo no Congresso.

A eleição certa de Marta Suplicy e as eleições prováveis de quadros da base do governo ao Senado, permitirá ao mesmo governo estabelecer um bom nome à sucessão de Sarney no Senado e abafar a volúpia do futuro Senador Aécio.

Líder da oposição ele será sem sombra de dúvidas. Com qual cacife, nível de exposição e importância, dependerá do movimento das peças que a situação defina como conveniente no embate político.

 
 
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Luiz Teixeira Iglesias

Marina lider de oposição? Quando isso ocorrerá? Acredito sim, que essa senhora, será líder é dos evangélicos em Brasilia. Se um dia chegar ao poder, seu primeiro decreto será o dia nacional do Evangélico, obrigando a todos os brasileiros a assistir aos programas do Pastor Silas Malafaia (da igreja Jesus é surdo) ou o programa do Edir Macedo (da igreja "se Jesus é o caminho, eu sou o pedágio).

Brincadeiras a parte, essa senhora coloca na lata do lixo todo o prestígio que alcançou na sua vida publica, militanto no PT e sendo ministra do meio ambiente nogovernoLula, que diga-se de passagem, mais atrapalhou do que ajudou aos projetos de governo.

 
 
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alfeu

Ontem comentou-se aqui, que a saída da Marina e da Erundina do PT tinha sido uma grande perda para o partido. Pelo lado da Marina já se disse tudo, concordo plenamente. Essa perda foi superdimensionada. E quanto a Erundina? No que diz respeito a oposição, é preocupante, não vislumbro alguém capaz de exercer este papel, não necessàriamente um líder. Vamos coninuar a ter que conviver com esses histéricos, que só sabem berrar, enchendo os microfones do Congresso de perdigotos.

 
 
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fariajos

O desenvolvimento socioambiental é o rumo que deverá apontar o futuro da renovação dos quadros governamentais no Brasil. Ou o futuro da mais sólida oposição ao governo. Se isso se dará ou não com Marina, veremos. Mas se não se der com ela, vai se dar sem ela, pois não há saída. Porém, acho plausível que isso aconteça com o fortalecimento de uma oposição responsável ao governo do PT, a menos que a cartilha produtivista que a noção de desenvolvimento que Dilma parece ter abraçado, seja inteiramente revista. Vejam que a agenda do desenvolvimento socioambiental está muito mais longe de Serra e da caterva com que ele se aliou, do que do PT. Mas ainda não conseguiu fincar raízes no PT (no momento só sai de lá, para ver se melhor floresce em outras plagas).

De qualquer forma é uma agenda progressista, de esquerda, com a sua própria corrente "utópica" (procurem saber, por exemplo, das idéias sobre o decrescimento seletivo), como bem sói acontecer a todo movimento de esquerda ainda movido por esperança.

Personalizar em Marina, ou em qualquer outra pessoa, a agenda de defesa desses valores é um engano. Mas a Marina está sim fazendo em belo trabalho de divulgação de uma agenda mínima.

Quem tem medo da diferença? Temos é que fazer a diferença.

 
 
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Marco Antonio Furtado

Continua achando a Marina fraca, cujas propostas são o senso comum, sem nada de novo. Até no seu discurso de sustentabilidade ela está atrasada em relação a  pensadores. Quanto à liderança da oposição terá que disputar com outros, especialmente Aécio Neves, cujo discurso de candidato é que vai para o senado ajudar a mudar o modelo político brasileiro, isto é um discurso nacional. No senado ele tentará ser o líder da oposição e lançar bases do seu projeto nacional. A derrota de Serra lhe abre caminho para isto.

 
 
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Carlos J. R. Araújo

Quando vejo alguém se empolgando com a Marina Silva, isto me lembra a empolgação anterior, com a Heloisa Helena. Lógico que as duas são diferentes. A Heloisa Helena é aquilo que diagnosticou a cientista política Maria Victoria Benevides: "parece uma mistura de udenista ressentida, tipo Sandra Cavaalcanti, outra beata, com o histrionismo e o personalismo do Jânio Quadros". A Marina é um personagem mais palatável, sem os vícios da HH.

Mas uma e outra foram picadas pela mosca azul. Não pode ser ignorado, ademais, o fato de que são personagens menores, de capital político e pessoal paupérrimos, sem personalidade e capacidade política para galvanizar em torno delas grupos, setores, classes sociais, e segmentos políticos, sociais e econômicos. São personagens menores, órfãos de quase tudo, salvo, talvez, de boas intenções Nada mais.

E acrescento que se ambas tivessem um pouco de dignidade pessoal e política não aceitariam ser utilizadas pela direitona udenista velha de guerra. E neste particular, são duas inocentes úteis. E nem as suas possíveis boas intenções - afinal, como dizia Voltaire(?), o inferno está cheio de inocentes com boas intenções. Amanhã, a Marina estará tão esquecida por tudo e por todos como a Heloisa Helena.

 
 
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silvio campello

Esse vislumbre eu tive na entrevista do jornal das 10 na globo news. Ali, confirmei meu voto nela. O que era decisão racional, tornou-se crença. Publiquei algo por aqui sobre isso de uma reorganização de pólos políticos (ou foi em azenha?). Eu acho que o PV, com Marina, será mais a esquerda do que o PT e uma esquerda modificada pela questão premente ambiental. Como diz Marina, quantos graus a mais a Terra terá em 2014? Quantas crianças ficarão sem estudo de qualidade por decisões de juro? Minha campanha é para agora!

 
 
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Valquer Bicalho

Tenho para mim, falo baxinho para ninguém ouvir, que : O Presidente Lula estimulou ainda que nao de forma a explicita, a saída da Marina do governo e se candidatar, conhecendo -a, ele sabia que ela tiraria votos de Serra e poderia ajudar indiretamente a Dilma. O contrário de Ciro que poderia tirar votos de Dilma.

Assim como, ele sempre afagou Aécio e deu uma cunha no Serra.

Sei lá , só viagem.

Ele sempre teve o controle de sua sucessão.

Abs,

Valquer

 
 
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Roberto Fontes

prezados não acusem a Marina de incoerência na escolha do vice... Entre Índios e Temers, seria o Leal tão ruim?

Algumas pessoas preferem uma situação polarizada entre Dilma e Serra, a uma situação mais palatável entre Dilma e Marina. Gostaria realmente de saber a média de idade dos comentaristas acima. Não sou um fã da Marina, muito menos da Dilma. Mas realmente precisamos construir algumas alternativas a gente como o Serra e o PSDB, e acho que um binário entre Dilma (Lula) e Marina, seria muito mais saudável para nosso país a médio prazo.

Viva a alternância de poder! Abaixo ao reinado do PSDB em SP!

Qual seria, na visão dos nossos comentaristas ex-alunos do FHC na FFLCH, uma alternativa a médio prazo para nosso país?

Forte abraço a todos.

 
 
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Rodrigo Machado

Acho que Marina e seus apoiadores observaram que, com a queda constante de Serra, qualquer avanco que ela tenha ja a coloca como candidata ideal da oposicao em um segundo turno com Dilma. Assim, o inimigo de Marina eh Serra, com quem ela deve polarizar de agora em diante.

As coisas ficam cada vez piores para Serra....

 
 
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Ana Dias

Nassif, Nassif... eu também quero uma oposição nova e melhor, mas não consigo ver nada disso na Marina!

E pelo visto vários comentaristas aqui compartilham da mesma opinião...

Sair do PT para ir para o PV? Ora, por favor, o PV brasileiro é um balaio de gatos. A gente fala do PMDB, mas o que é o PV? O deputado federal mais votado nas últimas eleições em MG foi Antonio Roberto, do PV, cuja maior obra é ter um programa de autoajuda no SBT local. é esse o PV? O Gabeira é o PV?  Aquele que anda de mãozinha dada com a Kátia Abreu? qual é a cara do PV?  por mais que o PT tenha de tudo lá dentro, eu ainda consigo ver uma cara do PT. Eu consigo imaginar o que seria um governo Dilma, e eu consigo imaginar o que seria um governo Serra (não gosto, mas consigo). eu consigo até imaginar o que seria um governo do Plínio. Mas, do PV? O que seria um governo da Marina? Não consigo imaginar quem ela chamaria para compor os quadros. PSDB? PT? DEMO? cabe tudo no PV.

Dizer que a Marina se saiu bem num debate entre os três mais bem colocados, sendo a Marina a terceira e bem distante do 2o, e reforçar que ela foi a única a não personalizar o debate - me desculpe, mas é uma comparação mal feita. Dentre os três, ela era a única a não ter nada a perder. Fica fácil assim apresentar um discurso acima do bem e do mal. Esse comentário é injusto até com Serra; por mais que ele realmente não tenha um projeto, numa situação de debate com a candidata que acabou de ultrapassá-lo, não é possível ter um discurso que paire sobre as questões comezinhas da eleição.

Ressaltar o tempo todo o respeito ao homem e ao meio ambiente - ora bolas, isso é tão lugar-comum hoje em dia, seria de se espantar se fizesse o contrário. Esse discurso está na boca de qualquer um hoje, assim como o discurso da "globalização e da competitividade" estava na boca de todo mundo nos anos 90. Vamos agora à vida real: quais são as propostas  de desenvolvimento sustentável da MArina? Propostas REAIS e FACTÍVEIS, dada a situação que ela JÁ SABE que vai encontrar na máquina burocrática e nos embates com diversos interesses, com os quais ela deve ter convivido quando ministra. Se não tiver nenhuma, então é melhor se retirar e se candidatar a qualquer outro cargo de importância um pouco menor que presidente da república, onde ela poderia agir de forma menor, mas mais factível, por mais localizada.

(Aliás, foi muito interessante ver aqui nos posts alguns testemunhos sobre a passagem da Marina no MMA. Eu também tenho alguma "inside information", de pessoas ligadas ao MDIC, que afirmaram que Marina, sistematicamente, não comparecia a reuniões às quais ela era convidada.) 

Eu gostaria muito que a Marina representasse uma nova  visão de futuro, mas infelizmente, não consigo ver nada de relevante nela!

 
 
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Gunter Zibell - SP

Estes primeiros dias de campanha têm sido férteis em análises, gostaria de complementar opiniões minhas anteriores daqui e dali.

Completando a crítica à velha oposição:

- O problema maior não me parece sequer ser o discurso econômico e de gestão de estado, mas esse procedimento de tentar assassinar reputações. Nunca deveria ter sido usado e agora, bem, parece com um bumerangue. A sucessão de eventos “Lunus-Vandoim/Aloprados-Ficha Falsa-Pó Pará-supostos dossiês” faz todo mundo, aliados ou adversários, ficar pensando.

Sobre Marina:

- Isso dela ser contra “casamento gay” pareceu pegadinha em uma entrevista do terra.com.br e a resposta dela foi editada em alguns portais. Mas ela declarou ser a favor da parceria civil e é essa a necessidade LGBT.  Culto religioso é para algumas denominações apenas e não há muitos preocupados com isso. Não posso falar por todos os gays, mas eu não faço objeções a Marina por esse motivo.

- Crenças pessoais. Marina me convence como pessoa sensata e que não deixará religião interferir no Estado. A legislação atual sobre aborto é questionável, mas ela já propôs remeter a plebiscito, o qual só teria o poder de conceder direitos, não tirá-los. Nem Dilma nem Serra falaram no assunto.

- Nova oposição ou governo? Ambos e é isso que faz falta. Colaborar quando fizer sentido, criticar quando necessário. Se alguém rever os debates notará como o discurso dela choca relativamente pouco com o de Dilma. E até o teor das perguntas entre elas é diferente daquele direcionado a Serra. Marina está numa posição confortável : busca o aumento da bancada do PV, pode assumir uma posição de neutralidade entre turnos, mas pode também tomar posição. Aposto que essa posição não será pró-Serra. Não tenho conhecimento para antecipar, mas desconfio que o nome dela já seja tão relevante como o de Ciro e de Aécio, pois o dela está em ascensão e os deles já estão sedimentados.

Em defesa do PT:

Nessa discussão sobre quem é propositividade acho que o PSDB sai perdendo:

- O Serra, em um debate sobre o futuro de 2011 a 2014, defender a oposição destrutiva do presente PSDB usando exemplos dos anos 90 é “uó” demais. Se é assim tem que comparar governos também, o que ele recusa, ora. Afinal, ele olha para trás ou para a frente? Decida-se.

- O PT fez dossiês no passado : sempre se fala isso, mas quais foram mesmo? Além de que um erro não justifica o outro, não haveria diferenças tanto quantitativas como qualitativas?

- Posicionamento em congresso : o PT ter sido contra o Plano Real teve um preço eleitoral que já foi pago (mesmo assim sua bancada cresceu em 1994 e 1998), mas nem todas as críticas eram impertinentes, pois o alerta quanto a juros excessivos foi sensato. A Reforma da Previdência foi necessária, mas também é fato que foi pouco discutida com a sociedade e foi votada somente após a reeleição de FHC. Isso entre outras coisas que o PT passou a assumir como política de Estado mas sem impedir sua reanálise. Já o PSDB é a contradição na forma de partido : vota contra a CPMF que criou, vota contra o fator previdenciário que criou, tão somente para constranger o governo. Cabe lembrar que assim que houve a reeleição de FHC foi encomendada pesquisa sobre o que a população acharia de 3º mandato.

Em resumo : parece que o PT tem uma curva de aprendizado melhor que o PSDB.

 

"Eu abri uma frestinha na porta do armário. Dei uma escapadinha para fora. Eu entro no armário de novo e tranco a porta. Boto cadeado. Juro." http://www.facebook.com/FelixBichaMa

 
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Augusto Pinheiro

Sem qualquer sombra de dúvida a Marina Silva já representa, a partir dessa campanha, a esperança de uma oposição consistente e consciente que vem preencher o vazio existene na vida política brasileira. Ninguém em sã consciência pode negar a ela estatura suficiente para tal. Sua candidatura é absolutamente legítima e vem a acrescentar algo de novo na discussão do futuro do país em todos os sentidos. Meu voto no primeiroturno será dela com certeza.

 
 
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Nilson Fernandes

O PT é o único partido que após a redemocratização que  passa a formar quadros para ocupar o espaço na oposição quando há eleição para Presidentes de uns 16 anos para Cá.

PCO saiu da costela  do PT na década de 80

PSTU saiu das costelas do PT

PCB-

PSOL é último

PPS traíra

Um bando de esquesdistas de araque que tem donos !

Sobrou o PT aguerrido que pensa no bem estar do todo.

Ficar propondo jornada de trabalho menor,   contra burguês vota 16 e chamam o PT de Burguês, na minha opinião é pregar no deserto de idéias.

 

Nilson Fernandes

 
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David Romeros

Belo Post Nassif,

 

É que nós todos esperamos. Eu acredito na liderança que a Marina terá no cenário político independentemente do resultado. Nesse sentido vale lembrar a grande decepção que foi o Cristovan Buarque, que disse que faria uma diretas já da Educação...

 
 
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Marcelo Palma

Nassif, gostaria de discordar.

Vejo em Marina um discurso utópico, descolado da realidade, que não leva em consideração as diversas contraposições de forças que compõem o diverso cenário político brasileiro.

Ao buscar transitar com um discurso amorfo e cheio de amenidades, deixa de considerar questões práticas que não têm nada de pueris, como por exemplo a composição de um ministério competente e a correlação de forças no Congresso Nacional, que permita o exercício da governabilidade.

O pouco aprofundamento em questões mais complexas, como o trânsito do capital transnacional, a relação com potências econômicas e a questão dos subsídios discutidos na OMC, ou questões mais comuns como aborto, descriminalização das drogas, pesquisas com células-tronco, redução da maioridade penal, faz com que não tenhamos uma idéia precisa de como pensa a candidata sobre esses e outros temas. Ela adota uma solução para temas controversos: Plebiscito ou consulta popular!!!

Essa falta de decisão acaba por definir um perfil de quem não gosta de ser confrontada com temas complexos e que de certa forma, vão de encontro ao que ela pessoalmente acredita.

Além dessas questões de foro íntimo, creio que lhe falte o carisma e o perfil de liderança, que congregue apoios e consolide sustentabilidade política que acenem como opção política ao governismo que experimentaremos no próximo governo, o qual terá um congresso amplamente favorável.

 
 
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Jonas Bertucci

De fato o Nassif pode ser muito otimista... no fundo, espero que ele esteja certo. Mas daí, ter gente que ainda acha que a Marina é contra o casamento gay e a favor do criacionismo nas escolas é MUITA falta de informação... se as pessoas se informassem um pocuo, não sairiam jogando acusações falsas assim... é muita irresponsabilidade. Já ouvi gente dizendo que não vota na Marina porque a Natura faz testes com animais, procedimento que fio abolido totalmente desde 2006 e de forma voluntária, sem que houvesse uma legislação que o exigisse.

 
 
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Eduardo CPQ

Caro Luna,

sem falsa modéstia, me senti orgulhoso com este seu post. Bateu aqui, oh, no peito!

Rejuvenesci.

Abraço.

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

Se não vejo capacidade de liderar uma nova oposição em Aécio e Ciro, imagina Marina. No período em que foi ministra fez um bom serviço, mas nada que a credenciasse a ser candidata a presidência. Alguém "soprou" no seu ouvido a possibilidade e a vaidade pessoal tomou conta da ministra.

Por outro lado o PV, por puro oportunismo político, a convidou para se filiar e concorrer. A mídia entrou em transe, afinal a candidatura de uma mulher, ex-PT, ex ministra do Lula, tinha tudo para tirar voto de Dilma. Foi mais uma aposta furada da velha mídia, deu tudo errado.

Depois de 3 de outubro, sem mandato e sem serventia para a velha mídia, sua mobilidade política ficará bastante limitada.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Caro Nassif: Será que eu estava certo?

Há uns 4 meses, eu disse, aqui:

SE FOSSE SERRA, ABDICAVA EM FAVOR DE MARINA E FAZIA UMA COMPOSIÇÃO COM ELA.

Ela poderia não ganhar (por causa dele), mas teria mais votos do que o próprio!

E.T. Para os mais inflamados uma homenagem a SERRA e outra a Marina, nos Vídeos abaixo.

 

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Orides

É muito bom que a Marina passe a entender que o ser humano é parte do meio-ambiente.

Nele está o problema, só nele está a solução.

Mas para que muitos acreditem de fato no que ela passou a falar, vai depender de suas ações concretas - não importa se está no governo ou não.

Como uma pessoa respeitada em seu meio, quero ver ela contrapor com palavras aquelas atitudes que apenas travam a melhoria de vida do povo.

Dircursos preservacionista radical só serve para países que já se desenvolveram à custa de explorar todos os seus recursos naturais, e agora querem que nós compensemos os seus excessos.

É preciso equilíbrio - é claro que com prioridade à conservação do meio-ambiente.  Mas reconhecendo o direito do povo a melhorar de vida, isso não acontece sem desenvolvimento econômico.

 
 
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ET

Nessa análise há um descolamento da realidade político-partidário sobre o PV. Em SP sempre foi braço subserviente aos tucanos. Veja a atuação de seus parlamentares na Assembléia Legislativa. A atuação patética de Gabeira, rifando Marina e dando os braços à Serra, demonstra a falta de organicidade nas ações partidárias em termos nacionais. O discurso da candidata é vinculada a sua trajetória feita 99% dentro do PT. Sua vivência política também. Como ela reagirá diante do cotidiano político-partidário do PV quando o processo eleitora acabar? Da maneira como foi feita a análise caberá a candidata a sair da agremiação ou fundar uma nova?

Pode ser que o PT tenha esquecido essa tese desenvolvimentistas aliada ao meio ambiente,  (que eu acho duvidoso, já que essa questão vem sendo debatida frequentemente até nos mais distantes rincões, onde o partido tem diretórios organizados ), diante do furor aprovatório do presidente Lula.

 

et

 
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Fernando Barretto

Chega a ser risível a tentativa de fortalecer Marina como a "nova oposição" nestes termos. Marina disse o mesmo de sempre...com outro tom e isso bastou para ser o novo? Claro que não. Ao que parece, os setores que  tentaram criar o mito Serra, diante do fracasso do projeto, aproveitam o resto dessa campanha para iniciar o projeto Marina.

Aviso, desde já, que será difícil emplacar esse discurso - nestes termos-, pois, parte da mesma falha do "pós-lula", quando na verdade o Brasil viverá o LULA por vários anos. Enfim, o presente e o futuro próximo do Brasil tem nome e sobrenome: LUIS INÁCIO LULA DA SILVA.

Disto isto, resta a Marina o consolo de sua idade.......quem sabe um dia.

 

 
 
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pedro

Os petistas que não se corromperam deveriam se questionar a respeito dos motivos pelos quais esse quadro tão importante saiu do partido. Os que foram dominados pelo cinismo ou pela lógica da mera disputa eleitoral dirão que Marina não pôde promover suas ambições políticas no PT e abandonou o barco em busca de maior promoção política. É um raciocínio de mentes já muito distorcidas pelo jogo sujo da política eleitoral brasileira. Ela saiu porque a defesa do meio ambiente perdeu qualquer espaço no governo federal e no PT, e qualquer projeto político autêntico e responsável deve ter o meio ambiente como um dos eixos principais. O governo federal encaminhou-se para a defesa intransigente de um capitalismo rudimentar, baseado no uso intensivo dos recursos naturais, e duvido que haja ideologica nessa escolha. O que existe é o simples apego de um grupo ao poder.

 
 
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Antonio Alvaro Guedes

A bela e a fera.doispesosDois pesos uma medida.

A proposta alternativa da Marina Silva é uma balela de quem não tem nada a perder.

Dizer que continuará com as coisas boas do governo FHC e as coisas boas do governo Lula não é uma nova proposta. É uma esperteza política. O fato é que há pouco, a candidata estava acampada junto com o pessoal do Cameron Avatar, nos jardins de Washington, pedindo para o Congresso americano “intervir” na construção da usina hidroelétrica de Belmonte. O fato é que sua gestão no MMA foi péssima. Não é à toa que passou a ser chamada de “ministra do atraso”. Aparelhou o ministério que chefiava com ongueiros da geopolítica internacional. Foi até premiada “em espécie” pelo Príncipe Philip, um dos chefões da WWF/Greenpeace.  Atrasou o quanto pode obras essenciais de infra-estrutura, interviu em todos os ministérios de forma negativa; é da roda presa. Como senadora foi medíocre, pouco se destacando. O estado do Acre é um dos mais atrasados (pobre) do Brasil e com baixo índice de desenvolvimento. Sua ascensão se deve ao Lula e ao PT ( de boa fé) e a mídia esperta e entreguista.  Ficou quase 7 anos no governo que agora critica. Saindo do governo,  ganhou uma coluna na Folha ao lado do edital do Otavinho. Diogo Mainardi, na sua nefasta coluna, propôs uma chapa “cabocla” (sic) Marina –Serra, aliás ambos se encontraram em Copenhague, onde se afagaram em elogios mútuos, na oportunista lei ambiental paulista da ocasião, para enfraquecer a posição do Brasil.

 

  segunda-feira, 14 de dezembro de 2009Amizade entre Serra e Marina Silva 
Enviado por Ricardo Noblat -  14.12.2009 |  21h22mSerra e Marina, velhos amigos em CopenhagueO governador de São Paulo, José Serra, e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, trocaram gentilezas, hoje, em Copenhague.Foi no evento intitulado Aliança Brasileira pelo Clima: Agricultura - Florestas Plantadas - Bioenergia, no pavilhão da COP15.Serra, que fazia parte da mesa junto com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, saudou em sua fala a ex-ministra Marina Silva cuamando-a de "minha amiga pessoal".Terminada a programação oficial, a platéia pediu em coro que Marina também falasse. Serra apoiou o pedido. Minc cedeu seu lugar à mesa para Marina.Ela abriu sua intervenção dirigindo-se a Serra: "Governador José Serra, quero aqui retribuir a idéia de que somos amigos pessoais."E explicou a origem da amizade: "Ele me ajudou, inclusive, a criar no Congresso Nacional o primeiro incentivo para o preço da borracha, naquela época [1994/2002], quando ele era senador de primeiro mandato. Então, foi aí que começamos a cultivar uma amizade."

Verdes?

Contra Belomonte.

Copenhague

Cartaz para pressionar o Brasil apoiado pela Marina/Serra e driblado pela Dilma/ Celso Amorim e Lula.

 Com Cameron contra Belomonte e as usinas hidroelétricas.

Marina ajuda Serra

24/06/2010 12:59:32

Mauricio Dias

A mídia se empenha em valorizar a candidatura da ex-ministra na tentativa de provocar o 2º turno

A imprensa tenta oxigenar a candidatura de Marina Silva (PV), que patina em torno de 10% em todas as pesquisas mais recentes de intenção de voto.
Cresce a convicção, no meio político, de que, sem ela no páreo, Dilma Rousseff (PT) poderia ganhar a eleição presidencial de José Serra (PSDB) ainda no primeiro turno.
O interesse da mídia pela candidatura de Marina sustenta a confiança nessa convicção. Não se pode acreditar que os jornais, tomados pela fé democrática, ajam somente para estimular a competição eleitoral. 

Nas circunstâncias atuais, não há dúvida: o eleitor de Marina dará um voto para Serra. É um efeito colateral dessa decisão, um antídoto contra Dilma.
Mas, seja como for, a democracia exige respeito à escolha do eleitor. Cada um vota como quer. É preciso, no entanto, conhecer os efeitos políticos do voto.

Marina pode vir a ser um obstáculo para Dilma e, em consequência, linha auxiliar – involuntária, admita-se – de Serra. Neste momento, ela se coloca exatamente entre os dois: critica Dilma acidamente e, suavemente, critica Serra. Nessa posição pode ser facilmente triturada ao longo dos debates polarizados. 

Em 2006, embora não houvesse o viés plebiscitário de agora, a disputa foi para o segundo turno em razão da dispersão do voto progressista: Heloísa Helena (PSOL) obteve 6,85% e Cristovam Buarque (PDT), 2,64%. Ambos partidariamente à esquerda do espectro político. Faltaram a Lula, que buscava a reeleição, um pouco mais de 1 milhão de votos para ganhar no primeiro turno. Isso, porcentualmente, significou 1,39% dos votos válidos.
 
A história eleitoral brasileira tem exemplos parecidos, que favoreceram a vitória de candidatos conservadores.
Um dos casos mais traumáticos para a esquerda foi a conquista do governo do novo estado da Guanabara pelo udenista Carlos Lacerda, em 1960. Ele obteve uma vantagem apertada sobre Sérgio Magalhães (PSB), de 2,6%. A derrota é atribuída à participação de Tenório Cavalcanti no pleito. Influente na Baixada Fluminense, Tenório, fatalmente, tirou votos certos de Magalhães.

Afinal, os pobres, por episódios como o do incêndio (provocado?) na praia do Pinto, na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, e a matança de mendigos que apareceram boiando no rio da Guarda, na Baixada Fluminense, estavam escabreados com o lacerdismo. Os dois episódios foram parar na conta da administração Lacerda. Se não era verdade, a versão superou o fato. 

Uma parte desse voto da turma do Brasil de baixo migrou para Tenório Cavalcanti, que tinha apoio do Luta Democrática, um influente jornal popular na ocasião. Seriam, naturalmente, votos de Sérgio Magalhães. Lacerda ganhou por isso. 

A polarização hoje tende a ser maior e pode desidratar os votos que estão à margem do confronto PT versus PSDB. Além de Marina, há dez outros postulantes que, somados, não alcançarão mais do que 3% dos votos. É o cálculo que fazem os institutos de pesquisa. Se o porcentual de Marina não minguar, haverá segundo turno. 

 
 

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