O novo Plano Diretor de São Paulo

Do Estadão

Já saturados, Tatuapé, Santo Amaro e Lapa terão incentivo para novos prédios

Novo Plano Diretor que será apresentado hoje divide a cidade em cinco macroáreas e congela empreendimentos no centro expandido

Bruno Paes Manso e Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo

Consideradas saturadas em 2002, as regiões do Tatuapé, da Lapa e de Santo Amaro vão ganhar incentivos à verticalização. É o que apontam as diretrizes do projeto substitutivo ao Plano Diretor, em discussão há três anos na Câmara. As novas normas serão discutidas hoje entre os 55 vereadores, em reunião fechada.

Ao todo, o Legislativo incluiu 20 bairros entre os que precisam de estímulos para a ocupação de espaços vazios, todos dentro da macroárea de reestruturação e qualificação urbana. Essas novas diretrizes dividem a cidade em cinco macroáreas. Nesse modelo, regiões como Ipiranga, Penha, Santana e Vila Prudente também estão entre aquelas com boa infraestrutura viária e de transportes para receber mais moradores, conforme definido no substitutivo.

Como já preveem as operações urbanas lançadas recentemente pelo governo, o substitutivo ao projeto do prefeito Gilberto Kassab (DEM) ainda tenta induzir o crescimento da cidade ao longo da orla ferroviária, onde existem espaços vazios para a construção de novos prédios, e perto das futuras estações do Metrô e da CPTM. O crescimento dessas áreas ganhou 12 incentivos listados ontem pelo líder de governo, José Police Neto (PSDB), na última reunião da Comissão de Política Urbana destinada a discutir o texto final. Entre elas estão a reorganização do transporte coletivo desses bairros, a implementação do IPTU progressivo para forçar o uso residencial de terrenos ociosos e a outorga onerosa para as construtoras - recurso que possibilita ao construtor o pagamento de contrapartidas financeiras e de meio ambiente para erguer edificações acima do permitido pela lei de zoneamento.

"Nos bairros mais afastados da periferia, a verticalização perto da linha do trem poderá deixar no meio do bairro espaços vazios para a construção de parques. Essa é uma discussão que queremos fazer nesse substitutivo, a partir da amanhã (hoje). Como meio de combater as enchentes nessas áreas podemos debater se não seria interessante aumentar o potencial de verticalização do construtor, conforme ele deixe mais áreas permeáveis em seu terreno", afirmou o líder de governo.

Por outro lado, as diretrizes "congelam" os novos empreendimentos em bairros do centro expandido que enfrentaram forte adensamento populacional e verticalização nos últimos oito anos, como Vila Mariana, Moema, Pinheiros e Perdizes. Para conter o avanço de novos prédios nessas áreas, a Câmara propõe impor contrapartidas rígidas para os polos geradores de tráfego e a manutenção do zoneamento restritivo ao comércio nas ruas residenciais.

Verticalização detalhada. Segundo o líder de governo, a inclusão de bairros como o Tatuapé entre as áreas com potencial de crescimento seguiu a lógica das operações urbanas anunciadas pela Prefeitura. "Consolidamos no substitutivo ações que já vinham sendo tomadas pelo Município", explica Neto.

A definição detalhada de quantos metros quadrados cada uma das regiões da cidade poderá crescer será feita depois que for concluído estudo da Prefeitura e da Secretaria de Transportes Metropolitanos encomendado para definir a capacidade de adensamento em São Paulo. De acordo com a quantidade de linhas de trens, metrô e ônibus que passam nos arredores dos bairros, capacidade das calçadas, deslocamentos entre moradia e trabalho, entre outras variáveis, o levantamento deve apontar quantos habitantes cada bairro pode receber. Nos bairros com maior capacidade de adensamento, um empreendimento que queira construir acima do permitido para a região vai poder pagar como contrapartida uma outorga onerosa ao Município.

Uma primeira versão desse estudo, coordenada pelo urbanista Cândido Malta, foi feita no ano passado. Os dados, contudo, estão defasados com os atuais projetos de transportes e novos cálculos sobre a capacidade de adensamento dos bairros só devem ficar pronta em 20 meses. "Concordo com a necessidade de se definir as macrorregiões. Mas acho que era melhor definir quais bairros devem adensar depois que o estudo técnico estivesse concluído. O crescimento da cidade tem de ocorrer de acordo com a capacidade de transporte existente nesses bairros", defende o urbanista Candido Malta.

3 RAZÕES PARA...
Prestar atenção no Plano Diretor

1. É o instrumento que define em que direção a cidade deve crescer e que bairros podem receber mais habitantes e prédios
2.O plano busca coordenar o crescimento da cidade com a capacidade da rede de transporte coletivo nos bairros
3.Ele também define áreas ambientais a serem preservadas e os meios para isso

AS CINCO MACROÁREAS POR BAIRROS

Proteção ambiental
Locais onde a ocupação urbana e a instalação de novos empreendimentos devem ser restringidos pelo Poder Público (veja exemplos no quadro)

Urbanização Consolidada
Lugares em que será freado o adensamento populacional e a verticalização por meio de regras mais rígidas de zoneamento (veja exemplos no quadro)

Reestruturação e Requalificação Urbana
Bairros em que se tentará reverter o esvaziamento populacional pelo estímulo à verticalização, sobretudo perto da orla ferroviária (veja exemplos no quadro)

Urbanização em Consolidação
Precisa aprimorar a infraestrutura de transportes e os terrenos vazios para atrair investimentos imobiliários. Exemplos: Jaraguá, São Domingos, Freguesia do Ó, Limão, Casa Verde, Mandaqui (parte), Butantã, Vila Sonia (parte), Rio Pequeno (parte), Morumbi, Cursino, Sacomã, Vila Matilde, Carrão, Vila Formosa, Água Rasa, Vila Prudente, Aricanduva, Vila Jacuí, São Miguel, Itaquera e São Lucas

Urbanização e Qualificação
Área ocupada pela população de baixa renda que necessita de investimentos públicos e urbanização das ocupações. Exemplos: Perus, Brasilândia, Cachoeirinha, Jaçanã, Tremembé, Vila Medeiros, Tucuruvi, Jardim São Luís, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim São Luis, Jardim Ângela, Cidade Ademar, Cursino, Cangaíba, Cidade Tiradentes, São Rafael, Iguatemi, Ermelino Matarazzo, Ponte Rasa, Cidade Líder, Sapopemba, Jardim Helena, Vila Curuçá, Itaim Paulista, Lajeado e Guaianases

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27 comentários
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jura

Altíssimo nível é uma cobertura de 40 m² no Tatuapé, com duas garagens.

 
 
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luiz claudio

Sim, Mendes e Macuco, prefeito e vice. Abçs.

 
 
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jura

"o relator deverá definir neste final de semana a nova redação que pretende dar para as macroareas e, além disso, a Prefeitura não apresentou os cálculos de suporte construtivo para as regiões da cidade."

É mole: isso que dizer que o relator está produzindo a lei mais importante da cidade sem qualquer base técnica. Primeiro a gente define o nível de adensamento que as construtoras querem, depois do plano aprovado a gente vê se isso era mesmo o ideal...

Do movimento Nossa São Paulo:

Um dos pontos em que não existe consenso é quanto ao potencial construtivo a ser definido para a cidade. Atualmente, cerca de 25% da área abrangida pelo centro expandido tem índice 2, ou seja, o proprietário do imóvel pode construir até duas vezes a metragem do terreno sem precisar pagar nenhum valor a título de compensação ao município. No restante da região e da cidade o potencial construtivo é 1 – o dono do terreno só pode construir uma vez a metragem do terreno sem precisar pagar a mais pela autorização do poder público.

Police Neto, Chico Macena (PT) e outros vereadores da comissão estão propondo que toda a capital paulista tenha o mesmo índice, que seria igual a 1. “O coeficiente 1 para toda a cidade foi o que a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) colocou no projeto de lei que originou o atual Plano Diretor. A mudança para 2 em algumas áreas do município foi feita pela Câmara”, lembra Police Neto.

O presidente da comissão, Domingos Dissei (DEM), entretanto, questiona se os vereadores teriam o poder legal para fazer a modificação do potencial construtivo na revisão do Plano. A maioria do grupo entendeu que sim, mas o ponto deverá ser decidido pelo conjunto dos vereadores.

Dois outros temas importantes relacionados ao projeto ainda permanecem pendentes: o relator deverá definir neste final de semana a nova redação que pretende dar para as macroareas e, além disso, a Prefeitura não apresentou os cálculos de suporte construtivo para as regiões da cidade.

O vereador Chico Macena tem cobrado insistentemente estes cálculos, mas o Executivo informa que só dispõe de alguns números preliminares. O parlamentar acredita que o estudo é importante para a revisão do Plano Diretor. Police Neto também quer que a Prefeitura apresente os dados, mas avalia que eles serão mais importantes quando entrar em debate a atualização da Lei de Zoneamento (Lei 13.885).

A proposta de revisão e todas as sugestões apresentadas na comissão até o momento estão disponíveis no site da Câmara. Clique aqui para saber o que está em debate:

http://www.camara.sp.gov.br/central_de_arquivos/vereadores/TEXTO.pdf

http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/10696

 
 
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jura

Não cabe ao prefeito alterar o plano diretor. O plano diretor é que vai enquadrar o prefeito.

Se o plano for ruim, o prefeito só vai poder fazer besteira.

 
 
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jura

Fulana,

Veja o texto direito que a intenção é acabar com as ZEIS e mandar os pobres pra outro lugar bem longe do centro. O Matarazzo é capaz de estar metido nisso também.

 
 
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jura

Pode deixar que os donos da cidade já estão com suas equipes prontinhas e bem treinadas.

As raposas não iam perder uma oportunidade dessas pra botar gente nova e de confiança delas lá dentro do galinheiro.

 
 
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jura

Os tucanos perderam o controle do monstro que criaram. A gestão metropolitana de São Paulo está completamente abandonada e a região já drena água de outras bacias a mais de 100 km de distância!

Como se sabe São está na cabeceira do Tietê e, apesar das chuvas e da proximidade de tantos rios, consome muito mais água do que é capaz de armazenar.

 
 
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AF

Plano Diretor de SP:

dado ao altíssimo nível dos comentários, abstenho-me de opinar......

AF

 
 
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silvio de sousa

Nassif,

Vamos parar de sacanagem! Todos nós sabemos que a origem do prefeito Kassab está nos "negócios imobiliários". Qual a surpresa de querer recuperar áreas milionárias da nossa cidade. Kassab é pau mandado das imobiliárias (associado a Serra, claro). Não por acaso que seus maiores doadores foram ... indústria da construção civil e suas congêneres (chic, né?). As mudanças no Plano Diretor buscam, apenas, facilitar a vida de quem constrói e comercializa imóveis (a máfia do Kassab) que não tem olhos para a nossa cidade. Nós podemos defender Sampa da sanha desses babacas que só querem grana. Nassif, bota esse papo pra ser discutido, mano! Afinal, nosso barato é construir um lugar legal/massa pra's nossas minininhas!

 
 
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Luis José Ariosto Pereira SIlva

Tem toda a razão, SErgio Pinto, eh o feudo dos tucanos, nao eh a toa que a paulistada vota tão mal, eh o povo mais analfabeto politico do Brasil

Pena que SAMPA tem tantos deputados, e tanta força, acaba arrastando o BRASIL inteiro para o subdesenvolvimento, tenho certeza de que se nao fosse SAMPA, o Brasil já estaria à muito tempo entre os grandes do mundo, o povo brasileiro eh muito valoroso, e os paulistas sao um corpo estranho no nosso BRASILZÃO, OK!!!!!!!!!!!

 
 
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robledo duarte

Plano diretor sustentável é aquele que é feito priorizando os pedestres e tendo veículos particulares em segundo plano, como tb a turma da especulação. Plano que prioriza concreto e pneu está fadado ao fracasso.

 
 
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sergio pinto

Errado. Eta curral que é o estado de sao paulo

 
 
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Ricardo Santa Maria Marins

Boa Noite! Caros Blogueiros e Luis Nassif!!!

Olá Anarquista. Seguinte: Há um estoque de terrenos já adquiridos e outros negociados e seus moradores em breve desocuparão, formando novas áreas para verticalização. Isso já está consolidado no Tatuapé. Também, O Jardim Anália Franco, pertence à Vila Formosa. O jeitão," incompleto " do traçado, é mais ou menos: Salim Farah Maluf, Marginal Tiête, Av. Aricanduva, retornando, pedaço da Antonio de Barros, limite da Av. Conselheiro Carrão, retorna Av. Antonio de Barros, Rua Emília Marengo, por uma face da Pe. Landell de Moura, Rua Francisco Ziccardi até Av. Ver. Abel Ferreira, retornando à Avenida Salim Farah Maluf. Esse é mais ou menos o traçado do TATUAPÉ. Existem várias vilas como: Vl. Gomes Cardim, Vl. Azevedo, Vl Brasil, Vl. Lusitânia, Maranhão Parque São Jorge, Parque Piqueri, Vl Zilda, Vl NAlice, Vl Moreira, Cidade Mãe do Céu. Curiosidade: A Chácara Tatuapé pertence ao Belenzinho. Não é Tatuapé. Lindeiro com Belenzinho, Belém, Água Rasa, Vila Regente Feijó, Vila Formosa, Vl. Carrão, pedaço do Aricanduva, Penha. No lado oposto temos Vila Matilde. No oposto ao rio tiête temos uma pedaço da Vl Maria e um Pedaço do Parque Novo Mundo. Via de regra o RI correspondente, não exclusivo, é o 9º RI. Essa explicação é para ajudá-lo. Não é OFICIAL. Se, aproxima. O pedaço da Celso Garcia contemplado com a operação urbana, é mais amplo, no TATUAPÉ, menor pedaço, vai da Salim Farah Maluf até os baixos do Viaduto conhecido por Aricanduva. O complexo Padre Adelino feito no conceito de Estais, será muito útil. E vai ficar uma obra bonita. Há muito mais coisas interessantes. Espero tê-lo ajudado. Assim que sai a publicação ou apresentação vamos emitir nossa opinião. Não espere muito. Afinal, são políticos. Obrigado e Tchau!!!

 
 
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Leonidas de Souza

Não conheço nenhum Prefeito que não faça alterações no Plano Diretor da sua cidade para autorizar novas construções onde antes era proibido. Tenho certeza que a razão não é o financiamento das campanhas por parte das grandes empresas imobiliárias. Aliás, o Kassab teve um processo de cassação, que claro não vai dar em nada, sob acusação que teria sido financiado por um sindicato testa-de-ferro do Secovi, mera coincidência, sem dúvida. A cidade de Santos, a mais de 12 anos, não dá um passo sem que o dedo de um grande empresário do setor imobiliário não esteja envolvido. Dizem que ele é o verdadeiro Prefeito da cidade e que os titulares são apenas seus prepostos.

 
 
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Fulana

Como estudante de arquitetura não posso deixar de comentar. Essas regiões descritas como vazios ao longo da orla ferroviária são ocupados por favelas entre outros usos,como escolas de samba e outros. Como já de costume em seu governo de maquiagem o Senhor dito prefeito quer na verdade varrer essas pessoas do mapa. Só que ele esquece que essas zonas estão em área de ZEIS que são voltadas ao uso residencial por pessoas de baixa renda....ou seja....falando grosseiramente....NÃO PODE OCUPAR PARA USO COMERCIAL DE EMPREENTEIRAS e sim voltada a aquela comunidade local. Essa artimanha é perversa....arrumando novas leis para continuar higienizando a cidade.Isso não resolve o problema....muito pelo contrário....essas pessoas que saem...voltam ao mesmo local....sem suas casas....e cria-se aí um ambiente de mais desigualdade social....que fatalmente criará brechas para violência urbana...aumentando o numero de pessoas na cadeia....e os gastos públicos com ela...fora isso....o desgosto dessas pessoas em não votar NUNCA nesse cidadão.Menos mal....nos livraremos dele rsrsrsrs...

 
 
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Ricardo Santa Maria Marins

Boa Noite! Caros Blogueiros e Luis Nassif!!!

Por serem discutidas hoje, e de maneira FECHADA. Só após sua publicação ou apresentação será possível dizer algo. Assim que divulgarem o texto, para nós, público. Dá para ler e dar uma opinião. Porém, se já vier decidido. Vai valer para críticas construtivas. Obrigado e Tchau!!!

 
 
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CAIXA PRETA

Mas, que não se esqueçam da infra estrutura básica:

Alô SABESP. Estão em greve? Tem muito trabalho aí pela frente.

Lá vêm os Espigões acumular e aquercer a temperatura, em locais onde, ainda, à noite, baixa a neblina e, até, se vê "garoa"!

Era assim São Paulo do início dos anos 70: ainda havia "CASAS"!

 
 
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AGNALDO

Li que a Vila Prudente está incluida, sinceramente estão acabando com o bairro, quando era menino se jogava bola na rua e se podia andar tranquilamente no bairro, quase todos se conheciam, hoje não se ve crianças brincando nas ruas, o transito é infernal, não se tem mais espaços de convivencia, o Metro está chegando, mas desde 1978 ouço falar disso, agora que é realidade não me anima muito não.

 
 
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Márcio Bustamante

“outorga onerosa para as construtoras – recurso que possibilita ao construtor o pagamento de contrapartidas financeiras e de meio ambiente para erguer edificações acima do permitido pela lei de zoneamento.”

Hahaha!! Como assim?!?! A idéia por trás disso é a de que quem tenha dinheiro possa comprar uma licença para que a lei não seja nele aplicada!?

Rsrsrs! Êta Repúbliqueta de Banana que é esse Brasil!!

 
 
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Jura

"outorga onerosa para as construtoras – recurso que possibilita ao construtor o pagamento de contrapartidas financeiras e de meio ambiente para erguer edificações acima do permitido pela lei de zoneamento."

Eu queria saber por que essa permissão legal para burlar a lei é chamada de "onerosa", já que dá tanto lucro para quem se utiliza dela.

Se o zoneamento feito para disciplinar o uso do solo e evitar abusos, por que a própria lei trata de desrespeitá-los?

Dá pra perceber quem dita as leis em SP, como e em proveito de quem?

Dá pra entender por que o plano diretor está sendo aprovado na surdina?

 
 
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Jura

E mais:

"Reestruturação e Requalificação Urbana Bairros em que se tentará reverter o esvaziamento populacional pelo estímulo à verticalização, sobretudo perto da orla ferroviária (veja exemplos no quadro)"

Perguntem a quem já comprou apartamento do lado da ferrovia se dá pra dormir com um barulho daqueles.

"Urbanização em Consolidação Precisa aprimorar a infraestrutura de transportes e os terrenos vazios para atrair investimentos imobiliários. Exemplos: Jaraguá, São Domingos, Freguesia do Ó, Limão, Casa Verde, Mandaqui (parte), Butantã, Vila Sonia (parte), Rio Pequeno (parte), Morumbi, Cursino, Sacomã, Vila Matilde, Carrão, Vila Formosa, Água Rasa, Vila Prudente, Aricanduva, Vila Jacuí, São Miguel, Itaquera e São Lucas"

A recém inaugurada estação Sacomã do metrô não era "a mais moderna da América Latina"? Foi construída no lugar errado ou não adiantou nada?

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=207527

"Urbanização e Qualificação Área ocupada pela população de baixa renda que necessita de investimentos públicos e urbanização das ocupações. Exemplos: Perus, Brasilândia, Cachoeirinha, Jaçanã, Tremembé, Vila Medeiros, Tucuruvi, Jardim São Luís, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim São Luis, Jardim Ângela, Cidade Ademar, Cursino, Cangaíba, Cidade Tiradentes, São Rafael, Iguatemi, Ermelino Matarazzo, Ponte Rasa, Cidade Líder, Sapopemba, Jardim Helena, Vila Curuçá, Itaim Paulista, Lajeado e Guaianases"

Pronto, eles já decidiram qual é o lugar dos pobres.

http://moverlapa.blogspot.com/

http://www.slideshare.net/pelacidadeviva/movimento-defenda-so-paulo

 
 
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Jura

"As novas normas serão discutidas hoje entre os 55 vereadores, em reunião fechada."

Treze vereadores respondem as ações do MP acusados de serem patrocinados pelo mercado imobiliário. Um deles é dono de construtora. Até o Prefeito foi ameaçado de impeachment pelo mesmo motivo. Todos continuam governando e legislando.

Esse assunto está sendo mantido a sete chaves e quatro paredes na câmara. Nas reuniões públicas as comunidades paulistanas - não a "internacional" - apresentam suas críticas ao plano. Nas reuniões secretas a decisões são tomadas com base apenas nos interesses também secretos.

Por exemplo:

"Urbanização em Consolidação Precisa aprimorar a infraestrutura de transportes e os terrenos vazios para atrair investimentos imobiliários. Exemplos: Jaraguá, São Domingos, Freguesia do Ó, Limão, Casa Verde, Mandaqui (parte), Butantã, Vila Sonia (parte), Rio Pequeno (parte), Morumbi, Cursino, Sacomã, Vila Matilde, Carrão, Vila Formosa, Água Rasa, Vila Prudente, Aricanduva, Vila Jacuí, São Miguel, Itaquera e São Lucas"

Traduzindo: o poder público precisa construir metrô nesses bairros onde os especuladores já possuem terrenos estocados para valorizá-los. Mesmo que os moradores não consigam mais circular de um lugar para o outro e que o metrô fique superlotado pelo nível absurdo de adensamento em torno das estações.

Veja os detalhes aqui:

http://moverlapa.blogspot.com/

 
 
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anarquista

Prédios no Tatupé? Só se for em cima do outro.E estou considerando que o Tatuapé é imensamente maior do que consta no IPTU .Aliás é impossível saber com exatidão aonde fica o bairro.Porque as Vilas não sei do que e os Jardins vários, e os parques mil,são todos denominados Tatuapé na compra e venda de imoveis.

Até o Jardim Analia Franco é considerado Tauapé, que está trocentos mil metros da av Marginal ( imediações do Corinthias)que tbm é considerada Tatuapé- Parque São Jorge.

Mas aproveito a ocasião pra cobrar de alguma autoridade da prefeitura que estiver lendo, se os srs. irão deixar a ex charmosa av Celso Garcia, neste lixo que é hoje.-- grande parte dela é ''''Tatuapé''.

E um elogio: Parabéns por realizar uma obra que o bairro pedia há mais de 30 anos; Complexo Padre Adelino( leio no jornal do bairro que será entregue em Outubro)

 
 
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Ivan Moraes

Acabei de ver todos os 3 sites mencionados no google earth. Eles nao teem espaco pra "crescimento" sem massiva compra de favores legais.

Sao Paulo nao aprende nada, nunca.

 
 
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Fernando M.A.

O pior que o departamento da Secretaria da Habitação que cuida do solo e novas edificações deve ter um grande número de engenheiros e arquitetos que estão para se aposentar (menos de cinco anos) e nem possuem substitutos ainda. Quando substituírem (se conseguirem devido as condições de trabalho), vai entrar muita gente nova, sem experiência no assunto e quase ninguém para treinar, isso vai causar ainda mais problemas na execução do Plano Diretor, pois não terá o antigo para explicar ao novato que determinada permissão pode causar mais problemas ao todo e não deve ser feita.

 
 
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André

Tudo menos a construção de mais prédios! Basta de espigões na cidade.

 
 
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Delmiro

Para isso , o programa de incendiar favelas deve continuar com todo ardor, e o plano de tungar as águas do Rio de Janeiro.

http://www.tijolaco.com/ De Brizola Neto

Devagar, tucanos, com as águas do Paraíba do Sul. Devagar com o andor, que o Rio Paraíba do Sul pertence a todos! segunda-feira, 24 maio, 2010 às 21:09

A maior parte das pessoas – em São Paulo, em Minas e no Rio de Janeiro - não sabe, mas está em curso um projeto de extrema gravidade e delicadeza do ponto-de-vista ambiental. É o seguinte: em fevereiro de 2008, o então Governador de São Paulo, José Serra, assinou o decreto estadual número 52.748, criando um grupo de trabalho para propor soluções para o abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo.

Muito, bem, é mesmo necessário. Mas entre as conclusões destes estudos, surgiu a proposta de bombear até 20 m³ da água do Rio Paraíba do Sul para cima da Serra da cantareirta, para reforçar o sistema de abastecimento de água paulistano. E isso está provocando imensa apreensão nas cidades do Vale do Rio Paraíba, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro.

O motivo é que se trata de um volume de água enorme captado quando a vazão do rio ainda é muito pequena, por estar no início do seu curso. Portanto, quando a retirada de água cria uma situação mais sensível.

Não se trata de ser contra a transposição de águas para o abastecimento humano. De jeito nenhum, porque as águas do mesmo Paraíba do Sul são transpostas, na altura da Serra das Araras, para fornecer água para o sistema Guandu, que serve o Rio de Janeiro. Mas, ali, apesar de todo o impacto que isso cria, estamos falando de um rio formado, não de suas nascentes.

Semana passada, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão executivo da Secretaria Estadual do Ambiente, Luiz Firmino Martins Pereira, disse que é extremamente preocupante o projeto, durante audiência pública realizada na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para debater o projeto do governo de São Paulo,

Os municípios paulistas banhados pelo Paraíba, como vocẽ vẽ no vídeo que posto aí em cima, tambṕem estão muito preocupados. É uma decisão extremamente grave. O polêmico projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, por exemplo, fala em retirar 3,5% da vazão do rio, já num trecho onde ele tem vazões de cerca de 1.800m³ por segundo.

Dependendo do projeto, estamos falando em retirar algo como 20% da vazão de um rio que ainda está se formando.

Devagar com o andor, que o Rio Paraíba do Sul pertence a todos.

Alguns Comentários Geraldo Chaves — 24 de maio de 2010 @ 21:23

Isso justifica sua fama vampiresca. O cara deixa esse “decreto estadual” para causar mais TERROR! E eu pensando que já tinha ficado livre dele para sempre, já que a eleição vai ser um banho (sem agua do Paraiba) da Dilma. --------------

 
 

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